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Sérvia relembra massacre de Srebrenica

Conflito em 1995 deixou cerca de oito mil muçulmanos mortos

Sérvia relembra massacre de Srebrenica
Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro turco, e Boris Tadic, presidente da Sérvia (Fonte: AP)

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No último dia 11, o presidente da Sérvia, Boris Tadic, homenageou publicamente os oito mil muçulmanos bósnios mortos na cidade de Srebrenica, durante o massacre perpetrado por tropas sérvias em julho de 1995. A cerimônia contou com 775 caixões de vítimas recém-identificadas que foram enterradas no cemitério Potocari, perto da cidade. Para o mundo inteiro, as questões envolvendo Srebrenica não têm ambigüidade alguma, mas para os sérvios trata-se de um problema complexo.

Muitos sérvios afirmam que o massacre de Srebrenica foi parte de uma guerra muito maior, na qual as vítimas sérvias são ignoradas. O líder bósnio de origem sérvia Milorad Dodik, que não compareceu à cerimônia, afirmou que, embora reconhecesse que os assassinatos haviam sido criminosos, eles não deveriam ser classificados como um genocídio. Ao contrário de Tadic, Dodik enfrentará eleições no fim do ano.

Essa opinião, no entanto, parece estar mudando. A aparição de Tadic na cerimônia surge após uma resolução do parlamento sérvio de março deste ano, que condenou o massacre. Esse e outros eventos criaram um clima pouco amistoso entre a Sérvia e a República Sérvia da Bósnia.

O Exit music festival, realizado em Novi Sad, capital da província da Voivodina expôs o rosto da nova Sérvia. O nome foi escolhido em 2000, para expressar o desejo dos organizadores, de deixar o nacionalismo sérvio para trás. Seu palco é a fortaleza de Petrovaradin, erguido pelos austríacos às margens do Danúbio para proteger seus territórios dos exércitos do Império Otomano. Nos dias atuais, os turcos são uma presença constante, e cada vez mais amigável na região, e o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan esteve presente na cerimônia de Sreberenica. Se a tentativa sérvia de se juntar à União Europeia esbarrar na política de captura dos criminosos de guerra, na resolução da situação do Kosovo ou na má-vontade com o crescimento encontrada em países como a Alemanha, uma melhora nas relações com países como Rússia, China e Turquia é uma alternativa atraente.

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Fontes:
Economist - The long goodbye

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