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Paleontologia

A surpreendente taxa de crescimento dos dinossauros

Entusiasta amador sugere que pesquisas sobre o crescimento de dinossauros estão erradas

A surpreendente taxa de crescimento dos dinossauros
Crescimento dos ossos podem indicar novas espécies (Reprodução/Internet/Getty)

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A rapidez com a qual os dinossauros se desenvolveram pode não soar como uma questão deveras importante para o mundo moderno. Mas talvez o seja, uma vez que ilumina um problema mais amplo: falta de rigor em procedimentos científicos. Conforme registrado na revista Plos One na semana passada, quando Nathan Myhrvold, um paleontólogo amador, tentou replicar as descobertas de diversos estudos sobre o crescimento de dinossauros, muitas vezes não conseguiu fazê-lo.

Quando os dinossauros cresciam, seus ossos adquiriam uma nova camada a cada ano, processo bastante semelhante ao crescimento de anéis em troncos de árvores. Com as técnicas matemáticas apropriadas e ossos o bastante esse conhecimento pode ser usado para modelar o crescimento dos dinossauros, desde o ovo até um adulto. Em alguns casos, esses modelos sugerem, eles cresceram a uma velocidade estonteante. Pensa-se que um dos mais famosos, o Tyrannosaurus rex, tenha aumentado o seu próprio peso em 700 kg por ano quando atingia a idade adulta.

Isso soa fantástico, e Myhvrold se perguntou se de fato o era e resolveu analisar esses e outros estudos sobre o crescimento de dinossauros e fez os cálculos novamente.

Ao todo ele examinou 12 estudos. Em quatro casos os dados originais haviam sido perdidos. Em três as estatísticas estavam corretas. Três continham o que eram, em sua opinião, erros sérios o bastante para invalidar as principais conclusões a respeito do crescimento de 7 das 11 espécies de dinossauros estudadas. (Ele verificou, por exemplo, que o pico de crescimento do Tyrannosaurus havia sido superestimado em 100%). E dois estudos eram revisões que usavam dados desses três, e portanto também incorriam em erro.

Um fator, por exemplo, que Myhrvold afirma ter detectado, e que havia passado despercebido por outros pesquisadores, é que os espécimes associados a uma espécie chamada Allosaurus fragilis cresciam a duas taxas diferentes. A diferença (de 8:1) parece extrema demais para ter sido causada por um dismorfismo sexual. Ao invés disso, ele suspeita, os ossos escondem uma segunda e ainda não identificada espécie.

Fontes:
The Economist-A bone to pick

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