Início » Vida » Educação » Cotas raciais polêmicas
Educação

Cotas raciais polêmicas

Historicamente, o Brasil é visto como um país miscigenado, e a idéia de “raça” sempre foi algo nebuloso. Porém, desde a elaboração das chamadas ações afirmativas, o debate em torno da questão das cotas raciais tem ocupado mentes e corações dos dois lados.

O advogado Renato Ferreira, pesquisador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é um dos que elaboraram um documento que foi entregue, em maio, ao Ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa da política de cotas raciais nas universidades. Ele explica que, hoje, poucos negros conseguem chegar ao ensino superior, e cita um exemplo: “Antes de 2004, quando as cotas foram estabelecidas na Universidade Federal da Bahia, apenas 4% dos alunos do curso de Medicina eram negros, enquanto que, no estado, 70% da população se declarava negra. É uma exclusão que não se vê igual nem na África do Sul, durante o Apartheid”.

Para a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Yvonne Maggie, tais projetos não promoverão a inclusão nem resolverão as desigualdades que existem no país: “Sabemos que a sociedade é dividida em classes e é aí que reside a fonte de toda a desigualdade. O Brasil optou por um sistema econômico altamente concentrador de renda. Sem lutar contra isso, sem lutar pela igualdade de direitos e pelos direitos universais não há como construir uma sociedade mais igualitária e justa”.

Racismo social

A professora explica que é contra a proposta de cotas raciais nas universidades porque ela produz divisões perigosas: “Essa política exige que o cidadão se defina perante o Estado segundo sua ‘raça’ ou sua origem. Sabemos que toda a vez que o Estado se imiscuiu nos assuntos de identidade dos indivíduos, obrigando-os a se definirem, o resultado foi a produção da violência.”

Renato Ferreira defende que a idéia de raça nos projetos de ações afirmativas não tem sentido biológico: “A ciência já comprovou que somos todos de uma só raça, a humana. Mas quando falamos em cota racial, estamos nos referindo a uma visão das Ciências Sociais que, durante muito tempo, usou o conceito de raça da Biologia para discriminar as pessoas. Fizeram isso com os judeus, negros, ciganos, indígenas. Quando surgem ações afirmativas, é preciso pensar que a raça está presente na avaliação do que você aparenta ser. É um conceito de raça do ponto de vista do contexto histórico-social. E é inegável que, no Brasil, é esse tipo de racismo que os negros vêm sofrendo há séculos”.

A discussão promete se acirrar porque tramita no Congresso o projeto de lei 73/99, que reserva 50% das vagas das universidades públicas para alunos que fizeram o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa parcela, uma porcentagem seria destinada a alunos negros e indígenas, de acordo com a proporção deles na população por estado. Por exemplo: segundo o IBGE, no Rio de Janeiro, 45% da população se declara negra. Portanto, 45% da cota de 50% iriam para alunos negros. Além disso, o STF está prestes a julgar ações contra o ProUni (Programa Universidade Para Todos), que oferece bolsas em universidades particulares a estudantes de baixa renda e, também, reserva vagas aos que se declaram negros, pardos ou indígenas. O Ministro Ayres Brito chegou a declarar-se a favor das cotas por defender que “a verdadeira igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais”.

Para Yvonne Maggie, projetos como esse são inconstitucionais, pois dividem a sociedade brasileira — para efeito de distribuição de direitos — em brancos e negros. Ela afirma que uma frase como essa poderá nos assombrar no futuro: “Quando se fala em ‘tratar desigualmente os desiguais’ o jurista está, em princípio, falando em desigualdades superáveis como aquelas que dividem pobres e ricos. Deve-se tratar desigualmente os que têm menos, os pobres, para que deixem de ser pobres. Mas a frase usada no sentido dos marcadores raciais significa perpetuar e fundar uma identidade racial que, ao contrário da pobreza, não é algo que se possa descartar depois de ter sido imposta pelo Estado. Pobres deixarão de ser pobres e esse é o objetivo do tratamento diferencial. Mas quem deixará de ser negro depois de ser obrigado a assim se definir para ser merecedor de um direito?” Yvonne e mais 130 intelectuais também entregaram, em maio, um documento ao Ministro Gilmar Mendes condenando a política de cotas raciais, a “Carta de Cento e Treze Cidadãos anti-racistas contra as leis raciais“.

Desigualdade educacional

Por outro lado, o advogado Renato Ferreira defende que o Brasil precisa encarar a questão da desigualdade sob o ponto de vista racial, sim: “Até 1970, 90% dos negros eram analfabetos, porque, após a abolição da escravidão, o Estado os abandonou, ao contrário do que fez com os imigrantes, que foram financiados pelo governo para virem para o Brasil. O país precisa dar um valor à diversidade étnica, de gênero etc entre os espaços de poder político, cultural e econômico. A saída é a educação pública de qualidade e políticas temporárias de ações afirmativas, que diminuem a grande distância que ainda existe entre brancos e negros no país.”

As políticas de cotas são um remédio errado para um diagnóstico falso, segundo Yvonne Maggie. Segundo sua análise, o problema é que as universidades públicas precisam democratizar o acesso e, para isso, deve-se mudar a forma de ensinar e buscar uma educação de massa de qualidade desde o ensino básico: “A Universidade de Buenos Aires tem cerca de 300 mil estudantes. Ela sozinha atende, portanto, mais da metade do número de estudantes que estudam na totalidade das universidades públicas no Brasil. Isso é um dado que não se discute porque significa que nossas universidades públicas não querem mais alunos, não querem enfrentar a democratização do acesso.”

Apesar de defenderem visões opostas, ambos os especialistas concordam numa coisa: O Brasil tem uma sociedade tolerante que pode e deve ser exemplo de democracia.

“Gilberto Freyre disse que ninguém liberta ninguém e ninguém se liberta sozinho. A gente só se liberta pela comunhão. Se promovermos ações afirmativas em comunhão, todos sairão ganhando. Ter essa diversidade como um valor nosso é a principal vantagem da política de cotas”, defende Renato Ferreira.

Yvonne Maggie, por sua vez, argumenta que não devemos abandonar o princípio de universalidade de direitos: “Se não seguirmos uma lógica razoável de pensar e viver com base nos princípios universais não seremos uma sociedade justa e igualitária. São esses princípios que fazem com que o Brasil possa se tornar um país que ensina ao mundo que há um caminho a seguir, o caminho da democracia, da igualdade de todos diante das leis.”

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

404 Opiniões

  1. Samuel disse:

    Para pensar:

    1º – Fere o artigo 5º da Constituição Federal.

    2º – É tapar o sol com a peneira. Logo alguém poderá perceber que homens ou mulheres ou outra raça está em desvantagem e criar cotas.

    3º – Concursos, vestibulares,… são vários testes em um. Quantos candidatos foram desclassificados por chegarem atrasados? Quantos foram desclassificados por passarem mal? Quantos foram desclassificados por ficarem nervosos e esquecerem as matérias? Criarão que tipos de cotas para essas pessoas?

    4º – O problema não é a raça, e sim, o conhecimento para fazer os testes. O governo deveria criar cursinhos pré-concursos ou pré-vestibulares para pessoas de baixa renda. O governo deveria ensinar a pescar e não dar o peixe pronto.

    5º – Existem pessoas que se destacaram no passado e não existiam as tais cotas. O que essas pessoas tem de diferente das outras?

  2. Franciele Silva Andrade disse:

    Olá Gente, Pessoal eu sou Aluna de Uma escola de Jacareí Moro Sp… Sou Pardah me considero Morena estou Fazendo Um Trabalho sobre cotas racias Sobre esse assusto qe vcs estão falando. Pesquisei Oq era Cotas Raias vi que a maiorias das pessoas acha qe os negros Não São Capazes de fazer um falcudade e são capazes Sim todos sao capazes Brancos, negros, pardos,morenos,Varias tipos de raças pode fazer qe são todos capazes … Tem muitas hitória aconteceida sobre cotas varias mesmo e tem algumas muitas ruins . agora tem a lei … qe é a Justisça Combates crimes de racismo Virtual e também a discriminação racial ect… vi também pontos positivos sobre esse assusto! a maioria de ponto positivo São muitos poucos seca de 40% e 50% de pontos positivos e a outra parte negativos são 89% isso eu fiquei admirada eu Mesma Não corcondo cm as cotas racias … acho qe Todo Mundo é Iguais e Tem qe ter Os mesmos Beneficios de um Branco . Ex: de Empregos Falcudades Escolas Curos diversas coisas …. Isso qe eu penso Obrigados a todos qe ler e Mi Fala sua opinião sobre meu comentario ….

  3. debora disse:

    as cotas raciais eu acho racismo,dividindo as classes raciais,discriminando pela cor

  4. debora disse:

    assim n sou a comentar nem discutir,mas sou nem a favor nem contra tem objetivos diferentes

  5. diego disse:

    por favor da vcs me dizerem qual parte da sociedade e alvo da politicas de cotas??

  6. paula de souza disse:

    eu sou contra as cotas,por q na lei diz que todos devem ter direitos iguais,hee por que os negros tem que recebe tratamento diferente dos brancos,se eles falam em direitos iguais …eu acho isso injusto

  7. Fernanda Aparecida Rodrigues disse:

    Eu acho que as cotas deveriam ou seriam mais apropriadas se fossem por classe econômica,como já é o ProUni,dessa forma os negros já estariam incluídos (infelizmente). As cotas raciais na minha opinião já racismo,dividindo as classes raciais.

  8. Lucas Davis disse:

    As cotas só serão desnecessárias se o governo investir na educação. Caso contrário, as cotas servirão, por mais que criticadas, para o desenvolvimento daqueles que UM DIA foram abandonados depois da abolição: os negros.
    O mundo muda, mas quando é oferecido oportunidades. Sendo assim, a educação das pessoas negras depende do governo e, se ele não investir, as cotas servirão de impulso para o desenvolvimento daqueles que conseguirem.

  9. henrique disse:

    Sou a favor, num país que tem metade do povo negro e outra metade branca, e nas salas de aulas do ensino superior os negras não chegam a 10% algo está errado, se tratar os desiguais como iguais,vai aumentar a desigualdade. Quando me formei no cefet eu era o unico negro da sala, esse ano eu me formei em gestão publica eramos 3 num universo de 40 colegas, tem que haver mudança.

  10. Melquizedeque Ramos da Silva disse:

    As cotas não pagam as dívidas sociais que o Brasil e Portugal têm com os negros, mas já é um começo e reconhecimento da injustiça social praticada contra os negros há mais de 400 anos.
    Tiraram do negro o nome da família oriunda da África, a cultura, a língua, a origem, a religião, o país, a liberdade e em muitos casos a vida, se é que ser escravo é vida, os reduziu a escravidão, e isso deve ser levado em conta, pois foi praticado no Brasil o maior genocídio do mundo.
    Lógico que o negro que é um ser humano social criou outra cultura e se adaptou, mas as mazelas perduram até hoje em seu desfavor.
    Quando os negros deixaram de serem lucrativos, foram postos em liberdade sem casa para morar, sem trabalho para se sustentar sem educação para evoluir, pois até pouco tempo aos negros era proibido frequentar escolas, mas muitos não sabem disso ou não leram a história do Brasil.
    Proporcionaram aos negros a criação de favelas sem o mínimo de condignidade humana de habitação, ao subemprego, foram reduzidos a marginalidade e a medincância, por consequência a discriminação e ao pré-conceito.
    Só após 100 anos da assinatura da Lei Áurea é que vieram a aprovar uma Lei que os beneficia, para que a concorram entre os iguais, ou seja, os deram um tratamento desigual na medida de suas desigualdades e isso é bom, pois cumpre o princípio da isonomia e da justiça.
    Na verdade o Brasil e Portugal deveriam pedir perdão aos negros por tantos anos de descaso, injustiça e desigualdade social. Deveriam indenizá-los todos!
    Quanto aos brancos pobres, o Brasil também deve atentar para isso e evitar que ocorra uma nova história de injustiça. No entanto a situação deles é bem diferente, não tiveram a identidade arrancada, mas o que ocorreu-lhes foi uma desventura com algum ancestral e por isso encontram-se na situação de pobreza.
    Com os negros foi diferente, a situação por que passam até o presente foi imposta pela sociedade portuguesa e brasileira.
    Para ilustrar, basta entrar em um banco e será constatado que a maioria dos caixas ou gerentes são brancos, quanto o negro, a maioria é faxineiro ou segurança, ou seja, por ter a escolaridade mais baixa, a qualificação também é baixa.
    Esta condição desfavorável ao negro foi imposta historicamente e não por um eventual desafortunamento da família.
    Assim sendo, àqueles que discordarem tem todo o direito, mas é bom que revejam o conceito e leiam um pouco da história do negro no Brasil.
    Portanto, parabéns ao Brasil por esta maravilhosa iniciativa, as cotas são uma verdadeira inclusão social, essas ações positivas proporcionarão aos brasileiros tão sonhada igualdade, justiça e democracia.
    Parabéns Excelentíssimos Presidentes Dilma, Lula, Ministros da Justiça aos nossos legisladores e a todos que participam desse processo maravilhoso e histórico.
    Melquizedeque Ramos da Silva
    Estudante de Direito
    Voluntário EDUCAFRO
    Cidadão brasileiro

  11. Ana disse:

    Não concordo com o sistema de cotas raciais,por que sei que o Brasil é um pais de grande diversidade étnica e que a maneira mais correta de ingressar no ensino superior é por mérito,pela a garra. posso me considerar negra sendo mestiça e assim vai.

  12. SIDNEI RODRIGUES disse:

    Sou contra a tal politica de cotas raciais. Trata-se de uma maneira equivocada de inclusão. Dizer ao estudante que ele terá de se cadastrar no vestibular de acordo com a cor de sua pele me parece um estopim para novas formas de discriminação. Ademais, uma universidade deve selecionar os alunos de acordo com sua capacidade de intelecção. O tempo dirá que esse sistema foi fadado ao fracasso. Muitos dos alunos que dela se servirem não terminarão seus cursos.

  13. Bertoni Vasconcelos Diogo disse:

    Sou a favor das cotas raciais, pois os negros são na grande maioria os mais pobres, e só os da elite, ou seja, os mais ricos, é que têm mais facilidade de entrar na faculdade, pois estudam em escolas particular. Todos nós temos o mesmo intelecto, assim dizia Platão “Os gênios podem nascer pobres ou ricos, não importa, temos de treiná-los, para servir ao povo”. Nas faculdades, lógico, só serão aprovados aqueles que atingirem boas notas. O próprio governo se encarrega de filtrar as melhores mentes, fazendo concursos públicos, essa é a prova.
    ….sou a favor, sim, das cotas racias.

  14. maria helena moraes disse:

    sou idosa(70 anos e não vejo o Brasil mudar em nada sobre o negro, e incrivel ,entra governo e sai governo e tudo fica como esta, pais extremamente racista, e ainda querem colocar panos quentes sobre cotas para o negro, e uma grande injustuça pois deveriamos avaliar o negro sobre seu carater, honestidade, inteligencia etc…não avaliamos a cor. Por favor politicos, brasileiros,povo e todos que fazem parte deste Pais, deem o valor a outras raças, cores tudo que nao for branco o valor merecido, por favor politicos parem de usar cotas para osnegros vamos valorizar o ser humano que todos somos

    vamos ser uma famlia de brasileiros lutando pelo meesmo ideal,um brasil democratico onde as maos de qualquer raça se unam para deixarmos as futuras gerações, exemplo s sobreque todos somos iguais sen distinção, po favor façam isto pelos idosos que nao querem partir desta deixando este assunto sem ser resolvido. a palavra cota doe ao coração, esqueçam que ela existe. e ainda pergunto de que cor sao a maioria dos politicos acusados em Brasilia por diversas falccatruas. .obrigado maria helena

  15. simone disse:

    Gostei muito da pertinencia da Yvonne,pois se continuarmos a desconsiderar os direitos universais daqui a pouco tempo estaremos exterminando portadores de doenças contagiosas,portadores de necessidades especiais,idosos,criançlas abandonadas,queimando vivos,pessoas de rua,animais,……….
    Que absurdo as cotas!Elas reforçam mitos,desprezo,desigualdades,preferências,opiniões desagradáveis a respeito dos nossos semelhantes.O mundo grita por uma verdadeira raça humanizada,pois quem é realmente humano não desfaz de seus próximos por cor,condição social,doença,falta de trato,cuidado com a higiene etc e tal.
    É preciso lembrarmos sempre do CRISTO,exemplo de pureza que não fez distinção entre os homens.Parabéns Yvonne.

  16. Romão disse:

    Sou a favor sim…
    E não é lendo dois, três artigo acima que toma com base
    Pra começa, não sou muito a favor das contas raciais, mais a favor “cotas sociais”, também tem outro, porém, o aluno não deve ter estado somente e 2º grau, deve ter estudado desde primeira série até o segundo em escala pública, já vim muita coisa…
    Continuando enredo, sempre me declaro pardo para IBGE, mora na região sul do país, pesada colonização européia, cursei engenharia sem precisa da cota graças deus, no antigo Cefer-pr. Sofri preconceito na sala de aula, pra fazer alguns trabalhos escolares foi “fo**”. Mais eu não sou cego, outros grupos também sofriam preconceito (gordo, deficiente, com outras opções sexuais). Curitiba e caso aparte.
    Tem uns comentários que repetitivos, se for pra repetir comentaria, melhor não falar nada. Isto não opinião! “Tem aqueles que comentam que ‘fulando” passou tirando uma nota menor que dele, só por causa da “cota”, sendo que os dois moravam no mesmo bairro e estudaram na mesma escola, sendo ainda que ele trabalhava e estuda, e outra vivia na vida massa. Isto é chororó pra justificar o fracasso. Antes ser engenheiro, o único serviço que me restava era trabalhar na construção civil, “serviçinho desgraçado”, vim que dali, só sairia se se estudada, em Curitiba a cor e indicação pesa muito, Montei um “boteco” na favela, na favela mesmo, onde morava. Um copo de pinga e leitura nos livros velhos que eu tinha. Pergunta besta que muita gente mais, por que um bar… O curso é integral filho, sou pobre, o que resta pra mim é a escola pública, aonde vc vai arruma serviço meio período, porque tenho que ajudar na renda de casa.
    Vamos voltar ao assunto, sou a favor das cotas sim, defendendo um pouco as cotas raciais… Dizer que duas pessoas nas mesmas condições sociais são iguais independentemente, isto é, conversa de pseudo-intelectual, quem quer paga prevê, vai à favela e acompanhe duas crianças nas mesmas condições sociais, ascensão da pessoa clara, é menos dolorida, caminho é menos tortuoso. A outra conversa furada, é que melhora no ensino publica, resolveria o problema, a escola pública é cheio de ranço, qualquer intervenção levaria anos e anos. Isto é, conversa de pessoa que nunca piso numa escala pública nem pra votar. Outra conversa besta… Coisa de papagaio, “o povo tem escolher melhor os políticos”, no mínimo que escolhe o político é partido não povo. Este país é assim, desde sua formação, continua o mesmo, o de cima joga migalha pro de baixo e deixam-nos discutindo, enquanto o mesmo rouba.

  17. Tk disse:

    cotas raciiais não vai igualar ninguém …
    teria que resolver o descaso dos colegios publicos e estaduaiis , garanto que não é bom ! Eu vim de lá .

    As escola públicas e estaduais seriam bem melhores se os filhos dos ministro estudassem nelas , sem duvida nenhuma eles iriam querer melhorar o ensino, pois iriam julgar seus filhos incapazes de entrar em uma universidade com seus próprios méritos !

    Com bom ensino para TODOS , com certeza negros e brancos independente de classe social , teriam a total capacidade de passar no vestibular , sem qualquer privilegio de cotas !
    Mas o que me parece é que mas uma vez estão tentando resolver problemas superficialmente , vai jogar qualquer um na faculdade publica e daqui uns anos ela vai estar desvalorizada .
    Tem-se que presar a capacidade do individuo .

  18. TAMIRISPORTO disse:

    TAMIRISPORTO DE CABO FRIO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. SOU TOTALMENTE CONTRA. ACHO QUE TODOS INDEPENDENTE DA COR SOMOS IGUAIS UNS MAIS INTELIGENTES QUE OUTROS, SOMOS CAPAZES ESTÃO TENTANDO FURAR A COSTITUIÇÃO QUE DIZ QUE TODOS NÓS TEMOS O DIREITO DE IR E VIR ACHO ISSO UM ABSURDO

  19. MADALENA disse:

    É uma vergonha aos querem fazer esse tipo de polemica,.. porque todos nos somos igual seja qual classe social temos chance de ir vir porque temos liberdades ISSO PODE GERAR UM CAOS

  20. João disse:

    Infelizmente os afros não conseguem entender que esse “privilégio” de cotas, aliás isso foi apenas um golpe eleitoreiro, funciona contra eles mesmos. Depois de formados muitos empregadores não darão empregos a eles por acharem que não tem capacidade… Os maiores prejudicados serão os afros competentes, que, com cotas ou sem cotas, teriam feito seu curso superior…

  21. João disse:

    Sou contra as cotas pelos seguintes motivos:
    1º não somente os negros sofrem com a desigualdade assim ao distinguir uma pessoa por sua cor, mesmo que sofram do mesmo problema da exclusão social, é ilógico e inconstitucional (contraria expressamente a constitução, qualquer pessoa vê isso), mesmo que o supremo politicamente entenda o contrário.
    2º Se alguém ocupa uma vaga outro tem que sair, assim logicamente, os “brancos” que tiveram menos oportunidade de preparo (geralmente os mais pobres e que lutam bravamente para sair da exclusão)serão extirpados de seu direitos simplesmente pela cor de sua pele. Os ricos certamente encontrarão outra forma de se formar. (não seria mesmo esta exclusão racial que se queria combater?)
    3º As cotas pautadas na questão social e financeira atingiriam o mesmo objetivo sem criar as barreiras citadas, a maioria dos beneficiários seriam os próprios negros.

