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Educação

Cotas raciais polêmicas

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Historicamente, o Brasil é visto como um país miscigenado, e a idéia de “raça” sempre foi algo nebuloso. Porém, desde a elaboração das chamadas ações afirmativas, o debate em torno da questão das cotas raciais tem ocupado mentes e corações dos dois lados.

O advogado Renato Ferreira, pesquisador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é um dos que elaboraram um documento que foi entregue, em maio, ao Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa da política de cotas raciais nas universidades. Ele explica que, hoje, poucos negros conseguem chegar ao ensino superior, e cita um exemplo: “Antes de 2004, quando as cotas foram estabelecidas na Universidade Federal da Bahia, apenas 4% dos alunos do curso de Medicina eram negros, enquanto que, no estado, 70% da população se declarava negra. É uma exclusão que não se vê igual nem na África do Sul, durante o Apartheid”.

Para a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Yvonne Maggie, tais projetos não promoverão a inclusão nem resolverão as desigualdades que existem no país: “Sabemos que a sociedade é dividida em classes e é aí que reside a fonte de toda a desigualdade. O Brasil optou por um sistema econômico altamente concentrador de renda. Sem lutar contra isso, sem lutar pela igualdade de direitos e pelos direitos universais não há como construir uma sociedade mais igualitária e justa”.

Racismo social

A professora explica que é contra a proposta de cotas raciais nas universidades porque ela produz divisões perigosas: “Essa política exige que o cidadão se defina perante o Estado segundo sua ‘raça’ ou sua origem. Sabemos que toda a vez que o Estado se imiscuiu nos assuntos de identidade dos indivíduos, obrigando-os a se definirem, o resultado foi a produção da violência.”

Renato Ferreira defende que a idéia de raça nos projetos de ações afirmativas não tem sentido biológico: “A ciência já comprovou que somos todos de uma só raça, a humana. Mas quando falamos em cota racial, estamos nos referindo a uma visão das Ciências Sociais que, durante muito tempo, usou o conceito de raça da Biologia para discriminar as pessoas. Fizeram isso com os judeus, negros, ciganos, indígenas. Quando surgem ações afirmativas, é preciso pensar que a raça está presente na avaliação do que você aparenta ser. É um conceito de raça do ponto de vista do contexto histórico-social. E é inegável que, no Brasil, é esse tipo de racismo que os negros vêm sofrendo há séculos”.

A discussão promete se acirrar porque tramita no Congresso o projeto de lei 73/99, que reserva 50% das vagas das universidades públicas para alunos que fizeram o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa parcela, uma porcentagem seria destinada a alunos negros e indígenas, de acordo com a proporção deles na população por estado. Por exemplo: segundo o IBGE, no Rio de Janeiro, 45% da população se declara negra. Portanto, 45% da cota de 50% iriam para alunos negros. Além disso, o STF está prestes a julgar ações contra o ProUni (Programa Universidade Para Todos), que oferece bolsas em universidades particulares a estudantes de baixa renda e, também, reserva vagas aos que se declaram negros, pardos ou indígenas. O Ministro Ayres Brito chegou a declarar-se a favor das cotas por defender que “a verdadeira igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais”.

Para Yvonne Maggie, projetos como esse são inconstitucionais, pois dividem a sociedade brasileira — para efeito de distribuição de direitos — em brancos e negros. Ela afirma que uma frase como essa poderá nos assombrar no futuro: “Quando se fala em ‘tratar desigualmente os desiguais’ o jurista está, em princípio, falando em desigualdades superáveis como aquelas que dividem pobres e ricos. Deve-se tratar desigualmente os que têm menos, os pobres, para que deixem de ser pobres. Mas a frase usada no sentido dos marcadores raciais significa perpetuar e fundar uma identidade racial que, ao contrário da pobreza, não é algo que se possa descartar depois de ter sido imposta pelo Estado. Pobres deixarão de ser pobres e esse é o objetivo do tratamento diferencial. Mas quem deixará de ser negro depois de ser obrigado a assim se definir para ser merecedor de um direito?” Yvonne e mais 130 intelectuais também entregaram, em maio, um documento ao Ministro Gilmar Mendes condenando a política de cotas raciais, a “Carta de Cento e Treze Cidadãos anti-racistas contra as leis raciais“.

Desigualdade educacional

Por outro lado, o advogado Renato Ferreira defende que o Brasil precisa encarar a questão da desigualdade sob o ponto de vista racial, sim: “Até 1970, 90% dos negros eram analfabetos, porque, após a abolição da escravidão, o Estado os abandonou, ao contrário do que fez com os imigrantes, que foram financiados pelo governo para virem para o Brasil. O país precisa dar um valor à diversidade étnica, de gênero etc entre os espaços de poder político, cultural e econômico. A saída é a educação pública de qualidade e políticas temporárias de ações afirmativas, que diminuem a grande distância que ainda existe entre brancos e negros no país.”

As políticas de cotas são um remédio errado para um diagnóstico falso, segundo Yvonne Maggie. Segundo sua análise, o problema é que as universidades públicas precisam democratizar o acesso e, para isso, deve-se mudar a forma de ensinar e buscar uma educação de massa de qualidade desde o ensino básico: “A Universidade de Buenos Aires tem cerca de 300 mil estudantes. Ela sozinha atende, portanto, mais da metade do número de estudantes que estudam na totalidade das universidades públicas no Brasil. Isso é um dado que não se discute porque significa que nossas universidades públicas não querem mais alunos, não querem enfrentar a democratização do acesso.”

Apesar de defenderem visões opostas, ambos os especialistas concordam numa coisa: O Brasil tem uma sociedade tolerante que pode e deve ser exemplo de democracia.

“Gilberto Freyre disse que ninguém liberta ninguém e ninguém se liberta sozinho. A gente só se liberta pela comunhão. Se promovermos ações afirmativas em comunhão, todos sairão ganhando. Ter essa diversidade como um valor nosso é a principal vantagem da política de cotas”, defende Renato Ferreira.

