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União Europeia

Presidente da Comissão Europeia exorta países do bloco a acomodar 160 mil imigrantes

Em seu primeiro discurso do Estado da União, Jean-Claude Juncker lança plano de emergência para redistribuir imigrantes e aliviar a crise migratória

Presidente da Comissão Europeia exorta países do bloco a acomodar 160 mil imigrantes
Juncker pediu aos europarlamentares para não 'fecharem os olhos' diante da crise migratória (Foto: Wikimedia)

Na contramão de uma onda anti-imigração que tomou países europeus como a Hungria, empenhado em construir uma cerca de mais de 177 quilômetros na sua fronteira com a Sérvia, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, propôs nesta quarta-feira, 9, um plano de emergência para acomodar 160 mil imigrantes deslocados em países do bloco europeu.

Em seu primeiro discurso do Estado da União ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, Juncker implorou para que os líderes não permaneçam indiferentes diante de um dos desafios humanitários mais difíceis já enfrentados pela Europa.

“Fechar os olhos para as pessoas pobres e indefesas, isso não é a Europa”, disse.

Juncker fez referências históricas ao passado do continente, destacando que os europeus “devem se lembrar que a Europa é um continente onde quase todos já foram refugiados, em determinado ponto da história”.

Juncker é o segundo presidente da Comissão Europeia a fazer um discurso do Estado da União. Apenas Durão Barroso havia se dirigido ao Parlamento Europeu em um discurso previsto desde dezembro de 2009, quando o Tratado de Lisboa entrou em vigor, reformando o funcionamento da União Europeia.

A maioria dos imigrantes que tenta entrar na Europa fugiu de guerras no Oriente Médio e na África. Segundo Juncker, a situação de pessoas dormindo em estações de trem e em praias em vários países do continente é inaceitável e deve ser contornada antes da chegada do inverno no Hemisfério. O plano de Juncker, peça central de seu discurso, visa obrigar os países europeus a redistribuir os imigrantes que estão chegando principalmente na Grécia, Hungria e Itália.

Longe de um consenso

Em junho, os líderes europeus não conseguiram chegar a um acordo sobre uma promessa vaga para redistribuir uma cota muito mais modesta, de até 40 mil imigrantes, em países do continente. Também não ficou claro se um contingente de 160 mil pessoas seria suficiente para resolver o problema contínuo da imigração na Europa. Só a Alemanha, o país mais hospitaleiro do continente, disse que espera receber 800 mil pedidos de asilo neste ano.

Juncker pediu aos ministros de Assuntos Internos dos países membros da União Europeia para aprovarem seu plano na sua próxima reunião conjunta, na segunda-feira, 14. Não há garantias de que os ministros vão aceitar o plano. Muitos governos estão lidando com o crescente apoio a grupos nacionalistas e anti-imigrantes em seus territórios. Países como a República Checa e a Hungria devem continuar resistindo à imposição de cotas obrigatórias.

Fontes:
The New York Times - European Official Calls for Continent to Take In 160,000 Migrants

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1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    No filme The savage innocents (1960), sangue sobre a neve no Brasil, a esposa (Yoko Tani) do esquimó (Anthony Quinn), ensina um branco, que “quando vão para outros países tem que levar suas mulheres, não suas crenças”. O medo dos europeus em acolher os “imigrantes”, é que tantos Sírios ou africanos na Europa, com suas crenças e idiossincrasias, pode transformar seus países na Síria,… ou na África.

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