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São Paulo: megalópole do luxo kitsch

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Reportagem do Le Monde mistura fatos com distorções ao fazer uma crítica aguda da elite econômica paulista.


A distorção a respeito do Brasil é um prato que a imprensa estrangeira está acostumada a servir com habilidade e prazer. O jornalista francês confunde rio Tietê com Pinheiros, faz afirmação impossível de que um favelado na Zona Sul de São Paulo não ganha 30 reais por mês, mas sua reportagem é baseada numa verdade central: dada a pobreza do país (e da favela do outro lado do rio) o consumismo desenfreado é um absurdo. Abaixo um resumo do texto do Le Monde.

Capital do contraste, a cidade abriga miséria e luxo. A loja Daslu simboliza o consumismo excessivo da elite paulistana. Com 20.000m2 de luxo absoluto, o novo shopping-bunker conta com vendedoras que são proibidas de se dirigir às clientes. O custo da nova loja foi de US$ 50 milhões. Lá se acha produtos de todas as grifes famosas: bolsas Vuitton, jeans Dolce & Gabbana, sapatos Gucci; carros (Mini Cooper e Maserati), TVs de tela plana, modelos de iates. Pode-se chegar de helicóptero e tomar um champagne no bar projetado por David Collins, o arquiteto preferido de Madonna.

Os fazendeiros ricos do interior chegam em seus jipões 4×4 blindados, acompanhados de um segundo carro com a segurança, para fazer suas compras. Do outro lado do rio, o Tietê, os habitantes da favela Coliseu não ganham por mês os 30 reais que custa o estacionamento na loja.

Fontes:
Le Monde - Sao Paulo, mégalopole du luxe kitsch

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9 Opiniões

  1. Alair Ferreira disse:

    Os brasileiros — paulistas, aliás — deveriam demonstar, aos brados retumbantes, que não precisam ir ao Faubourg St. Honoré, para consumir os mesmos badulaques e penduricalhos franceses que a elite francesa consome. Na verdade, o que o colonialista Le Monde está dizendo é que, nos franceses, essas bugigangas são chic, em nós, kitsch. Depois reclamam porque lhes queimam as embaixadas.

  2. Fernanda disse:

    Por mais distorções que possa ter, a matéria do Le Monde mostra uma realidade brsileira que não gera dúvidas: a pobreza e a exacerbação do luxo caminham de mãos dadas.

  3. Anônimo disse:

    Tenho orgulho de nunca ter pisado lá apesar de ter sido convidada várias vezes.

  4. Sandra disse:

    Não devemos nos esquecer das diversas propagandas que “alienam” a população tornando-a ser adoecido pelo simples QUERER sem necessitar; vivemos como Renato Russo já disse a “Geração Coca-cola”, sem profunda identidade, apenas dividindo o luxo e lixo, se estamos nessa situação somos também reponsáveis por aceitá-la de certo modo pacificifamente. Novelas, rádios, TV's , o consumismo não é fato apenas para os ricos, pior ainda, é realidade para classe média (já extingüida), alívio de opressões, alienação de ideías e construtivo para a falsa personalidade que vive do puro ár materialista, visto em bares, casas de shows, shoppings entre outros.

  5. Bárbara Crespo disse:

    Enquanto a mídia (vulgo novelas) continuar influenciando na cabecinha das pessoas sobre moda e coisas populares que os famosos usam, as pessoas não deixarão de consumir… é o que rege o mundo: capitalismo selvagem, enquanto uns compram roupas na Daslu, outros comem no restaurante do povo onde o prato custa 1 real.

  6. Antonio Carlos Reis disse:

    São Paulo é a meca do consumismo. Incrível o que vc vê por lá, as pessoas compram muito, e não saõ apenas os paulistanos, gente que vem de fora, são muitos Shopings, centros comerciais, fico pensando o que se faz com tantas bugigangas, as pessoas querem é comprar, gastar dinheiro, é uma mania um vício, as pessoas se realizam comprando, sei que o consumo estimula a produção mas a questão é que existe um imenso contigente que não faz parte desse mercado consumidor e fica com as sobras daqueles que consomem, um grupo que se realiza através do consumo, outro que não pode consumir ou que sub consome mas que também gostaria de ser consumidor, e a cada dia as pessoas estão mais consumistas, isso é uma epidemia e de consequencias imprevisíveis, isso produz esgotamento dos recurso naturais e enorme produção de lixo, é preciso repensar esse modelo de mercado.

  7. Andre Cesar STALTZ disse:

    Que São Paulo abriga luxo e lixo ninguém duvida. A questão que me intriga é: Le Monde está igualando esse contraste consumo-miséria ao contraste felicidade-tristeza? O que está errado, na minha opinião, é a mídia e a sociedade “geração Coca-cola” apontarem os excessos e vícios como fonte de alegria. Não acho que deveríamos ter dó dos pobres, nem acho que devemos dividir o luxo dos ricos com todo mundo. Simplesmente acho que consumo não implica felicidade, apesar das interseções. Ninguém precisa do luxo, todos precisam do essencial: “Nem tudo o que você quer é bom; nem tudo o que é bom você quer.”

  8. eleison disse:

    A questão de toda essa distorção é cultural.por isso que temos que aplaudir a iniciativa do nosso presidente Lula de subsidiar curso superior para todo aquele que tem interesse em promover o desenvolvimento da capacidade intelectual e moral e instruir-se.

  9. Bruno disse:

    Para mim, tudo não passa de falta de neurônios.

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