Yvonne Maggie, por sua vez, argumenta que não devemos abandonar o princípio de universalidade de direitos: “Se não seguirmos uma lógica razoável de pensar e viver com base nos princípios universais não seremos uma sociedade justa e igualitária. São esses princípios que fazem com que o Brasil possa se tornar um país que ensina ao mundo que há um caminho a seguir, o caminho da democracia, da igualdade de todos diante das leis.”

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  1. paula de souza disse:

    eu sou contra as cotas,por q na lei diz que todos devem ter direitos iguais,hee por que os negros tem que recebe tratamento diferente dos brancos,se eles falam em direitos iguais …eu acho isso injusto

  2. Fernanda Aparecida Rodrigues disse:

    Eu acho que as cotas deveriam ou seriam mais apropriadas se fossem por classe econômica,como já é o ProUni,dessa forma os negros já estariam incluídos (infelizmente). As cotas raciais na minha opinião já racismo,dividindo as classes raciais.

  3. Lucas Davis disse:

    As cotas só serão desnecessárias se o governo investir na educação. Caso contrário, as cotas servirão, por mais que criticadas, para o desenvolvimento daqueles que UM DIA foram abandonados depois da abolição: os negros.
    O mundo muda, mas quando é oferecido oportunidades. Sendo assim, a educação das pessoas negras depende do governo e, se ele não investir, as cotas servirão de impulso para o desenvolvimento daqueles que conseguirem.

  4. henrique disse:

    Sou a favor, num país que tem metade do povo negro e outra metade branca, e nas salas de aulas do ensino superior os negras não chegam a 10% algo está errado, se tratar os desiguais como iguais,vai aumentar a desigualdade. Quando me formei no cefet eu era o unico negro da sala, esse ano eu me formei em gestão publica eramos 3 num universo de 40 colegas, tem que haver mudança.

  5. Melquizedeque Ramos da Silva disse:

    As cotas não pagam as dívidas sociais que o Brasil e Portugal têm com os negros, mas já é um começo e reconhecimento da injustiça social praticada contra os negros há mais de 400 anos.
    Tiraram do negro o nome da família oriunda da África, a cultura, a língua, a origem, a religião, o país, a liberdade e em muitos casos a vida, se é que ser escravo é vida, os reduziu a escravidão, e isso deve ser levado em conta, pois foi praticado no Brasil o maior genocídio do mundo.
    Lógico que o negro que é um ser humano social criou outra cultura e se adaptou, mas as mazelas perduram até hoje em seu desfavor.
    Quando os negros deixaram de serem lucrativos, foram postos em liberdade sem casa para morar, sem trabalho para se sustentar sem educação para evoluir, pois até pouco tempo aos negros era proibido frequentar escolas, mas muitos não sabem disso ou não leram a história do Brasil.
    Proporcionaram aos negros a criação de favelas sem o mínimo de condignidade humana de habitação, ao subemprego, foram reduzidos a marginalidade e a medincância, por consequência a discriminação e ao pré-conceito.
    Só após 100 anos da assinatura da Lei Áurea é que vieram a aprovar uma Lei que os beneficia, para que a concorram entre os iguais, ou seja, os deram um tratamento desigual na medida de suas desigualdades e isso é bom, pois cumpre o princípio da isonomia e da justiça.
    Na verdade o Brasil e Portugal deveriam pedir perdão aos negros por tantos anos de descaso, injustiça e desigualdade social. Deveriam indenizá-los todos!
    Quanto aos brancos pobres, o Brasil também deve atentar para isso e evitar que ocorra uma nova história de injustiça. No entanto a situação deles é bem diferente, não tiveram a identidade arrancada, mas o que ocorreu-lhes foi uma desventura com algum ancestral e por isso encontram-se na situação de pobreza.
    Com os negros foi diferente, a situação por que passam até o presente foi imposta pela sociedade portuguesa e brasileira.
    Para ilustrar, basta entrar em um banco e será constatado que a maioria dos caixas ou gerentes são brancos, quanto o negro, a maioria é faxineiro ou segurança, ou seja, por ter a escolaridade mais baixa, a qualificação também é baixa.
    Esta condição desfavorável ao negro foi imposta historicamente e não por um eventual desafortunamento da família.
    Assim sendo, àqueles que discordarem tem todo o direito, mas é bom que revejam o conceito e leiam um pouco da história do negro no Brasil.
    Portanto, parabéns ao Brasil por esta maravilhosa iniciativa, as cotas são uma verdadeira inclusão social, essas ações positivas proporcionarão aos brasileiros tão sonhada igualdade, justiça e democracia.
    Parabéns Excelentíssimos Presidentes Dilma, Lula, Ministros da Justiça aos nossos legisladores e a todos que participam desse processo maravilhoso e histórico.
    Melquizedeque Ramos da Silva
    Estudante de Direito
    Voluntário EDUCAFRO
    Cidadão brasileiro

  6. Ana disse:

    Não concordo com o sistema de cotas raciais,por que sei que o Brasil é um pais de grande diversidade étnica e que a maneira mais correta de ingressar no ensino superior é por mérito,pela a garra. posso me considerar negra sendo mestiça e assim vai.

  7. SIDNEI RODRIGUES disse:

    Sou contra a tal politica de cotas raciais. Trata-se de uma maneira equivocada de inclusão. Dizer ao estudante que ele terá de se cadastrar no vestibular de acordo com a cor de sua pele me parece um estopim para novas formas de discriminação. Ademais, uma universidade deve selecionar os alunos de acordo com sua capacidade de intelecção. O tempo dirá que esse sistema foi fadado ao fracasso. Muitos dos alunos que dela se servirem não terminarão seus cursos.

  8. Bertoni Vasconcelos Diogo disse:

    Sou a favor das cotas raciais, pois os negros são na grande maioria os mais pobres, e só os da elite, ou seja, os mais ricos, é que têm mais facilidade de entrar na faculdade, pois estudam em escolas particular. Todos nós temos o mesmo intelecto, assim dizia Platão “Os gênios podem nascer pobres ou ricos, não importa, temos de treiná-los, para servir ao povo”. Nas faculdades, lógico, só serão aprovados aqueles que atingirem boas notas. O próprio governo se encarrega de filtrar as melhores mentes, fazendo concursos públicos, essa é a prova.
    ….sou a favor, sim, das cotas racias.

