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Carros estão mais vulneráveis aos ataques de hackers

A violação dos sistemas de comunicação dos automóveis não só aumenta a possibilidade de roubos, como também ameaça a vida das pessoas

Carros estão mais vulneráveis aos ataques de hackers
A BMW atualizou há pouco tempo o software ConnectedDrive (Reprodução/Flickr)

Graças à proliferação de processadores sem fio usados para executar diversas operações nos automóveis, desde a abertura da porta sem chave, a ignição do motor, controle dos freios, direção, pressão dos pneus, posição do acelerador e comando dos sistemas de transmissão e anticolisão, está cada vez mais fácil para os hackers controlar remotamente os carros. Hoje, os veículos têm entre 20 a 100 unidades de controle eletrônico (ECUs), que comandam seus sistemas elétricos e mecânicos. Sem uma proteção adequada, o “carro conectado” é tão vulnerável aos ataques de hackers como qualquer rede de computadores. 

Porém os motoristas ficarão ainda mais vulneráveis, com o uso disseminado da tecnologia de comunicação veículo a veículo (V2V), e quando os carros tiverem o endereço IP. Enquanto essas inovações estão em estudo, a indústria automobilística está fazendo atualizações OTA (over-the-air), com o uso das conexões do celular para detectar defeitos no software dos veículos. Essas conexões facilitam ainda mais o trabalho dos hackers de se infiltrarem nas comunicações de milhares de carros ao mesmo tempo.

A BMW atualizou há pouco tempo o software ConnectedDrive, a fim de eliminar uma falha que deixou 2,2 milhões de carros sujeitos a ataques de hackers. O potencial de risco de uma ciberpirataria em massa deveria ser uma grande preocupação dos fabricantes de automóveis.

A violação dos sistemas de comunicação dos automóveis não só aumenta a possibilidade de roubos, como também ameaça a vida das pessoas, tanto dentro como fora dos carros. Apesar de ser ainda uma ideia futurista, é assustador pensar que um código malicioso poderia ser inserido remotamente no software de um veículo com um “piloto automático”, conduzido sem motorista e em alta velocidade em uma autoestrada. Mas isso não é ficção científica.

Fontes:
The Economist-Deus ex vehiculum

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