    Assim concordo que o Brasil precisa de propriciar uma maior possibilidade de inclusão nas faculdades, mas estão querendo cobrar a conta das pessoas erradas. Os ricos continuarão se formando, estão tirando as já difíceis vagas de alguns para transferí-las para outros de forma injusta e contrária a nossa constituição.

  22. Guilherme disse:

    Sou contra

    A renda da minha familia é de 800R$ por mês, mas sou branco e minha cota é apenas para colégio publico. Eu estudei em casa durante o ano todo e minha nota foi 570, eu não passei por 12 pontos…

    A renda da familia do meu amigo é mais de 2000R$ por mês, eles são negros e estudaram em colégio publico também. Esse meu amigo não estudou nada o ano todo e sua nota foi 490, ele passou no mesmo curso que eu com 570 não passei.

    Vocês acham justo ainda cotas para negros? Ambos estudamos em colegio publico e a familia dele ganha 3x mais que a minha, eu me matei estudando e com uma nota razoavel eu não passei e ele nunca estudou e com uma nota ridicula está lá!!!

    DIGA NÃO AO RACISMO, DIGA NÃO AS COTAS PARA NEGROS, DIGA NÃO AO SOCIALISMO PETISTA!!!

  23. Thais disse:

    SE VOCÊ É CONTRA COTAS, LEIA ISSO.

    Todos somos iguais?. Eu estou cansada dessa hipocrisia ridicula. Não há como existir igualdade em um país que começou de maneira desigual. Em primeiro lugar, não se enganem achando que a escravidão foi um episódio isolado e todos os problemas acabaram ali. A escravidão foi um processo de dor e sofrimento, um sofrimento que ainda não acabou. os vestigios dessa merda estão correndo no sangue da sociedade até hoje.

    No ano de 1860 um homem foi esfolado, seus dedos foram arrancados cruelmente. Depois de diversos tipos de tortura, amarraram os braços desse homem em dois cavalos e os soltaram em direções opostas de forma que o seu corpo fosse dilacerado. Isso na frente de sua esposa e filhos, fazendo assim uma tortura psicologica com estes também. Esse homem poderia ter sido o seu pai. E se fosse?

    Após o fim da escravidão, uma época de racismo explicito, os descendentes desse homem não conseguiram emprego e não tinham direito a educação de forma que esses foram excluidos da sociedade e jogados em condições de extrema miséria. E POR CONTA DISSO Tais condições foram passadas adiante para os seus filhos que, vivendo em um país extremamente racista também foram excluidos da sociedade assim como as gerações seguintes

    Os vestigios da escravidão ainda existem. Me digam, POR QUE SE VOCÊ FOR EM UMA FAVELA DO BRASIL A MAIORIA DAS PESSOAS LÁ SÃO NEGRAS?
    Vocês acham mesmo que isso é por acaso? porque a 89% da população em estado de pobreza no Brasil é negra?

    Agora me digam. A escravidão foi um erro da sociedade. Ela formou uma mentalidade racista, e MUITAS PESSOAS HOJE AINDA ESTÃO SENDO PENALIZADAS POR ESSE ERRO. Por terem sido descendentes daquele homem torturado. Dos filhos desse homem que não tiveram oportunidades e ter passado essas condições adiante, formando assim um circulo vicioso.

    Isso é justo? É justo existirem tantas pessoas negras pobres, que sofreram POR TEREM SIDO DESCENDENTES DESSE HOMEM? Um homem que ninguem nem sabe o nome. Um homem que morreu da maneira mais cruel possivel. Quem vai consertar isso? Quem irá pagar por todo o sofrimento que nós negros passamos e AINDA passamos hoje? Quem é o culpado de nós, termos que viver, durante todos esses anos em um mundo racista, de termos que lutar para não sermos excluídos de uma vez na sociedade?

    Ou vocês simplismente se esqueceram de como era o Brasil, a POUCOS anos atrás, antes de racismo ser considerado crime???? Antes de nós conseguirmos um pequeno espaço na televisão, quando as raras oportunidades começaram a surgir???

    NÃO DIGAM QUE TODOS SOMOS IGUAIS, EM UM PAÍS QUE NÃO APRESENTA OPORTUNIDADES IGUAIS. UM GOVERNO QUE INVESTE 89% A MAIS EM EDUCAR UMA CRIANÇA BRANCA DO QUE UMA NEGRA. JUSTAMENTE PARA QUE ESSA CRIANÇA NEGRA CRESÇA E NÃO SAIBA SE DEFENDER. PARA QUE ESSA CRIANÇA UM DIA SE ESQUEÇA DO QUE UM DESCENDENTE DELA MORREU TORTURADO. POR SER UM CRIMINOSO? UM HOMEM MAU? OU APENAS UM NEGRO? DE QUALQUER FORMA NINGUEM JAMAIS PAGOU POR ISSO. NINGUEM JAMAIS CONSERTOU ISSO. O FATO DA MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO NEGRA ESTAR EXCLUIDA DA SOCIEDADE? NINGUEM SE IMPORTA NÃO É? PODEM TENTAR TAPAR O SOL COM A PENEIRA, MAS A REALIDADE É ESSA. MEU NOME É THAIS, E DEPOIS DE TUDO QUE EU SOFRI DURANTE TODOS ESSES ANOS, EU EXIJO QUE A SOCIEDADE PAGUE ESSA DIVIDA COMIGO. PAGUE POR TODOS OS ANOS EM QUE EU SOFRI VIVENDO EM UM MUNDO RACISTA. PAGUE POR AQUELE HOMEM QUE MORREU TORTURADO. PAGUE POR HOJE A MAIORIA DOS NEGROS ESTEJAM EM ESTADO DE MISÉRIA, POR CONTA DE UM ERRO DO PASSADO. IGUALDADE? SE EXISTISSE, NÃO HAVERIA UM MOTIVO PARA ESTARMOS LUTANDO CERTO? EU SOU A FAVOR DE COTAS RACIAIS. EU QUERO INCLUSÃO SOCIAL.

  24. Taynara disse:

    Na minha opinião também sou contra, porque eu acho que somos todos seres racionais. Não poderia oferecer cotas raciais, eu sou preta minha raça é negra e me considero muito inteligente tenho capacidade para entrar em qualquer universidades federal ou particular sou aluna de escola publica e acho que o ensino é uma porcaria mais ainda bem que eu tenho o costume de estudar por conta própria, nunca gostei de ficar somente com o que aprende na escola sempre procurei novos horizontes. Então sou contras cotas raciais porque independente de cor da pele somos todos inteligentes e capazes, só basta ter determinação e ação que ai sim seremos vencedores

  25. eduardo santos disse:

    muito bom o documentario me ajudou um monte na minha pesquisa…

  26. thainara araujo alves disse:

    na minha opinião,não concordo com a cota,todos são humanos e ninguém é diferente de ninguém e é só se esforçar para conseguir o que quer,sim no passado os negros tiveram um passado escravista e isso dificulta as oportunidades mas é preciso estudar

  27. M> disse:

    Olá, ao meu ver esse negocio de cota racial só rende o preconceito, pois somos todos seres racinais, embora que uns são mais inteligente que outros mais continua sendo ser humano do mesmo jeito do preto, do pardo ,do branco, do índio ou do mestiço, cada um com sua inteligencia.Eu sou parda bem clara filha de pais pardo. E minha familia é toda misturada entre pretos e pardos mais escuro e mais claros, mais todos respeita uns aos outros por igual. Eu particularmente admiro muito a cor preta.E vejo que todo mundo é inteligente, uns mais outros menos mais todo mundo tem capacidade.O que vejo é que muitas pessoa deixa de estudar por falta de condições, por não ter um emprego com uma boa remuneração. Inclusive eu estou passando por isso faço faculdade particular mais tô pensando em parar por não poder pagar as mensalidade, trabalho mais ganho muito pouco e não tá dando para conciliar.

  28. miguel disse:

    minhas duas filhas sao “brancas”, pois é, agora querem fazer do Brasil um país de negros vs brancos, somos pobres, estudamos desde sempre em escola pública, trabalho com minha mulher e minhas filhas quase não tem tempo de estudar pois cuidam da casa. Elas nao tem direito a cota! Porque? quem se atreve a responder?
    O fato é que esse sistema gera a revolta de nós pobres que somos desprezados, ele joga as pessoas umas contra as outras!

  29. tiago disse:

    esse sistema de cotas raciais é o maior exemplo que esse pais é todo racista. eu sou branco e pobre e mesmo assim não tenho direito a uma cota? E o negro, indio… não tem capacidade de estudar e conquistar seus objetivos?

  30. Camila disse:

    Ouvir por ai que o Brasil é formado por várias etnias e que todos deveriam ser tratados com igualdade, é teoricamente fácil e politicamente correto. E essa é a desculpa que muitos dão ao afirmarem que, as cotas raciais subestimam a inteligência dos alunos negros. No entanto, essas pessoas não levam em conta, que após a abolição, os negros foram abandonados pelo Estado e ficaram desamparados numa terra desconhecida, sofrendo exclusão e preconceito durante muito tempo. E todas essas dificuldades não somem facilmente, elas são arrastadas durante séculos. É muito fácil dizer: ” quem quer entrar na universidade estuda e consegue”, quando é possível estudar. O problema é que, para uma grande parcela da população negra, estudar para ingressar numa faculdade é extramente difícil. Muitos tem que trabalhar para enfrentar a pobreza consequente ,muitas vezes, do preconceito sofrido por seus antepassados. E o pior é que eles ainda enfrentam esse preconceito, que está disfarçado,mas ainda existe. Ou seja , hojem em dia, a população pobre negra ainda encontra maiores dificuldades para “vencer” na vida, do que a população pobre branca.Portanto a implantação de cotas raciais é uma solução temporária para reolver o problema de exclusão social que os negros enfrentam a muito tempo.É uma dívida, uma política essencial que deve ser concedida a eses cidadãos, que quando estiverem em maior número nas universidades, estarão construindo uma sociedade mais igualitária, onde será possível encontrar profissionais capacitados , na mesma proporção , em todas as etnias . Fazendo com que no futuro, as cotas raciais não sejam mais necessárias.

  31. Jussar pereira pinto disse:

    Ola meu nome é Jussara,gostei muito desta pagina, mais venho em meu nome denunciar os abusos racias que tem acontecido aqui em CAMPOS DO JORDÂO, tenho passado por situações humilhantes ano apos ano e campos não muda, quase não se ve negros trabalhando no comercio, ja a alguns anos levo meu curriculo, pra loja, mercados, grandes empresas, pra tentar uma colocação pra vagas especificas e os mesmos sempre me oferecem uma alternativa, ou faxina,estoquista ou ajudante geral, não é justo eu naõ ter o mesmo direito que as outras candidatas, chega de me calar cansei de ser humilhada, nessa cidade onde só se é maravilha da minha terra pra brancos, e ricos sou negra com muito orgulho e só quero ter direito de ser humana, o que fazer por onde começar, até onde eles estão certos e nos negro errados alguem por favor pode me ajudar??? obrigado a todos desde ja a humilhaçao que passei essa semana não pode ficar assim pois sei que se me alar novamente tudo vai ficar do mesmo jeito.

  32. E>B>O>A disse:

    Sou contra o conhecimento da pessoa que deve ser reconhecida pelo seu conhecimento intelectual e pelo seu comportamento social,temos nariz ,boca,pernas,cabeça e maõs somos todos iguais ta ai minha opiniao e essa .TCHAUUUUU

  33. Erivaldo b. silva disse:

    porque tantas polémicas por um assunto que podemos definir, é só ver que somos todos iquais.(só Deus pode mudar as coisas).

  34. Lucas Alves disse:

    Não existe raça, todos somos humanos… =D

  35. Lucas Alves disse:

    Bom dia pessoal, bem eu não sei quando foi postado isso, mas estou aqui para deixar meu comentário, eu também sou contra cotas raciais, pois acho que não importa a cor da pessoa, se ela tem o desejo de passar em uma universidade, ela estuda primeiramente, só acho que a cota é mais um tipo de separar as pessoas, e também acho desumano, existir um certo numero para pessoas de outra cor… Bem acho que esse assunto ainda vai “rolar” muito por aí!!!
    Por outro lado, como os negros e não só eles, sofreram muito nesse Mundo, mereciam esse direito!!! Bem acho que esse assunto não terá final que agradará à todos…
    Minha avó foi escrava durante muitos anos, mas viu um final feliz, pelo menos para ela…

    DIFÍCIL CHEGAR À UMA CONCLUSÃO! Abraço à todos.

  36. Odair disse:

    Bom dia, pessoal! Tenho uma dúvida, MINHA VÓ ERA ÍNDIA, por isso sou descendente de indígena, minha cor é PARDA. Sou formado em Ciencias Contábeis, pós graduado e estou cursando direito, tenho uma casa avaliada em +- R$ 350.000,00, um carro de R$ 30.000,00, uma moto e um jeep da guerra, uma terra com reflorestamento num valor de R$ 200.000,00 e um ótimo emprego. PERGUNTO? Quero cursar ODONTOLOGIA, e como sou descendente de indígena quero fazer pelo sistema de COTA RACIAL, POSSO? Eu creio que sim, mas preciso de uma opinião de voces. Obrigado.

  37. Reginaldo Pereira disse:

    Políticas sociais e cotas raciais

    As ações afirmativas que propõe a implementação das “cotas raciais” nas universidades estão atuando na defesa de direitos sociais que estão sendo violados, atendendo reivindicações justas de segmentos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Do mesmo modo, outros segmentos sociais são atendidos pelo Estado, como mulheres, crianças, idosos, deficientes,etc; que são selecionados por critérios como gênero, faixa etária, limitação física, etc. – nem por isso o Estado está dando preferência a estes segmentos e ninguém está protestando porque o Estado estaria discriminando por motivos de sexo, idade ou acessibilidade física. Os “negros” se encontram em situação de vulnerabilidade. Se forem atendidos pelo Estado,qual vai ser o critério de seleção?
    A solução é investir na educação? Certo- entretanto os negros de países que oferecem alta qualidade de ensino sem discriminação social ou racial continuam ausentes das universidades. Inferioridade cultural? As greves e as ocupações de terra também não resolvem problemas econômicos e agrários – estes movimentos devem desistir das suas mobilizações?
    A ciência não comprovou a existência de raças! Certo- também não comprovou a existência de Deus, da liberdade, da justiça, da beleza, etc. A raça também não é um objeto de estudo das ciências sociais?
    Já houve erros em laudos para identificar “negros”? A medicina falha todos os dias em seus diagnósticos, muitas vezes com graves consequências para a vida das pessoas- onde está o protesto contra a medicina? Todo mundo sabe identificar quem é o negro que está sendo discriminado, mas na hora de identificar qual negro será beneficiado, se lembram de questionar quem é o negro! Cinismo!
    Os estudantes negros que forem selecionados pelo critério da “cor/raça” se sentirão inferiorizados? Dizem por aí também que os bolsistas do PROUNI só conseguiram estudar pela caridade do Estado, já que não têm competência para disputar o vestibular das federais! Alguém conhece um candidato que desistiu da bolsa para não se sentir inferiorizado? Ao contrário, estão sendo identificadas fraudes de estudantes com renda alta que se inscrevem como carentes!
    O que impede a inclusão de negros não são limites “físicos” como a limitação de mulheres, crianças, idosos,deficientes,etc.? Por acaso a cultura e as convenções sociais não influenciam concretamente o comportamento das pessoas,estabelecendo valores e limites? Se uma aldeia acredita que uma fera ronda a floresta, não deixarão de adentrá-la como se a fera realmente existisse?
    A exclusão dos negros é uma questão social e não racial? Então onde estão os bolsistas PROUNI negros em proporção à sua presença na composição social brasileira?
    No Brasil não existe racismo,já que não houve segregação racial? O embranquecimento da população mediante o incentivo à imigração e a tese da democracia racial não foram tentativas de reprimir e suprimir os negros da sociedade? Onde estão os negros e seu protagonismo na história oficial brasileira ou nos livros didáticos entre os século XIX e XX?

  38. João Paulo de Oliveira disse:

    Opinião de um humilde estudante de Direito.

    O Brasil não é um país economicamente homogêneo, mas a miscigenação cultural é inegável, (brancos, negros, índios, pardos etc.) formam um único povo. Somos um país de enorme desigualdade social, a qual historicamente privilegiou brancos em detrimento de negros. Contudo, a implantação de cotas raciais para o ingresso em universidades públicas não é uma medida correta, não se pode cometer um erro no presente: “dividir um povo em raças”, critério biologicamente inexistente, a fim de justificar erros do passado.

    Ações sociais são necessárias para a inclusão de negros, pardos e índios no ensino superior, porém, a mudança (ações afirmativas) tem de ser feita na educação de base. A questão não é somente reservar vagas pelo fenótipo do candidato, estes devem estar intelectualmente preparados para cursar uma faculdade, então não há de se pensar em cotas raciais. Se o governo quer corrigir a desigualdade social, que segrega negros e pardos, que procure dar a todos a mesma oportunidade, um ensino de base com qualidade.

  39. Gilberto disse:

    Caros(a) Amigos (a)

    Paz e Bem !

    Com todo respeito, discordo da tese da Ilustre Prof. Yvonne Maggie, de que o projeto de garantia de vagas para negros na Universidade dividem a sociedade brasileira.
    Pergunto: A sociedade brasileira já não é dividida — para efeito de dis tribuição de direitos — em brancos e negros?

    No Brasil,Sempre quando se fala em beneficiar os mais injustiçado (pobres/negros), logo vem os discursos de que se devemos lutar para garantir direitos iguais para todos.

    Isso comprova que o Brasil não é uma país de todos. Os pobres não faz parte do todo.

    A política de cotas deve ser vista como um fruto dessa luta que, tem que continuar.
    Os pobres (negros) não podem esperar!

    Fraternal abraço

    Gilberto

  40. Mauricio Alfaya disse:

    Estive lendo alguns comentários aqui publicados, e confesso que fico perplexo com a incapacidade, de muitos, de entenderem a lógica, que me parece óbvia, da implantação do regime de cotas raciais nas universidades PÚBLICAS do Brasil. Em que mundo vivem estas pessoas? Dizer que as cotas instituem o racismo é no mínimo ingenuidade, e no máximo hipocrisia. Ou será que vivemos num país de faz-de-conta? Faz-de-conta que ao abolir os escravos, os negros não foram deixados à própria sorte, enquanto os seus ex-proprietários buscavam idenizações junto ao governo, quando quem merecia ser idenizado eram aqueles que haviam trabalhado por séculos sem receber um centavo. Faz-de-conta que, diante da necessidade de remunerar os trabalhadores, o país não racista foi buscar na europa uma mão de obra não qualificada, em detrimento dos ex-escravos que tinham larga experiência na lavoura. Faz-de-conta então que houve a preocupação com o futuro da população negra e que o país não racista não criou políticas de retorno a Africa enquanto promovia uma das maiores reformas agrárias implantadas no mundo, só que, voltada para os imigrantes europeus . Faz-de-conta que neste país não racista o Índice de Desenvolvimentos
    Humano (IDH) da populações branca não equivale à 46ª posição, enquanto que a população negra está em 101º lugar. Faz-de-conta que os negros não ganham menores salários, não são maioria nas periferias urbanas, não são maioria na população carcerária, etc. etc. etc. Sim, nós vivemos num País racista, com 500 anos desta prática nefasta. Este país tem uma dívida histórica para com a população negra! Fui professor da Universidade Federal da Bahia e tive muitos alunos cotistas. Não existe diferença qualitativa entre cotistas e não cotistas. observa-se uma bonita democratização racial dentro dos corredores da universidade. E ao contrário do que muitos pensam, os alunos não se dividem em grupos antagônicos. Enfim, Não só o Estado , como toda a sociedade
    civil e fundamentalmente as instituições de ensino têm uma dívida sécular que, saldada, trará avanços para aí sim fazermos deste país uma verdadeira nação.

  41. Thiago Pantuza disse:

    Sou completamente contra um sistema de cotas raciais, quando um governo adota este tipo de medida esta afirmando que alunos negros são mais burros que alunos brancos.
    A cor da pele não pode significar privilégio nem a uma parte nem a outra, pois isso seria uma grande demonstração de racismo na sociedade brasileira.

    A democracia prega a igualdade a todos e é isso que devemos considerar.

  42. vanessa disse:

    minha opnião é que nas escolas entren mais alunos pardos e negros

  43. kessi Marie disse:

    Sou contra as cotas raciais pois isto prejudidica os outros alunos que não são negros e passaram no vestibular mas não foram tão bem e perdem sua vaga devido a implantação de cotas .E só valem para os políticos que a apoiam.Isto é puro racismo é um modo de compensar os negros pelo o que seus antepassados sofreram com a escravidão.

  44. Ana Beatriz disse:

    O sistema de cotas é puro preconceito;
    A instalação do sistema de cotas so mostra o quanto a população ainda é racista.
    Discordo plenamende dessa atitude ridícula.
    Quer dizer que o negros são menos inteligentes do que os brancos?
    Quer dizer então que o governo não confia no seu proprio ensino público?
    Sinceramente,tenho vergonha de fazer parte de uma sociedade aonde o preconceito prevalece,sendo que ninguem é melhor do que ninguem, independente de cor,classe social ou religião.

  45. Louise disse:

    Eu sou contra as cotas raciais, acho que isso promove mais ainda a desigualdade entre brasileiros, acho que para entrar numa universidade por exemplo, as pessoas devem ser julgadas pelo seu nível de conhecimento, pelo quanto estudaram e não pela cor da sua pele. Hoje todo mundo fala em igualdade racial, igualdade social .. se todo mundo quer tanto igualdade, por que então criam um sistema que viria só a discriminar pessoas que hoje eles dizem que são iguais, independente de cor de pele??
    Não tô dizendo que racismo não existe, porque existe sim e é um problema que precisa de uma solução, mas não essa solução .. pois desse jeito, o racismo continuaria a existir do mesmo jeito, só se inverteria, pois quem passaria a ser o alvo do racismo seriam os não-negros..
    se hoje alunos negros ou não-negros vindos de uma escola pública não tem condições de competir com um aluno de escola particular, a culpa é do governo, que não investe no ensino público, projetos existem sim, mas não saem do papel, as escolas públicas não eram pra estar do jeito que estão, tão “avacalhadas” .. alunos negros de BAIXA RENDA têm sim o mesmo direito de estudar que os alunos não-negros, mas isso deve ser resolvido de uma forma coerente, de uma forma que seja justa para ambos os lados.

    bom, a minha opinião é essa .. não sei se, do ponto de vista de alguns, eu falei besteira,falei algo que não faz sentido .. mas é o que eu acho .

