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370 da Malásia

Porque as caixas-pretas não flutuam?

Aviões civis podiam adotar dispositivos de aviões militares que se desprendem no momento da queda e flutuam no mar, facilitando a identificação das causas do acidente

Porque as caixas-pretas não flutuam?
Caixas-pretas militares se desprendem do avião no momento da queda e flutuam (Reprodução/internet)

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O desaparecimento do voo 370 da Malásia soma-se à lista dos desastres aéreos mais intrigantes da história da aviação civil. Situado em plena “era dos smartphones” (que permite a localização de uma pessoa em tempo real graças às informações transmitidas via satélite), o desaparecimento do avião não convence a população nem os familiares das vítimas da tragédia. Então, com tantos avanços na tecnologia, porque a localização do avião ainda é um mistério?

Leia mais em: Submarino inaugura nova fase de buscas no ao avião da Malásia

De fato, já existem tecnologias que informam instantaneamente a posição geográfica dos aviões acometidos por tragédias. Trata-se da versão militar americana da caixa-preta, chamada de Automatic Deployable Flight Recorder (ADFR), – (gravador automático implantável de voo) que desempenha a mesma função da civil, com uma contundente diferença: a ADFR se desprende do avião no momento da queda e flutua no mar.

A caixa-preta militar é instalada na cauda do avião. Com o impacto, o dispositivo é desacoplado e lançado para longe da área do acidente. Ao posar na água, diferentemente dos aparatos convencionais, o ADFR passa a flutuar, garantindo sua posterior localização. Após a separação do avião, a caixa-preta passa a enviar sinais via satélite com a sua posição geográfica. Adotando a tecnologia militar, em pouco tempo as equipes de busca e salvamento do voo MH370 poderiam chegar ao local do acidente e recuperar os dados do avião desaparecido.

 

 

Fontes:
Quartz-This is how we make sure we never lose a plane again

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