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Quem eram os predadores dos dinossauros

Mesmo durante seu apogeu, os dinossauros não eram tão dominantes quanto se acredita

Quem eram os predadores dos dinossauros
Crocodilos pré-históricos (Reprodução/ Natural History Museum)

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Uma resposta à pergunta “Quem comia os dinossauros?” é, obviamente, “Outros dinossauros”. Predadores terópodes como o Tyrannosaurus e o Allosaurus parecem grandes na imaginação de todo fã de monstros pré-históricos, e suas lutas animatrônicas com tipos como o Diplodocus e o Stegosaurus já são clichês. A ciência, contudo, tenta enxergar além do óbvio, e no encontro deste ano da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, que aconteceu em Las Vegas, alguns dos palestrantes questionaram se os maiores predadores da era Mesozóica eram de fato os dinossauros. Eles chegaram à conclusão de que não. Outro grupo de répteis, até recentemente negligenciado, também eram carnívoros importantes. E é um grupo que ainda está por aí nos dias de hoje: os crocodilos.

Que o antigo papel dos crocodilos (ou, mais especificamente, crocodilianos, já que eles tinham vários tamanhos e formatos diferentes, nem todos semelhantes às formas dos animais modernos) tem sido subestimado foi sugerido há alguns anos por Paul Sereno. O Dr. Sereno, um paleontólogo da Universidade de Chicago, desencavou um ecossistema dominado por crocodilos de cerca de 100 milhões de anos atrás (no meio do período Cretáceo), no que hoje é a África do norte. Além de gigantes aquáticos parecidos com (apesar de muito maiores que) os animais de hoje em dia, ele encontrou diversas formas incluindo vegetarianos e espécies que corriam sobre pernas longas – mais como cachorros do que como crocodilos. A descoberta levou outros caçadores de fósseis a procurar em outros lugares. Como resultado, até as já bem estudadas rochas da América do Norte revelam que os dinossauros nem sempre conseguiam tudo do seu jeito nos ecossistemas do Mesozóico.

O equivalente Cretáceo às zebras e antílopes – as espécies que sempre são as vítimas em todo documentário sobre os dramas da vida selvagem da savana africana – eram os dinossauros herbívoros chamados de ornitópodes. Muitas vezes, eles eram comidos pelos terópodes. Mas nem sempre. Quando Drumheller e Boyd examinaram os ossos de jovens ornitópodes do final da era Cretácea, encontrados em Utah, eles viram marcas em um esqueleto que eram suspeitamente parecidas com as que os crocodilos modernos infligem quando mordem suas presas. Examinando essas marcas mais de perto, eles encontraram o dente de um crocodiliano preso dentro de uma delas.

Lágrimas de crocodilo

Não era um dente grande. Seu tamanho sugere que o animal do qual ele veio não tinha mais que um metro e meio de altura. Um predador desse tamanho não teria sido capaz de atacar um ornitópode adulto. No entanto, esse dente é a primeira prova irrefutável de que os crocodilianos decididamente comiam os dinossauros.

Fontes:
The Economist - Old crocs

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1 Opinião

  1. MILCA disse:

    Livro de Jó 41 (Biblia Sagrada)

    Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com uma corda?

    Podes pôr um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?

    Porventura multiplicará as súplicas para contigo, ou brandamente falará?

    Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?

    Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas?

    Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes?

    Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores?

    Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás.

    Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será o homem derrubado só ao vê-lo?

    Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?

    Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.

    Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem a graça da sua compostura.

    Quem descobrirá a face da sua roupa? Quem entrará na sua couraça dobrada?

    Quem abrirá as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes está o terror.

    As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado.

    Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas.

    Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.

    Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva.

    Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.

    Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira.

    O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.

    No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer.

    Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move.

    O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.

    Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam.

    Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha.

    Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre.

    A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.

    As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança;

    Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama.

    As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento.

    Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.

    Na terra não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.

    Ele vê tudo que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.

    TALVEZ, UMA POSSIVEL RESPOSTA PARA OS PREDADORES DOS DINOSSAUROS

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