Música na internet

A morte lenta dos direitos digitais

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Há algum tempo as principais gravadoras insistem em que as músicas vendidas na internet deveriam ser embaladas em pacotes virtuais para impedir que sejam repassadas.

No início deste mês, uma mulher norte-americana, mãe de dois filhos, cujo salário é de 36 mil dólares por ano, foi multada em 222 mil dólares por ter feito download, e disponibilizado na Internet, de músicas protegidas por direitos autorais. Logo em seguida, no dia 10 de outubro, uma das mais bem sucedidas bandas de rock do mundo, o Radiohead, prometeu colocar online seu novo álbum e, com isso, passou para os fãs a função de estabelecer o preço que eles estão dispostos a pagar.

O setor da música – unido em prol do "gerencialmento digital de direitos" (DRM) – está em queda acelerada. Em abril, a terceira maior gravadora do mundo, a EMI, anunciou que iria renunciar ao DRM. Em agosto, a Universal Music começou a autorizar downloads livres de músicas protegidas por DRM.

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