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NOTÍCIAS FALSAS

Como falar com os mais velhos sobre fake news

Especialistas dão sugestões aos jovens de como lidar com a vulnerabilidade da geração mais velha em relação às notícias falsas

Como falar com os mais velhos sobre fake news
Pessoas com mais de 65 anos são mais propensas a clicar em notícias falsas (Foto: Pexels)

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O jantar estava agradável, o primo chato se distraía jogando videogame, quando de repente o avô quebrou o clima simpático da reunião de família ao dizer que tinha lido que a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, tinha um problema de alcoolismo.

Seria ótimo se tivéssemos uma pausa no envio de notícias falsas, mas o fluxo incessante de desinformação não dá trégua. Por isso, as reuniões de família podem ser um bom momento para conversar sobre fake news com as gerações mais velhas. 

“São ocasiões em que as pessoas podem conversar, trocar ideias e informações. Um diálogo aberto à divergência de opiniões é sempre saudável”, disse Claire Wardle, diretora executiva da First Draft, uma organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa sobre notícias falsas.

As gerações mais velhas, que não cresceram lendo notícias online, são vulneráveis ​​à desinformação. Um estudo recente indicou que pessoas com mais de 65 anos são mais propensas a clicar em notícias falsas e a acreditar no que leem.   

No entanto, isso não significa que pessoas jovens sejam imunes às fake news. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Stanford History Education Group (SHEG) com 3.446 estudantes do ensino médio, dois terços tinham dificuldade em discernir o falso do verdadeiro em vídeos e notícias online. A pesquisa também indicou que 52% acreditavam que um vídeo gravado na Rússia referia-se às eleições nos EUA. 

“A geração mais jovem costuma dizer às pessoas idosas que o mundo evoluiu, que é preciso se modernizar, rever conceitos. É a frase clássica, ‘Oi, tio Bob, você está errado’, sem mais explicações”, observou Wardle.

Joel Breakstone, diretor do SHEG, aconselha os jovens a dar sugestões de como descobrir se as notícias são falsas aos mais velhos. “Perguntas básicas como quem é o autor da notícia, o que a motivou, o que dizem outras fontes ajudam a avaliar a autenticidade das informações”, disse Breakstone.

“Somos seres humanos sensíveis às emoções e quase sempre reagimos mal às críticas e rejeições, sobretudo quando não há contra-argumentação. Dizer apenas que alguém está errado é contraproducente. Além disso, vivemos em um mundo polarizado, onde algumas pessoas têm opiniões muito radicais”, acrescentou Wardle.

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Fontes:
Quartz-How to talk to your grandparents about fake news

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    É só deixá-los longe da televisão, principalmente de telejornais com “biscates” vestidas de vermelho.

    Idosos ainda caem nos golpes de bilhetes premiados, empréstimos e etc. e tal.

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