  9. maria helena moraes disse:

    sou idosa(70 anos e não vejo o Brasil mudar em nada sobre o negro, e incrivel ,entra governo e sai governo e tudo fica como esta, pais extremamente racista, e ainda querem colocar panos quentes sobre cotas para o negro, e uma grande injustuça pois deveriamos avaliar o negro sobre seu carater, honestidade, inteligencia etc…não avaliamos a cor. Por favor politicos, brasileiros,povo e todos que fazem parte deste Pais, deem o valor a outras raças, cores tudo que nao for branco o valor merecido, por favor politicos parem de usar cotas para osnegros vamos valorizar o ser humano que todos somos

    vamos ser uma famlia de brasileiros lutando pelo meesmo ideal,um brasil democratico onde as maos de qualquer raça se unam para deixarmos as futuras gerações, exemplo s sobreque todos somos iguais sen distinção, po favor façam isto pelos idosos que nao querem partir desta deixando este assunto sem ser resolvido. a palavra cota doe ao coração, esqueçam que ela existe. e ainda pergunto de que cor sao a maioria dos politicos acusados em Brasilia por diversas falccatruas. .obrigado maria helena

  10. simone disse:

    Gostei muito da pertinencia da Yvonne,pois se continuarmos a desconsiderar os direitos universais daqui a pouco tempo estaremos exterminando portadores de doenças contagiosas,portadores de necessidades especiais,idosos,criançlas abandonadas,queimando vivos,pessoas de rua,animais,……….
    Que absurdo as cotas!Elas reforçam mitos,desprezo,desigualdades,preferências,opiniões desagradáveis a respeito dos nossos semelhantes.O mundo grita por uma verdadeira raça humanizada,pois quem é realmente humano não desfaz de seus próximos por cor,condição social,doença,falta de trato,cuidado com a higiene etc e tal.
    É preciso lembrarmos sempre do CRISTO,exemplo de pureza que não fez distinção entre os homens.Parabéns Yvonne.

  11. Romão disse:

    Sou a favor sim…
    E não é lendo dois, três artigo acima que toma com base
    Pra começa, não sou muito a favor das contas raciais, mais a favor “cotas sociais”, também tem outro, porém, o aluno não deve ter estado somente e 2º grau, deve ter estudado desde primeira série até o segundo em escala pública, já vim muita coisa…
    Continuando enredo, sempre me declaro pardo para IBGE, mora na região sul do país, pesada colonização européia, cursei engenharia sem precisa da cota graças deus, no antigo Cefer-pr. Sofri preconceito na sala de aula, pra fazer alguns trabalhos escolares foi “fo**”. Mais eu não sou cego, outros grupos também sofriam preconceito (gordo, deficiente, com outras opções sexuais). Curitiba e caso aparte.
    Tem uns comentários que repetitivos, se for pra repetir comentaria, melhor não falar nada. Isto não opinião! “Tem aqueles que comentam que ‘fulando” passou tirando uma nota menor que dele, só por causa da “cota”, sendo que os dois moravam no mesmo bairro e estudaram na mesma escola, sendo ainda que ele trabalhava e estuda, e outra vivia na vida massa. Isto é chororó pra justificar o fracasso. Antes ser engenheiro, o único serviço que me restava era trabalhar na construção civil, “serviçinho desgraçado”, vim que dali, só sairia se se estudada, em Curitiba a cor e indicação pesa muito, Montei um “boteco” na favela, na favela mesmo, onde morava. Um copo de pinga e leitura nos livros velhos que eu tinha. Pergunta besta que muita gente mais, por que um bar… O curso é integral filho, sou pobre, o que resta pra mim é a escola pública, aonde vc vai arruma serviço meio período, porque tenho que ajudar na renda de casa.
    Vamos voltar ao assunto, sou a favor das cotas sim, defendendo um pouco as cotas raciais… Dizer que duas pessoas nas mesmas condições sociais são iguais independentemente, isto é, conversa de pseudo-intelectual, quem quer paga prevê, vai à favela e acompanhe duas crianças nas mesmas condições sociais, ascensão da pessoa clara, é menos dolorida, caminho é menos tortuoso. A outra conversa furada, é que melhora no ensino publica, resolveria o problema, a escola pública é cheio de ranço, qualquer intervenção levaria anos e anos. Isto é, conversa de pessoa que nunca piso numa escala pública nem pra votar. Outra conversa besta… Coisa de papagaio, “o povo tem escolher melhor os políticos”, no mínimo que escolhe o político é partido não povo. Este país é assim, desde sua formação, continua o mesmo, o de cima joga migalha pro de baixo e deixam-nos discutindo, enquanto o mesmo rouba.

  12. Tk disse:

    cotas raciiais não vai igualar ninguém …
    teria que resolver o descaso dos colegios publicos e estaduaiis , garanto que não é bom ! Eu vim de lá .

    As escola públicas e estaduais seriam bem melhores se os filhos dos ministro estudassem nelas , sem duvida nenhuma eles iriam querer melhorar o ensino, pois iriam julgar seus filhos incapazes de entrar em uma universidade com seus próprios méritos !

    Com bom ensino para TODOS , com certeza negros e brancos independente de classe social , teriam a total capacidade de passar no vestibular , sem qualquer privilegio de cotas !
    Mas o que me parece é que mas uma vez estão tentando resolver problemas superficialmente , vai jogar qualquer um na faculdade publica e daqui uns anos ela vai estar desvalorizada .
    Tem-se que presar a capacidade do individuo .