  46. Carlos disse:

    Cotas raciais são inconstitucionais. Isso é defendido por certos movimentos negros oportunistas, que ficam pressionando o governo e as universidades para implantar uma política que beneficie seus próprios umbigos.

  47. Rogerio disse:

    Cotas raciais não vão resolver o problema da pobreza, da desigualdade que existe e que afeta muitas pessoas, seja ela azul, amarela,preta o que for. O Barsil precisa buscar novas ideias e ter uma boa política de distribuição de renda. Um Brasil grande como esse não precisa ficar levantando bandeira de raças, há outros problemas muitos importantes para se resolver. Na minha posição apoio cotas para dos os cidadãos, não importa a cor do fulano. E não venham com conversa que na Bahia não dão oportunidade para os negros, pois se 70% da população é negra o que eles fazem.
    Acho que as coias tem que se levar mais a serio e culturalmente temos que ser mais visionarios. Temos que ver as coisas além e não apenas quando acaba o carnaval e a folia.

  48. Marluizo Pires Cruz disse:

    É ótimo o debate sobre as cotas,mas só para alertar em algumas cidades estão desativando escolas pública primárias,justificativa por falta de alunos.Já faz 510 anos de descobrimento é tempo de debater projeto de educação Nacional. Vaga para quem quer esstudar e transformar país em Nação.

  49. vera disse:

    não se deve avaliar o candidado pela sua cor e sim pela sua inteligência

  50. Lobato disse:

    O bom desse debate é que traz a tona a realidade mental do brasileiro racista.

    Quem é racista tem enfim a oportunidade de dizer que não há problema nenhum em termos negros burros e pobres, mudar isso é que errado pois vivemos a séculos assim e nós brancos não temos nenhum problema com esse fato.

    O que é que eles querem que brancos e negros disputem o mesmo emprego em igualdade de condições? isso é um absurdo!

    Assim pensa os racistas mas felizmente não estão prevalecendo.

  51. Pedro disse:

    Todos citam a questão do abismo social entre negros pobres e brancos ricos, falam da maioria pobre negra, da falta de oportunidade, da necessidade de resolver este problema que todos sabemos ocorre ha seculos entre outros motivos. Ok. Nao ha como negar, precisamos resolver isto. Até aqui acho que todos concordam.

    Já em relação a como resolver o problema, as pessoas utilizam os bons e nobres motivos citados acima (e outros) como justificativa para implementar a politica de cotas raciais.

    Cota racial é igual a discriminação racial. Inconstitucional e crime. Reza o inciso IV do artigo 3º da Constituição Federal que: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV — promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

    Como pode o governo federal e qualquer uma de suas instituições promover então uma política de seleção de cidadãos tendo como critério a cor da pele? Por melhor que sejam as intenções, cota racial (de origem, sexo, idade, etc ) é inconstitucional, é uma política racista.

    Imaginem o que aconteceria se uma escola de um bairro nobre de uma cidade qualquer abrisse inscrição para a colonia de ferias com cota de 50% para crianças brancas. Cadeia, certamente. E se a cota fosse de 50% para crianças negras, eles seriam elogiados? Escolher ou impedir o acesso com base em qualquer cor de pele é crime.

    O que existe é o uso de um recuso indevido para resolver um problema que temos na sociedade. O problema para acesso a universidade hoje é de falta de dinheiro e oportunidade de estudo. Ja que nao vivemos em uma sociedade perfeita e o uso de cotas é inevitável, pelo menos que sejam cotas sociais.

    Ou então, se o governo (executivo, legislativo, judiciario) quiserem utilizar cotas raciais, que mudem a constituição excluindo a proibição da pratica de racismo.

    Vejam o exemplo do Bolsa Familia, uma ajuda em dinherio para familias sem olhar a cor da pele dos cidadãos, ou facilidades de obtencao de recursos do FGTS para construcao/reforma para moradores de areas atingidas por enchentes ou desastres naturais, uma politica de benefício sem olhar a cor de ninguem.

  52. JOAO HENRIQUE N. DE FREITAS disse:

    Políticos oportunistas fazem questão de confundir a população com os critérios equivocados. A concepção da terminologia “raça” não dá qualquer respaldo científico que viabilize esse sistema absurdo.
    Nos debates e fundamentações de quem defende o sistema de cotas raciais, percebo que se faz muita confusão com a chamada cota social. Tem muita gente que defende um sistema pensando se tratar do outro.
    A história já comprovou que a segregação não cabe nas relações humanas. A política oportunista e eleitoreira apresentada por alguns políticos irresponsáveis é nefasta, nos remetendo aos crimes cometidos contra a humanidade motivados por racismo, por ideologias políticas e religiosas imponderadas.
    Não há interesse da classe política em resolver o problema do ensino na origem – no ensino básico e fundamental – porque isso, certamente, levaria mais de 4 anos para apresentar resultados, prejudicando a reeleição. O caminho mais fácil é deteriorar o país com esse pseudo-privilégio nas universidades públicas, que já se estende aos concursos públicos e até à contratação de servidores em cargos de confiança, como ocorre na cidade do Rio de Janeiro.
    Importa investir-se na luta por igualdade de acesso às entidades públicas e não burlar-se o ingresso. Favorecer um grupo em detrimento de outro jamais poderá ser entendido como uma prática justa e legal.
    Conseguimos suspender as leis de cotas raciais no Rio de Janeiro. Espero, sinceramente, que o exemplo seja seguido nas outras unidades da Federação.
    João Henrique – advogado

  53. dida disse:

    @Manuela, o problema não é so a escola particular escola é tudo igual o que manda quem tem dinheiro para pagar um cursinho especializado em vestibular esse sim tem vantangem quem não paga não passa

  54. Anita disse:

    Aproveito para cumprimentar a sra. Sandra Cavalcanti que se colocou muito bem a respeito do tema…. a raíz do problema que se tenta enfrentar com as cotas é bem outra.

    Adorei o depoimento, sra. Sandra.Ótima metáfora esta do esporte.

  55. Anita disse:

    As cotas raciais legitimam a segregação. Acho que ainda há muito o que se discutir a respeito. Prova disso é a data de criação deste post e a participação ainda ativa das pessoas.
    Existe uma demanda pela discussão deste assunto. Recentemente o DEM se colocou contra as cotas raciais…

    O texto citou a prof. Yvonne Maggie, gostaria de acrescentar à discussão este video com um depoimento seu acerca do tema:

    http://www.imil.org.br/milleniumtv/depoimento-da-prof%C2%AA-yvonne-maggie/

  56. Sandra Cavalcanti disse:

    Sandra Cavalcanti
    (Professora, jornalista, ex-deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco)
    Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
    Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.
    Todas estavam Ali por mérito!
    O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos. Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta DA cor de sua pele! Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu OS difíceis tempos do governo autoritário.

    Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa Linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.Eram OS 50 anos DA formatura delas!Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.Lá estavam elas, muito felizes.Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas.Judias com aquele ruivo típico.E as nortistas, com seu jeito de índias.Na minha opinião, as mais bem conservadas. Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.

    Estabelecer igualdade com base na cor DA pele? A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo. Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor DA pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

    Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil.

    A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e OS mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora DA largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, malcuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.

    Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo. Achar que OS únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são OS negros é uma farsa. Não é verdade! Todos OS pobres são prejudicados: OS brancos pobres, OS negros pobres, OS mulatos pobres, OS judeus pobres, OS índios pobres! Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor DA pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que else têm de enfrentar para Dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado.
    Não dá!
    Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é uma barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejam que OS alunos pobres, de todos OS matizes, disputem em condições de igualdade com OS ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem OS gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

    O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.

  57. Danielle disse:

    @Josie,vc realmente não entendeu o que eu escrevi.Acredito que o único parametro de avaliação que deve ser utilizado para entrar em uma faculdade é o conhecimento de cada um, indenpendente do seu histórico.Se tivéssemos um ensino público básico de qualidade, provavelmente a diferença do que vc chama de histórico de pessoas seria bem menor. Para mim,a Educação é um assunto muito sério. Além disso, remendos não consertam injustiças – muito pelo contrário,criam outras.

  58. Josie disse:

    Racismo de negros contra negros? De onde você tirou isso? Nenhum negro se afirma superior ao branco, o que sempre ocorreu e continua ocorrendo é justamente o oposto! Foram os brancos (com o aval da Igreja Católica) que disseram que o negro era inferior e assim o tratava e isso perdura até hoje. O que está se tentando fazer é reparar isso, dar as condições que deveriam ter sido propiciadas em 14/05/1988, um dia após o “fim” da escravidão.

    Uma pessoa não deixa de entrar em uma universidade por causa da cor, e sim porque não alcançou o ponto de corte da prova e isso independe da cor ou se ele optou ou não pelas cotas.

    Eu sou negra e fui cotista em universidade estadual. Em momento algum me senti envergonhada ou inferior em relação aos meus colegas brancos; fizemos a mesma prova, conquistei meu lugar do mesmo jeito que ele. Aliás, com a pontuação que obtive, eu entraria mesmo sem as cotas. Novamente: para entrar é necessário provar conhecimento. Seja qual for a sua etnia.

  59. Josie disse:

    @Ellen, realmente a educação deve ser para todos, mas o problema no Brasil é social E racial. Isso porque a desigualdade social sozinha não explica porque um negro ganha a metade de um branco exercendo a mesma função e com a mesma escolaridade. E uma mulher negra apenas 1/4. E ser “rico em valores morais” não tem nada a ver com condição financeira e/ou cor da pele – vide os nossos legisladores…

  60. Josie disse:

    @Danielle, quem lê o que você escreveu até pensa que basta preencher uma ficha se declarando negro que a pessoa está automaticamente matriculada na unversidade. Os cotistas fazem o mesmo vestibular que os que não optaram, a única diferença é que ele concorre com pessoas que tiveram o mesmo histórico que ele. Optante ou não, o vestibulando tem que demonstrar capacidade e conhecimento e isso não mudou nem mudará com as cotas.

  61. Josie disse:

    @Neimar, não tente atribuir às cotas algo que já existe há séculos e está fortemente enraizado na sociedade brasileira. As ações afirmativas surgem justamente para reparar um dos vários desdobramentos do racismo: a exclusão do negro das universidades. Claro que as cotas sociais devem existir, mas deve haver um recorte racial sim.

  62. Josie disse:

    @Maria Lourdes de Carvalho, você tem certeza que a pobreza não tem cor? Então porque a maioria esmagadora dos moradores de favelas, invasões, palafitas e de outras localidades com pouca ou nenhuma estrutura são NEGROS? É mera coincidência?

    Concordo que a educação tem que mudar, mas essa conversa vem se arrastando há décadas e ninguém nunca fez nada… Até quando os excluídos devem esperar? Eternamente?

    Lamento dizer que a sua idéia chegou tarde… Há SÉCULOS os afrodescendentes são molestados psicologicamente, sofrendo dia a dia o preconceito devido a sua cor e muitas vezes devido à sua condição social. E as cotas são justamente o fruto de uma conquista, foi uma luta travada por muitos e muitas para que a tão propalada igualdade entre brasileiros seja enfim concretizada.

  63. Josie disse:

    @Ellen, as cotas não aumentando a discriminação, apenas está fazendo com que o mito da democracia racial caia por terra. O racismo existe desde que trouxeram o primeiro negro na condição de escravo e continuou até os dias atuais; a única diferença é que agora está mais explícito – afinal, era um tanto esquizofrênica a condição do Brasil, não? Como pode uma nação onde todos afirmam que existe racismo mas ninguém se assume racista?

    Cotas não separam pessoas, pelo contrário, possibilita a diversidade na universidade ao inserir aqueles que historicamente foram excluídos daquele espaço. Se a sociedade brasileira é multiracial porque o ensino superior não pode assim ser?

  64. Josie disse:

    @João Victor, o sistema de cotas foi concebido para resolver dois problemas: o social e o racial. Em vários estados, para se beneficiar do sistema, o optante tem que ser oriundo de escola pública e se auto-declarar negro. À exceção da UNB, nenhuma outra universidade utiliza banca para avaliar a aparência do candidato.

    Portanto, o sistema de cotas beneficia a negros oriundos da rede pública sim! Outra coisa: é certo que a Constituição afirma que todos somos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, entretanto é necessário que, como bem disse Ruy Barbosa, a isonomia não consiste em tratar todos da mesma maneira e sim em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades.

  65. João Victor disse:

    ARTIGO 19 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: “É VEDADO À UNIÃO, ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E AOS MUNICÍPIOS CRIAR DISTINÇÕES ENTRE BRASILEIROS OU PREFERÊNCIAS ENTRE SI”.

    SISTEMA DE COTAS TOTALMENTE INCONSTITUCIONAL, DISCRIMINATÓRIA, PRIVILEGIA OS NEGROS DA CLASSE MÉDIA DE COLÉGIO PARTICULAR APENAS. É PRECISO INVESTIMENTO NA ESCOLA PÚBLICA E NÃO TENTAR COLOCAR A “POEIRA PARA DEIXO DO TAPETE” ADOTANDO MEDIDAS ELEITOREIRAS!!! PELO FIM DAS COTAS RACIAIS E SOCIAIS!!! EDUCAÇÃO IGUAL PARA TODOS, ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE PARA TODOS.

  66. Severian disse:

    Gente,

    obviamente, que ” todos ” podem se auto declararem negros, índios ou brancos, pois, a presença de todos esses povos no país foi e, é, imensa. Entretanto, se queremos justiça, pq, então proibir o sistema de cotas para entrada de negros, índios e estudantes das escolas públicas. É fato lembrar, que em Manaus, já existe sistema de cotas para índios há anos e não temos tanta divulgação da mídia. É pensar que papai noel existe, pois, com certeza, nenhum filho de rico ficará fora de alguma universidade pública ou privada. Isto sistema, visa apenas equlibrar no futuro algumas distorções no setor de educação, social e econômico, que ainda persiste no país. Digo, ainda, país ainda, que carrega fortes tendências da antiga colônia ou melhor um sistema escravo.

  67. Ellen disse:

    @Carlos Eduardo, A minha ajudante é descendente de alemães e não tem um bom nível escolar. Ela é pobre financeiramente mas é rica de valores morais. O problema não é raça…o problema do Brasil é a DESIGUALDADE SOCIAL. Tem que começar é na EDUCAÇÃO PARA TODOS…

  68. Ellen disse:

    COMPLETAMENTE CONTRA!!!
    SISTEMA DE COTAS RACIAIS? TÁ AUMENTANDO MAIS A DISCRIMINAÇÃO E SUBJUGANDO A CAPACIDADE DE NEGROS E ÍNDIOS. TODOS SÃO DOTADOS DE INTELIGENCIA. TODOS SÃO FILHOS DE DEUS IGUALMENTE. E VEM COTAS? AFF! QUERENDO SEPARAR AS PESSOAS…DIMINUIR AS PESSOAS, AS RAÇAS…

  69. Maria Lourdes de Carvalho disse:

    Sou contra.A pobreza não tem cor.O que tem a mudar e a educação pública com ensino de igualdade e qualidade temos recursos suficientes para isso.Parar de dizer que o negro não tem véz,fazendo crescer uma população
    psicologicamente frustada sem forças para lutar
    pelos seus direitos.

  70. Neimar disse:

    Cotas raciais sao uma pratica de racismo. Sou totalmente contra. Desta forma vão acabar implementando o racismo no Brasil. Sou a favor de COTAS SOCIAIS, para todas as racas.

  71. Iasmim disse:

    O que deve melhorar é a educação no país e não colocar pessoas em universidades só pela cor destas ,pois há negros e índios qualificados e que não são da rede privada,então o investimento tem que ocorrer na base primária do país é a melhor formapara uma evolução tanto intelectual quanto social.

  72. Rapha disse:

    Sou a favor. A educação pública no Brasil deixa muito a desejar, e o fator histórico q persegue os negros até os dias atuais não permite que eles recebam a mesma atenção que os brancos.
    Apesar da miscigenação do nosso país, a grande elite continua sendo cacasiano, e nós, jovens, devemos acabar com isso dando opurtunidades iguais a todos.

  73. Danielle disse:

    Sou contra as cotas raciais.Acho que o criterio para entrar em uma universidade deve ser o conhecimento.Tanto se fala na importância da Educação mas ela não é tratada com a devida seriedade. Espero que os os nossos governantes defendam com a mesma vontade a implantação de um ensino básico de qualidade na rede pública, aos invés de ficarem propondo remendos. É difícil entender como dar privilégios a determinados grupos pode reparar injustiças.Acho que nós já vimos que isso não funciona.Já que o assunto é corrigir injustiças que sejam adotadas medidas que realmente tragam condições de desenvolvimento para as classes sociais menos favorecidas, não importando a cor da pele, raça ou sexo.

  74. Carlos Eduardo disse:

    Bom, antes de qualquer coisa expresso a minha opinião A FAVOR das cotas. Ao observar as opiniões "do contra", vi em grande maioria, até mesmo dos considerados "intelectuais" de que o GOVERNO tem que investir, que tem isso, que tem aquilo, PURA UTOPIA, precisamos lidar com FATOS. Pegando uma carona "intelectual" deixo minhas indagações: 1) Se vocês (elite, intelectuais e afins) em prol desse discurso vendido e um tanto sem consistência por não convencer nem a quem escreve e muito menos a quem lê: Quanto você remunera o seu empregado? em sua maioria NEGRO, já que a "dignidade" tem suas bases também na relação de emprego e como esta é dada ao empregado. Tenho certeza que remunera com um salário mínimo e morre de raiva quando este aumenta, mesmo que seja R$ 10 (risos), burla as leis trabalhistas (em sua maioria). No mesmo aspecto (Governo). Em nível Federal somos representados por 513 Deputados, conforme a organização Federativa, mas o que temos no cenário atual é que são 513 pessoas representando interesses pessoais (vocês sabem disso, intelectuais?)temos lá: donos de faculdades privadas, colégios privados, planos de saude, empresas de segurança, telecomunicações, enfim, conincidentemente todo o ramo que "não funciona". Intelectuais! Vocês acham mesmo que há interesse do governo em criar essa escola dos sonhos que vocês que na verdade nem para vocês é interessante (risos). Portanto ser "contra" é manter esse discrusinho de que vai melhorar, mas enquanto isso come essas migalhas ai enquanto eu vou comer o meu filé. COTAS devem existir sim como medida imediata e ai sim vamos ver se o governo vai criar a escola dos sonhos. Faça-me o favor.

  75. SECRETO disse:

    SOU TOTALMENTE CONTRA,SOU PARDA E ACHO QUE DEVEMOS COSERGUIR OS NOSSOS OBJETIVOS PELA NOSSA CAPACIDADE E NÃO ATRAVÉS DE ALGUMA LEI. PRINCIPALMENTE UMA QUE APENAS INFLUENCIA O PRECOCEITO E ORACISMO.

  76. roriz disse:

    universidade não é para maioria ( nem para todos ) … a maioria deve ser ajudada por nossos impostos a estudar até o nivel mediano de toda sociedade e daí por diante apenas aqueles que até este estágio mostaram especial condição de mais dotados , mais dedicados e mercedores devem ser patrocinados se pobres forem independente da cor e ou da mulatez ou amarelice e até mesmo sendo rico deveria ser estimulado . O genial deve receber ajuda de todos até o fim , o medíocre somente merce ajuda até o patamar médio seja afro-isso ou euro-aquilo … somos todos mestiços e nossos antepassados de qualquer raça em qualquer época podem ter sido escravos ou dominadores , inclusive muitos negros podem ter sido colaboradores escravagistas , escravocratas e racistas , seja negociando escravos ou como capataz , feitor , capitão do mato , ou PM matador ou terrorista tribal atual racista por etinias africanas e idem os índios e ciganos . Registre-se em tempo que os maiores abolicionistas sempre foram brancos e mulatos claros e que tiveram eco na maioria da sociedade mestiça principalmente no Rio RJ , nosaa maravilha cultural mestiça cosmopolita de ciganos , marujos , piratas , artistas e bons malandros .
    Se um pobre é bem dotado deve ter estudos pagos por todos nós e se é genial deve ir à faculdade sim , mas independe de sua raça e coloração clara ou escura .
    Eu e meu Brasil carioca ( cariboca , caboclo ) temos descendentes e ascendentes na maioria de negras e índias escravas e mestiças escuras dominadas ou bem amadas por maioria de brancos e mestiços claros dominadores ou bons amantes . Domínio e ou amor interraciais existem sempre em todas as civilizações . SOU POR AJUDAR A QUEM TEM MÉRITO A PARTIR DA INFÂNCIA ou quando mostrarem vontade clara ,,,, E PRINCIPALMENTE AOS MAIS POBRES que a média ATE ALCANÇAREM a escolaridade MÉDIA NACIONAL INDEPENDENDO DE RAÇA ou histórias de revanchismo .

  77. Arildo Setti disse:

    Nem contra, nem favorável. Esse assunto não deveria nem ser discutido. Eu não ganhei nada de mão beijada, tenho o que tenho com muito suor, seja o suor dos meus pais e pessoas relacionadas ao meu convívio que me proporcionaram oportunidades. Acredito que o debate correto seria: Cota para os menos favorecidos de baixa renda?

    Talvez faça mais sentido.

