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COMPARTILHAMENTO DE BICICLETAS

Bicicletas voltam a ocupar as ruas chinesas

Um projeto inovador de compartilhamento de bicicletas está atraindo usuários em muitas cidades da China

Bicicletas voltam a ocupar as ruas chinesas
Os esquemas de compartilhamento de bicicletas em que os clientes as devolvem ao local de partida são comuns em grandes cidades do mundo (Foto: Wikimedia)

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Um homem pedala uma bicicleta nova, laranja e prateada, até a porta do escritório. Ele desmonta no meio da calçada e entra no prédio. Hoje, os carros substituíram as bicicletas nas ruas das cidades chinesas. Mas alguns chineses voltaram a utilizar as bicicletas como meio de transporte seduzidos pela facilidade de seu uso compartilhado.

Os esquemas de compartilhamento de bicicletas em que os clientes as devolvem ao local de partida são comuns em grandes cidades do mundo. Mas no novo esquema da China as bicicletas são pagas com um aplicativo de smartphone e os usuários podem deixá-las em qualquer lugar. As empresas que administram o serviço rastreiam a localização das bicicletas por meio de um GPS. Em geral, um trajeto custa apenas 1 yuan (US$0,15).

Em junho de 2015, a startup Ofo foi a primeira empresa a oferecer esse tipo de serviço. Agora, tem cerca de 2,5 milhões de bicicletas amarelas em mais de 50 cidades na China. Sua principal concorrente, a Mobike, que iniciou suas atividades há um ano, disse que tem “milhões” de bicicletas de cor laranja espalhadas por uma área semelhante.

Mas as novas empresas têm dificuldade em convencer as pessoas a usar bicicletas em vez de carros. Há 30 anos, 63% dos habitantes de Pequim iam para o trabalho de bicicleta. O número reduziu-se a apenas 12%. O ciclismo é perigoso nas ruas movimentadas das cidades. Cerca de 40% dos acidentes envolvem bicicletas, de acordo com um relatório de 2013.

Porém, para as autoridades chinesas esse retorno do uso da bicicleta revela a preocupação do governo com o meio ambiente. Em janeiro, o primeiro-ministro, Li Keqiang, disse ao cofundador da Mobike que seu modelo de negócios era “revolucionário”.

Fontes:
The Economist-In China, bikes are back

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    Está na hora do Brasil começar a construir cidades planejadas! Não é só bicicletas mas há outros diversos tipos de aproveitamento em transporte a exemplo de anéis suspensos (Suécia) e em declives acentuados onde a força que é produzida por um corpo para descer é a mesma que puxará outro para subir…

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