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Proposta polêmica

Planos de saúde devem pagar remédios?

Presidente da ANS diz que os pacientes se consultam no setor privado e retiram o medicamento no SUS

Planos de saúde devem pagar remédios?
Os planos cobrem apenas os medicamentos utilizados durante a internação (Fonte: Panarello)

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Uma nova proposta envolvendo os planos de saúde foi defendida nesta quarta-feira, 4, em São Paulo pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin. Trata-se do financiamento por parte dos planos de saúde dos medicamentos de uso domiciliar.

Atualmente, os planos de saúde cobrem apenas os medicamentos utilizados durante a internação dos pacientes. O presidente da ANS afirmou que irá discutir em 2010 “como incorporar o benefício do medicamento de alguma forma […] Quero fazer, se é possível não sei”.

Custos dos atendimentos de urgência

Maurício Ceschin disse que, hoje, os pacientes se consultam no setor privado e retiram o medicamento no SUS, e ressaltou que os planos de saúde em outros países fazem esse tipo de cobertura.

O presidente da ANS também questionou o fato de os planos de saúde não contribuírem para o atendimento de urgência feito por ambulâncias do SUS: “Quem faz o atendimento emergencial é a saúde pública. Por que o sistema privado dá o direito e não faz? Por que não se liga ao sistema público e ajuda a financiar?”.

Acréscimo de custo

Solange Mendes, diretora executiva da Fenasaúde, que reúne operadoras do setor, disse que a proposta precisa ser debatida, pois “cada acréscimo de serviço é um acréscimo de custo. Será que a sociedade quer pagar mais?”.

Caro leitor, você acha que as propostas defendidas pelo presidente da ANS são viáveis ou isso acarretará mais custos para o consumidor?

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Fontes:
Estadão - Presidente da ANS quer remédio pago por plano

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5 Opiniões

  1. Élio J. B. Camargo disse:

    É fácil exigir mais, mas pagar os custos disso é o problema.
    As pessoas não devem ser tratadas como irresponsáveis e sim assumir a saúde como responsabilidade de cada um.
    Tudo é causa e efeito. Tirando a questão genética, alimentação, vícios, exercícios, enfim, nosso modo de vida são as causas. Os efeitos será na saúde. Portanto, temos que administrar as consequências e não achar que os outros têm que pagar por nossas irresponsabilidades.
    Plano de saúde é seguro e como tal o prêmio (pagamento) deveria ser proporcional ao dano e cuidados consigo próprio.
    Élio Camargo

  2. João Cirino Gomes disse:

    Somos carentes é de seriedade! Dai é que surgem os problemas sociais! Pagamos INSS para ter acesso à saúde, e os políticos constroem hospitais com dinheiro publico e ficam tentando nos obrigar a fazer planos de saúde particular: Sem contar que alguns até desvia medicamentos de hospitais públicos para seus hospitais particulares! Pagamos para ter educação, mas os políticos tanto montam escolas particulares, ou se associam a elas; e jogam na lama a educação Estadual e municipal, com a intenção de forçar o cidadão a estudar em escola particular!

    Pagamos uma infinidade de taxas para termos direito a rodar nas estradas e rodovias nacionais; mas depois que usam nosso dinheiro, ou seja, nossos impostos e as constroem, os políticos privatizam estas rodovias, para favorecer seus amiguinhos, familiares e sócios, e nos obrigam a pagar valores absurdos, para rodarmos nas mesmas estradas que foram construídas com nossos impostos!

    Pagamos impostos para ter segurança; mas se quisermos ter segurança somos obrigados a pagar segurança particular!
    E nos bairros de periferia, coitado de quem precisar da policia!
    É, ou não é uma situação deprimente: O cidadão se sentir lesado e enganado constantemente?
    Por este motivo meu Voto é Nulo! Digitarei 0000 e confirmarei; darei um voto de confiança ao Nulo!

  3. Paulo M. A. Martins disse:

    Não é aceitável um Plano de Saúde Público concorrer e ou suportar os custos de um Plano de Saúde Privado. É, pura e simplesmente, imoral.

    O Plano de Saúde Público, no caso vertente o SUS – Serviço Único de Saúde do Brasil, deve ser integralmente suportado pelo Orçamento da União, atentas, também, as contribuições dos cidadãos.

    O Plano de Saúde Privado deve ser integralmente suportado por todos os seus beneficiários. Tanto mais, porque só vai para um Plano de Saúde Privado quem quer, ninguém é obrigado – o respeito pela livre vontade do beneficiário.

    Assim como, quando a um seguro privado está associada uma empresa ou entidade patronal, seja ela pública ou privada, também ela, deve comparticipar nos seus custos de manutenção e operacionais, em função do seu universo de representados – trabalhadores.

    Quando, sob o ponto de vista Constitucional, “A SAÚDE É UM DIREITO DO CIDADÃO, DEVER DO ESTADO”, importa haver uma harmonização, imputando a cada um dos Planos de Saúde, que a ele recorrem, os custos decorrentes da utilização do Serviço Público.