  78. eduardo disse:

    "Presidiário do caramuru, a fronteira final. Diário de bordo, Data "estrelar" três4do3do2do1. Pavilhão nove. Quadrante 13, esquina com avenida das alamedas 467 fumos falar com dona ivete. Os mano audaciosamente indo onde nenhuma Adriana jamais
    Esteves. Aí feio, aqui é o primo preto falando veio, vocalista dos numero racionais mc ao quadrado. Sobrevivente do massacre de Itapuã neguim. Segundo os estudo realizado nas faculdade universitária de Massachusett´s, a cada 39% dos negro que nascem
    nessa cidade são preto. 4% dos 7% dos negro que estudam nas faculdade, são preto. A cada 2 criança que nasce negra, 1 morre preto. 80% dos negro preto que morrem queimado nego." http://www.youtube.com/watch?v=dwmKMS4IBHo kkkkkkkkkk

  79. gildevania moreira disse:

    eu sou contra sim eu acho qui não devemos julgar os outros pelas sua cor,mas o que importa mesmo é sua capacidade de vencer na vida contra qualquer cor qui seja!bom essa foi minha opinião.

  80. Jovino Moreira disse:

    A discussão de COTAS é tão medíocre quanto o sistema pedagógico brasileiro. Vejam os resultados do IDEB e a posição do país na escala mundial do PISA. antes de discutir cotas o brasileiro (e os comentaristas que se dizem a favor por se sentirem nivelados por baixo) deveriam GRITAR MAIS para que o MINISTÉRIO DO EMBURRECIMENTO destinasse verbas para a qualidade da educação. Na verdade, confunde-se no país educação com ensino. Concordo com a Sra. Yvonne e estou assinando o documento. Concordo, também, embora com algumas ressalvas, com o que o mestre Paulo Freire traduz como Pedagogia da Autonomia (que sugiro aos colegas comentaristas que lessem). O Brasil ainda não é um país competitivo porque vive sob um regime (político, econômico, social, cultural, educacional) Patrimonialista e Dinástico. Isto quer dizer que ainda não vencemos nossa etapa feudal-comercial a qual resulta numa danosa acumulação de riquezas no topo e um tratamento ainda escravista na base, impedindo que brancos, pretos, mulatos, índios, amarelos, etc. que não pertencem às classes patrimonialistas tenham acesso a uma cultura educacional de melhor qualidade. Basta refletir sobre o tempo de escolaridade média de nossos trabalhadores: em torno de quatro anos primários, quando no resto do mundo chega-se atá a onze anos. Concordo também com as palavras do Sr. André. Enfim, enquanto encararmos o problema do racismo com visão ideológica negativa e não com visão antropológica positiva ficaremos criando cotas para educação, editando medidas provisórias para sustentar uma democracia mínima e, mais ainda, emitindo moeda para pagar vales e bolsas famílias que, isto sim, gera ainda mais racismo do que a relação branco/preto.

  81. Jovino Moreira disse:

    A discussão de COTAS é tão medíocre quanto o sistema pedagógico brasileiro. Vejam os resultados do IDEB e a posição do país na escala mundial do PISA. antes de discutir cotas o brasileiro (e os comentaristas que se dizem a favor por se sentirem nivelados por baixo) deveriam GRITAR MAIS para que o MINISTÉRIO DO EMBURRECIMENTO destinasse verbas para a qualidade da educação. Na verdade, confunde-se no país educação com ensino. Concordo com a Sra. Yvonne e estou assinando o documento. Concordo, também, embora com algumas ressalvas, com o que o mestre Paulo Freire traduz como Pedagogia da Autonomia (que sugiro aos colegas comentaristas que lessem). O Brasil ainda não é um país competitivo porque vive sob um regime (político, econômico, social, cultural, educacional) Patrimonialista e Dinástico. Isto quer dizer que ainda não vencemos nossa etapa feudal-comercial a qual resulta numa danosa acumulação de riquezas no topo e um tratamento ainda escravista na base, impedindo que brancos, pretos, mulatos, índios, amarelos, etc. que não pertencem às classes patrimonialistas tenham acesso a uma cultura educacional de melhor qualidade. Basta refletir sobre o tempo de escolaridade média de nossos trabalhadores: em torno de quatro anos primários, quando no resto do mundo chega-se atá a onze anos. Concordo também com as palavras do Sr. André. Enfim, enquanto encararmos o problema do racismo com visão ideológica negativa e não com visão antropológica positiva ficaremos criando cotas para educação, editando medidas provisórias para sustentar uma democracia mínima e, mais ainda, emitindo moeda para pagar vales e bolsas famílias que, isto sim, gera ainda mais racismo do que a relação branco/preto.

  82. Mãe Omin disse:

    Cotas: Compartilho dos argumentos, as questões
    centrais é combater o discurso do mérito, colocar o vestibular como
    algo injusto já que não percebe as diferenças na vida das pessoas,
    algumas pessoas dizem que vestibular já é cota para brancos, devido às
    condições da população negra que não têm como competir de igual para
    igual com os mais ricos e brancos.
    As pesquisas mostram que o bom desempenho no vestibular não significa
    que as pessoas vão ter boas notas na faculdade e o abismo social do
    negro no Brasil – somos a maioria nos presídios, favelas, com pior remuneração,
    entre o número maior de analfabetos estão as mulheres negras –
    evidenciam e comprovam que se não tivermos uma política efetiva e
    eficaz de acesso da população negra na universidade estaremos apoiando
    a injustiça social e racial, a falta de democracia é o pior, a não
    representação de um grupo que representa mais da metade da população
    brasileira em um espaço que produz conhecimento como é a universidade,
    inclusive para pensar estratégias para a melhoria de vida dessas
    populações.

  83. lucas queiroz disse:

    EU,SOU SIM A FAVOR DA COTAS POR QUE,FOMOS ENJUSTIÇADOS POR MUITO TEMPO E AGORA E A NOSSA VEZ DE LUTAR PELOS NOSSOS, OBEJTIVOS…E QUE NOSSOS GORVENISTAS ATENDAM NOSSO PEDIDO….

  84. veravalle disse:

    Legal se falar em temas polemicos como este.Sou a favor das cotas .

  85. André Viegas disse:

    Sou em princípio contra o sistema de cotas de um modo geral. Concordo com a Yvonne Magie na maioria de suas colocações. Acho que a criação de cotas é uma forma de tirar o foco do principal problema, que é o governo não cumprir com suas obrigações na luta pela universalização do ensino de qualidade para todos. Ora, se a escola pública for de qualidade, não será necessário criar cotas para os alunos de escolas públicas entrarem nas universidades. E é por conta disso que sou contra TODO o sistema de cotas. É uma forma, na minha visão, do estado se isentar do probelama da falta da qualidade de ensino nas escolas que são de SUA responsabilidade.
    Defendo que existam cursos niveladores, pré vestibulares públicos (lembro que no Rio de Janeiro existem muitos pré-vestibulares comunitários, e acho que esse é um bom passo) e mais vagas nas Universidades.
    Sobre o racismo, ele existe e tem que ser combatido, mas não acho que as cotas sejam a maneira que dê maiores resultados. Pelo contrário, elas também podem apresentar uma distorção. São minoria os negros ricos, concordo, mas são minoria os brancos pobres? Eu nasci tão pobre quanto muitos negros, cursei universidade particular porque precisava trabalhar e também não acharia justo uma pessoa que tivesse mais condições financeiras do que eu ter maior preferência para entrar na Universidade, independente da cor da pele. Por outro lado, as pixações na UFRGS, em Porto Alegre, difamando a população negra depois da criação das cotas, devem doer muito em quem passa a vida sendo discriminado.
    Para finalizar, lembro de um ator que sou absolutamente fã, o americano Morgan Freeman, que disse certa vez: "para que o racismo, não exista, a primeira coisa é não olharmos para ele. Eu não te chamo de “homem branco” e você não me chama de “homem negro”"
    Ah, algo que lembrei: defendo que a Universidade pública seja PAGA, de acordo com uma avaliação sócio-econêmica. Quem pode pagar 1.000, paga 1.000. Quem pode pagar 100, paga 100. Quem não pode pagar nada, não paga nada. Tem uma escola técnica pública no RS que funciona muito bem com esse sistema. Me parece mais justo e democratizador do que colocar pobres e ricos para brigar por vagas gratuitas.

  86. João Aguiar disse:

    Se a adoção das cotas são racistas por causa do nome, muda-se o nome para etnia e está resolvido o problema.
    Agora, se a questão vai além da linguagem, devemos propor não apenas cotas nas universidades para a etnia afro-descendente ou indígena, mas também que o Estado indenize os seus membros, por prisão, trabalhos forçados e estupros dos seus ascendentes.

  87. Carlos Filipe Lombizani disse:

    Expressem seu desgosto pelas cotas no abaixo-assinado:

    http://www.petitiononline.com/antiraca/

  88. BARBARA disse:

    Vamos parar de hipocrisia! Esse país é capitalista, racista envenenado culturalmente onde quem tem mais, pode mais. e nós pretos não temos nada para essa sociedade capitalista, somente a força de nosso trabalho, e para nos negros, temos a força e costume de lutar todos os dias, esse é o nosso cotidiano.
    E na entrevista de emprego e temos um currículo na medida do possível qualificado e outra pessoa toma a vaga pq é branca e tem o cabelo liso e o pior é o gerente ou psicólogo que vem falar com você, dizendo que seu currículo é bom, mas infelizmente você não faz parte do perfil! E qual é o perfil? É ser branco, o branco é o bonito, o essencial.
    Sou completamente a favor das cotas. É uma medida imediata que ao mesmo tempo se invista nas políticas de educação, para que futuramente não necessite de cotas. Por direito quero que meus filhos tenham um futuro onde possa se tornar um advogado ou médico e todas essas profissões que quase não existe negros. Construímos esse país nas costas, fomos explorados humilhados, disseram até não tínhamos alma! Simplesmente pela cor escura de nossas peles.
    E não é por racismos às avessas, ou por racismo com nos mesmos…
    È SIMPLEMENTE POR DIREITO QUE SOU A FAVOR DA COTAS

  89. Maria Aparecida Amorim Pereira disse:

    Sou contra o sistema de cotas raciais. É uma discriminação racial, visto que, a dificuldade de entrar para a faculdade está em ser pobre e não em ser negro. O "pobre", branco, negro ou qualquer outra etnia não consegue uma base escolar boa e por isso não passa no vestibular. O governo precisa assumir sua responsabilidade e criar escolas gratuitas com qualidade de ensino. Pagar bem os professores para que eles possam se preparar melhor. Enfim, ensino gratuito com qualidade para todos.

  90. iraci nunes guimaraes disse:

    Eu,particurlamente,acho que é um absurdo esse negócio de cta para negros porque no brasil não existem brancos e se afrodecendentes.acabem com essa politica absurda direitos iguias sempre e para todos.essa lei não pode ser aprovada.

  91. Rodrigo Mendes disse:

    Sou absolutamente contra o sistema de cotas raciais.
    Não resolve problema algum porque a dificuldade em se conseguir vaga nas universidades não está relacionado a ser negro ou não e sim à condição sócio-econômica do indivíduo. Creio que o número de "negros" deva ter aumentado nas universidades após a criação dessa cota ridícula, mas tem aumentado porque entram os "negros" que só assumem essa condição na hora da inscrição para o vestibular(basta lembrar o ocorrido na UnB ano passado com gêmeos onde um foi considerado "negro" e o outro não???!!!) e também porque o negro que não é pobre é o que tem ocupado a vaga!!!! Daí pergunto: e o branco pobre? O negro tem mais direito que ele? Isso é um absurdo. Isso sim é discriminação racial. Se querem criar cotas, seria mais justo criar para aqueles que sempre estudaram em escolas públicas, independente de ser negro, índio, pardo ou branco. Aí estaríamos dando oportunidade para aqueles desfavorecidos por sua condição sócio-econômica e não pela cor da pele.

  92. Suzane de Souza disse:

    Esse assunto é realmente muito polêmico, mas eu sou totalmente contra a cotas pra negros, eu acho racismo deles contra eles mesmos, com a existência das cotas eles afirmam ser superiores aos brancos somente pela cor, eles tem a mesma capacidade e a cor não inflência, é uma injustiça uma pessoa que estuda perder sua vaga só por causa da sua cor, e o mesmo pro negro que deveria sentir vergonha de estar lá dentro não por esforço próprio e sim pela sua cor.

  93. Gustavo disse:

    Este é um tema muito controverso e que já foi centro de debates em diversos sites, em http://www.investidura.com.br é possível encontrar bons textos sobre cotas

  94. Victor Augusto disse:

    Minha opnião em relação a isso é que transparece para mim que inteligência,capacidade depende da cor da pele.
    Em vez da inclusão está tirando vagas de pessoas mais esforçadas.Se for mapa minha pessoa ser requisitada em uma faculdade que seja pelo meu esforço caso contrario recusarei a vaga.

  95. Fabiana Torrini disse:

    A polêmica em cima das cotas existe pelo medo de formar mais profissionais com ensino superior do que futura demanada.
    Eu sou contra, não só por se tratar de uma medida anticonstitucional, mas principalmente, por ser mais uma das formas veladas de dicriminação.

  96. CERES SCHUTZ disse:

    aCHO QUE SE ANALISARMOS HISTORICAMENTE O PERCENTUAL DE NEGROS HOJE NA UNIVERSIDADE (2%) NÃO HÁ COMO SERMOS CONTRA O SISTEMA DE COTAS. hÁ NECESSIDADE DOS BRANCOS PARAREM DE ESCONDER SEU PRECONCEITO DIZENDO QUE A LEI DEVE SER IGUAL PARA TODOS.cOMO SER IGUAL SE VIVEMOS NUMA SOCIEDADE DESIGUAL???

  97. Vito Corleone disse:

    Sou totalmente contra;
    Ninguem é proibido de entrar em uma Universidade por ser negro.Se eles não conseguem entrar é por não ter capacidade própria,e agora ficam se fazendo de coitados.Se é inteligente entra,se não é inteligente o suficiente não entra.O caso Desigualdade Social,não justifica nada.E os pobres brancos que oportunidades eles tem.Só os negros tem cotas?
    e os Brancos de classe média baixa a onde fica?

  98. Michele disse:

    Sou totalmente contra. As cotas raciais só aumentam mais ainda o preconceito, parece que o governo acha que o negro não tem capacidade de entrar com o próprio esforço, que precisam de uma mãozinha, um atalho para conseguir. E o branco, um ser superior.
    O problema não está na cor da pele, mas sim, na educação do país. Se for pra existir cotas, que seja pela questão financeira.
    Concordo totalmente com a opinião de Gabriel Araújo, postada no começo.

  99. Eliane Rizk disse:

    Sou CONTRA!!
    ISSO É UMA DAS MAIORES FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO. SE EXISTISSE REALEMENTE A INTENÇÃO DE PRIVILEGIAR AS CLASSES OU RAÇAS NESTE PAÍS. QUE SEJA OFERECENDO EDUCAÇÃO DE BOA QUALIDADE PARA QUE TODOS POSSAM COMPETIR COM IGUALDADE POR VAGAS NAS UNIVERSIDADES. e NÃO ESTE "TAPA BURACO" QUE MAIS SEGREGA DO QUE CRIA IGUALDADE.
    Esta é mais uma das medidads "paternalistas" adotadas pelo governo. Vamos oferecer estudo de boa qualidade nas escolas públicas, para que nossos jovens estejam capacitados a ocupar uma vaga e não OFERECER-LHES aceitar esta esmola como se o passado pudesse ser apagado COM COTAS.

  100. Mauro Sérgio disse:

    Os argumentos que justificam a adoção das cotas são inúmeros. Longe de ser favor ou ajuda, elas constituem reparação por prejuízos historicamente causados pelo nosso processo colonial. Reparação justa e necessária, apesar de tardia. Além disso, as cotas tornam o acesso à Universidade mais democrático, o que diversifica o seu público, trazendo benfícios para todo o processo de produção de conhecimento. Do ponto de vista jurídico, as cotas ainda contemplam o texto constitucional no sentido de tentar tornar a igualdade formal, prevista na letra fria da lei, em igualdade material. O brasil é signatário de tratados internacionais que reconhecem a valida de medidas como as cotas. Como eu disse, os argumentos são muitos. Eles estão minuciosamente descritos em http://cotasparanegros.blogspot.com

  101. Luciana de Souza disse:

    Sou contra as cotas raciais.
    Sou negra e a favor das cotas socias, independente de cor, raça, credo… Para incluir, a melhor opçao é educaçao, mas não de uma forma imposta, que só aumenta a discriminaçao.
    Penso que a cota racial é um racismo imposto por lei. Nao existe um fim de igualdade por um meio dessa forma.

  102. Gabriel Araujo disse:

    Sou negro e contra as cotas raciais. O principal argumento das pessoas que são a favor das cotas é que nas faculdades há uma porcentagem mínima de estudantes negros e isso deve ser remediado imediatamente. Me disponho a debater isso.
    Por que são tão poucos os estudantes negros em universidades públicas? As pessoas dizem que, por terem sido abandonados pelo estado após a abolição da escravidão, os negros não tiveram oportunidade alguma de uma ascenção econômica e por isso compõem a maior parte da camada mais pobre da sociedade Brasileira. Mas, vejam bem, todas as pessoas que não têm condições de se preparar e passar no vestibular são negras? Não. Existem milhões de brancos que também não têm condição alguma de estudar, precisam ajudar a família, trabalham desde pequenos, etc. Cotas raciais deixariam de favorecer estas pessoas, que estão em condições sociais iguais à dos negros que vocês defendem, e favoreceriam negros de classe média e alta, que não precisam dessa "ajuda". O mais recomendado seria cotas para escola pública ou por renda, que são muito mais justas. Se os negros são a maioria das pessoas que não têm condições de prestar um vestibular, eles seriam a maioria dos beneficiados com uma cota que privilegie os menos privilegiados economicamente, não?
    Fora que, as cotas raciais geram muito mais preconceito e discriminação, separando as pessoas por cor de pele. Como já foi dito, existiria sempre a pergunta "ele está aqui porque consegue passar, ou por causa das cotas?".
    Eu, sinceramente, me sentiria muito humilhado se questionassem a minha ingeligência por causa de cotas raciais. É realmente decepcionante ver que negros concordam com as cotas como um meio de incluí-los na sociedade.

    Gostaria de ouvir as suas opiniões. Qualquer duvida ou comentário, me mandem um email ou adicionem no msn: crizalyd@hotmail.com

  103. Andrea Dutra disse:

    Sou radicalmente contra cotas raciais e a favor de cotas sociais. Sou afrodescendente e considero as cotas raciais a maior demonstracao atual de racismo no Brasil. Equivale a declarar que um negro nao consegue entrar na universidade pela porta da frente,com dignidade, atraves da capacidade intelectual.Ou seja, de acordo com essa teoria de cotas, um negro nao pode ombrear com um chamado branco em um vestibular, sendo que na verdade o que impede o acesso e a questao social, a falta de recursos financeiros que muitas vezes impulsiona para o mercado de trabalho, em subempregos, antes de uma qualificacao no ensino superior.Sem falar no despreparo e no baixo nivel das escolas publicas, que nao podem competir com a qualidade das escolas particulares e menos ainda dos cursinhos pre-vestibular, aos quais poucos tem acesso. defendo a melhoria do ensino publico, o melhor suporte e estimulo aos alunos e professores, aconscientizacao das familias, alem de politicas de geracao(nao de distribuicao) de renda, para diminuir a necessidade destes alunos, que poderao entao se dedicar a seus estudos e ingressar no mercado de trabalho ja qualificados e com sua auto-estima renovada, algo alias de que todos os brasileiros, independente da cor, est”ao precisando e muito.

  104. Italo farias braga disse:

    ou Contra as cotas raciais.
    Digo isso por Inumeros motivos.
    Primeiro comentário que faço é só a "Divida histórica"
    bom, não acredito em dívida história, o homem branco foi escravizado MUITO ANTES do negro, e não vejo judeo reclamando porque foi escravo no egito…
    não sou negro, mas meu pai é negro sim, e digo pelo que vi na vida dele, sou de fortaleza ceará, meu pai sempre foi pobre, meu avo era Gari, mas meu pai conseguio graças a sua vontade estudar e se formar, e com certeza não precisou NEM PRECISARIA de cotas pra entrar na universidade, não vejo cotas raciais como solução para esse problema, já vi grandes homens, muito inteligentes NEGROS, isso na minha singela opnião é apenas mais uma força de discriminação.
    eu sei que ainda faltam muitos argumentos, mas os dos Pro-cotas ainda não me convenceram
    e não vejo cotas para os negros como solução, educação começa é na infância, o Brasil PRECISA DE GENTE ESTUDANDO!! o Brasil está tentado firmar seu nome como potência média e para isso precisa de uma elite pensante, e essa elite saí das universidades, não adianta pensar a universidade como apenas um modo de ascenção social, mas sim como uma forma de mudar o país, como uma formar de criar pensadores para tocar o mundo pra frente.
    finalmente agradeço aos que leiam oque escrevi e que me perdoem pelos inumeros erros de português =X

  105. fernanda lacerda disse:

    Em primeiro lugar gostaria de reafirmar meu apoio as cotas!Sou negra,e como qualquer criança negra vê,vive e convive com a discriminação,comigo ñ foi diferente.É claro que conforme passamos a compreender melhor as coisa as "coisas" vão piorando.Acredito q a questão racial no país é tratada com uma hipocrisía absurda ma acima de tudo é tratada e comentada muitas vezez por pessoas que ñ tem nenhum embasamento cultural ou histórico dos fatos.È uma questão completamente baseada em fatos.Não tem mais o que discutir sobre os fatos ocorridos,mas temos sim que discutir as soluções para a recolocação dos negros na sociedade de forma miscigenada e digna.Ou ainda temos que discutir osmotivos para uma faculdade federal a ter apenas 2% de seus alunos negros,onde ta o resto?será que os negros que foram marginalizados com a abolição ñ tem condições culturais ou intelectuais de participar do mundo acadêmico.Mas vejam só:o mesmo povo marginalizado que teve sua cultura reprimida,sua mão de obra escrava inutilizada pelo trabalho remunerado dos(também)europeu é,sim, até hoje preterido.Nenhum outro povo teve sua cultura reprimida,e do quue é feita uma nação senão dos seus costumes e sua cultura.Apoio as ações afirmativas porque "no momento" é o que vai retardar o atraso imposto a aos negros e não somente aos negros,também aos pobres desse brasil de riquezas mal distribuídas.A questão das cotas que beneficia a negros e pobres só vem tentar suprir a carência eduçacional a que essas classes são expostas,e dessa forma tentar incluí-los rapidamente na sociedade…porque infelizmente só somos tratados como cidadãos na hora de pagar impostos e votar.

