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Como salvar as árvores da Indonésia

Boas novas para a floresta e para o povo da floresta

Como salvar as árvores da Indonésia
Orangotangos poderão retornar a seu habitat natural (Reprodução/Corbis)

As rodadas de negociação da mudança climática em Doha na semana passada foram iniciadas em um clima de pessimismo. Mas uma notícia boa perturbou a camada de negatividade: o anúncio de que o governo da Indonésia havia formalmente aprovado o primeiro projeto do país sobre o programa “REDD” (Reduzindo Emissões Oriundas de Desmatamento e Degradação).

A Indonésia é uma das grandes emissores de carbono do mundo, em grande parte devido à atividade madeireira. O REDD, para o qual a Noruega dedicou US$ 1 bilhão para a versão indonésia, paga a países em desenvolvimento para que árvores não sejam cortadas. Nesse projeto, conhecido como Rimba Raya (“floresta infinita”), florestas em Borneo, cujas áreas equivalem à de Cingapura, serão preservadas. Contra as expectativas, estas não serão transformadas em plantações de óleo de palma que ocupam boa parte do país.

Investidores do projeto, os quais incluem a Gazprom, a enorme companhia de gás russa, e a Allianz, uma gigante dos serviços financeiros, receberá cerca de 104 milhões de créditos ao longo dos 30 anos de duração do projeto, sendo que cada um representa uma tonelada de emissões de carbono evitadas. A taxas de mercado correntes, estes valeriam cerca de US$ 500 milhões. Os recursos serão destinados a projetos na área – água limpa, assistência médica, microcrédito, ecoturismo e assim por diante.

Tudo isso é uma boa notícia para os orangotangos, uma espécie em extinção. Várias centenas deles fugiram das crescentes florestas de palmeiras para se refugiar em um parque nacional vizinho, Tanjung Puting. Lá,  um centro administrado por Biruté Galdikas, uma célebre primatologista, reabilita orangotangos refugiados. Eles agora já devem ser capazes de retornar a seu habitat natural.

 

Fontes:
Economist - REDDY at last

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