    Como princípio básico: Não faz sentido, por imoral, o Serviço Público custear o que quer que seja de um Plano de Saúde Privado.

    Estamos perante entidades – Pública e Privada – com objectivos antagónicos. A Privada, visa objectivamente o lucro, enquanto o Serviço Público cumpre uma função social de carácter universal. Obviamente, quem se auto exclui dessa universalidade social, faz uma opção clara e definitiva, e, como tal, terá que assumir os seus custos, sem que o Estado ressarcie do que quer que seja.

    Se, quer um quer o outro, assumissem e seguissem este princípio haveria muito mais justiça social e qualidade dos serviços prestados. Inclusive, os seus benefícios poderiam ser amplamente ampliados.

    Este tema, certamente, levar-nos-ia bastante longe, quanto à sua análise e discussão.

    Sou um português, radicado no Brasil, em Fortaleza (CE) e fui um dos fundadores, gestores e conselheiro dos SAMS – Serviços de Assistência Médico-Social dos Bancários Portugueses, hoje, um modelo do que deve ser a administração de cuidados medico-medicamentosos, com um Hospital Privativo, do mais moderno e evoluído que existe em Portugal e na Europa, para não dizer no Mundo.

    Curiosamente, muito, quase tudo, do funcionamento dos actuais Planos de Saúde Privados foram integralmente copiados dessa experiência ímpar, reconhecida em Portugal e em toda a Europa.

    Quando se apela ao elevado custo da prestação de cuidados de Saúde, deparamo-nos com um falso problema.

    Exemplificando: Para a manutenção dos SAMS – Seviços de Assistência Médico-Social dos Bancários Portugueses, os bancários contribuem com 1% da totalidade da sua folha de salários, enquanto as entidades patronais – o Bancos – contribuem com 5,5% dos salários pagos, o que obriga a uma gestão com parcimónia e criteriosa dos seus recursos.

    Não é por acaso que, já por mais de uma vez, quer o Governo quer o Serviço Nacional de Saúde de Portugal tentaram, em vão, apropriarem-se da Instituição SAMS a nível nacional…

    Fundados em 1976, após a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, o seu crescimento tem sido imparável, com a particularidade de serem geridos, administrados, pelos próprios bancários, à escala nacional e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

    Entretanto, dado que os SAMS assumem o papel do Estado, no que se refere à prestação de cuidados de Saúde, as Direcções têm vindo a reivindicar uma contribuição ‘per capita’, a financiar pelo Orçamento do Estado. Tanto mais, porque os bancários portugueses pagam os seus impostos ao Estado, sem qualquer outro benefício.

    Lamento profundamente que, quer a Rádio, a Televisão e a Imprensa, não dediquem parte do seu espaço disponível na discussão destes e doutros assuntos, que a todos interessam vivamente.

    Fazer, continuar a fazer, do brasileiro comum um coitadinho, sempre de mão estendida para obter e receber o que por direito próprio lhe pertence, é uma verdadeira afronta e provocação à dignidade e aos Direitos Humanos!

    Tanto mais, porque o Brasil, pela mão do Grande Mestre do Jonalismo Mundial, Austregésilo de Athayde, ex-presidente da ABL – Academia Brasileira de Letras, como seu co-autor, foi um dos pais da Declaração Univeral dos Direitos Humanos, em Paris, em 1948.

    No meu entendimento, ‘Opinião e Notícia’, deveria tomar a iniciativa de promover um amplo debate, entre os leitores, sobre este assunto, assim como de outros que se viessem a justificar.

    Da minha parte, estou disponível para colaborar e participar nessa tarefa-força, pois estou convicto de que muita luz se fará.

    Obviamente, o que pretendi transmitir, é apenas uma ligeira amostragem do que se pode e deve fazer, tanto mais porque atingimos a primeira década do Séc. XXI.

    Para haver mudança, é preciso que as coisas mudem!

    Paulo M. A. Martins
    Fortaleza (CE)
    paulo.m.a.martins@gmail.com

  4. andre becker(Santos/SP) disse:

    plano de saúde é atestado de imcopetencia do governo

    e voce tem plano de saude para entrar em filas mais rapidas somente.

    os planos são um vergonha, os consumidores desse serviços são pisoteados sem parar por essas empresas e ninguem as esta punindo.

    enquanto isso toda a rrecadação que o governo rouba da população e vai para o susu so enche os bolsos deles.

  5. JOSÉ AURELIANO DE ALMEIDA disse:

    SOU APOSENTADO E PAGO PLANO DE SAÚDE (já que o governo federal não oferece condições dignas ao cidadão, ficando o mesmo exposto a humilhação em longas filas e espera de dias e meses para ser atendido) e INSS. POR CONSEGUINTE TENHO DIREITO AOS BENEFICIOS DO SUS PELO FATO DE CONTRIBUIR COM A PREVIDENCIA.

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