  106. tiago Oliveira disse:

    Sou a favor das cotas raciais sim! Até igualar-se ao mesmo patamar de escolaridade, é preciso que o Brasil saia desse atraso de racismo chega de tanto egoísmo por parte dos descendentes de europeus que só enxergam o lado negativos das cotas e não veem que isso é um meio. Não que seja o melhor, mas, pelos menos até os negros através de medidas públicas estarem no mesmo nível de um descendente de europeu.

  107. Fernanda MAciel disse:

    Gostaria de agradecer por me convidarem a opinar sobre as cotas raciais, não gosto de ficar em cima do muro, por isso quero afirmar que sou a favor das cotas raciais!!!sim!!! Tenho consciência de que as cotas raciais não irão sanar as diferenças pois sei que a razão da exclusão tanto racial, social se dá em um patamar bem maior que pensamos, mas é uma forma de tentar dar oportunidade aos afro-descendentes( que nós muito bem sabemos que a maioria pertencem às classes desfavorecidas) de se inserirem na universidade. Sei que muitos vão dizer como o disseram que os negros têm a mesma capacidade que os brancos, as pessoas não são menos ou mais inteligentes por causa da cor, mas as oportunidades dada à maioria dos afro-descendentes brasileiros sabemos que são poucas, nem todos recebem uma educação de qualidade ou tem condições de continuarem na escola, a evasão escolar é assustadora.Também quero dizer à essas pessoas que quando os negros vão procurar um emprego ou entram em alguma loja, as pessoas o vêm pela cor, infelizmente no Brasil o racismo se encontra na quantidade de melanina que sua pele possui.
    Acho que precisamos de outras medidas para democratizar o acesso não só de negros na universidade, mas também dos excluídos, socialmente, economicamente da sociedade. Estudo em uma federal que não tem programa de cotas, a maioria dos estudantes são a "nata da sociedade". Acho isso um absurdo, quem mantém a universidade? quem se beneficia com ela? a população? ledo engano, a moioria dos universitários desenvolvem projetos para empresas particulares. Participei de um projeto da universidade "Cursinho popular " e através dele consegui entrar na universidade, mas são poucos projetos criados com esse enfoque. Outro ponto;
    quem estudou história lembra-se que os negros foram "libertos" em 1888 sem estrutura, sem condições de terem uma vida digna, e se pensarmos são poucos anos para que esta questão do racismo, da falta de oportunidades se resolvam, mas temos que mover políticas que de certa maneira caminhem para uma futura justiça para com a etinia negra. Sou negra e nem todos os brsileiros negros não se identificam como negros, que sabe essa identificação com a etinia é um passo para conquistarmos nosso espaço nessa sociedade tão injusta.

  108. FRANCINE OLIVEIRA disse:

    E não sou a favor tas cotas,nao deve ter diferença de cor!
    O Brasil é uma mistura de raças e é nosso dever e das autoridades mudar isso que esta errado e mostrar que somos um pais onde todos são iguais!

  109. Anelise Espindola disse:

    que tipo de inclusão é esta que exclue uns no lugar de mostrar que todos somos iguais?
    Cotas para negros é o maior caso de racismo, pois separa aqueles a quem deviamos unir.

  110. Emili disse:

    "Todos são iguais perante a lei"! Não deve haver sequer a distinção de raças. As cotas só servem pra divisir ainda mais este país e aumentar a discriminação. Por que achar que os negros não têm capacidade e que, por isso, precisam de cotas? Além disso, aqueles que conseguirem chegar lá por esforço próprio sofrerão discriminação. Imagine você ir ao médico, ver que ele é negro e pensar: Ele está aí porque realmente é bom ou por causa das cotas?

  111. Leonardo Amaral disse:

    Atestado de incompetencia do estado. Ao invés de melhorar a escola publica PARA OS NEGROS CHEGAREM MAIS BEM PREPARADOS não, preferem privilegiar quem tecnicamente não é diferente de ninguém. E de quebra baixa o nivel do ensino superior… Abaixar o nivel do ensino superior em detrimento de aumentar o nivel fundamental e medio realmente é uma "excelente" solução….

  112. Priscila disse:

    Não sou a favor de catas,pois o Brasil é "igual" para todos pelo menos é asim que diz o presidente.

  113. diego disse:

    Cotas para negros é a mesma coisa que fazer a transposição do São Francisco. Todo mundo sabe que o rio está enfraquecido e não vai resistir. Na questão racial, todos sabem que a criação de cotas vai incentivar o racismo, mas não querem ver. Querem resolver as coisas causando problemas maiores

  114. Luís Fernando disse:

    Acredito que a palavra central seja reparação. Houve a escravidão no Brasil, aliás o último país a acabar com a chamada escravidão moderna, não houve reparação aos ex-escravos, e já passa da hora disso acontecer.
    As cotas são necessárias e devem abarcar desde vestibulares até concursos públicos, aos modes da ação afirmativa, que existe em alguns estados norte-americanos.

  115. Sergio Luis Bastos Nunes disse:

    Eu não era a favor as cotas mesmo sendo afrodescendente e tive está opinião até 2006!! Minha opinião mudou pois fui discriminado em um concurso na Eletrosul/Eletrobras onde fui cadastrado como Afrodescendente e fui o 16° colocado ao cargo de Assistente Técnico Eletrotécnico.Fui discriminado, e vítima de quebra de ordem de classificação,fraudaram dois laudos médicos e a ordem de classificação na convocação, violaram a lei do código penal 77116 em seu art.3° impedindo com fraudes minha admissão e posse.Absurdos como estes ocorridos no Concurso Edital 001/2006 Eletrosul.Veja no site http://www.conesul.org/concursos.asp
    Existe um processo na Justiça Federal e Estadual em Santa Catarina sobre a fraude nestas cotas na Eletrosul.Também possuo documentos originais que comprovam as várias fraudes na Eletrosul.Querem as comprovaçãoes peçam no meu email:snunes@vetorial.net ou pelo fone:0xx-53-91353526
    Falar com Sergio Bastos.

  116. Elias Gonçalves Pires disse:

    Sim, sou inteiramente a favor, este é um dos mecanismos de resgate da dignidade dos afro descendentes que tem que ser complementado com outros mecanismos igualmente importante para a reparação histórica, o fundo é outro e o estatuto de suma importancia, assim como a Lei que erroneamente foi modificada e que precisa de uma apreciação mais detalhada para efetiva eficiencia de qualquer modo são instrumentos imporantes espero o fiel cumprimento da lei e respeito pelos mecanismos de reparação.

  117. Eliana Ventura disse:

    E quem disse que a capacidade de raciocinar depende da cor das células epiteliais???? Há alguma ligação entre este tecido(epitelial) e os neurônios além daquela agradável, quente, gelada, eletrizante ou dolorosa sensação quando uma pele é tocada????

  118. Marcos disse:

    Na minha opinião,não deveria existir cotas em qualquer universidade que seja.Que se também pensr-mos mais um pouco,veremos que isso não diminuirá em nada a descriminação em nosso país.Muito pelo contrário,essa esta sendo uma maneira perigosa de se achar soluções desesperadoras,sendo que no momento incide em causar separações,não de classes mas de "cor de pele" em nossa sociedade.Talvez,o sistema de cotas,tenha sido planejado sob boas intenções.Mas ao mesmo tempo, essas intenções se contradizem quando se retrata na questão da igualdade.Eu no entanto, vejo,que o sistema de cotas,é se não uma forma de discriminação implicita,bem camurflada,sob o pretexto de ajudar a engressar à alguma faculdade.Quero dizer com tudo isso que;Como negro nós não precisamos desse tipo de "ajuda",para engressar-mos nas faculdades,pois temos tanta capacidade quanto os outros de engressar,sem precisar de qualquer auxílio do tipo.Mas é claro que não se resume a apenas isto,envolve tantas outras coisas,como se fosse uma bola de neve…

  119. Danielle Pitz Santos disse:

    Sou contra, pois os negros são tão capazes quanto qualquer outra raça, as cotas são uma forma de racismo, pois facilitando a entrada deles nas universidades, dá a impressão de que sejam menos capazes, o que não é verdade…Os governates devem melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas, tornando o curso superior um sonho mais acessível à população brasileira.

  120. Wanda Araujo disse:

    Sou totalmente favorável a distribuição de cotas para negros na universidade.
    Precisamos lembrar que a população negra tem peculiaridades históricas importantes. Deixou de ser escrava, não para desfrutar de liberdade, mas para cair no desamparo. Para sobreviver teve que se dedicar a atividades semi-remuneradas nas cidades e no campo. Atividades que pouco se distinguiam da mendicância. Saiu da imunda senzala para morar em perigosas encostas, na distante periferia ou em casebres insalubres. Teve que preservar sua cultura sob o peso da religião oficial na forma do sincretismo.
    A tudo isso, os negros responderam com a resistência. Uma resistência que não se manifestava de forma aberta porque a dominação branca escondia-se sob a forma econômica. É por estar envolvido nessa forma econômica que o combate ao racismo nunca teve prioridade nas lutas dos setores mais combativos da classe trabalhadora. Sempre esteve subordinado à luta geral contra a exploração e o autoritarismo.
    O problema é que o reconhecimento da luta dos negros por seus direitos é um elemento fundamental para a luta dos trabalhadores. A grande maioria dos negros pertence à classe trabalhadora. A maioria da classe trabalho é formada por negros. O racismo interessa à classe dominante, mas é mortal para os dominados. A exclusão de direitos e conquistas básicas de que a população negra é vítima é uma forma de enfraquecer a resistência de todos os lutadores do povo, brancos ou negros. As políticas de afirmação e compensação voltadas para a população negra colocam uma cunha nestas artimanhas dos exploradores. Aí está seu grande valor.

  121. Wanda Araujo disse:

    Muitos brasileiros podem achar difícil perceber e reconhecer o racismo e a discriminação racial. É mais fácil para este enorme grupo identificar os resultados acumulados da persistente desvantagem econômica, em termos da falta de oportunidades para negros.
    Mas Diante das seguintes regras: Negros trabalham mais, ganham menos e sofrem mais com o desemprego, Taxa de analfabetismo maior entre negros, Jovem negro tem média de escolaridade menor, Afro-descendentes têm menos tempo para os estudos e com o dado estatístico de que só 2% dos jovens negros chegam à Universidade.Diante destes dados,avalio que esta discussão não pode ser vista apenas como um “tema negro” ou"como apartheid social", mas sim com um meio de se buscar uma sociedade mais justa e igualitária.
    ET:Não podemos esquecer de incluir nos dados mencionados a situação de nós mulheres negras…

  122. Josué disse:

    Acredito que este não é o melhor caminho para criar oportunidades aos negros. Ao se criar cotas raciais nas faculdades, ao meu ver, é que está havendo preconceitos e separação. Por que não melhorar o ensino público e prepará-los melhor para o vestibular?

  123. Cah disse:

    Concordo com absolutamente tudo (até as vírgulas) que o Alex disse… "Sabe quando o racismo no Brasil vai acabar? Quando o negro tirar o racismo da cabeça. […]"

    Alex Leite, 02/06/2008 – 18:00:40

    Se é que é possível, assino embaixo =]

  124. Rodrigo Moscarelli disse:

    Eu sou contra as cotas raciais porque dizer que os negros precisam de ajuda para entrar na universidade é o mesmo que lhes falar que são ou estão incapacitados intelectualmente e mentalmente para tal. Racismo é crime, mas o próprio governo federal não se dá conta de que está discriminando os negros e incentivando um crime hediondo. Há alguns que usam a história da escravidão para justificar as cotas (pagamento de dívida com os negros?). Justificar o presente pelo passado (ou um erro pelo outro) é a maior infantilidade que eu escutei até hoje. Podem se preparar pois, se caso as cotas forem sancionadas, muitos vestibulandos prejudicados vão entrar na justiça… Vai ser um caos nos poderes judiciário e lesgislativo.

  125. Ana Lúcia disse:

    Sou totalmente contra as cotas em universidades!Acredito que independentemente da etnia, todos nós temos a mesma capacidade intelectual. Fisiologicamente, a mesma quantidade de neurônios. Estudei em universidade e todos que lá estavam, estavam por mérito: pobres, ricos, nipo-descendentes (a maioria), afro-descendentes, etc. Acredito que beneficiar negros para entrar na universidade é uma iniciativa HIPÓCRITA (mais uma)do governo brasileiro, que deve oferecer oportunidades de estudo digno às pessoas desde a pré escola e não, simplesmente, favorecer negros a entrarem na universidade! Isso não resolve!!!

  126. Josélia disse:

    Sou a extremamente favor.O povo brasileiro assimilou a idéia de democracia racial e defende discursos como o do Deivid,igualdade entre as raças."Somos todos iguais e temos o mesmo direito,desde que não se altere a ordem natural das coisas:negros servindo e brancos mandando,sendo assim os negros estudam o suficiente para serem mão de obra barata (quando estudam) e os brancos os intelectuais no poder.Interessante também o fato de defenderem a exclusão de uma determinada parte da sociedade no momento em que se abrem cotas para os negros, mas apenas agora eles percebem que há exclusão?O pior é que a população negra está tão violentada com estas estratégias da classe dominante que acaba acreditando e defendendo bandeiras contra seus próprios direitos, acredita que seja injusto ingressar numa Universidade pelo sistema de cotas pois vai ferir o direito de uma parcela de pessoas que já têm cota adquirida dentro do sistema, eles são mais de 70% da população nas Universidades públicas brasileiras.
    A educação não tem cor, é uma massa naturalmente branca que com o sistema de cotas(no que diz respeito às universidades) vai ser colorida com a presença de alunos negros, pretos ou pardos, como queiram denominar.Esses alunos,são a grande maioria da população oriunda da escola pública que podem perfeitamente assumir a sua identidade afrodescente.Lembrando também que grande parte da população brasileira é branca pois se declara assim nas pesquisas do IBGE,devido ao racismo e a idéia de branquidade arraigada historicamente na formação da população brasileira, sendo na verdade ,em sua maioria afrodescentes de pele parda ou preta.
    Chega de cotas para negros apenas em projetos sociais,penitenciárias,e auxiliares de serviços gerais.Dê-nos o direito de escolher o que queremos ser.
    O Negro sempre foi discriminado, dentro ou fora da faculdade, então se ele vai ser hostilizado porque entrou pelo sistema de cotas, paciência, pelo menos ao final do curso ele tem a chance de conseguir um emprego melhor, agora hipocrisia é deixá-lo do lado de fora, onde ele será discriminado por ser negro e por ser pobre sem nem a perspectiva de uma mudança na sua qualidade de vida.
    As pessoas levam a sério campanhas como a da Rede Globo de televisão que bombardiou e bombardeia o povo brasileiro com as idéias das novelas em que o negro é racista que as cotas são discriminatórias;de que o negro é um marginal por natureza que viver nas favelas é lindo (desde que você negro não queira sair de lá) e que o correto é a perpetuação círculo "viciado".
    Não podemos deixar de tocar nossos tambores, de jogar nossa capoeira, de praticar nosso candomblé,faremso tudo isso além disso formaremos médicos, engenheiros, biólogos e tantos outros profissionais que em sua maioria não são negros,mas que a partir de agora podem ser.Nós podemos tanto quantos nossos irmãos não-negros.Somos seres humanos iguais aos não-brancos.As nossas cores nos diferem,mas nem por isso podemos ser tratados como inferiores ou incapazes.
    Quem acha que o sistema de cotas é injusto ou discriminatório é na verdade uma pessoa que têm sérios problems em relação a sua identidade ou sofre de desinformação sendo assim presa fácil para instrumentos midiáticos de manipulação ou simplesmente não aceita a idéia dos negros abrirem as portas das "senzalas comtemporâneas" ou seja , é racista.
    Discutem as cotas para negros enquanto isso a maioria dos alunos que recebem as bolsas de mestrado e doutorado da CAPS,CNPQ e outros òrgãos não são nem negros nem tão pouco pobres.Politicagem é deixar os negros pobres pagando faculdade particular enquanto os filhos de ricos que estudam em colégios particulares no ensino fundamental e médio t~em cota garantida nas Universidades Federais, até mesmo o ENEM que garantiria o acesso dos pobres já se transformou em mais um vestibular que não EXCLUI os alunos na porta de saída do ensino médio.
    Ninguém precisa fazer exames pra saber se é negro ou não, pois as pessoas sabem exatamente distinguir o negro na filas de bancos na hora em que não somos escolhidos para empregos pois não temos boa aparência, quando somos tratados como marginais nas lojas e nos ambientes frequentados por não-negros.Esses são os negros, para quem não sabe.E vamos combinar, se existe alguém que pergunte ainda quem serão verdadeiramente os negros,é sinal de que essa pessoa pode fazer parte de um seleto grupo de pessoas que ignora a existência de negros(…)Pessoas que prefeririam que nós não existíssemos… Perigoso isso.
    EU SOU NEGRA,ALUNA COTISTA AFRODESCENDENTE DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

  127. leo disse:

    com essa cota estao chamando essas pessoas de burras, que somente entram na faculdade por cota! sem contar que tira a vaga de quem realmente estuda

  128. Devid disse:

    Sou totalmente contra!Cadê a igualdade entre as raças? Brancos e negros não possuem a mesma capacidade de pensamento? O problema não está no ensino superior, e sim na má distribuição de renda e no ensino básico. As cotas vão apenas aumentar as diferenças, porque,literalmente, a pessoa entrou na faculdade porque era negra e não por méritos próprios. Portanto, investir nas duas questões que citei acima são as soluções.

  129. Rudimar Rommel disse:

    A questão é simples e a resposta é politicagem barata.
    O governo não resolve o problema da educação de base, que é o fator de igualdade social e engana a toda a sociedade com a falsa questão das cotas.
    O propósito é criar nas chamadas classes excluídas, que estão sendo incluidos, quando na verdade estão excluido milhões de brasileiros da possibilidade de vida digna, através de uma educação publica, especialmente básica e de nível médio e diria até técnico, o que colocaria a todos os cidadões em condições de buscar, por si, seu lugar digno dentro da sociedade.
    A questão das quotas é um estelionato político, com o agravante de despertar no brasileiro e sentimento de rascismo.
    Mas, afinal, como se saberá quem é verdadeiramente negro? Vão chamar Mengele para análise de biotipo?
    É brincar com coisa séria. E pior, alguns aproveitadores, que se dizem defensores de classes raciais se aproveitam para benefício próprio, sabendo que para milhões de outros, sem acesso a educação básica digna, tudo continuará na mesma, se não pior.

  130. Alcione Viero de Bastos disse:

    A minha opinião é a seguinte: Concordo que os negros foram explorados por diversos anos e tudo mais, mas colocar cotas significa abrir uma discriminação para pessoas como eu por exemplo, branco de classe ´média baixa, que tento entrar em uma Universidade pelo Prouni e não consigo enquanto pessoas com um "favorecimento racial" estão conseguindo, creio que não é desta forma que haverá uma igualdade racial, assim irá aumentar mais.

  131. Felipe disse:

    Li algo que me provocou em um comentário mais abaixo.

    De onde tem gente que tirou a idéia de que é proibido reprovar "cotista"? As cotas são pra entrar somente, de resto, terão de cursar como todos os outros, e caso se formem, será com o mesmo nível de ensino.

    Esses tempos em um restaurante unviersitário ouvi estudantes de medicina comentando sobre colegas que "colaram" em um prova. Isso não influi na confiança futura que se terá em um profissional dessa área, por exemplo?

  132. Júlia Marques disse:

    Sou aluna do 1º semestre de Direito da PUCRS, em Porto Alegre.Sou a favor das cotas, sim, tanto raciais, como para provenientes de colégios públicos. Ora, quanto às cotas raciais, acho que sua aplicação nas universidades públicas é perfeitamente razoável e justa, visto que, deixando de lado certas ideologias superficiais,podemos recorrer à simples dados: na UFRGS apenas 2% dos alunos são negros, enquanto que 0,2% dos professores são negros. Pois bem, não é de se questionar por que razão em uma universidade pública no Brasil, país onde grande parte da população é negra, o índice de negros é tão baixo? Não creio que o problema do Brasil seja apenas de classes, como muitos afirmam, acho que o Brasil tem como problema, também, o racismo, o qual remete à séculos de discriminação em relação à população negra e que até hoje perdura na sociedade.
    Ser a favor de cotas raciais não é, de forma alguma, uma forma de discriminação, muito pelo contrário, é reconhecer o fato de que os negros foram completamente injustiçados ao longo da nossa História e colocar uma certa carga de hipocrisia e superficialidade em relação ao assunto de lado. Afinal, os negros foram tratados como desiguais e ainda são vistos como desiguais, mesmo que não explicitamente, por grande parte da sociedade. Ora, igualdade não é tratar situações desiguais de forma igual(vejam bem, NÃO falo de pessoas desiguais e sim, da situação desigual em que os negros forma colocados por terem sido vistos de forma preconceituosa ao longo dos séculos no Brasil), é saber ser justo com aquele que foi desprivilegiado, é poder, mesmo que tarde, dar a possibilidade para que essa situação de desigualdade e racismo em que vivemos seja erradicada.
    Afirmar que todos têm chances iguais de competir é completamente irreal dada a situação do Brasil. É, simplesmente, ignorar a existência de problemas tão complexos e reais como o racismo e a desigualdade social.

