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canabinoide sintético

Aumenta o número de emergências nos EUA após consumo de droga sintética que imita a maconha

Aumento no número de visitas a emergências e ligações aos centros de controle de veneno está associado ao uso de canabinoide sintético conhecido nas ruas como 'spice'

Aumenta o número de emergências nos EUA após consumo de droga sintética que imita a maconha
Foto de dois irmãos internados após uso de spice nos EUA (Divulgação/Karen Stallings)

Uma variação mais potente e perigosa de uma droga conhecida como “spice” nos EUA, vem aumentando o número de visitas a salas de emergência, de ligações a serviços de controle de veneno e de mortes em todo o país, de acordo com autoridades americanas da área da saúde.

Nas primeiras três semanas de abril, centros estaduais de controle de veneno receberam mil relatos de reações adversas ao “spice”, o nome usado nas ruas para uma série de substâncias sintéticas que imitam os efeitos da maconha. O numero é mais que o dobro recebido entre janeiro e março deste ano, de acordo com a Associação Americana dos Centros de Controle de Veneno.

Os casos de emergências associados ao uso do spice ou uma combinação da droga com outras substâncias, aumentaram quatro vezes este ano na comparação com o ano passado. Departamentos de Saúde no Alabama, Mississippi e Nova York emitiram alertas este mês sobre o aumento no número de usuários de spice sendo levados às pressas a hospitais com sintomas de ansiedade extrema, comportamento violento e delírios, com alguns desses casos resultando em morte. Aumentos semelhantes ocorreram no Arizona, Flórida, Nova Jersey e Texas.

Especialistas não sabem se o problema reflete um maior uso da droga no país ou uma formulação particularmente perigosa dela. Agências de segurança do governo têm lutado para controlar o fluxo de canabinoides sintéticos, substâncias com aparência da maconha que são pulverizadas com um produto químico alucinógeno e fumados. Esses produtos químicos, geralmente importados da China por distribuidores americanos, vêm em centenas de variedades. Novas formulações aparecem mensalmente, com moléculas sutilmente refinadas para tentar contornar a lista de drogas ilegais dos EUA, bem como evitar detecção em testes de urina.

Especialistas alertam que o termo popular “maconha sintética” é um equívoco, pois as substâncias apenas se assemelham à maconha, mas podem ser 100 vezes mais potentes.

O uso de canabinoides sintéticos diminuiu nos EUA desde 2011. Ainda assim, cerca de um em cada 20 estudantes do ensino médio usaram a droga em 2014, bem como cerca de um em 30 adultos entre 19 a 28 anos em 2013.

Fontes:
New York Times - Surge in hospital visits linked to drug called spice

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