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MEIO AMBIENTE

UE propõe banir produtos plásticos descartáveis

Proposta visa banir ou alterar o consumo de itens que representam o ‘top 10’ dos resíduos plásticos mais encontrados em praias e rios

UE propõe banir produtos plásticos descartáveis
Itens incluem canudos, garrafas, pratos e talheres descartáveis (Foto: Flickr/Jedimentat44)

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Uma ambiciosa proposta apresentada pela Comissão Europeia na última segunda-feira, 28, pretende livrar as praias e rios da Europa da poluição gerada por produtos plásticos descartáveis e colocar o continente na vanguarda da redução da poluição marinha.

A proposta inclui medidas que reduzem ou alteram o consumo e produção de itens que representam o “top 10” dos produtos descartáveis mais encontrados em praias, entre eles, canudos, hastes de cotonetes, talheres descartáveis e material de pesca.

“Estamos correndo o risco de afogar nossos oceanos em plástico, com um efeito devastador para a nossa cadeia alimentar e saúde humana. Estão no ar [os resíduos plásticos], em nossos mares, nossos alimentos e também em nosso organismo”, disse Frans Timmerman, vice-presidente da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE) responsável pela proposta.

Segundo Timmerman, a proposta “vai banir produtos de uso único” e fazer a Europa liderar o caminho na corrida global para limpar os mares. A proposta impõe diferentes medidas a depender de cada produto. Produtos de uso único que já contam com alternativas serão banidos do marcado único europeu. Em outros casos, as empresas produtoras se tornarão responsáveis por cobrir os custos do gerenciamento dos resíduos e por criar campanhas para alertar para o risco dos resíduos plásticos. Além disso, os membros do bloco teriam a meta de coletar para reciclagem 90% das garrafas plásticas produzidas até 2025.

Segundo a Comissão Europeia, além de reduzir a poluição plástica nos mares e rios, juntas, as medidas têm potencial para contribuir de forma significante para a meta da UE de reduzir em 3,7 milhões de toneladas o dióxido de carbono lançado na atmosfera até 2030. Por ano, são consumidos no continente 46 bilhões de garrafas plásticas, 36 bilhões de canudos, 16 bilhões de copos plásticos para café e dois bilhões de embalagens plásticas, segundo um relatório da Seas at Risk, uma organização ambiental que promove medidas em prol da vida marinha.

Para entrar em vigor, as medidas precisam ser aprovadas por todos os 28 membros da União Europeia. Timmermans afirma que isso não significa que produtos usados no cotidiano irão desaparecer, mas sim que serão substituídos por outros, com composição menos danosa ao meio ambiente.

“Na prática, isso significa que você não verá mais cotonetes de hastes plásticas e uso único nas prateleiras dos supermercados, mas sim outros feitos de materiais ecológicos. O mesmo vale para canudos, mexedores de plástico, hastes de balões, talheres e pratos descartáveis. Ainda será possível organizar um piquenique, beber um coquetel e limpar as orelhas. A diferença é que você terá o bônus de fazer isso com a consciência limpa em relação ao impacto ambiental de suas ações”, explica Timmermans.

Vários países da Europa, como Dinamarca, França, Bélgica, Itália e Portugal, já tomaram medidas para reduzir os resíduos plásticos em seus respectivos países nos próximos anos. Além disso, em uma pesquisa, feita pela União Europeia, 85% dos entrevistados se disseram a favor de medidas para reduzir a poluição gerada por materiais plásticos descartáveis.

 

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