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EDUCAÇÃO

Capes corta mais 5,6 mil bolsas de estudo

Com a medida, o Ministério da Educação pretende economizar R$ 37,8 milhões em 2019. Ao todo, já foram cortadas mais de 11 mil bolsas de estudos

Capes corta mais 5,6 mil bolsas de estudo
Ação deve economizar R$ 544 milhões em quatro anos (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou, na última segunda-feira, 2, que vai “congelar” mais 5.613 bolsas de estudo para cursos de mestrado e doutorado. A medida não atinge os atuais bolsistas.

“Queremos preservar o pagamento dos todos bolsistas que já recebem o benefício”, destacou o presidente da Capes, Anderson Correia.

Apesar de tratar o assunto como um “congelamento”, a Capes não deve oferecer as bolsas pelos próximos quatro anos – tempo de vigência previsto das bolsas, caso tivessem sido concedidas neste mês.

Ao todo, ao longo de 2019, já foram cortadas mais de 11 mil bolsas de estudos na Capes, o que representa mais de 5% das 211.784 bolsas ofertadas.

Com o novo corte, o Ministério da Educação (MEC) pretende economizar R$ 37,8 milhões em 2019. Nos próximos quatro anos, a expectativa é que cifra chegue a R$ 544 milhões.

Em 2019, o Capes já contingenciou R$ 819 milhões que estavam previstos na Lei do Orçamento Anual (LOA), o que equivale a 19,15% do total previsto para a entidade.

Além dos “congelamentos” de 2019, a situação não deve melhorar em 2020. Isso porque, segundo a proposta do Orçamento para 2020, a Capes só deve ter quase metade dos recursos no próximo ano, o que equivale a R$ 2,2 bilhões (51,7% dos R$ 4,2 bilhões de 2019). Já o MEC tem previsão de uma redução de orçamento em 9%. Em 2020, a Pasta deve ter à sua disposição R$ 101 bilhões, contra R$ 122 bilhões em 2019.

Mesmo com a redução no orçamento e a perspectiva de dificuldades para somar recursos e pagar bolsas para os estudantes, Anderson Correia confirmou que o MEC e a Capes estão estudando “todas as possibilidades” para “garantir o pleno funcionamento dos serviços prestados”.

A Capes não é o único órgão voltado para a Educação e pesquisa que está sofrendo com a falta de verba do governo federal. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, confirmou, na última semana, que a verba para o pagamento de bolsas a pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) terminaria no fim de agosto.

Leia também: Ex-ministros se unem contra bloqueios na Educação
Leia também: O cerceamento à Educação no Brasil

Fontes:
G1-Capes corta 5.613 bolsas a partir deste mês e prevê economia de R$ 544 milhões em 4 anos
DW-MEC corta mais 5,6 mil bolsas da Capes
Folha de São Paulo-Orçamento de Bolsonaro para 2020 tira metade dos recursos do MEC para pesquisa

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