  133. Mandragoule disse:

    Quem é que está sendo discriminado? O branco, o negro, o amarelo, o índio, o loiro, o moreno, o ruivo?
    Imaginaram uma cota para cada raça? Ainda tem o indiano, o esquimó, o aborigene australiano, o negro zulu, o albino dinamarques, etc.

  134. Jaqueline C. Santos disse:

    O debate sobre o tema favorece defesas calorosas por parte dos dois lados porque ambos tem seus motivos.De um lado temos uma parcela da população (grande por sinal), que padece na exclusão historicamente e ,de outro, temos uma parcela que não quer pagar por aquilo que não deve.
    Como estudante de Direito eu opto por ponderar tais motivos tentando atender o princípio da isonomia, segundo o qual se deve tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades. Ocorre que o sistema de cotas não atende a esse princípio: quando se coloca em questão alunos provenientes de uma mesma classe social, que estudaram em escola pública, por exemplo, como se pode dar oportunidades diferentes a eles única e exclusivamente em função de sua cor de pele? Ora, ambos são seres humanos e em situação idêntica, com as mesmas capacidades inerentes a sua condição de humanos. Além disso, se declarar não é ser. Não há como fugir do fato de se tratar de uma questão econômico – social! O fato de a exclusão se verificar mais amplamente com relação à população negra é um resultado "histórico" e não atual. A idéia de raça, está mais do que na hora de cair por terra em nome da igualdade. Só há uma, a raça humana.
    É difícil ver a realidade e a imensa falha na distribuição de renda e de oportunidades e não se indgnar, mas os fins não justificam os meios. A posiçao do governo fica demasiadamente confortável com esse tipo de política porque ele finge atender as necessidades da população e joga o problema nas nossas costas. Enquanto discutimos uns contra os outros, continuam faltando Universidades Públicas suficientes e de qualidade, ou melhor, continua faltando um "ensino público" de qualidade e que atenda a todos, não cumprindo com as obrigações para as quais foram eleitos. Sou estudante em Universidade Pública, sempre tive um ensino puramente público. Acredito que esse é um direito de todos os brasileiros e um "dever" do governo pelos impostos altíssimos que pagamos e que este não deve se aproveitar da situação social da população em nome de suas conveniências

  135. Valdenir Cardoso disse:

    Mais uma vez a educação brasileira é tratada de forma errada. Obviamente, não será deixando entrar mais facilmente um branco, um negro, ou qualquer raça, que fará com que esse indivíduo tenham mais acesso a cultura e educação. Isso, só acontece a partir do próprio indivíduo. O governo não tem que facilitar, através das cotas. Precisa na verdade investir na educação, desde o ensino infantil até o superior. Os governantes em vez de promoverem o ensino público, investem em instituições particulares, o Prouni, é um bom exemplo, pois é deixado de investir dinheiro para as universidades públicas, sendo que é investido nas instituições particulares. O próprio vestibular em sí é prova disso, pois é feita uma seleção. O que não ocorre para estudar no ensino fundamental. No ensino superior, ocorre a disputa de vagas simplesmente porque o Estado não as disponibiliza para todos e o dinheiro que poderia ser investido na estrutura, manutenção, cursos entre outros, acaba indo para instituições privadas.
    A educação no Brasil é ruim. Os projetos na área são fracos. Enquanto não ocorrer uma reforma na educação brasileira, como: estrutura física, aumentar horário das carga horária (das 08:00 às 15:30 por exemplo), investimento em pesquisas, formaçaõ de professores, as cotas continuaram sendo uma forma hipócrita do governo tentar disfarçar os próprios problemas que não consegue resolver. As cotas são discriminatórias. Elas são utilizadas, porque o governo não investiu a quantidade necessária na educação do país.

  136. tiago gomes disse:

    Eu não sou contra um sistema educacional que ajude as pessoas que não tem acesso a educação, porém eu acho que isso deveria ser feito de outra maneira. Se melhorassemos a educação básica, não haveria necessidade de implantar um sistema de cotas. Esse tipo de solução de curto prazo só vai mascarar a triste realidade da educação básica no nosso país. Eu sou contra o sistema de cotas do jeito que está implementado, melhorem a situação das crianças do nosso país investindo em longo prazo, digamos uns 30 anos – o que não é tão longo assim, e fazendo isso, certamente, nós iremos obter uma sociedade mais crítica, e que após esse investimento de 30 anos levará o Brasil ao tão sonhado desenvolvimento socioeconomico.

  137. Ana lucia Deniz Vilas disse:

    Sou contra as cotas, completamente, como pode um país como Brasil pensar em um descabimento desses. O que é ser negro ? É ter a pele escura e cabelos ruins? NO Brasil não há como você saber pela miscigenação. Outra fato importante é: como fica os ditos branco pobres que também não estão na faculdade.
    Precisamos colocar nossasa cabeças para funcionar e respeitarmos como seres humanos filhos de Deus e não nos vermos através de rótulo e cores.
    Muda o discurso gente! Somos cidadãos e temos que lutar para que nossos direitos sejam respeitados, independente de raça, cor, credo, etc,etc,etc. Ou mudar nossa constituição, onde diz que todos tem direitos iguais perante a lei.

  138. Nataly disse:

    Vou partir do ponto que me incomoda nessa discussão.Biologicamente, já está mais do que comprovado que não existe raça entre seres humanos, portanto foi um pouco equivocado usar o termo "cotas raciais", na minha opinião deveria ser "cotas histórico-social".E quanto as cotas, não tenho uma posição bem definida, mas sou mais a favor, quem é contra que traga outra medida que inclua, de maneira rápida,o grande contingente de negros do país que estão fora das universidades públicas. Num país onde em média 40% da população é negra e apenas 3% dessa se encontra nas universidades, isso mostra que algo está muito errado e alguma medida eficiente teria que ser tomada. Não sei se cotas é a melhor a opção, mas no momento não vejo outra. Claro que como muitos dizem, tem que se dar uma boa base para todos, mas até melhorar a base, como ficam esses que já tiveram uma base ruim?
    E mais, pesquisas mostram que a maioria dos universitários, têm pais ou familiares com ensino escolar completo, ou ainda o nível superior. Então é meio óbvio que quem teve ancestrais escravos, quem carrega preconceito e escravidão como principal herança não se enquadra no perfil de quem provavelmente vai cursar um nível superior.Acho que cotas é um nada, depois de séculos de humilhação.
    Não me enquadro em nenhuma das cotas, mas como não vejo outra solução no momento, sou a favor.
    Encaro isso como uma dívida histórica social que os brancos têm com os negros. E isso não tem nada a ver com raça, mas com a história que foi construida em cima dessa idéia e que hoje resulta no fato de quase não termos negros médicos, juízes, delegados, políticos…etc.

  139. Rayanna Mesquita disse:

    Sou contra cota racial, tudo que o Brasil não precisa é de mais esse ato de descriminação.Cota por posição social talvez seja o melhor caminho para o que eles querem que é incluir, e não excluir, as pessoas que foram vítimas da irresponsabilidade e descaso do nosso governo com a educação.
    Saimos do ensino médio e não temos o preparo adequado para concorrer a uma vaga nas universidades públicas, o problema é, e sempre foi, com a base de nossa educação.
    Sou filha de professora e a muito tempo ouço minha mãe falar dos problemas com a educação brasileira. E continua a mesma coisa ano após ano, sem quase nem uma evolução.
    NÃO ÀS COTAS.
    SIM A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES.

  140. MONICA ANDRÉA disse:

    Posso falar sobre o tema como negra, estudante de escola pública e universitária. As chamadas "ações afirmativas" só servem para (re)afirmar preconceitos. Não vejo como melhor saída para facilitar a entrada de pessoas no ensino superior. E mais: não têm que existir facilidades. A declaração de cotista soa, ao meu ver, como "sou incapaz de concorrer com outros candidatos ao exame vestibular"! Para mim, é só um atestado de sou "isso" ou "aquilo". A lista de aprovados não tem qe ser colorida… Infelizmente, existe essa descrepância, mas não vai ser resolvida com esse sistema separatista! Melhorar o ensino fundamental é a solução! Para quer serve essa medida paliativa??? SOU TERMINANTEMENTE CONTRA O SISTEMA DE COTAS! SOU PERFEITAMENTE CAPAZ, NÃO NECESSITO DE FACILIDADES OFENSIVAS! E NO MERCADO E TRABALHO, COMO É QUE VAI SER??? HAVERÁ RESERVA DE VAGAS PARA ESSAS PESSOAS?????

  141. fabiano jose dos santos disse:

    nao sou a favor , pois a meu ver a sistema de cotas é um absurdo, um meio de discriminaçao direta, banir o sistema de cotas é comparar os negros como pessoas iguais, e igualdade e um tema que me orgulha

  142. hugo disse:

    Acredito honestamente que todos merecem receber o efetivo acesso ao ensino superior. no entanto, penso que o uso de cotas nas universidades, além de instigar uma maior discriminação, por parte dos alunos não beneficiados pelas cotas que não entraram nas universidades pela existência das cotas, haverá a discriminação dentro da própria universidade.
    Sou totalmente a favor da participação dos discriminados no ensino, até porque o ensino é a única ferramenta de efetivo combate a discriminação e à pobreza.
    As cotas são um atalho, mal feito e mal planejado, além de apenas beneficiar uma parcela mínima da população discriminada.
    A solução, se é que os políticos por ela se interessam, é o ensino fundamental efetivo para todos, em todo o país. Além do ensino fundamental obrigatórios. E, se possível, aí sim, a “universalização” das “universidades”.

    Obrigado

  143. kelly disse:

    acredito que cotas relacionadas a raça estimulem o preconceito dando uma aparencia de serem menos capacitados para entrar em uma universidade, como se não conseguissem com a concorrencia..é ridiculo!
    mas sou a favor de cotas para escola publica devido a carencia do ensino..

  144. Agrícola Ramos disse:

    A controvérsia sobre as cotas só vem comprovar o racismo latente na sociedade brasileira.
    Tratar de forma igual os desiguais resulta em clara discriminação e o sistema de cotas tenta justamente reparar as injustiças seculares cometidas contra os negros.
    A Abolição fajuta não previu qualquer reparação a um povo que contribuiu decisivamente para o crescimento do País e que era impedido até então de ter acesso à Educação, ao seu próprio corpo e à sua vida.
    Para quem tem alguma dúvida, sugiro uma leitura pormenorizada da Lei Áurea.
    Depois de escravizados, os negros foram abandonados à sua própria sorte e passaram a ser massacrados pelos senhores de engenho que eram seus donos e que, a partir da tal "abolição", passaram a ser seus patrões (mas sem quaisquer proteções trabalhistas).
    Ancorados nessas diferenças, os racistas encubados de nossa sociedade até hoje repetem refrões como "negro não dá pra isso, não dá praquilo".
    Está na hora de a sociedade brasileira assumir suas responsabilidades, superar a hipocrisia e pagar aos negros o que lhes é devido por uma história manchada de desonras, entre as quais a escravidão é a maior de todas.

  145. Ademir Grzesczak disse:

    Sou contrário ao sistema de cotas raciais.As pessoas que defendem cotas para negros deveriam tentar pensar de forma um pouco mais racional. Os negros não são (ou foram) os únicos discriminados (ou sofreram preconceito no Brasil. Será que se esqueceram da discrinação sofrida pelos nipônicos, principalmente no período da Segunda Guerra, mas que ainda hoje se encontra por aí? E o preconceito contra os italianos, principalmente aqueles das lavouras de café? E o menosprezo pelos poloneses no interior do RS, que ainda hoje o termo "polaco" é usado e sinônimo de "filho de prostituta"?
    Vamos dar cotas à eles também? Ah, esqueci dos índios que foram praticamente dizimados pelos portugueses, não devem ter cota? Bom, mas e quem nunca ouviu as piadas de português no Brasil? Quem nunca brincou com a idéia do "português"? Será que eles não merecem cotas por isso?

    Tenho uma idéia… que tal dar 25% aos negros (um pouco mais, já que todos dizem que são mais discriminados), 20% aos nipônicos, 10 % aos italianos (hoje tem muitas famílias ricas por aí), 20% para os poloneses, 20% para os índios…. nossa, mas sobraram só 15% para os outros!!! espanhóis, russos, alemães, dinamarqueses, etc… será que eles não serão os prejudicados nesta nova estrutura de cotas?

    Essa situação hipotética eu coloquei para mostrar que é impossível de fazer qualquer tipo de classificação racial e divisão (por si só preconceituosa) sem que aquilo que beneficia um acabe prejudicando outro.

    O que temos que defender não é um sistema de segregação para o Brasil e sim um país mais justo, com melhor distribuição de renda, um país onde a educação pública seja de qualidade para todos, onde haja mais vagas em univerdidades públicas. É isso que vai fazer com que as pessoas tenham uma vida melhor, independente de "raça", etnia ou origem.

  146. Vanessa R. disse:

    Sou contra o sistema de cotas. Alegar que as cotas são positivas para aqueles por ela beneficiados seria o mesmo que dizer que tais pessoas são incapazes de entrar em uma faculdade por mérito próprio, assim como os demais o fazem. Acredito que o necessário é a melhoria do ensino público no Brasil, pois desta forma, os que hoje são "beneficiados" pelas cotas terão as mesmas possibilidades e oportunidades que os alunos de escolas particulares, mesmo não tendo estudado nas mesmas.

    Outro ponto que saliento, uma vez que estudei toda a minha vida em escola particular, é que muitos alunos de escolas públicas se esforçam mais que os de escola particular, obtendo melhores notas e consequentemente, sendo aprovados no vestibular de forma regular, enquanto alunos de escola particular reprovaram. Depende também do aluno.

    Em minha opinião, as cotas são uma maneira de dizer que as pessoas não são capazes o suficiente para adentrar a uma universidade sem que sua entrada seja facilitada. É, indubitavelmente, uma forma de preconceito. É dizer aos negros e aos pobres que eles são inferiores aos brancos e ricos.
    Como disse Martin Luther King Jr., ninguém quer pena, o anseio maior de qualquer parcela oprimida da sociedade é sempre pela justiça e não pela compreensão. Somente a ação pode reverter tal situação.
    Não adianta, portanto, instituir métodos – como as cotas – que são injustos a alguns pelo fato de serem confortantes para outros. Necessitamos de uma ação rápida e efetiva.
    Tenho dito.
    Vanessa R.

  147. Guacira Cavalcante disse:

    Sou a favor das cotas raciais por saber que elas são uma medida importante para reverter o atual quadro de desigualdade e preconceito no país. Como baiana, sempre achei estranho o fato de um estado com maioria esmagadora de negros não ver esse número refletido em escolas particulares, faculdades públicas, restaurantes, aeroportos, enfim, ambientes com circulação de pessoas com algum poder aquisitivo. Eu acredito nas cotas como uma medida rápida para mudar a sociedade. Não sou contra investimentos em escolas públicas de qualidade, ao contrário, acho que essa é também uma medida importante, porém mais demorada. Quero, o mais rápido possível, ver médicos negros, bancários negros, advogados negros, professores negros, enfim, quero que as pessoas tenham a opção de escolher uma profissão e não fiquem marginalizadas em posições impostas socialmente.
    Após ler diversos comentários contra as cotas, devo dizer que muitas pessoas têm medo de ver seus lugares abalados, outras não querem correr o risco de ter que conviver com negros em posições igualitárias e ainda há aquelas que não entendem essa medida, já que não há racismo no país – afinal é muito mais fácil viver no mito da democracia racial, acreditar na bela adormecida, enfim, viver de ilusões. Conheço gente que diz que não existe racismo no Brasil, mas é fácil falar quando não se tem a pele escura e não se é vítima de um tratamento excludente por conta de sua cor. E isso é o que mais vejo aqui na Bahia.
    Quanto ao argumento de que essas pessoas seriam “menos inteligentes” – sim, há um comentário logo no começo que eu nem sei como pôde ser publicado, já que é extremamente racista e isso é crime no nosso país – bem, pesquisas já apresentaram dados sobre as notas dos alunos cotistas e elas são iguais ou superiores aos dos alunos não cotistas. Ou seja, depois que esses alunos ingressam na universidade, eles batalham muito para a superação de suas deficiências educacionais originadas a partir de um ensino ruim.
    É isso gente. Vamos lutar pelas cotas, pois elas podem trazer uma significativa mudança para o nosso país.
    Guacira Cavalcante

  148. Liliam Freitas disse:

    Patricia Costa, a senhorita poderia escrever sobre Racismo e Preconceito, o Alex Leite deu uma não aula sobre amobos os termos. Uma pauta para a jornalista
    http://liliamfreitascs.wordpress.com/2006/12/20/desmistificando-as-cotas

  149. Guacira Cavalcante disse:

    Sou a favor das cotas raciais por saber que elas são uma medida importante para reverter o atual quadro de desigualdade e preconceito no país. Como baiana, sempre achei estranho o fato de um estado com maioria esmagadora de negros não ver esse número ser refletido em escolas particulares, faculdades públicas, restaurantes, aeroportos, enfim, ambientes com circulação de pessoas com algum poder aquisitivo. Eu acredito nas cotas como uma medida rápida de mudar a sociedade. Não sou contra investimentos em escolas públicas de qualidade, ao contrário, acho que essa é também uma medida importante, porém mais demorada de ser realizada. Quero, o mais rápido possível, ver médicos negros, bancários negros, advogados negros, professores negros, enfim, quero que as pessoas tenham a opção de escolher e não fiquem marginalizadas em posições impostas socialmente.

  150. Sandro disse:

    Eu sou absolutamente contra a adoção de qualquer política de apartheid e por conseguinte, contra o sistema de cotas. A tese de que devemos tratar os desiguais desigualmente não se aplica nesta questão, pois qual é a exata medida da desigualdade? Seria a cor? A raça?, mas se for apenas isto, parece-me uma demonstração inequívoca de racismo. Se utilizassem como parâmetro a pobreza, a miséria, a falta de recursos, ter-se-ia uma total compreensão do termo desigualdade, pois estas circunstâncias não fazem acepção de pessoas, seja de raça, cor, idade ou sexo. Ademais, para se ter certeza sobre quem é negro e quem é branco dentre o povo brasileiro seria necessário um cadastro nacional. Isso é praticamente impossível, em virtude da miscigenação existente no país. No meu caso, por exemplo, eu sou branco, mas meu bisavô era negro. Qual seria a minha posição no cadastro? Poderia ser classificado como meio negro ou meio branco? Isso é ridículo
    Está na hora de adotar políticas sérias, através da educação. A questão do racismo no brasil deve ser combatida com as armas disponíveis no momento. Se qualquer pessoa sentir-se discriminada (não somente os negros), pode e deve recorrer à lei, pleiteando inclusive indenização pelo dano. A longo prazo, dever-se-ia incluir no sistema de ensino público disciplinas voltadas para a interação do homem com o próprio homem. A ética, a filosofia, a antropologia poderiam fazer parte dessas disciplinas. Eu não sou educador, mas creio que a educação é o único caminho. O resto é demagogia e palavras vazias, por mais nobres que sejam as pretensões.
    Em todos os cantos do mundo, o homem constroi muros, trincheiras, a fim de ficarem a salvos. Por que não buscar uma identidade, não construindo muros, mas derrubando-os, pois seja lá qual for a cor, a religião, a idade, a opinião, a classe social das pessoas, todos são, inquestionavelmente humanos e isso os torna muito próximos e iguais. Eis o desafio.

  151. Althair Ferreira Santos Jr. disse:

    Sempre que é levantada a discussão sobre o sistema de Cotas, os argumentos contrários se fundamentam no princípio da igualdade, na tentativa do Estado de se eximir das políticas públicas de educação, no preconceito que geraria, etc.
    Contudo, vale destacar que esta igualdade de que lançam mão os que se opõem às cotas é a igualdade formal, aquela que se realiza no âmbito abstrato das normas jurídicas. Desconhecem, ou por ignorância ou por má-fé intelectual (prefiro crer na primeira opção), o prisma material, inerente ao princípio da igualdade. Nos dizeres de Rui Barbosa, “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. (…) tratar com desigualdade a iguais, OU A DESIGUAIS COM IGUALDADE, SERIA DESIGUALDADE FLAGRANTE, E NÃO IGUALDADE REAL” (Oração aos Moços).
    Calha esclarecer, portanto, que o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal não é capenga, de modo a atribuir aos cidadãos apenas e tão somente direitos na esfera formal, sem qualquer previsão de ingerência no sentido de diminuir as desigualdades patentes e incômodas da sociedade brasileira. É a interpretação, por exemplo, do ministro Carlos Ayres Brito (STF), quando do julgamento da constitucionalidade do ProUni (Abril/2008). Note-se: “Não há outro modo de concretizar o valor constitucional da igualdade senão pelo decidido combate aos fatores reais de desigualdade. (…) É como dizer: A LEI EXISTE PARA, DIANTE DESSA OU DAQUELA DESIGUALAÇÃO QUE SE REVELE DENSAMENTE PERTURBADORA DA HARMONIA OU DO EQUILÍBRIO SOCIAL, IMPOR OUTRA DESIGUALAÇÃO COMPENSATÓRIA”.
    Quando se fala da participação no mundo universitário nacional, é chapada a discrepância entre a porcentagem de negros na sociedade brasileira e sua proporção matriculada nas instituições públicas de ensino superior. Ademais, conforme estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT-ONU) em 2006, no Brasil, os negros chegam a receber salários 40% menores do que o dos brancos. Isto sim é preconceito, racial e social.
    Que o Estado não cumpre com o dever de garantir políticas educacionais eficientes, isto também é notório e, por isso, planejamento deve ser feito para a geração futura usufruir de um sistema de ensino público de qualidade. Mas e a geração atual? Nada pode ser feito para reduzir estas diferenças? Deve-se continuar a manter negros e pobres brasileiros nesta faixa social à margem, como feito quando da abolição da escravatura?
    Tais constatações inclinam, inexoravelmente, a concluir pela legitimidade do sistema de cotas, as chamadas ações afirmativas, tratando desigualmente os desiguais. Não é uma questão relacionada ao igual direito que todos têm de entrar na universidade, mas sim à igual oportunidade (que não existe) de ingressar, não há paridade de armas.