  13. TAMIRISPORTO disse:

    TAMIRISPORTO DE CABO FRIO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. SOU TOTALMENTE CONTRA. ACHO QUE TODOS INDEPENDENTE DA COR SOMOS IGUAIS UNS MAIS INTELIGENTES QUE OUTROS, SOMOS CAPAZES ESTÃO TENTANDO FURAR A COSTITUIÇÃO QUE DIZ QUE TODOS NÓS TEMOS O DIREITO DE IR E VIR ACHO ISSO UM ABSURDO

  14. MADALENA disse:

    É uma vergonha aos querem fazer esse tipo de polemica,.. porque todos nos somos igual seja qual classe social temos chance de ir vir porque temos liberdades ISSO PODE GERAR UM CAOS

  15. João disse:

    Infelizmente os afros não conseguem entender que esse “privilégio” de cotas, aliás isso foi apenas um golpe eleitoreiro, funciona contra eles mesmos. Depois de formados muitos empregadores não darão empregos a eles por acharem que não tem capacidade… Os maiores prejudicados serão os afros competentes, que, com cotas ou sem cotas, teriam feito seu curso superior…

  16. João disse:

    Sou contra as cotas pelos seguintes motivos:
    1º não somente os negros sofrem com a desigualdade assim ao distinguir uma pessoa por sua cor, mesmo que sofram do mesmo problema da exclusão social, é ilógico e inconstitucional (contraria expressamente a constitução, qualquer pessoa vê isso), mesmo que o supremo politicamente entenda o contrário.
    2º Se alguém ocupa uma vaga outro tem que sair, assim logicamente, os “brancos” que tiveram menos oportunidade de preparo (geralmente os mais pobres e que lutam bravamente para sair da exclusão)serão extirpados de seu direitos simplesmente pela cor de sua pele. Os ricos certamente encontrarão outra forma de se formar. (não seria mesmo esta exclusão racial que se queria combater?)
    3º As cotas pautadas na questão social e financeira atingiriam o mesmo objetivo sem criar as barreiras citadas, a maioria dos beneficiários seriam os próprios negros.

    Assim concordo que o Brasil precisa de propriciar uma maior possibilidade de inclusão nas faculdades, mas estão querendo cobrar a conta das pessoas erradas. Os ricos continuarão se formando, estão tirando as já difíceis vagas de alguns para transferí-las para outros de forma injusta e contrária a nossa constituição.

  17. Guilherme disse:

    Sou contra

    A renda da minha familia é de 800R$ por mês, mas sou branco e minha cota é apenas para colégio publico. Eu estudei em casa durante o ano todo e minha nota foi 570, eu não passei por 12 pontos…

    A renda da familia do meu amigo é mais de 2000R$ por mês, eles são negros e estudaram em colégio publico também. Esse meu amigo não estudou nada o ano todo e sua nota foi 490, ele passou no mesmo curso que eu com 570 não passei.

    Vocês acham justo ainda cotas para negros? Ambos estudamos em colegio publico e a familia dele ganha 3x mais que a minha, eu me matei estudando e com uma nota razoavel eu não passei e ele nunca estudou e com uma nota ridicula está lá!!!

    DIGA NÃO AO RACISMO, DIGA NÃO AS COTAS PARA NEGROS, DIGA NÃO AO SOCIALISMO PETISTA!!!

  18. Thais disse:

    SE VOCÊ É CONTRA COTAS, LEIA ISSO.

    Todos somos iguais?. Eu estou cansada dessa hipocrisia ridicula. Não há como existir igualdade em um país que começou de maneira desigual. Em primeiro lugar, não se enganem achando que a escravidão foi um episódio isolado e todos os problemas acabaram ali. A escravidão foi um processo de dor e sofrimento, um sofrimento que ainda não acabou. os vestigios dessa merda estão correndo no sangue da sociedade até hoje.

    No ano de 1860 um homem foi esfolado, seus dedos foram arrancados cruelmente. Depois de diversos tipos de tortura, amarraram os braços desse homem em dois cavalos e os soltaram em direções opostas de forma que o seu corpo fosse dilacerado. Isso na frente de sua esposa e filhos, fazendo assim uma tortura psicologica com estes também. Esse homem poderia ter sido o seu pai. E se fosse?

    Após o fim da escravidão, uma época de racismo explicito, os descendentes desse homem não conseguiram emprego e não tinham direito a educação de forma que esses foram excluidos da sociedade e jogados em condições de extrema miséria. E POR CONTA DISSO Tais condições foram passadas adiante para os seus filhos que, vivendo em um país extremamente racista também foram excluidos da sociedade assim como as gerações seguintes

    Os vestigios da escravidão ainda existem. Me digam, POR QUE SE VOCÊ FOR EM UMA FAVELA DO BRASIL A MAIORIA DAS PESSOAS LÁ SÃO NEGRAS?
    Vocês acham mesmo que isso é por acaso? porque a 89% da população em estado de pobreza no Brasil é negra?

    Agora me digam. A escravidão foi um erro da sociedade. Ela formou uma mentalidade racista, e MUITAS PESSOAS HOJE AINDA ESTÃO SENDO PENALIZADAS POR ESSE ERRO. Por terem sido descendentes daquele homem torturado. Dos filhos desse homem que não tiveram oportunidades e ter passado essas condições adiante, formando assim um circulo vicioso.

    Isso é justo? É justo existirem tantas pessoas negras pobres, que sofreram POR TEREM SIDO DESCENDENTES DESSE HOMEM? Um homem que ninguem nem sabe o nome. Um homem que morreu da maneira mais cruel possivel. Quem vai consertar isso? Quem irá pagar por todo o sofrimento que nós negros passamos e AINDA passamos hoje? Quem é o culpado de nós, termos que viver, durante todos esses anos em um mundo racista, de termos que lutar para não sermos excluídos de uma vez na sociedade?

    Ou vocês simplismente se esqueceram de como era o Brasil, a POUCOS anos atrás, antes de racismo ser considerado crime???? Antes de nós conseguirmos um pequeno espaço na televisão, quando as raras oportunidades começaram a surgir???

