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A descoberta da penicilina

Em 15 de setembro de 1928, o cientista Alexander Fleming anuncia a descoberta da penicilina

A descoberta da penicilina
Alexander Flemming descobriu os efeitos da substância por acaso (Foto: Wikipedia)

No ano de 1928, o cientista Alexander Fleming, na época com 47 anos, ao voltar de férias, percebeu ter esquecido algumas placas com culturas de fungos da espécie Staphylococcus aureus, que vinha estudando, sobre a bancada de seu laboratório no hospital St. Mary’s, em Londres. O material estava exposto e contaminado de mofo.

Antes que ele pudesse descartar o material, Flemming observou que as bactérias no interior da placa haviam morrido. O médico concluiu que a ação do mofo, oriundo do fungo Penicillium, destruía as bactérias.

Intrigado, Flemming passou a estudar aquele fenômeno. Desta forma, isolou o fungo em outras placas e descobriu que ele sintetizava uma substância com ação bactericida.

De início, a descoberta de Fleming, anunciada em 15 de setembro de 1928, não causou empolgação no meio científico, que estava saturado de pesquisas similares, para descobrir algo que combatesse a ação nociva das bactérias – naquela época, a medicina era mais utilizada para estudar e diagnosticar causas de enfermidade. A religião era a principal reposta para tratamentos e curas.

Em 1938, com a Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento de medicamentos que combatessem o processo infeccioso tornou-se extremamente necessário. Assim, os médicos Ernst B. Chain e Howard W. Florey, também ingleses, passaram a estudar a penicilina de Flemming, e a isolaram verdadeiramente naquele ano. A substância recebeu grande incentivo financeiro e foi testada em 80 tipos de bactérias, provando sua eficácia contra os micróbios e inatividade em relação aos glóbulos brancos.

A descoberta de Alexander Flemming permitiu que uma grande indústria dedicada à produção de penicilina, além de outros antibióticos, surgisse, dando a possibilidade de uma vida de qualidade para pessoas que sofriam de infecções como tuberculose, pneumoia, meningite, sífilis, entre outras infecções, para as quais não havia tratamento antes do estudo de Flemming.

Fontes:
Brasil Escola-FLEMING E A PENICILINA
Scielo-Alexander Fleming e a descoberta da penicilina

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Uma das maiores descobertas da humanidade, e foi obra do acaso.

    Aqui no Brasil, não por acaso, um bando de criminosos assumiu o poder.

    Nem penicilina cura “golpite”.

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