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Saúde

Dispositivo examina a retina para verificar se existem sinais de doenças

Com esse novo dispositivo os pacientes poderão tirar fotos sozinhos de suas retinas para controlar seu estado de saúde

Dispositivo examina a retina para verificar se existem sinais de doenças
Exames oftalmológicos frequentes ajudam a detectar doenças logo no início (Reprodução/Wikimedia)

Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas mesmo sem o sentido poético da frase, os olhos permitem detectar o estado de saúde de uma pessoa. E não apenas doenças oculares; estudos recentes indicaram que os olhos revelam a presença de uma série de doenças, como problemas cardíacos, ameaça de um acidente vascular cerebral, diabetes, Mal de Alzheimer e esclerose múltipla. Exames oftalmológicos frequentes ajudam a detectar essas doenças logo no início e agora um novo dispositivo poderá facilitar ainda mais a descoberta de alterações no estado de saúde dos seres humanos.

O mapeamento de retina analisa a superfície da retina, o fundo do olho e os vasos sanguíneos. É um exame minucioso, que deve ser feito por um oftalmologista especializado em retina. Porém Tristan Swedish do Massachusetts Institute of Technology’s Media Lab, um instituto de pesquisa onde diversas disciplinas são estudadas de uma maneira notável, desenvolveu o projeto de um aparelho para fotografar a retina. Com esse novo dispositivo os pacientes poderão tirar fotos sozinhos de suas retinas.

Com base no princípio “se você pode me ver, eu posso vê-lo”, Swedish descreveu sua ideia em um artigo, que será publicado na próxima edição da Association of Computing Machinery Transactions on Graphics. Segundo sua descrição, o dispositivo emite uma luz vermelha que brilha através de orifícios minúsculos, para dar a impressão que são quatro luzes vermelhas com um formato de um losango. No início os pacientes enxergam as luzes como pontos turvos, mas à medida que movem os olhos ao redor do aparelho, percebem que os pontos ficam mais brilhantes quando olham em uma direção específica.

No momento em que os pontos ficam extremamente brilhantes, um segundo losango com luzes vermelhas turvas aparece dentro do primeiro conjunto das quatro luzes. A pessoa mexe os olhos de novo até enxergar as oito luzes brilhantes formando um losango dentro do outro losango.

As luzes assemelham-se a um arco óptico, com uma nona luz no centro dos dois losangos como se fosse um olho grego, que simboliza a sorte. A retina do paciente precisa estar com um alinhamento perfeito com a luz do centro, para que a fotografia saia nítida. A tarefa não é fácil, porém com cerca de dez minutos de prática a maioria das pessoas consegue acionar um botão para tirar a fotografia, no momento exato em que aparecem as nove luzes.

Por enquanto, os oftalmologistas são os únicos habilitados a analisar as imagens produzidas por esse aparelho, mas Swedish e seus colegas do Media Lab já estão desenvolvendo um software capaz de analisar a cor, as formas dos vasos sanguíneos e outros aspectos da retina, que podem ajudar nos diagnósticos dos pacientes e monitorar as informações ao longo do tempo. Esse dispositivo não só permitirá que as pessoas controlem seu estado de saúde, como também se houver qualquer alteração, será um sinal que precisam consultar um médico o mais rápido possível.

Fontes:
The Economist-Retina selfie

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