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Partidarismo extremo

Republicanos insinuam que Hillary Clinton estaria fingindo doença

Doença de Hillary é questionada por comentaristas de direita, que sugeriram que ela estaria fingindo para evitar depor sobre Benghazi

Republicanos insinuam que Hillary Clinton estaria fingindo doença
Hillary sofreu queda que teria causado a formação de um coágulo sanguíneo no cérebro (Reprodução/Internet)

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O novo ano não começou com uma bala de canhão catapultando os EUA para o “precipício fiscal”, mas com um surto de cinismo conspiratório.

Desta vez o alvo é a secretária de Estado Hillary Clinton, cuja queda e concussão, seguidas por um coágulo de sangue encontrado entre seu cérebro e crânio, fizeram surgir teorias embaraçosas.  Em essência, essas teorias sugerem que Hillary estaria mentindo, porque ela é o tipo de pessoa capaz de fazer qualquer coisa para evitar depor sobre Benghazi no Congresso.

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Vários comentaristas da direita opinaram no Twitter e na TV – as fontes e os veículos mais eficazes para espalhar boatos e insinuações –  que Clinton estaria fingindo sua contusão para não depor perante as comissões parlamentares que investigam o ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, que levou à morte do Embaixador Christopher Stevens e de três outros americanos.

Um relatório independente publicado no mês passado culpou o Departamento de Estado pelas mortes ocorridas na Líbia. O relatório não só apontou a fraca segurança no complexo de Benghazi, que dependia fortemente de forças locais com lealdades conflitantes, como também sugeriu que os pedidos de reforço da segurança foram ignorados ou negados pelo Departamento de Estado, sob o comando de Hillary.

O sentimento de que Clinton poderia não querer depor sobre o assunto não é sem razão. É difícil imaginar a agonia de saber que a sua falta de vigilância pode ter contribuído para quatro mortes. Mas os ataques contra Clinton durante sua doença, essencialmente ataques questionando seu caráter, têm sido cruéis e injustos.

Clinton desmaiou por causa de uma desidratação associada a um surto de gripe, bateu a cabeça e sofreu uma concussão, após a qual um coágulo de sangue foi descoberto. Ela teve que ser hospitalizada enquanto recebia medicamentos anticoagulantes e era monitorada por médicos.

Embora seus críticos tenham recuado uma vez que o coágulo foi descoberto, as reações iniciais variaram de “Ela está fingindo” a exigências de atestados médicos que comprovassem a contusão.

John Bolton, ex-embaixador dos EUA para as Nações Unidas, chamou o estado de saúde de Clinton de uma “doença diplomática” para evitar depor sobre Benghazi. Mais tarde, após a divulgação do coágulo, ele sugeriu que os detalhes sobre a gravidade de sua doença não foram divulgados em um esforço para protegê-la e não prejudicar suas chances na eleição presidencial de 2016.

Não é preciso ser fã de Hillary Clinton para se sentir contaminado pela raiva e virulência com que ela e muitos outros são atacados – injusta e desproporcionalmente – na mídia.

 

Fontes:
Washington Post - The character assassination of Hillary Clinton

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