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Mau silencioso

Cientista identifica elo entre o manganês e a doença de Parkinson

Efeitos sutis do envenenamento por manganês se assemelham aos da doença degenerativa

Cientista identifica elo entre o manganês e a doença de Parkinson
O manganês costuma ser usado para fortalecer o aço e está presente em muitas emissões industriais, inclusive na fumaça de solda (Reprodução/internet)

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O manganismo é conhecido desde o século XIX, quando mineiros expostos a minérios que continham manganês, um metal prateado, começaram a cambalear, falar de maneira engrolada e se comportar como uma pessoa embriagada. O envenenamento era irreversível, e rapidamente terminava em psicose e morte. Hoje em dia, os trabalhadores estão expostos a doses muito mais baixas e o manganismo é raro, mas novas pesquisas sugerem que ainda pode faltar bastante para erradicá-lo completamente. Os efeitos nocivos do metal sobre a saúde humana são sutis, mas generalizados, o que pode contribuir para doenças conhecidas por outros nomes.

Nos últimos dez anos Brad Racette, neurologista da Washington University em St Louis, Missouri, vem monitorando esses efeitos, dando atenção especial aos idosos, já que eles foram expostos a cargas maiores de manganês do que a maioria das pessoas. Mais duro que o ferro, o manganês costuma ser usado para fortalecer o aço e está presente em muitas emissões industriais, inclusive na fumaça de solda.

Em um estudo, o Dr. Racette verificou que os sintomas que se assemelhavam à doença de Parkinson eram 15% mais prevalentes em soldadores do que em qualquer outro tipo de trabalhador. Em outro ele verificou que em uma pequena amostra de soldadores que não haviam registrado quaisquer sintomas neurológicos, as imagens de tomografia cerebral revelavam sinais de danos a uma parte de seus cérebros conhecida como striatum, que coordena o movimento e é comprometida pela doença de Parkinson.

 

Fontes:
The Economist-Subtle effects

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1 Opinião

  1. Adalberto Nogueira disse:

    Hipócrates dizia que as doenças provêm do que nós comemos, bebemos e respiramos, do que entra e não sai do organismo. A medicina ayurveda e outras também antigas dizem a mesma coisa. Mas é difícil nos afastarmos de tudo o que nos contamina.

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