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Como comprimir uma cidade

O êxodo urbano em muitas cidades e a consequente deterioração socioeconômica das pequenas aglomerações preocupam as autoridades

Como comprimir uma cidade
A tentativa de atrair trabalhadores para cidades com uma população reduzida é um erro básico (Foto: Pixabay)

A acomodação em condições adequadas das centenas de milhões de pessoas que migram para as cidades, sobretudo nos países em desenvolvimento, é um dos maiores desafios do mundo no século XXI. Embora seja uma tarefa de extrema complexidade, é um problema que tem sido solucionado ao longo dos últimos anos. O mesmo não acontece com outro dilema urbano urgente: como administrar cidades que estão sendo abandonadas por seus habitantes.

Esse êxodo urbano não é incomum. Quase uma em dez cidades americanas está com um processo gradual de diminuição populacional. Assim como em mais de um terço das cidades na Alemanha, um número que tende a aumentar. Apesar da prosperidade das maiores cidades do Japão, um grande número de pequenas cidades está em colapso. Em diversas cidades da Coreia do Sul a população está diminuindo, uma tendência que irá se acelerar, a não ser que os casais decidam ter mais filhos. Em seguida, esse êxodo urbano se repetirá na China, onde a força da rápida urbanização, por fim, será superada pela retração populacional. É provável que a população urbana total da China cresça até meados do século; porém as cidades industriais mais antigas já têm um número menor de habitantes.

Uma rua deserta com um jardim de infância ou uma escola primária em péssimo estado de conservação é uma visão triste. Mas além da aparência deteriorada, as cidades em decadência enfrentam problemas ainda mais graves. Prédios abandonados não atraem investidores e são invadidos por criminosos; as infraestruturas supérfluas têm uma manutenção cara; trabalhadores ambiciosos não vão querer mudar para lugares onde a clientela em potencial está diminuindo. Em cidades economicamente autossuficientes, uma pequena população ativa representa uma base frágil de equilíbrio para os pesados encargos do pagamento de pensões. Essa situação causou a falência da cidade de Detroit.

Por esse motivo, os governos tentam com frequência dinamizar as atividades das pequenas cidades com problemas estruturais e habitacionais. Há pouco tempo, o Japão anunciou uma redução de impostos para empresas que se dispusessem a mudar suas sedes para outros lugares fora de Tóquio. Os governos incentivaram a construção de estacionamentos para escritórios, museus e linhas férreas em cidades nos Estados Unidos e na Europa, com o objetivo de atrairhabitantes e investimentos.

Mas quase sempre esse esforço de revitalização não teve os resultados esperados. Ou pior, a tentativa de atrair trabalhadores para cidades com uma população reduzida é um erro básico. As pessoas mudam-se para cidades maiores em países como Alemanha e Japão, porque as aglomerações urbanas maiores têm economias mais fortes, além de uma oferta de empregos mais diversificada e com salários melhores.

Fontes:
Economist-How to shrink a city

1 Opinião

  1. carlos henrique joppert disse:

    A RAÇA Humana não deu certo na terra,teremos que passar por tempos difíceis,pois cada Humano que nasce,teremos menos florestas a animais,o caos esta chegando

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