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Educação e religião

Educação diminui a fé religiosa

Estudo que analisa a relação entre escolaridade e religiosidade conclui que quanto mais se estuda, menos se crê em Deus

Educação diminui a fé religiosa
Outra pesquisa mostra que crenças e práticas religiosas parecem contribuir para a felicidade (Reprodução/Internet)

Um único ano a mais de escolaridade diminui em 10% as chances de alguém ir regularmente à igreja, mesquita ou templo, rezar sozinho, ou se declarar uma pessoa religiosa, é a conclusão de um estudo publicado em 6 de outubro, que analisa a relação entre religiosidade e o tempo passado na escola.

O estudo compara pessoas com antecedentes semelhantes que estão entre as primeiras gerações a permanecer na escola por mais tempo, e conclui que o avanço em escolaridade é a causa direta da queda em religiosidade, ao invés de estar simplesmente relacionada a esse declínio. É durante esses anos a mais que aulas de matemática e ciências se tornam mais rigorosas, diz um dos autores Naci Mocan – e essa exposição maior ao raciocínio analítico pode enfraquecer a tendência a fé religiosa.

Um estudo mais recente também demonstra que cada ano a mais passado na sala de aula leva a uma queda de 11% em práticas supersticiosas, embora essas permaneçam mais comuns. Dois quintos dos entrevistados afirmaram consultar seu horóscopo, e um quarto disse acreditar que amuletos têm efeito protetor. Outra pesquisa mostra que crenças e práticas religiosas parecem contribuir para a felicidade, e em algumas circunstâncias, para a saúde e riqueza material também. Mas dizer que esses benefícios são maiores do que os benefícios de um nível maior de escolaridade, ainda requere um ato de fé.

 

Fontes:
The Economist-Falling away

4 Opiniões

  1. kiiuuu disse:

    Pasteurização se fez em uma espécie de bule e não na montanha, se informe melhor…

  2. Ricardo disse:

    Lamentável é viver no mundo da fantasia. De fato, quanto mais ignorante, mais se acredita em besteiras. Concordo que do nada não nasce alguma coisa, ou seja, para um deus existir, algo ou alguém deveria criá-lo e assim vai. Tudo que existe tem uma causa, inclusive um deus. Quanto mais conhecimento, tende o homem a se afastar de ilusões. Generalizar dizendo que todos que chegam aos 60 anos de idade, por causa de medinho da morte, param de raciocinar e correm para se confortar com delírios não é correto.

  3. Rosa disse:

    Lamentável isso…. O homem ao ganhar mais conhecimento academico se afasta de Deus. Deveria ser o contrário, pois Deus é quem dá a sabedoria.

  4. Roberto Henry Ebelt disse:

    Aqui, provavelmente temos uma curva onde a descrença em um criador sobe com o aumento do conhecimento até um ponto máximo alcançado quando o o indivíduo chega perto dos 60 anos. A partir de então a curva começa a descer e, à medida que o homem se dá conta de sua finitude, torna-se uma pessoa mais espiritualizada.
    É claro que ir à igreja não tem nada a ver com o crescimento da espiritualidade.
    Gosto de lembrar do caso do famoso cientista italiano Cesare Lombroso (o que afirmava haver uma relação entre a fisionomia e o caráter de uma pessoa) que, de totalmente descrente em sua juventude e idade adulta, no fim de sua existência passou a acreditar firmemente nos ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, sem esquecer da crença em Deus de cientistas do nível de Albert Einstein.
    Além disso Pasteur provou que do nada não nasce alguma coisa, levando leite até o alto de uma montanha, com ar puro e sem contaminantes, onde não se desenvolveram bactérias, o que gerou o processo de pasteurização. Concordo totalmente com Pasteur, pelo menos nesse aspecto.

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