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Segurança aérea

Apesar de caso recente, surtos de pilotos em pleno voo são raros

Em aviões, funcionários 'reservas' estão na cabine para proteger os passageiros dos pilotos que sofrem algum mal-estar médico ou transtorno mental

Apesar de caso recente, surtos de pilotos em pleno voo são raros
Co-piloto é fundamental na segurança do voo (Reprodução/Internet)

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É inevitável que o surto do comandante Clayton Osbon, do voo 191 da companhia área JetBlue esteja causando especulações desenfreadas sobre a adequação das condições mentais dos pilotos. Provavelmente haverá audiências, ações judiciais e novas normas administrativas para lidar com esses casos.

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Mas nem todo drama ou tragédia é um momento de aprendizado. Correndo o risco de parecer suave demais com relação ao  último incidente, devemos simplesmente admitir que essas coisas acontecem, e reconhecer que havia um plano de emergência: o co-piloto.

A partir de depoimentos da tripulação para o FBI, Osbon estava atrasado para chegar ao aeroporto para o voo de Nova York a Las Vegas e perdeu uma reunião de equipe pré-voo. Osbon foi resmungando sobre igreja e religião, e uma vez no ar, começou a gritar com os controladores de tráfego aéreo para “ficarem quietos”. O maior sinal de sua confusão mental foi quando ele disse para o co-piloto, Jason Dowd, que o avião não estava indo para Las Vegas e “nós precisamos dar um salto de fé.”

Dowd forçou Osbon a deixar a cabine, conseguiu mudar o código de segurança da porta, trancou-a e, em seguida, pediu aos passageiros através do sistema interno do voo para conter o piloto, que estava indignado, batendo na porta para voltar para a cabine. Os passageiros, muitos dos quais se dirigiam a uma conferência de segurança em Las Vegas, incluindo ex-funcionários de segurança pública, felizmente souberam como lidar com ele, e Osbon foi contido.

Qualquer bom sistema de segurança tem redundâncias, porque nenhum sistema é perfeito. Erros, humanos ou técnicos, sempre irão acontecer. Em aviões, o pessoal adicional está na cabine para proteger os passageiros dos pilotos que sofrerem algum mal-estar médico em pleno voo: envenenamento alimentar e ataques cardíacos são os mais comuns. E este sistema é útil também para lidar com eventos imprevistos como surtos mentais ou pilotos drogados. Embora o setor aéreo tenha tido a sua dose de decisões comerciais equivocadas e falhas na relação com clientes, ela teve o melhor registro de segurança global em uma década. Os funcionários estão sob estresse – assim como os passageiros – e o setor sofreu com falências e reorganizações desde o 9 de setembro, mas isso também ocorreu em outros setores de risco.

Apesar de algumas falhas bem divulgadas, como a da JetBlue e do comissário de bordo, Steven Slater, que ficou famoso quando saiu do avião – com duas cervejas –  pela rampa de emergência depois de uma discussão verbal pelo interfone com um dos passageiros, não houve um aumento nos incidentes de instabilidade mental de pilotos.

Desde 1982, em dezenas de milhões de voo, apenas quatro pilotos tiveram problemas psicológicos durante o voo. Para dar um noção sobre a singularidade do caso, a FAA confirmou que este é o primeiro exemplo de um piloto que foi trancado para fora da cabine.

 

Fontes:
Boston.com - Good is my copilot

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