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SOLDAGEM

A descoberta de novas técnicas de soldagem

As novas técnicas de soldagem de metais são menos poluentes e mais eficazes

A descoberta de novas técnicas de soldagem
A descoberta de novos métodos provocaram avanços na técnica de soldagem (Foto: Wikipedia)

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Durante a Primeira Guerra Mundial observou-se um fenômeno curioso: quando um veículo blindado era atingido por estilhaços de bombas alguns fragmentos não só penetravam no metal, como também se fundiam nele, um processo que em geral requer uma temperatura muito elevada. Mais tarde, testes de laboratório mostraram que um material ao ser lançado em direção a outro em alta velocidade fundia-se com ele no ponto de contato, mesmo em temperatura ambiente. A evolução dessas experiências deu origem à técnica de soldagem por explosão que, como seu nome sugere, usa explosivos químicos que cobrem a superfície de um metal e explodem na camada inferior.

A soldagem por explosão, por razões óbvias, é realizada em túneis sob montanhas ou em desertos distantes. Com frequência, é usada para cobrir uma lâmina de aço com uma camada mais cara anticorrosiva de aço inoxidável ou liga de níquel. Esse tipo de lâmina em geral é usado em fábricas de produtos químicos. Agora a mesma ideia, com exceção dos explosivos, está começando a ser aplicada em fábricas de eletrodomésticos, aviões e carros.

Outro processo chamado de soldagem por indução eletromagnética tem um funcionamento semelhante ao do Grande Colisor de Hádrons (LHC), um acelerador de partículas que obtém dados sobre colisões de prótons, que se chocam com uma potência magnética extremamente forte. A soldagem por indução eletromagnética usa o mesmo princípio de aumento progressivo de movimentação, mas em uma escala menor e com componentes em vez de partículas atômicas. Agora, a empresa Bmax com sede em Toulouse, França, desenvolveu uma tecnologia para fabricar máquinas com a função de soldar e, ao mesmo tempo, moldar componentes.

Para executar essa dupla tarefa dois tubos são montados em conjunto e colocados dentro de uma máquina, onde uma bobina gera um impulso eletromagnético em um dos tubos. Esse impulso move os tubos a uma distância de apenas um milímetro um do outro, mas em uma questão de milionésimos de segundo. Quando os dois tubos movem-se juntos com essa intensidade, os átomos no ponto de contato começam a compartilhar elétrons, que fundem os componentes. Como esse trabalho não envolve calor é possível unir metais diferentes e difíceis de fundir, como alumínio com cobre e níquel com titânio. O mesmo processo pode ser usado para confeccionar o molde de uma lâmina de metal, que será usada na lataria da porta de um automóvel sem que apresente defeitos. Em geral, esse trabalho é feito por prensas de estampagem gigantescas e barulhentas.

Fontes:
The Economist-Getting the pulse racing

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