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Novo arroz

Como uma nova espécie de arroz pode salvar vidas

Uma segunda revolução verdade está agitando as plantações da Ásia

Como uma nova espécie de arroz pode salvar vidas
As espécies de IR8 (espécie anã de arroz) geram sementes mais numerosas e pesadas e se disseminaram como smartphones (Reprodução/Internet)

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Em 1961, quando o governo da Índia recorreu a um famoso agricultor de trigo, Norman Borlaug, por conselhos sobre novas sementes, considerava-se que o subcontinente estava à beira de passar por uma enorme fome. A China estava de fato passando por uma fome à época. Borlaug convenceu a Índia a plantar uma nova espécie semianã de trigo no Punjabi. No ano seguinte o país também experimentou plantar uma espécie anã de arroz chamada IR8.

Essas plantas de caules curtos solucionaram um problema básico: as plantas que costumavam ser cultivadas eram longas e tinham caules grandes, de modo que cresciam demais e caíam quando recebiam fertilizantes. As espécies de Borlaug geravam sementes mais numerosas e pesadas, e se disseminaram como smartphones. Ao longo dos próximos 40 anos a revolução verde se espalhou pelo mundo, ajudando a garantir que, onde quer que suas sementes fossem plantadas, a fome seria transformada em uma coisa do passado.

Agora uma segunda revolução verdade está agitando as plantações da Ásia. Ela não será igual à primeira, já que dependerá não apenas de algumas espécies milagrosas, mas sim em adaptar as sementes existentes a diferentes ambientes. No entanto, ela deve trazer benefícios similares para as terras e fazendeiros pobres ignorados pela primeira revolução. Tais terras são pobres porque são propensas a alagamentos, secas e salinidade. Novas sementes que podem sobreviver a alagamentos foram desenvolvidas, e em breve também haverá variedades que toleram a seca, calor e salinidade extremos, fazendo com que as áreas de cultivo mais pobres se tornem férteis. Portanto a segunda revolução pode ter um efeito ainda maior de redução da pobreza do que a primeira.

Essa revolução é ainda mais vital porque os ganhos da primeira estão se estabilizando. O crescimento da produção anual caiu a menos de um terço do que era na revolução verde e ficou abaixo do atual nível de crescimento populacional. Enquanto isso a demanda por arroz aumenta em quase 2% ao ano na Ásia e em 20% na África.

Uma segunda revolução foi viabilizada pelo sequenciamento do genoma do arroz em 2005 (o primeiro cereal a ter sido sequenciado). Isso permitiu que os pesquisadores descobrissem os genes para a resistência a inundações em uma variedade obscura do leste da Índia e a transferissem para todas as espécies do mundo. O mesmo será feito para genes que codificam outras características valiosas.

 

Fontes:
The Economist-A second green revolution

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