  152. Jurema Iara Costa Ferreira disse:

    Este assunto não tem jeito sempre me revolta, sou ABSOLUTAMENTE a favor as cotas. Eu sei que o Brasil tem um grande problema social, que independe da cor da pele do cidadão, mas se este cidadão morar em uma área social e economicamente desfavorecida (para ser simpática), se este mesmo cidadão for NEGRO potencialize as dificuldades. As pessoas parecem não querer ver o que acontece em nossa volta, os institutos de pesquisa todo ano apresentam dados que mostram o quanto Brasil ainda é muito cruel com o negro, apesar de hoje estar “menos ruim” que antes. O trabalhador negro ganha menos que o trabalhador branco, a mulher ganha menos que o Homem e se for negra menos ainda. Minha revolta não esta no fato das pessoas serem contra as cotas as pessoas que acreditem no que quiser, mas me deixa P da vida quando se usa o argumento de que “as cotas irão criar um abismo entre brancos e negros, irão aumentar o racismo…" Tenham vergonha pelo amor de Deus! Ficou P da Vida por que enquanto o negro esteve à própria sorte, sem muitas oportunidades, não se ouviam tantos discursos preocupados com a discriminação. Agora que se resolveu olhar para o negro e reparar uma injustiça secular… Pronto. Agora se fala em divisão da sociedade, em divisão de direitos. Quando este país foi homogêneo na distribuição de direitos dos benefícios, é que antes isso não era importante.
    Sou negra (não 100 % tenho sangue português e índio) não estou preocupada se as pessoas gostam de mim pela cor da minha pele, mas exijo que me respeitem e acho que esta postura não permitiu que eu sofresse preconceitos, tive oportunidades, passei no vestibular de uma federal que por "n" outros problemas não me formei, mas sei que sou exceção, que não é esta a realidade do Brasil não é regra o negro, ter facilidades para concorrer a uma vaga no ensino superior. Alguns negros alegam que seremos taxados como burros ou incapazes. Não é o intelecto que esta em pauta e já nos chamaram de tantas coisas e não desistimos. Hoje as cotas PARECEM… Mas só parecem esmolas, daqui a 10 ou 20 anos quanto tivermos uma sociedade intelectualmente mais igualitária os filhos destes negros hoje beneficiados não precisaram de cotas, pois seus pais terão uma profissão e OXALA permita melhores empregos com salários mais dignos que os permitirão proporcionar as estas crianças uma casa melhor, uma escola melhor e assim por diante… Pois ainda existem aqueles que não gostam de negro, mas se este negro tiver grana e posição em uma sociedade tão hipócrita como a nossa eles até aturam.
    Não somos Negros Brasileiros e sim Brasileiros Negros, índios… Brasileiros sempre em primeiro lugar, mas não nos esqueçamos nunca de que antes de existir o Brasil, os índios já estavam nestas terras e junto com os negros construímos este país.

  153. Victor disse:

    Olá,

    Primeiramente, eu concordo com a Paula quando ela diz
    “”nao sou a favor das cotas .sou a favor de uma melhora no ensino publico.”” pois com a melhora do ensino público, não mais seria necessário o sistema de cotas.

    quando vanessa fala””SEGUNDO: para aqueles que pensam que as pessoas que entram na universidade pelo sistema de cotas são incapazes… Por favor!! É quase a mesma coisa que dizer que negro não tem alma… o princípio do argumento é o mesmo…”” não tem nada a ver no meu ponto de vista, se oq ela falou fosse verdade, pra que existe as cotas? Para mim sistema de cotas para negros é puro racismo(me desculpe se voce discorda).

    Bom como eu provavelmente não vou continuar postando aqui. Bom debate para todos…

    Abrços
    Victor

  154. Aurélio Aquino disse:

    Toda sociedade dividida em classes, só pode resolver seus problemas quando superar, revolucionariamente, o sistema que as mantém. Por outro lado o conceito de raça é extremamente reacionário, pois baseado em componentes puramente aleatórios. No entanto, enquanto não se promove a possibilidade de todos chegarem à universidade, via da quebra do sistema, é aceitável a utilização de cotas.

  155. BRUNO disse:

    Sou completamente contra a política de cotas raciais. Os estudantes devem adquirir o direito de estudar em universidades por mérito próprio e não por ser de uma cor/raça ou outra ( isso é racismo ). Ao invés de tais políticas populistas, devia-se melhorar o ensino público no país para que todo e qualquer cidadão tivesse acesso a uma educação de qualidade e pudesse competir por uma vaga nas universidades em igualdade de condições com os alunos das escolas e cursos particulares.

  156. vanessa disse:

    O debate é interessante… Mas minha vó sempre dizia uma ditado popular muito interessante… O pior cego é aquele que não quer ver…

    Assim sendo… chamo a atenção dos participantes para alguns fatos… Mas para isso vou falar primeiramente quem sou e de onde falo…

    Para aqueles que acham que a implantação de cotas nas universidades é um critério errado, porque o ensino púbico deveria ser melhor, ou ainda, que o critério deveria ser renda digo o seguinte: EU SOU UMA PESSOA BRANCA DE CLASSE BAIXA QUE ESTUDOU EM ESCOLA PÚBLICA E SOU A FAVOR DAS COTAS SIM E DIGO O PORQUÊ….

    PRIMEIRO: até se falar em cotas nas universidades federais ninguém estava preocupado com o branco pobre. E muito menos com a qualidade do ensino público… mais ainda, o que temos visto, nos últimos anos é um sucateamento cada vez maior do ensino público… Sejamos sinceros neste debate… A verdade é que os filhos da classe média-alta adoravam o processo seleltivo universal porque este garantia a sua entrada na universidade em detrenimento tanto do negro quanto do branco pobre.

    SEGUNDO: para aqueles que pensam que as pessoas que entram na universidade pelo sistema de cotas são incapazes… Por favor!! É quase a mesma coisa que dizer que negro não tem alma… o princípio do argumento é o mesmo…

    TERCEIRO: Quem diz que se sentiria constrangido por ingressar pelo sistema de cotas, usando o argumento do "privilégio" em detrenimento dos outros, com certeza nunca levou uma batida da polícia por causa da sua cor de pele.

    E… para os defensores do "TODOS IGUAIS SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO". Não vamos nos esquecer do resto das letrinhas e palavras da tão citada constituição. Moradia, Educação e Saúde são direitos de todos, mas o engrassado é que nem todos tem acesso. Portanto a questão discutida pelas cotas é o acesso ao direito.

    QUARTO: Se o sistema de meritocrata universalizante utilizado até hoje fosse eficiente e justo… Não haveria uma discrepância tão grande entre a quantidade branco e negros dentro das universidades federais hoje.

    A não ser que ainda hoje no Brasil, as pessoas pensem que os brancos, são mais intelignetes e capazes do que os negos.

    Um abraço e bom debate!!

    Vanessa V.

  157. Priscila disse:

    Sou contra as contas raciais em universidades.
    È clara a desigualdade social no país e também é visível que a maior parte dos desprivilegiamos sejam negros, pela descendência histórica e trágica da escravidão no país.
    Pois bem, a entrada por cotas raciais nas faculdades fará com que tenhamos mais profissionais graduados negros. Mas isso melhora em que?? NADA.
    Os desprivilegiados socialmente, independentes da raça sentem dificuldade em passar nos testes seletivos pela má formação que tiveram em sua vida escola pública.
    O problema que rodeia essa discussão, não é racial, mas sim, SOCIAL, nem todo branco é rico e nem todo pobre é negro.
    Definitivamente, Branco ou Negro os jovens na idade pra ingressar no ensino superior estão cheios de planos e têm os mesmos objetivos, querem ter um futuro melhor. Esses planos não devem ser barrados por contas e tão pouco por ensino público ineficaz.

  158. paula disse:

    nao sou a favor das cotas .sou a favor de uma melhora no ensino publico.

  159. ana elisa boettger disse:

    Eu sou totalmente contra as cotas.Todos somos iguais,e não é pela cor da pele que alguem deve ser favorecido a entrar na universidade.Até eu me sentria mal se tivesse conseguido entrar de modo mais fácil em uma universidade,perante meus colegas de classe que foram obrigados a obter uma média maior certo?Assim,nunca haverá igualdade,tratando as pessoas com diferença.

  160. Fátima dos Santos disse:

    Acredito que minha opinião seja insipiente neste espaço. Mas não me abalo com as opiniões e sim com as atitudes implícitas nelas. Sou cotista da Universidade do Estado da Bahia no ano de inclusão das cotas nesta universidade (2003/2004) pioneira neste assunto. Sempre fui uma das melhores estudantes do curso de Letras e hoje me destaco como excelente profissional. Sou negra e isto não me faz pior ou melhor que ninguém, mas me diferencia perante os olhos das pessoas que agem de racismo quando bem querem, intencional ou não. Sou legitimamente a favor e pelas cotas raciais pois é fácil dizer quando não se é negro ou quando não se coloca nesta identidade.Democracia Racial??? Isso nunca existiu e mesmo que neguem ao dizer que raça não existe, estarei viva para relembrá-los quem vai em massa para as escolas públicas, quem em massa mora nos morros, favelas, vielas e periferias; quem morre em números estrondosos todos os dias em todos os estados brasileiros de bala, atropelo, depressão ou suspeito; quem realmente só tem o direito de sonhar em passar em um vestibular mesmo sabendo que é capaz e é também o primeiro da família a tentar tal proeza(e possivelmente ser aprovado). Sei que as cotas não são soluções para todos os problemas, principalmente os de caráter dos ignorantes, mas como para um bebê, são os primeiros passos de uma longa e gloriosa caminhada das pessoas negras marginalizadas e discriminadas neste "país das maravilhas" que denominaram BRASIL. E mesmo saindo da universidade, formada no tempo mínimo de 4 anos, com 21 anos, ainda tenho que tolerar racistas que inssitem em me dizer que me tratam iguais aos outros "humanos" e que cotas raciais é discriminação. Se sou obrigada a assistir o Jornal com a "novela Isabella", ao menos respeitem a lei para o ensino de história e cultura africanas e afro-brasileiras nas escolas. Melhoraria e muito o discurso de vocês!!
    Obrigada

  161. Aline disse:

    Sou totalmente contra tal preconceito. Sim, isto é um preconceito contra aqueles que não nasceram afro-brasileiros nestes tempos. Mas me restrinjo a ser contra as cotas para negros, pois as cotas para colégios públicos não chegam a ser tão irracionais assim, já que o ensino neste país não parece melhorar, por mais esperança que tenhamos, pensando naqueles estudantes de escola pública que realmente estudam. Agora, além de cotas para escolas públicas, ter cotas para negros também, isto é um absurdo. Então um estudante afro-brasileiro que estudou em colégio público teria DUPLA chance de entrar em uma universidade de qualquer estado do país?! Enquanto isso, aos que concorrem na classificação geral (na Universidade Federal de Santa Catarina, por exemplo) resta fazer "apenas" 81.04 contra ridículos 44.33 dos candidatos por cotas raciais, e 70.35 dos candidatos de escolas públicas.
    Acredito que as cotas sejam uma tentativa de compensar os erros do passado, a escravidão, por exemplo. Ocorre que os tempos são outros, e não cabe este tipo de compensação hoje. Temos a pior educação que podemos imaginar e ao invés de nos preocuparmos com isso, olhamos para um passado distante e vergonhoso e continuamos com a vergonha elegendo um presidente analfabeto, tentando consertar tais erros com um "bônus" para quem nasce afor-brasileiro, deixando-o entrar na universidade sem precisar estudar. 44 pontos é algo possível de se fazer na oitava série. Eu mesma fiz 50 pontos no primeiro ano do segundo grau, isso quer dizer que eu passaria para medicina concorrendo com afro-brasileiros apenas com 13 anos! Dá para imaginar o quanto sofre agora quem não tem como concorrer nas cotas, e se quiser fazer medicina precisa gabaritar 8 matérias?
    Imagine a raiva que fica em uma pessoa que não conseguiu passar fazendo o dobro de um candidato às cotas. Agora, a questão é se o preconceito daqui a alguns anos irá diminuir ou aumentar..

  162. EDVALDOTAVARES disse:

    COTAS PROTETORAS PARA OS INFERIORES E DESFAVORECIDOS. Incapazes de lutar e vencer, sem poder de competitividade, sem capacidade de expressão máxima dos recursos inatos da habilidade e inteligência, sou a favor de que esses coitadinhos recebam cuidados diferenciados que os protejam da predação dos mais capazes e inteligentes. Ressalvo que, uma vez formados, doutores de anel de grau no dedo, tenham assinalado no diploma o qualificativo: "cotista". Esta observação é para que os atuais fervorosos defensores das cotas raciais, sociais e econômicas ou, outro qualquer tipo de cota que venha a ser criada, ao levar seu filhinho ou netinho ao pediatra, "cotista", saiba que optou pelo melhor profissional. É claro, caso a esposa ou filha tenha alguma doença ginecológica, será atendida por um ginecologista, "cotista", resultado de ardorosa defesa pela igualdade, que em seis meses iniciou e concluiu o primeiro grau e, em outros seis meses cumpriu durante o estudo todo o programa do segundo grau e, por meio da abençoada cota, que o livrou do vestibular, entrou em faculdade pública federal ou estadual de medicina. Como é proíbido reprovar cotista, ao longo dos estudos universitários caminha vitorioso para a sagração médica. Importante para essa vitória foi o benefício da aprovação automática durante a vida estudantil. Esbanjando felicidade, os irascíveis defensores das cotas protetoras das minorias excluídas discriminadas e desfavorecidas, divulgam para os esquecidos pobrezinhos que a justiça foi feita e que essa é a única maneira deles terem vez. BRASIL ACIMA DE TUDO. EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  163. Denise figueiredo disse:

    recebi um convite para que viesse dar opinião sobre o assunto. Sou contra as cotas de qualquer lado que seja. sou a favor do ensino de qualidade desde os 6 anos no mínimo para todas as crianças. não será levantando uma espiga no milharal que a fará mais ou menos que as outras. será dando qualidade à terra que ela vai ser gerada para sorver bons nutrientes. as nossas crianças negras e branças hoje crscem na periferia ou nas comunidades sem adubo algum, suas mães saem de casa cedo e nem mão elas t~em para contar suas tristezas e alegrais. faça por etapa e não esqueçam que sendo criança e ensinando ,aprende.
    o que faz um balão subir , não é a cor da borracha, mas o ar que nele está. vamos dar ar de boa qualidade e com gás forte. saudações para tds.
    em pempo:
    Meu pai era portugues filho de caboverdeano, quando pegava um sol legal ficava cor de canela, mas eu se tomar sol firo um pimentão, sou branaca leite, mas na realidade sou africana , não? meus filhos nem pensam nisso, são clarinhos e vieram da comunidade, e nem pensaram nisso, entraram na cafuldade com a mão na maçaneta mesmo, não pularam muro. e eu vou aos 60 anos entrar do mesmo jeito.
    Mas todavia quem gostar da maneira …..

  164. Tassia C. Tabosa disse:

    São muitas as controvérsias, porém, como estamos em um país onde a miscigenação é um a característica predominante, a idéia de divisão em raças se torna absolutamente falha, até porque se trata de uma auto-denominação racial, não há nenhum outro critério, sendo assim, se o objetivo é favorecer as classes menos privilegiadas da sociedade, de imediato subentende-se que todos os índios e negros do Brasil são pobres e recebem educação precária, o que os torna incapazes de ingressar em uma universidade pelos meios convencionais comuns aos outros candidatos.
    Apesar de estarmos cientes de que a maioria desfavorecida no nosso país ser afrodescendente, não é com política de cotas que será solucionada a questão da educação pública brasileira.
    Políticas como esta agravam o sentimento de exclusão e de incapacidade.
    É preciso investir na educação básica, para que todos, índios,brancos, negros, ricos ou pobres, tenham as mesmas oportunidades.

  165. Rodrigo Lognhi disse:

    As cotas raciais são uma completa tolice pois não depende da sua raça para você passar no vestibular, depende do estudo. Assim, acho que as cotas para escola pública estão corretas, pois eles quase certamente não terão a oportunidade de fazer um curso pré-vestibular e se preparar, mas quanto a cota racial é racismo, pois toda pessoa que é privilegiada a passar pela sua cor está sendo subestimada da capacidade mental para passar no vestibular.

  166. Fábio Toneli disse:

    Vou ser prático.
    Se na própria Constituição Federal diz que somos todos iguais perante a Lei… então pra mim isso de cotas é acime de tudo anticonstitucional.

    Acho que nem preciso dizer mais nada né…

  167. Debora disse:

    Considero as cotas raciais uma bobagem, por que é uma forma de julgar as pessoas que se enquadram nessa descrição como desprovidos de inteligência… Onde já se viu, classificar a inteligência e o estudo de uma pessoa pela cor da pele? É uma grande falta de respeito com o ser humano. Acho muito justo por outro lado, as cotas para pessoas que frequentaram o ensino público. Mas se não for resolvido o problema da educação na raiz, não adianta nada tentar fazer florescer algo… A solidificação sempre vai estar comprometida.

  168. Luciano Ramires Jr. disse:

    É como querer curar AIDS com aspirina. Além do preconceito racial implícito nas cotas raciais e do chamado "atestado de racismo" que isso causa, é óbvio que as cotas raciais não são solução para o ensino no país. Se as universidades quisessem simplesmente mais gente lá dentro, fariam um processo seletivo menos rígido. Mas nenhuma universidade quer ver seu nível cair. A solução é ensino público de qualidade desde o ensino fundamental, coisa que está longe de ser realidade no nosso país.

  169. Milene disse:

    Sou contra as cotas raciais, pois os negros lutaram tanto para serem tratados com respeiro e IGUALDADE, e agoram querem diferença. Se somos todos uma só raça, por que não temos todos os mesmo direitos. Estudei minha vida toda em colegio publico, mas me dediquei e hoje curso uma universidade, por que um negro que tambem cursa o ensino medio em escola publica deve ter um tratamento especial, se acredita-se que as escolas publicas não dão condiçoes para os alunos passarem em boas universidades, isso não se limita a negros, indiginas, etc. O que acontece no Brasil não é um problema de raça e sim de vontade de fazer as correções necessarias de verdades. Por enquanto os que estão dentro dessa cota estaum satisfeito, mas não vai durar muito,e esse sietema será pouco, ai vamos ter cotas tambem no mercado de trabalho.
    Posso ate ser melhor preparada, mas ele tem direito porque nossa cor é diferente!?
    Se isso não é racismo é o que!?!?!?!?!?

  170. Pedro Brito disse:

    Em outro artigo do ON (sobre a lei da cultura afro), eu me declarei a favor das cotas para negros nas universidades públicas. No entanto, hoje, mudo de opinião e me manifesto CONTRA as mesmas. Eu sou afrodescendente.

  171. Kelly disse:

    Sou contra as cotas, principalmente as cotas raciais!
    Todos somos iguais perante a lei. Não são apenas os negros que presenciam uma vida difícil no Brasil. Se assim fosse, deveriam existir cotas pra pobres, homossexuais, e várias outras classes discriminadas. A luta deve ser pela melhoria do ensino público brasileiro. O Governo só empurra com a barriga, como sempre. Daqui uns dias vamos acabar de frente a um projeto de "bolsa cursinho pré vestibular". Porque é isso que o Governo faz. Implanta modelos ineficientes que não melhoram o ensino público e só aumentam as diferenças entre brasileiros. Já que nas condições atuais, não são todos os brasileiros que têm acesso à universidade pública, pelo menos o ingresso nas mesmas deveria ser justo. O vestibular tem que ser competido de forma igualitária. É como acontece em todos os concursos públicos.

  172. Bárbara Schmitz de Menezes disse:

    Sou extremamente contra o sistema de cotas, sistema esse que acentua desigualdades e está trazendo uma verdadeira inimizade entre cotistas e os demais. A Constituição deixa claro que todos devem ser considerados iguais, mas como afirmar isso se uns são favorecidos com uma política que tem até certa dose de paternalismo. Ora entrar em uma universidade por cotas com notas irrisórias e um conhecimento básico pequeno é possível, mas como essa pessoa terá condições de acompanhar todo o conteúdo de uma faculdade e se tornar um bom profissional.., é porque nesta hora não haverá cotas no mercado de trabalho para esses profissionais. Para o Governo é mais prático criar cotas do que investir em educação básica, construir colégios, investir em professores de qualidade necessita de dinheiro enquanto universidades federais já estão lá prontas. Entrar em uma faculdade deve ser consequência do empenho de uma pessoa e não das soluções acomodadas de um Governo hipócrita que ao fazer isso acha que estará resolvendo a grande deficiência da educação no Brasil. A comodidade do Governo é tão grande que nem se busca uma cota proporcional ao número de afrodescendentes e índios em determinado estado onde a faculdade está instalada. Tive o trabalho de enviar um e-mail para o Ministério da educação questionando a política de cotas e principalmente em meu estado (Santa Catarina), que possui apenas uma universidade federal e que permanece com o mesmo número de vagas desde a década de 80 (agora menos devido às cotas) e perguntei por que não a criação de mais faculdades federais e mais vagas e recebi como resposta que isto é caro e não é tão simples e deu o site do prouni, uma resposta sem dúvida alguma esclarecedora, após esta incrível resposta não enviei mas nenhum e-mail. Parabéns a todos aqueles que não precisaram entrar em uma faculdade pelo sistema de cotas, que se empenharam para estar na universidade e merecem estar lá.

  173. tamara disse:

    Eu já tive exposta a várias opiniões contra e a favor mas a minha opinião é que:cotas é uma forma de racismo pois trata os negros e indios como se eles fossem incapazes de conseguir por mérito própio uma vaga em uma universidade.
    Eu sou negra tenho 15 anos termino o ensino médio no próximo ano e desde já comuniquei para minha mãe que possso até não fazer uma faculdade mas naum entrarei na UNB através de cotas!