    NÃO DIGAM QUE TODOS SOMOS IGUAIS, EM UM PAÍS QUE NÃO APRESENTA OPORTUNIDADES IGUAIS. UM GOVERNO QUE INVESTE 89% A MAIS EM EDUCAR UMA CRIANÇA BRANCA DO QUE UMA NEGRA. JUSTAMENTE PARA QUE ESSA CRIANÇA NEGRA CRESÇA E NÃO SAIBA SE DEFENDER. PARA QUE ESSA CRIANÇA UM DIA SE ESQUEÇA DO QUE UM DESCENDENTE DELA MORREU TORTURADO. POR SER UM CRIMINOSO? UM HOMEM MAU? OU APENAS UM NEGRO? DE QUALQUER FORMA NINGUEM JAMAIS PAGOU POR ISSO. NINGUEM JAMAIS CONSERTOU ISSO. O FATO DA MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO NEGRA ESTAR EXCLUIDA DA SOCIEDADE? NINGUEM SE IMPORTA NÃO É? PODEM TENTAR TAPAR O SOL COM A PENEIRA, MAS A REALIDADE É ESSA. MEU NOME É THAIS, E DEPOIS DE TUDO QUE EU SOFRI DURANTE TODOS ESSES ANOS, EU EXIJO QUE A SOCIEDADE PAGUE ESSA DIVIDA COMIGO. PAGUE POR TODOS OS ANOS EM QUE EU SOFRI VIVENDO EM UM MUNDO RACISTA. PAGUE POR AQUELE HOMEM QUE MORREU TORTURADO. PAGUE POR HOJE A MAIORIA DOS NEGROS ESTEJAM EM ESTADO DE MISÉRIA, POR CONTA DE UM ERRO DO PASSADO. IGUALDADE? SE EXISTISSE, NÃO HAVERIA UM MOTIVO PARA ESTARMOS LUTANDO CERTO? EU SOU A FAVOR DE COTAS RACIAIS. EU QUERO INCLUSÃO SOCIAL.

  19. Taynara disse:

    Na minha opinião também sou contra, porque eu acho que somos todos seres racionais. Não poderia oferecer cotas raciais, eu sou preta minha raça é negra e me considero muito inteligente tenho capacidade para entrar em qualquer universidades federal ou particular sou aluna de escola publica e acho que o ensino é uma porcaria mais ainda bem que eu tenho o costume de estudar por conta própria, nunca gostei de ficar somente com o que aprende na escola sempre procurei novos horizontes. Então sou contras cotas raciais porque independente de cor da pele somos todos inteligentes e capazes, só basta ter determinação e ação que ai sim seremos vencedores

  20. eduardo santos disse:

    muito bom o documentario me ajudou um monte na minha pesquisa…

  21. thainara araujo alves disse:

    na minha opinião,não concordo com a cota,todos são humanos e ninguém é diferente de ninguém e é só se esforçar para conseguir o que quer,sim no passado os negros tiveram um passado escravista e isso dificulta as oportunidades mas é preciso estudar

  22. M> disse:

    Olá, ao meu ver esse negocio de cota racial só rende o preconceito, pois somos todos seres racinais, embora que uns são mais inteligente que outros mais continua sendo ser humano do mesmo jeito do preto, do pardo ,do branco, do índio ou do mestiço, cada um com sua inteligencia.Eu sou parda bem clara filha de pais pardo. E minha familia é toda misturada entre pretos e pardos mais escuro e mais claros, mais todos respeita uns aos outros por igual. Eu particularmente admiro muito a cor preta.E vejo que todo mundo é inteligente, uns mais outros menos mais todo mundo tem capacidade.O que vejo é que muitas pessoa deixa de estudar por falta de condições, por não ter um emprego com uma boa remuneração. Inclusive eu estou passando por isso faço faculdade particular mais tô pensando em parar por não poder pagar as mensalidade, trabalho mais ganho muito pouco e não tá dando para conciliar.

  23. miguel disse:

    minhas duas filhas sao “brancas”, pois é, agora querem fazer do Brasil um país de negros vs brancos, somos pobres, estudamos desde sempre em escola pública, trabalho com minha mulher e minhas filhas quase não tem tempo de estudar pois cuidam da casa. Elas nao tem direito a cota! Porque? quem se atreve a responder?
    O fato é que esse sistema gera a revolta de nós pobres que somos desprezados, ele joga as pessoas umas contra as outras!

  24. tiago disse:

    esse sistema de cotas raciais é o maior exemplo que esse pais é todo racista. eu sou branco e pobre e mesmo assim não tenho direito a uma cota? E o negro, indio… não tem capacidade de estudar e conquistar seus objetivos?

  25. Camila disse:

    Ouvir por ai que o Brasil é formado por várias etnias e que todos deveriam ser tratados com igualdade, é teoricamente fácil e politicamente correto. E essa é a desculpa que muitos dão ao afirmarem que, as cotas raciais subestimam a inteligência dos alunos negros. No entanto, essas pessoas não levam em conta, que após a abolição, os negros foram abandonados pelo Estado e ficaram desamparados numa terra desconhecida, sofrendo exclusão e preconceito durante muito tempo. E todas essas dificuldades não somem facilmente, elas são arrastadas durante séculos. É muito fácil dizer: ” quem quer entrar na universidade estuda e consegue”, quando é possível estudar. O problema é que, para uma grande parcela da população negra, estudar para ingressar numa faculdade é extramente difícil. Muitos tem que trabalhar para enfrentar a pobreza consequente ,muitas vezes, do preconceito sofrido por seus antepassados. E o pior é que eles ainda enfrentam esse preconceito, que está disfarçado,mas ainda existe. Ou seja , hojem em dia, a população pobre negra ainda encontra maiores dificuldades para “vencer” na vida, do que a população pobre branca.Portanto a implantação de cotas raciais é uma solução temporária para reolver o problema de exclusão social que os negros enfrentam a muito tempo.É uma dívida, uma política essencial que deve ser concedida a eses cidadãos, que quando estiverem em maior número nas universidades, estarão construindo uma sociedade mais igualitária, onde será possível encontrar profissionais capacitados , na mesma proporção , em todas as etnias . Fazendo com que no futuro, as cotas raciais não sejam mais necessárias.

  26. Jussar pereira pinto disse:

    Ola meu nome é Jussara,gostei muito desta pagina, mais venho em meu nome denunciar os abusos racias que tem acontecido aqui em CAMPOS DO JORDÂO, tenho passado por situações humilhantes ano apos ano e campos não muda, quase não se ve negros trabalhando no comercio, ja a alguns anos levo meu curriculo, pra loja, mercados, grandes empresas, pra tentar uma colocação pra vagas especificas e os mesmos sempre me oferecem uma alternativa, ou faxina,estoquista ou ajudante geral, não é justo eu naõ ter o mesmo direito que as outras candidatas, chega de me calar cansei de ser humilhada, nessa cidade onde só se é maravilha da minha terra pra brancos, e ricos sou negra com muito orgulho e só quero ter direito de ser humana, o que fazer por onde começar, até onde eles estão certos e nos negro errados alguem por favor pode me ajudar??? obrigado a todos desde ja a humilhaçao que passei essa semana não pode ficar assim pois sei que se me alar novamente tudo vai ficar do mesmo jeito.

