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Qualidade de vida

A estressante vida dos pilotos de drones

Um estudo de 2011 da Faculdade de Medicina Aeroespacial da Força Aérea constatou que quase metade dos operadores de drones de espionagem sofre de altos níveis de estresse

A estressante vida dos pilotos de drones
Por trás de todo drone aéreo há um operador humano (Fonte: Reprodução/Veja)

Por trás de todo drone aéreo há um operador humano. Milhares deles são civis que trabalham para empresas terceirizadas. Os civis não disparam mísseis, mas controlam aviões de espionagem e os consertam em caso de avaria. Andrew Lohmar, por exemplo, pilotou os drones de monitoramento Scan Eagle para a marinha americana por mais de cinco anos. Ele estava lotado no Iraque, em navios e até mesmo em plataformas de petróleo no Golfo Pérsico.

Quando sua equipe (formada por duas pessoas) forneceu dados para a operação de resgate de americanos que haviam sido tomados como reféns de piratas somalianos a bordo do Maersk Alabama, um navio contêiner, em 2009, eles trabalharam sem parar durante cinco dias. Não surpreende, portanto, que um estudo de 2011 da Faculdade de Medicina Aeroespacial da Força Aérea constatou que quase metade dos operadores de drones de espionagem sofre de altos níveis de estresse. Uma nova organização de acordo coletivo, a Associação de Operação Não Tripuladas (AUO, na sigla em inglês), tem a intenção de representar os operadores de drones. (Os operadores militarem não têm o direitode se sindicalizar.)

Sam Trevino, presidente da AUO, preocupa-se com os turnos longos e a queda da remuneração. Pilotos de drones recém-formados costumavam ganhar mais de US$ 100.000 por ano, mas conforme as guerras americanas e os cortes orçamentários se fizeram sentir, os salários caíram e a insatisfação cresceu entre os operadores. O mundo se acostumou a ataques de drones, mas uma greve de operadores de drones seria algo novo.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia
Tradução:Eduardo Sá

Fontes:
Economist - Alone with a joystick

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