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Lavagem cerebral

É certo modificar a mente de um criminoso?

Pesquisadores gaúchos anunciaram um projeto que vai estudar o cérebro de cinqüenta jovens homicidas, com idade entre 15 e 21 anos, detidos na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo.

Eles serão submetidos a uma série de imagens e sons violentos enquanto uma máquina de ressonância magnética funcional analisará a atividade de várias regiões do cérebro, principalmente o lobo frontal. Estudos feitos nas últimas décadas apontam que alterações no funcionamento do lobo frontal, situado sob a testa, podem ser responsáveis por perturbações no juízo crítico e por um aumento da agressividade.

A pesquisa polêmica desencadeou protestos por parte de cidadãos e entidades ligadas aos direitos humanos. A questão é, supondo-se que se confirme a hipótese de que há alterações no cérebro dos infratores, que uso se fará dessas informações?

Os cientistas defendem que pesquisas que visam estudar e modificar o comportamento de delinqüentes e psicopatas podem ser apresentadas à sociedade como uma solução ao problema da criminalidade.

Fontes:
Veja - O dilema de mexer na mente

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1 Opinião

  1. Rodney Taboada disse:

    Em primeiro lugar não existem jovens homicidas.Existem sim jovens que cometeram homicidio. Cada jovem e cada homicidio é intrinsecamente diferente do outro.O estudo do homicidio como fato social à la Durkheim,é outra coisa.E há ainda o estudo estrutural das chamadas personalidades psicopáticas que podem ou não cometerem homicidios. Me parece que a forma mais promissora de estudo deste tipo é o estudo das personalidades psicopáticas que mesmo não tendo cometido o homicídio poderiam fazê-lo.

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