  27. E>B>O>A disse:

    Sou contra o conhecimento da pessoa que deve ser reconhecida pelo seu conhecimento intelectual e pelo seu comportamento social,temos nariz ,boca,pernas,cabeça e maõs somos todos iguais ta ai minha opiniao e essa .TCHAUUUUU

  28. Erivaldo b. silva disse:

    porque tantas polémicas por um assunto que podemos definir, é só ver que somos todos iquais.(só Deus pode mudar as coisas).

  29. Lucas Alves disse:

    Não existe raça, todos somos humanos… =D

  30. Lucas Alves disse:

    Bom dia pessoal, bem eu não sei quando foi postado isso, mas estou aqui para deixar meu comentário, eu também sou contra cotas raciais, pois acho que não importa a cor da pessoa, se ela tem o desejo de passar em uma universidade, ela estuda primeiramente, só acho que a cota é mais um tipo de separar as pessoas, e também acho desumano, existir um certo numero para pessoas de outra cor… Bem acho que esse assunto ainda vai “rolar” muito por aí!!!
    Por outro lado, como os negros e não só eles, sofreram muito nesse Mundo, mereciam esse direito!!! Bem acho que esse assunto não terá final que agradará à todos…
    Minha avó foi escrava durante muitos anos, mas viu um final feliz, pelo menos para ela…

    DIFÍCIL CHEGAR À UMA CONCLUSÃO! Abraço à todos.

  31. Odair disse:

    Bom dia, pessoal! Tenho uma dúvida, MINHA VÓ ERA ÍNDIA, por isso sou descendente de indígena, minha cor é PARDA. Sou formado em Ciencias Contábeis, pós graduado e estou cursando direito, tenho uma casa avaliada em +- R$ 350.000,00, um carro de R$ 30.000,00, uma moto e um jeep da guerra, uma terra com reflorestamento num valor de R$ 200.000,00 e um ótimo emprego. PERGUNTO? Quero cursar ODONTOLOGIA, e como sou descendente de indígena quero fazer pelo sistema de COTA RACIAL, POSSO? Eu creio que sim, mas preciso de uma opinião de voces. Obrigado.

  32. Reginaldo Pereira disse:

    Políticas sociais e cotas raciais

    As ações afirmativas que propõe a implementação das “cotas raciais” nas universidades estão atuando na defesa de direitos sociais que estão sendo violados, atendendo reivindicações justas de segmentos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Do mesmo modo, outros segmentos sociais são atendidos pelo Estado, como mulheres, crianças, idosos, deficientes,etc; que são selecionados por critérios como gênero, faixa etária, limitação física, etc. – nem por isso o Estado está dando preferência a estes segmentos e ninguém está protestando porque o Estado estaria discriminando por motivos de sexo, idade ou acessibilidade física. Os “negros” se encontram em situação de vulnerabilidade. Se forem atendidos pelo Estado,qual vai ser o critério de seleção?
    A solução é investir na educação? Certo- entretanto os negros de países que oferecem alta qualidade de ensino sem discriminação social ou racial continuam ausentes das universidades. Inferioridade cultural? As greves e as ocupações de terra também não resolvem problemas econômicos e agrários – estes movimentos devem desistir das suas mobilizações?
    A ciência não comprovou a existência de raças! Certo- também não comprovou a existência de Deus, da liberdade, da justiça, da beleza, etc. A raça também não é um objeto de estudo das ciências sociais?
    Já houve erros em laudos para identificar “negros”? A medicina falha todos os dias em seus diagnósticos, muitas vezes com graves consequências para a vida das pessoas- onde está o protesto contra a medicina? Todo mundo sabe identificar quem é o negro que está sendo discriminado, mas na hora de identificar qual negro será beneficiado, se lembram de questionar quem é o negro! Cinismo!
    Os estudantes negros que forem selecionados pelo critério da “cor/raça” se sentirão inferiorizados? Dizem por aí também que os bolsistas do PROUNI só conseguiram estudar pela caridade do Estado, já que não têm competência para disputar o vestibular das federais! Alguém conhece um candidato que desistiu da bolsa para não se sentir inferiorizado? Ao contrário, estão sendo identificadas fraudes de estudantes com renda alta que se inscrevem como carentes!
    O que impede a inclusão de negros não são limites “físicos” como a limitação de mulheres, crianças, idosos,deficientes,etc.? Por acaso a cultura e as convenções sociais não influenciam concretamente o comportamento das pessoas,estabelecendo valores e limites? Se uma aldeia acredita que uma fera ronda a floresta, não deixarão de adentrá-la como se a fera realmente existisse?
    A exclusão dos negros é uma questão social e não racial? Então onde estão os bolsistas PROUNI negros em proporção à sua presença na composição social brasileira?
    No Brasil não existe racismo,já que não houve segregação racial? O embranquecimento da população mediante o incentivo à imigração e a tese da democracia racial não foram tentativas de reprimir e suprimir os negros da sociedade? Onde estão os negros e seu protagonismo na história oficial brasileira ou nos livros didáticos entre os século XIX e XX?

  33. João Paulo de Oliveira disse:

    Opinião de um humilde estudante de Direito.

    O Brasil não é um país economicamente homogêneo, mas a miscigenação cultural é inegável, (brancos, negros, índios, pardos etc.) formam um único povo. Somos um país de enorme desigualdade social, a qual historicamente privilegiou brancos em detrimento de negros. Contudo, a implantação de cotas raciais para o ingresso em universidades públicas não é uma medida correta, não se pode cometer um erro no presente: “dividir um povo em raças”, critério biologicamente inexistente, a fim de justificar erros do passado.

