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Privacidade digital

Criptografia para leigos

Para alarme de alguns legisladores hoje a criptografia é o padrão de segurança dos dispositivos digitais

Criptografia para leigos
Agências de segurança querem que veículos tenham cuidadoi ao divulgar nomes de criminosos e terroristas (Foto: Reprodução/Internet)

Uma campanha de legisladores americanos e ingleses, assim como funcionários das agências de inteligência e segurança, para conscientizarem empresas de mídias sociais a terem mais responsabilidade na divulgação de informações sobre criminosos e terroristas nas redes sociais, progrediu na última semana de novembro. Depois que Edward Snowden, um ex-espião norte-americano, divulgou documentos confidenciais, as empresas de tecnologia começaram a criptografar informações para proteger a privacidade dos usuários, dificultando o acesso das agências governamentais responsáveis pela aplicação da lei à navegação on-line na Internet.

Na Grã-Bretanha, um relatório sobre o assassinato de um soldado britânico em Londres por jihadistas ingleses, mencionou que sites como Facebook proporcionam “um ambiente seguro para terroristas” se comunicarem. Essa declaração reflete preocupações semelhantes nos Estados Unidos. James Comey, diretor do FBI, disse que a criptografia de computadores, smartphones e outros equipamentos digitais beneficiam muito os pedófilos, criminosos e terroristas.

Porém essa não é a opinião das empresas de tecnologia. A Apple e o Google, por exemplo, alegam que o sistema operacional móvel está mais seguro, porque as pessoas e as empresas querem ter privacidade em primeiro lugar. Com o simples uso de uma senha todos os e-mails, contatos, lembretes, notas e aplicativos ficam protegidos e codificados. Além disso, os recursos de segurança de última geração evitam o rastreamento por sites, agências governamentais e organizações de procura de criminosos.

Isso é uma revolução no mundo digital. Antes, os recursos de segurança, caso existissem, eram muito precários. As portas dos dispositivos e dos softwares eram abertas ao acesso indiscriminado e só os nerds sabiam fechá-las. Agora, mesmo que alguns usuários ainda não tenham percebido, a espionagem cibernética ficou bem mais difícil.

Fontes:
Economist-Cryptography for dummies

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