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PERIGO NO MAR

Engenheiros criam sistema para proteger navios de ondas gigantes

Um novo sistema detecta a formação e a propagação de ondas gigantes que podem causar grandes danos aos navios

Engenheiros criam sistema para proteger navios de ondas gigantes
A maioria das ondas oceânicas tem um movimento individual (Foto: Pixabay)

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Mares turbulentos podem causar danos em navios e plataformas de petróleo, mas nada comparável à catástrofe provocada por ondas gigantescas, com até 30 metros de altura, que em alguns casos destroem e afundam grandes navios mercantes. Essas ondas são provocadas por pequenos deslocamentos de água que se avolumam e avançam em grande velocidade. Até então, era impossível prever a formação desse fenômeno natural. Mas Will Cousins e Themistoklis Sapsis, dois engenheiros mecânicos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), acham que resolveram o problema.

A maioria das ondas oceânicas tem um movimento individual. Às vezes, no entanto, a pressão do vento e a força da gravidade fazem com que as ondas sigam uma única direção. Esses grupos ou séries de ondas compartilham energia por meio do fenômeno da instabilidade de modulação, no qual uma onda cresce mais do que as outras e toda a força do grupo concentra-se nela.

Alguns pesquisadores haviam tentado prever a formação de ondas gigantes com o monitoramento do comportamento individual de ondas em determinada região por meio do uso de radares. Mas esse sistema de detecção exige uma grande capacidade de processamento de dados, muito maior do que é possível processar com os radares instalados a bordo de navios mercantes de médio porte. Além disso, em situação de risco os cálculos são muito demorados. Porém Cousins e Sapsis acham que podem contornar esses problemas com a observação apenas de um pequeno conjunto de ondas mais importante.

O sistema desenvolvido pelos engenheiros do MIT baseia-se em estatísticas coletadas ao longo dos anos por instrumentos como boias em uma área específica da superfície do oceano. Com esses dados, o sistema analisa o comportamento normal do mar. Em seguida, examina sua reação segundo as informações referentes ao movimento e a altura das ondas coletadas em tempo real pelos radares dos navios, com o objetivo de identificar grupos de ondas com o potencial de se transformarem em ondas gigantes. Só então as examinam com um computador capaz de executar os cálculos necessários para prever a formação de ondas gigantes em segundos.

Fontes:
The Economist - Incoming!

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