    Ações sociais são necessárias para a inclusão de negros, pardos e índios no ensino superior, porém, a mudança (ações afirmativas) tem de ser feita na educação de base. A questão não é somente reservar vagas pelo fenótipo do candidato, estes devem estar intelectualmente preparados para cursar uma faculdade, então não há de se pensar em cotas raciais. Se o governo quer corrigir a desigualdade social, que segrega negros e pardos, que procure dar a todos a mesma oportunidade, um ensino de base com qualidade.

  34. Gilberto disse:

    Caros(a) Amigos (a)

    Paz e Bem !

    Com todo respeito, discordo da tese da Ilustre Prof. Yvonne Maggie, de que o projeto de garantia de vagas para negros na Universidade dividem a sociedade brasileira.
    Pergunto: A sociedade brasileira já não é dividida — para efeito de dis tribuição de direitos — em brancos e negros?

    No Brasil,Sempre quando se fala em beneficiar os mais injustiçado (pobres/negros), logo vem os discursos de que se devemos lutar para garantir direitos iguais para todos.

    Isso comprova que o Brasil não é uma país de todos. Os pobres não faz parte do todo.

    A política de cotas deve ser vista como um fruto dessa luta que, tem que continuar.
    Os pobres (negros) não podem esperar!

    Fraternal abraço

    Gilberto

  35. Mauricio Alfaya disse:

    Estive lendo alguns comentários aqui publicados, e confesso que fico perplexo com a incapacidade, de muitos, de entenderem a lógica, que me parece óbvia, da implantação do regime de cotas raciais nas universidades PÚBLICAS do Brasil. Em que mundo vivem estas pessoas? Dizer que as cotas instituem o racismo é no mínimo ingenuidade, e no máximo hipocrisia. Ou será que vivemos num país de faz-de-conta? Faz-de-conta que ao abolir os escravos, os negros não foram deixados à própria sorte, enquanto os seus ex-proprietários buscavam idenizações junto ao governo, quando quem merecia ser idenizado eram aqueles que haviam trabalhado por séculos sem receber um centavo. Faz-de-conta que, diante da necessidade de remunerar os trabalhadores, o país não racista foi buscar na europa uma mão de obra não qualificada, em detrimento dos ex-escravos que tinham larga experiência na lavoura. Faz-de-conta então que houve a preocupação com o futuro da população negra e que o país não racista não criou políticas de retorno a Africa enquanto promovia uma das maiores reformas agrárias implantadas no mundo, só que, voltada para os imigrantes europeus . Faz-de-conta que neste país não racista o Índice de Desenvolvimentos
    Humano (IDH) da populações branca não equivale à 46ª posição, enquanto que a população negra está em 101º lugar. Faz-de-conta que os negros não ganham menores salários, não são maioria nas periferias urbanas, não são maioria na população carcerária, etc. etc. etc. Sim, nós vivemos num País racista, com 500 anos desta prática nefasta. Este país tem uma dívida histórica para com a população negra! Fui professor da Universidade Federal da Bahia e tive muitos alunos cotistas. Não existe diferença qualitativa entre cotistas e não cotistas. observa-se uma bonita democratização racial dentro dos corredores da universidade. E ao contrário do que muitos pensam, os alunos não se dividem em grupos antagônicos. Enfim, Não só o Estado , como toda a sociedade
    civil e fundamentalmente as instituições de ensino têm uma dívida sécular que, saldada, trará avanços para aí sim fazermos deste país uma verdadeira nação.

  36. Thiago Pantuza disse:

    Sou completamente contra um sistema de cotas raciais, quando um governo adota este tipo de medida esta afirmando que alunos negros são mais burros que alunos brancos.
    A cor da pele não pode significar privilégio nem a uma parte nem a outra, pois isso seria uma grande demonstração de racismo na sociedade brasileira.

    A democracia prega a igualdade a todos e é isso que devemos considerar.

  37. vanessa disse:

    minha opnião é que nas escolas entren mais alunos pardos e negros

  38. kessi Marie disse:

    Sou contra as cotas raciais pois isto prejudidica os outros alunos que não são negros e passaram no vestibular mas não foram tão bem e perdem sua vaga devido a implantação de cotas .E só valem para os políticos que a apoiam.Isto é puro racismo é um modo de compensar os negros pelo o que seus antepassados sofreram com a escravidão.

  39. Ana Beatriz disse:

    O sistema de cotas é puro preconceito;
    A instalação do sistema de cotas so mostra o quanto a população ainda é racista.
    Discordo plenamende dessa atitude ridícula.
    Quer dizer que o negros são menos inteligentes do que os brancos?
    Quer dizer então que o governo não confia no seu proprio ensino público?
    Sinceramente,tenho vergonha de fazer parte de uma sociedade aonde o preconceito prevalece,sendo que ninguem é melhor do que ninguem, independente de cor,classe social ou religião.

  40. Louise disse:

    Eu sou contra as cotas raciais, acho que isso promove mais ainda a desigualdade entre brasileiros, acho que para entrar numa universidade por exemplo, as pessoas devem ser julgadas pelo seu nível de conhecimento, pelo quanto estudaram e não pela cor da sua pele. Hoje todo mundo fala em igualdade racial, igualdade social .. se todo mundo quer tanto igualdade, por que então criam um sistema que viria só a discriminar pessoas que hoje eles dizem que são iguais, independente de cor de pele??
    Não tô dizendo que racismo não existe, porque existe sim e é um problema que precisa de uma solução, mas não essa solução .. pois desse jeito, o racismo continuaria a existir do mesmo jeito, só se inverteria, pois quem passaria a ser o alvo do racismo seriam os não-negros..
    se hoje alunos negros ou não-negros vindos de uma escola pública não tem condições de competir com um aluno de escola particular, a culpa é do governo, que não investe no ensino público, projetos existem sim, mas não saem do papel, as escolas públicas não eram pra estar do jeito que estão, tão “avacalhadas” .. alunos negros de BAIXA RENDA têm sim o mesmo direito de estudar que os alunos não-negros, mas isso deve ser resolvido de uma forma coerente, de uma forma que seja justa para ambos os lados.

    bom, a minha opinião é essa .. não sei se, do ponto de vista de alguns, eu falei besteira,falei algo que não faz sentido .. mas é o que eu acho .

