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Caça ilegal pode extinguir elefantes africanos em menos de 20 anos

De acordo com especialista, se esforços para salvar o animal não forem feitos nos próximos cinco anos, a espécie irá desaparecer em duas décadas

Caça ilegal pode extinguir elefantes africanos em menos de 20 anos
Elefantes são caçados para comércio ilegal de marfim na Ásia (Reprodução/Guardian)

Os elefantes selvagens africanos podem ser extintos em algumas décadas. O alerta é de especialistas de uma das maiores agências de preservação ambiental de Botswana, na África, que chamaram a atenção para a queda no número de animais graças à busca por marfim.

A Conferência dos Elefantes da África, realizada do dia 23 ao dia 25 deste mês, em um resort em Kasane, norte de Botswana, conta com representantes de aproximadamente 20 países da Europa, África e Ásia, incluindo a China, que é acusado de incentivar a caça ilegal dos animais.

“Essa espécie pode estar extinta durante o nosso tempo de vida, dentro de uma ou duas décadas, se a tendência atual continuar. Em cinco anos nós podemos ter desperdiçado a oportunidade de salvar esse animal magnífico e icônico”, disse Dune Ives, pesquisador sênior do Vulcan, uma organização desenvolvida pelo empresário e filantropo americano Paul Allen.

No encontro, foi apresentada a última projeção da União Internacional de Conservação da Natureza, onde foi revelado que o elefante africano teve sua população reduzida de 550 mil em 2006 para 470 mil em 2013. O leste da África teve a maior perda, de 150 mil para 100 mil em apenas sete anos.

“O objetivo geral desse encontro é assegurar compromissos do mais alto nível político para efetivamente proteger os elefantes e reduzir significativamente as tendências de morte entre esses animais. A taxa de morte atual é insustentável e a população de elefantes africanos está em perigo”, disse o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente Botsuana, Elias Magosi.

China é o destino

A caça de elefantes é organizada por redes criminosas internacionais para abastecer o mercado negro de marfim, principalmente na Ásia, como parte da verba patrocinando conflitos locais e milícias.

Segundo o TRAFFIC, um grupo de monitoramento da vida selvagem, as rotas de troca de marfim demonstram que o fluxo sai do Quênia e da Tanzânia para países como Vietnã e Filipinas, para depois seguir para o mercado final, China e Tailândia. Lá, o marfim é esculpido para se tornar joia ou peça de arte.

“A Tailândia ainda é um país de grande preocupação, mas a China é o mais importante no mundo no que diz respeito ao comércio ilegal de marfim”, afirmou o representante da TRAFFIC, Tom Milliken.

Os representantes da China na conferência disseram que o país tem sido atacado injustamente e que deveria ser considerado um aliado no combate à caça ilegal dos animais africanos. Segundo eles, o país financia esforços contra a caça ilegal e está endurecendo sua legislação para coibir o tráfico.

Fontes:
Guardian-African elephants could be extinct in wild within decades say experts

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