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Hostilidade e preconceito

A banalização do antissemitismo na França

Ações antissemitas quase duplicaram na França nos primeiros sete meses de 2014 em comparação com o ano anterior, mas ninguém fala muito no assunto

A banalização do antissemitismo na França
A grande maioria dos franceses (89%) tem uma opinião 'favorável' aos judeus (Reprodução/Internet)

No início de dezembro de 2014 três homens armados entraram em um apartamento em Créteil, a sudeste de Paris, amarraram uma jovem e o namorado, violentaram a moça e roubaram os dois. “Vocês judeus têm dinheiro”, disseram ao casal. Alguns dias depois, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, fez uma passeata junto com milhares de pessoas para protestar contra o antissemitismo; o presidente François Hollande chamou essa agressão de “intolerável”. Mas depois ninguém mais falou no assunto.

Muito antes do ataque recente a um supermercado, no qual quatro judeus foram assassinados, os judeus da França preocupavam-se com o que viam como uma banalização do antissemitismo. As notícias publicadas nas manchetes dos jornais como o sequestro, tortura e morte de Ilan Halimi perto de Paris em 2006, ou o assassinato a tiros em 2012 de sete pessoas, entre elas três crianças judias e um rabino em uma escola judaica em Toulouse, revelaram uma atitude hostil aos judeus.

A grande maioria dos franceses (89%) tem uma opinião “favorável” aos judeus, segundo uma pesquisa realizada pelo Pew Global Attitudes em 2014. No entanto, as ações antissemitas quase duplicaram na França nos primeiros sete meses de 2014, em comparação com o ano anterior. Dois acontecimentos também demonstraram uma tendência antissemita acentuada. Um deles foi a turnê planejada há um ano de Dieudonné M’bala M’bala, um comediante, cuja característica inconfundível é a saudaçãonazista invertida, que ele chama de quenelle. O governo proibiu as apresentações por julgá-las perigosas para a segurança pública. O outro acontecimento foi a manifestação a favor de Gaza em julho passado, que terminou em um tumulto violento, com gritos de “morte aos judeus”.

Fontes:
The Economist-J’accuse, eventually

2 Opiniões

  1. olbe disse:

    Perfeito seu comentário Helo..infelizmente o cerco contra os judeus, que nunca fizeram nada que prejudicasse a França, pelo contrário, sempre foram pacíficos, cumpridores dos seus deveres, e contribuintes para a cultura da França mas estão abandonando a França para viverem num país onde sejam respeitados. Por serem judeus estes atentados nunca foram levados verdadeiramente a sério pelo governo francês e agora está fora de controle. Imaginem a França somente com muçulmanos que EXIGEM que todos sigam suas leis, mesmo fora de seus países,podem ter certeza de que toda a cultura, as obras de arte, os museus etc serão destruídos porque são de INFIÉIS…Ai vai ser tarde demais…

  2. helo disse:

    Os jovens tem muita energia, muita raiva, mas infelizmente pouco estudo e poucas chances de trabalho. Ocos internamente se deixam manipular por causas erradas.

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