  41. Carlos disse:

    Cotas raciais são inconstitucionais. Isso é defendido por certos movimentos negros oportunistas, que ficam pressionando o governo e as universidades para implantar uma política que beneficie seus próprios umbigos.

  42. Rogerio disse:

    Cotas raciais não vão resolver o problema da pobreza, da desigualdade que existe e que afeta muitas pessoas, seja ela azul, amarela,preta o que for. O Barsil precisa buscar novas ideias e ter uma boa política de distribuição de renda. Um Brasil grande como esse não precisa ficar levantando bandeira de raças, há outros problemas muitos importantes para se resolver. Na minha posição apoio cotas para dos os cidadãos, não importa a cor do fulano. E não venham com conversa que na Bahia não dão oportunidade para os negros, pois se 70% da população é negra o que eles fazem.
    Acho que as coias tem que se levar mais a serio e culturalmente temos que ser mais visionarios. Temos que ver as coisas além e não apenas quando acaba o carnaval e a folia.

  43. Marluizo Pires Cruz disse:

    É ótimo o debate sobre as cotas,mas só para alertar em algumas cidades estão desativando escolas pública primárias,justificativa por falta de alunos.Já faz 510 anos de descobrimento é tempo de debater projeto de educação Nacional. Vaga para quem quer esstudar e transformar país em Nação.

  44. vera disse:

    não se deve avaliar o candidado pela sua cor e sim pela sua inteligência

  45. Lobato disse:

    O bom desse debate é que traz a tona a realidade mental do brasileiro racista.

    Quem é racista tem enfim a oportunidade de dizer que não há problema nenhum em termos negros burros e pobres, mudar isso é que errado pois vivemos a séculos assim e nós brancos não temos nenhum problema com esse fato.

    O que é que eles querem que brancos e negros disputem o mesmo emprego em igualdade de condições? isso é um absurdo!

    Assim pensa os racistas mas felizmente não estão prevalecendo.

  46. Pedro disse:

    Todos citam a questão do abismo social entre negros pobres e brancos ricos, falam da maioria pobre negra, da falta de oportunidade, da necessidade de resolver este problema que todos sabemos ocorre ha seculos entre outros motivos. Ok. Nao ha como negar, precisamos resolver isto. Até aqui acho que todos concordam.

    Já em relação a como resolver o problema, as pessoas utilizam os bons e nobres motivos citados acima (e outros) como justificativa para implementar a politica de cotas raciais.

    Cota racial é igual a discriminação racial. Inconstitucional e crime. Reza o inciso IV do artigo 3º da Constituição Federal que: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV — promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

    Como pode o governo federal e qualquer uma de suas instituições promover então uma política de seleção de cidadãos tendo como critério a cor da pele? Por melhor que sejam as intenções, cota racial (de origem, sexo, idade, etc ) é inconstitucional, é uma política racista.

    Imaginem o que aconteceria se uma escola de um bairro nobre de uma cidade qualquer abrisse inscrição para a colonia de ferias com cota de 50% para crianças brancas. Cadeia, certamente. E se a cota fosse de 50% para crianças negras, eles seriam elogiados? Escolher ou impedir o acesso com base em qualquer cor de pele é crime.

    O que existe é o uso de um recuso indevido para resolver um problema que temos na sociedade. O problema para acesso a universidade hoje é de falta de dinheiro e oportunidade de estudo. Ja que nao vivemos em uma sociedade perfeita e o uso de cotas é inevitável, pelo menos que sejam cotas sociais.

    Ou então, se o governo (executivo, legislativo, judiciario) quiserem utilizar cotas raciais, que mudem a constituição excluindo a proibição da pratica de racismo.

    Vejam o exemplo do Bolsa Familia, uma ajuda em dinherio para familias sem olhar a cor da pele dos cidadãos, ou facilidades de obtencao de recursos do FGTS para construcao/reforma para moradores de areas atingidas por enchentes ou desastres naturais, uma politica de benefício sem olhar a cor de ninguem.

  47. JOAO HENRIQUE N. DE FREITAS disse:

    Políticos oportunistas fazem questão de confundir a população com os critérios equivocados. A concepção da terminologia “raça” não dá qualquer respaldo científico que viabilize esse sistema absurdo.
    Nos debates e fundamentações de quem defende o sistema de cotas raciais, percebo que se faz muita confusão com a chamada cota social. Tem muita gente que defende um sistema pensando se tratar do outro.
    A história já comprovou que a segregação não cabe nas relações humanas. A política oportunista e eleitoreira apresentada por alguns políticos irresponsáveis é nefasta, nos remetendo aos crimes cometidos contra a humanidade motivados por racismo, por ideologias políticas e religiosas imponderadas.
    Não há interesse da classe política em resolver o problema do ensino na origem – no ensino básico e fundamental – porque isso, certamente, levaria mais de 4 anos para apresentar resultados, prejudicando a reeleição. O caminho mais fácil é deteriorar o país com esse pseudo-privilégio nas universidades públicas, que já se estende aos concursos públicos e até à contratação de servidores em cargos de confiança, como ocorre na cidade do Rio de Janeiro.
    Importa investir-se na luta por igualdade de acesso às entidades públicas e não burlar-se o ingresso. Favorecer um grupo em detrimento de outro jamais poderá ser entendido como uma prática justa e legal.
    Conseguimos suspender as leis de cotas raciais no Rio de Janeiro. Espero, sinceramente, que o exemplo seja seguido nas outras unidades da Federação.
    João Henrique – advogado

  48. dida disse:

    @Manuela, o problema não é so a escola particular escola é tudo igual o que manda quem tem dinheiro para pagar um cursinho especializado em vestibular esse sim tem vantangem quem não paga não passa

  49. Anita disse:

    Aproveito para cumprimentar a sra. Sandra Cavalcanti que se colocou muito bem a respeito do tema…. a raíz do problema que se tenta enfrentar com as cotas é bem outra.

    Adorei o depoimento, sra. Sandra.Ótima metáfora esta do esporte.