  174. Danilo Rafael disse:

    Acredito plenamente na capacidade dos negros ingressarem na universidade sem o auxilio de cotas. Todos sabemos que o negro é descriminado em todo o processo histórico da humanidade, porém as COTAS se caracterizam uma afronta ao intelecto da raça.
    Nós não precisamos de cotas, mas de políticas públicas em pro das classes sociais desfavorecidas ou desassistidas, onde a competitividade se dê na igualdade e não privilegiando alguns tentando preencher as lacunas deixadas por um ensino médio pífio e de problemas incontáveis.
    As COTAS promovem o racismo, uma vez afirmando que o negro não é igual a todos e tem uma necessidade especial de ser selecionado entre os demais candidatos a um vestibular. Digo que pobreza não tem cor e racismo é fazer separação de raças e a cota assim o faz.

  175. Kaiser D. Schwarcz disse:

    Sou plenamente à favor das cotas universitárias. O processo histórico de introdução, escravidão e libetação dos negros no Brasil colocaram esta etnia em uma condição de desfavorecimento quanto à saúde e educação, criando uma situação de exclusão crônica que tem se perpetuado por mais de um século após a abolição da escravidão. Igualdade de direitos não significa submeter todos às mesmas regras, e sim oferecer à todos as mesmas oportunidades. No entanto, não posso deixar de lembrar que existem famílias de negros e afro-descendentes bem abastadas e que não necessitam do sistema de cotas, da mesma forma que existem famílias de brancos submetidas à condições de miséria e atraso educacional. O ideal portanto seriam cotas para classes sociais. Porém, na ausência desta opção, defendo as cotas raciais.

  176. Liliam Freitas disse:

    Olá Patrícia, recebi o link desse texto, já escrevi sobre o assunto. Curso também Jornalismo. Gostei do texto, ele coloca os dois lado, é isso que as cotas explicitam. Cotas não se reduzem a uma questão de contra ou a favor, é bem mais que isso, valeu.
    As pessoas se colocam contra no geral nunca leram nada do assunto, é contra caduco.
    http://liliamfreitascs.wordpress.com/2006/12/20/desmistificando-as-cotas/
    tem meu texto que é bem elucidativo.
    leiam e comentem saim do cichê comum

  177. Márcio Vieira. disse:

    Sou estudante de História, da Unigranrio,o sistema de cotas no Brasil é minimamente uma retratação histórica ao negro no país. Uma nação, a Africa, que ganha o estigma de "escravo" pela cultura europeia, que sofreu ao longo de mais de 350 anos de escravidão no país e, que após a "libertação dos escravos" é jogada a margem da sociedade, onde um ano após o país proclamaria a republica e assim a formação do conceito de nação e cidadania, o negro foi enquadrado nesta pseudo-nação brasileira? Foi tratado como cidadão? bom estas perguntas podem ser respondidas com o que observamos hoje, pelo abismo social que existe no país, não que brancos não estejam incluidos neste numeros, mas em sua maioria, por conta de uma passado marcado por injustiças, a população negra apresenta-se em maior numero nas cadeias, nos salarios mais baixos, nos menores indices de escolaridades. E porque isto? sera que o negro não é esforçado? É claro que não, como já disse isso é fruto de uma desigualdade social que foi escrita a anos.
    Sendo assim, as cotas na verdade servem para duas coisas, primeira como retratação histórica de anos de abandono a população negra e, segundo como forma de trazer a tona um debate que deveria ter começado no ano de 1888 com a suposta libertação.

  178. Breno Henrique disse:

    Gostaria de tecer alguns comentários acerca do tema proposto.

    Cotas raciais, ao meu ver, não vão trazer a igualdade esperada. O que tem que ser feito todo mundo sabe, mas ninguém faz nada para que aconteça. EDUCAÇÃO. Se desde o início a criança, negra, parda, branca, enfim, esta tendo acesso e condições para disputar em pé de igualdade com o aluno que estuda numa escola privada não haverá conflitos sobre isso, mas tudo gira em torno do seguinte: o governo não resolver o seu problema (nosso também), dessa forma, lança a sociedade uma medida para agradar os negros, que estavam pressionando e atiça os não negros, pelo seguinte fato por exemplo: um negro que tira agora numa prova de vestibular um 6.0, e um não negro que tira 8.0, este fica de fora da universidade, enquanto aquele entra, pergunta-se: cotas raciais, realmente gerarão uma maior aproximação entre as ditas "raças"? Creio eu que não. Tal atitude só afasta e cria no não negro uma certa indignação, pelo simples motivo de apesar de ter obtido um nota superior, só para exemplificar, obter através do seu mérito, do seu estudo, uma nota graduada, não consegue entrar por causa das cotas. Se essa pessoa não for racista, com certeza ficará balanceada, pelo simples de ele não ter culpa. O governo maior responsável não cumpre com as sua obrigações e dessa forma joga no meio social tal discussão que só trará prejuízos aos avanços existentes para se diminuir e quem sabe acabar com os preconceitos raciais.
    Enfim, quero dizer que esse não é o caminho que deve ser seguido, o negro sofreu e sofre em muitos lugares ainda, com certeza, porém além de existirem outras "raças" que também sofrem – indígenas, nordestinos,…- não se quer dizer que para igualar ou trazer a balança para o centro, equilibrando-a devamos retirar as conquistas, os méritos de uns em prol daqueles que sofreram um dia e sofrem. Assim iremos trazer ropimentos sociais, sofrimento desnecessários as outras "raças" e acabaremos invertendo a balança. Devemos cobrar ao Estado tudo, todos juntos e não separados, pois isso é o que irá ocorrer com tais medidas aplicadas

  179. Juliana disse:

    Como vc se sentiria, sabendo que vc fez pontuação suficiente para entrar em medicina numa universidade federal, porém só não entrou porque foram destinadas vagas para negros que fizeram apenas a metade da sua pontuação?
    Ou Então se a vida inteira vc estudou em colégio publico, sua família foi estremamente pobre, vc é descedente de imigrantes europeus que fugiram para o Brasil porque eram discriminados lah e não tinham nem o que comer, Só que como vc não eh negra não tem facilidades para entrar numa universidade. Enquanto teu vizinho, que tem condições de vida muito melhor que a sua, porém negro,entra super fácil.
    Olha estudo em uma universidade federal e quem entrou com cota não acompanha o resto da turma. Estão tentando resolver a consequência ao invéz da causa e só estão promovendo um aumento no preconceito. e se minha avó fosse negra, e eu não tivesse "herdado" a cor… etão eu não posso entrar por cota? ou posso me auto declarar negra? (sendo loira de olhos claros)….. até a criação de cotas par alunos de escolas publicas é um pouco mais aceitável, mas para negros, índios…
    é o mesmo que dizer que eles não tem capacidade.
    Isso sim que eh preconceito.

  180. Jamile Mariano Macedo disse:

    Sou contra as cotas. Acredito que dessa forma, o Governo assume duas coisas: uma, a de que os negros são incapazes e a outra de que é incapaz de fornecer à população mais pobre uma educação de qualidade. Firmar cotas pra negros, é reforçar o racismo e a desigualdade social. Assim como os Prós-Unis da vida. Não adianta facilitar a entrada dos alunos pras universidades. Os alunos têm mesmo é que estudar. Quantos negros, pobres não estão em lugares de destaque porque se esforçaram pra isso? O remédio pra tudo isso é estudo. Muito estudo.

  181. Lina Maria disse:

    Sou contra as cotas.Acredito que esta foi a forma mais eficas encontrada pelo governo de ludibriar a população brasileira quando a realidade que nos assola: a falta de investimentos na educação básica.Com isso criarão-se cotas no intuito de "amenizar" o não investimento, afinal que interesse possui os políticos em lidar com uma população de pensantes ?? O mais correto seria investir na educação básica por meio de uma melhor capacitação dos profissionais,bem como a valorização destes e garantir as crianças brasileiras melhores condições para que estas possam dedicar-se aos estudos.Dessa maneira não haveria necessidade de cotas pois todos independente de cor, classe ou religião estariam preparados para ingressar no nível superior.

  182. Claudemir Beckmann disse:

    Isso ai embaixo foi escrito anteriormente:

    "Tenho 16 anos, sou negro e estou cursando o terceiro ano do ensino médio de uma escola pública. Por isso, serei afetado por essa medida. Sou a favor da cotas raciais. Várias pessoas dizem que a solução para a desigualdade nas universidades tem que ser resolvidas na educação básica Concordo totalmente com esta opnião, porém e eu que estou acabando o ensino médi vou ter que voltar para as séries iniciais para sofrer esta mudança? Se for implantada uma mudança na educação básica, só daqui a pelo menos cinco anos essa mudança poderá ser realmente sentida na aprovação não só de negros, mas dos alunos de escolas públicas nas universidaes. E até lá nós que já terminmos o ensino médio teemos que ficar fora da universidade?"

    Agora pensemos, o que representa a formação superior? Será algo para deixar de ser pobre ou deixar de ser negro? Será que a universidade irá ensinar os fundamentos escolares, as bases? Como construir uma casa pelo telhado?

    Porque então não temos cotas em concursos públicos?

    Será que quando esses profissionais cotistas se formarem e montarem seus negócios o critério para empregar seus funcionários será a cor da pele, ou as suas habilidades?

    O vestibular não é injusto, pois passa quem sabe mais, quem estudou mais, quem tem mais condições de aprender o que está por vir. Negro não é mais nem menos burro que o branco, o problema está na má qualidade do ensino básico, (que o branco pobre também está sujeito), além de problemas sociais como má distribuição de renda.

    O uso de cotas é combater um problema não pela causa dele, por sua raiz, assim como o aborto. Ou seja, é melhor abortar uma criança do que educar a população.

    Universidade não é instituição de caridade, seu objetivo nunca foi – diretamente – (mas está sendo agora) fazer assistencia social. O papel da universidade é promover o conhecimento, e como fazer isso com pessoas que não conseguem nem passar em uma prova de vestibular por seus próprios méritos? Cotas são um atraso intelectual enorme para o Brasil, pois os cotistas ainda teram de buscar um conhecimento básico, ante ao já adquirido pelos que conseguem passar sem essa muleta. E com isso fica uma pergunta, se durante toda uma vida de estudante não foi possível adquirir conhecimento suficiente para um vestibular, vai ser agora em 4 anos de universidade que vai adquirir para uma vida academica e profissional de qualidade?

  183. Cristina Walker do Nascimento disse:

    Sou contra cotas, pois todos somos iguais, negros, brancos,pardos, deficientes,aluno de escola publica, de escolas particulares, todos nós somos iguais, para mim, isso só serve para aumentar o preconceito, todos nos temos capacidade de vencer, e só se dedicar e chegaremos ao nosso objetivo, não precisa de cotas, ate porque o corretor não ira ver se a pessoa e cotista ou não para avaliar e por isso que acho uma injustiça existir cotas, pois não tem preconceito maior do que a pessoa ter direito a algo pela cor e nem pela classe social.
    O que deve acontecer e o ensino publico ter mais qualidade, fui aluna de escola publica ate o 2° ano do ensino médio, após consegui bolsa eu uma escola privada e hoje eu vejo que a educação publica é um "lixo", pois acredito que não aprendi um 5° do que aprendi posteriormente, e a culpa não e só dos professores que não estão interessados a dar aulas e também dos alunos que não se interessam, falta dos professores não terem exigido deles e os aprovado em anos anteriores com facilidade, isso tem que acabar e a media tem que ser 8 e não 5 ou 6 como e atualmente, se não souber não passa mesmo, as escolas têm que ser mais rígidas.Agora não e por isso que aluno de escola publica tem que ter cota pra entrar nas universidades, porque sabe menos, pois se ele é um bom aluno e se dedica em aprender, sempre esta surgindo oportunidades.
    NÃO A COTAS E SIM A EDUCAÇÃO como já disseram anteriormente.

  184. Demétrius de Menezes Alves disse:

    As cotas é apenas mais um meio de preconceito, de uma forma mais discreta, como?
    O "QI" de todo cidadão pode não ser igual o de todos, mas sim parecido, e o do negro "é igual o do branco" e já houve pesquisas que comprovaram que as pessoas negras tem uma inteligência na maioria dos casos maior do que a do branco!
    Se as proprias pessoas negras aceitarem isso estão ajudando a se descriminarem!
    Num seria melhor se eles brigassem por melhoria no ensino público, que vem caindo cada dia mais!
    Se essa palhaçada continuar vai daqui a algum tempo o Sistema de Cotas para empregos!"Igualdade Já".

  185. Rahyan Carvalho disse:

    O Sistema de Cotas para Negros no vestibular esta justificando a falha do ensino básico da educação.
    Sou anti-racista, e penso que todos tem o direito de ter um curso superior, entretanto, o sitema de cotas serve apenas para esconder a real falha do sistema educacional.
    Todos brasileiros, tem o direito de um ensino de qualidade onde preparam o aluno para a ingressão em uma faculdade.
    Este sistema é bastante comodo ao governo, que ainda tira aproveito para dizer que é um plano de inclusão.
    Outro tema que deve ser debatido é a relação do ensino superior, devemos entender que esse processo é mal resolvido, pois, não leva em conta a realidade local de cada cidadão.
    Devemos converter os erros em oportunidade á partir do dialogo e da ação conjunta dos jovens protagonistas, vamos fazer a nossa parte, deixarmos de passividade e dizer, eu quero, eu preciso, eu exijo uma educação de qualidade para concorrer igualmente com qualquer um no mercado, pois, somos capazes, precisamos apenas de incentivo e apoio.
    O BRASIL não precisa de cotas, precisa de um ministerio da educação que reformule o conceito de competência, pagando os professores "que na minha opinião é a classe mais importante entre as outras, pois, forma as demais" com um salario digno e oferecendo as instituições de ensino uma infra-estrutura excelente.
    DIGA NÃO A COTA E SIM A EDUCAÇÃO.

  186. Camila Vivas disse:

    O conceito de rascimo evoca justamente a separação de "raças". Como falar em igualdade se as pessoas precisam se diferenciar das outras para participa do programa de cotas? E num país, miscigenado, como o Brasil é muito difícil dividir a população em raças; tudo é, na verdade, uma mistura de povos que já habitaram o país.
    Se a população negra tem menor percentual nas universidades, então a falha é no ensino que antecede a univeridade. Colocar pessoas que não estão realmente preparadas, mas que "são negras", na universidade, definitivamente não é a solução. Se o mercado de trabalho exige profissionais bem qualificados é justo que todos aqueles que desejam ingressar na faculdade, passem pelo mesmo processo de avaliação.
    Reformas são, evidentemente, necessárias, mas precisam ser feitas no ensino público (escolas).

  187. Fernanda Gobbi disse:

    Sou contra as cotas raciais, e acredito que esta forma de inserção dos negros só fará com que aumente o racismo, pois causa indignação. Acho que o governo quer achar uma medida paliativa para os problemas de décadas atrás, e esta não é a forma mais correta, o ensino tem que vir de base, e não só isso, os negros necessitam de mais apoio social.
    Alem do mais eu realmente não entendo como farão para distinguir quem é negro ou não, em um Pais onde a mestiçagem é maioria, eu, por exemplo, sou filha de negro ,que correu atrás, foi estudar depois de velho em faculdade federal, com os filhos já estudando, e pôde dar um pouco de conforto para a família, ou seja, quando o negro quer ele é igual ao branco, mas para ter direitos ele tem que ser diferente, tem que ser o coitado do negro?. Mas tudo bem, sou filha de negro com italiana, sou descendente de negros, não estou reclamando disso, até porque eu e meus filhos futuramente ainda poderemos gozar desta vantagem. Pois pela legislação é afro descendente até a terceira geração, ou seja eu sou a segunda, apesar de ser “branquela”. Então esta questão é muito delicada, pois gerará muita polemica de quem é, ou não, negro em um País como o Brasil.

  188. Mateus Petry disse:

    Existe racismo maior do que definir que alguém tem direito ou não a algo por causa da cor da pele?
    Enquanto se pensar em "brancos" e "negros" continuaremos racistas.
    Não seria muito melhor pensar que muitos não tem acesso ao ensino superior porque não tiveram um ensino de qualidade?
    Quer dizer então que para ajustar este quadro considerado "racista", seremos mais racistas ainda e nem sequer iremos considerar que ninguém possui uma educação de qualidade que prepare para entrar na faculdade?
    Enquanto a população for acomodada e se acostumar a ganhar tudo de mão beijada, o Brasil vai continuar sendo o que é!
    Ô povinho mais acomodado!!

  189. Rodolfo Morato disse:

    Olá, gostei muito desse site e já o coloquei entre meus favoritos.

    Sou anti-racista ao extremo, mas nem por isso concordo com as cotas para negros ou quaisquer diferenças étnicas nos processos seletivos. Creio que para uma efetiva inserção seja melhorada drasticamente o ensino básico, e a curto prazo o aumento do número de vagas a cursinhos preparatórios gratuitos. Creio que sem o devido preparo, o aluno que adentrar à universidade inevitavelmente será excluído. Logo no início das teorias cotistas, surjiram idéias de cursos de reforço nas universidades para ajudar os menos preparados, e é exatamente aí que reside a minha discordância. Universidades com falta de professores, falta de salas de aula e sem verbas suficientes não suportariam tais medidas. Ensino básico e a preparação do aluno antes da universidade, em minha singela observação é a única solução pláusivel.

  190. Fernanda Malmegrim disse:

    Sou Fernanda, estudo em curso pré-vestibular pelo segundo ano consecutivo, tentando ingressar numa boa faculdade de medicina.
    Sem sombra de dúvidas a questão das cotas raciais é um ponto delicado no qual qualquer ação pode provocar um grande desentendimento na sociedade brasileira.
    O que vem ocorrento é um movimento muito elitizado, tanto de pró cotistas quanto anti cotistas, pois a parcela populacional que tem acesso a esse tipo de informação (jornal, tv, internet) e que consegue interpretar a situação da discussão, é realmente pequena. Digo isso baseada em informações que demonstram que pouco mais da metade da população brasileira consegue identificar o território nacional no Mapa Mundi, uma populção cuja maioria não ganha muito mais do que 1 ou 2 salários mínimos, e uma população com um índice de analfabetos funcionais (aqueles que sabem desenhar o nome) é absurdamente alto.

    O problema, como todos sabem, e muitos aqui já comentaram, está no Ensino Fundamental e Médio – que devem ser bem estruturados – e na mentalidade da população brasileira, que não é incentivada culturalmente de forma alguma.

    Quanto as cotas raciais sou contra. Quanto as cotas sociais me divido. E digo o porquê: Como a maioria da população negra é pobre,e a maioria da população pobre é negra, as cotas sociais automaticamente incluem os negros nas faculdades. E isso eu acho que é uma medida não justa, mas que ajuda muitos adolescentes trabalhadores a alcançarem seus objetivos e ingressarem nas faculdades, já que por pesquisa divulgada na Folha de hoje, apenas em curso de exatas da UNIFESP as notas dos cotistas foi significantemente inferior as dos não cotistas. Portanto o negro que ingressa na faculdade, não é, como muitos dizem (principalmente os não cotistas que não conseguiram passar no vestibular), completamente desinstruídos e têm sim, em sua grande maioria, condições para acompanhar o Ensino Superior. Volto a insistir: Não é justo!, mas é algo que ajuda muitas famílias a melhorarem de vida.
    No entanto, do outro lado está o que eu considero o grande problema. O GOVERNO.
    Com as cotas raciais agradando os negros (que aliás não são mais maioria significativa no país, sendo igulados pelos pardos – mais um dado pela Folha) o governo no poder ganha votos e não tem motivos para investir no Ensino Fundamental e Médio público – o que é a REAL SOLUÇÃO do problema. Com isso a população brasileira continua alienada, e os negros pobres continuam sem oportunidades.
    É óbvio que o investimento na educação é uma medida de longo prazo, por isso me divido quanto a implementação das cotas a um curto prazo.
    Acredito na vontade do povo brasileiro de se tornar melhor e de querer que seus semelhantes tenham as mesmas condições que eles, por isso cogito a implementação das cotas. Mas não acredito na vontade do governo de perder popularidade (sim, pois nas últimas eleições presidenciais, o Sr. cujo nome não me lembro que era a favor de uma política fundamentada na educação de base teve menos de 10% das intenções de voto)e de deixar de gastar dinheiro em viagens para gastar dinheiro com a educação. A educação no Brasil é completamente elitizada, e há interesse em mantê-la assim (minoria informatizada não derruba governo nenhum nem reclama de nada). Por esses motivos acho que a luta deve deixar de ser pelas Cotas Raciais ou Sociais e sim pela educação de base de qualidade. Agora…tente explicar a um morador marginalizado, pobre, com 5 filhos para criar, que é melhor seu filho ir estudar do que trabalhar e dar de comer para a família.
    Concluindo, o que falta é: uma política social forte como o Bolsa Escola, MUITÍSSIMO mais abrangente e um Ensido de qualidade para todos. Atualmente uma utopia.

  191. Renata Soares Santos disse:

    Sou contra as cotas raciais. As cotas raciais não irá resolver o problema do preconceito. Além do mais, estamos em um país miscigenado. Todos nós podemos ter algum parentesco relacionado aos negros, índios, entre outras raças e etnias. Então serveria para todos esses sitema de cotas raciais?! Seria justo um aumento no número de vagas nas faculdades federais, estaduais. Pois além de terem na maioria, um excelente ensino, há um grande peso curricular também. E todos nós temos o direito de uma educação de qualidade e gratuita.

  192. Wagner Gomes disse:

    As cotas raciais são sim um verdadeiro progresso na história da humanidade. Triste saber que a ideologia dominante ataca as cotas e população utiliza de um mesmo discurso: Cotas é atestado de inferioridade. Por quê? Por que todos dizem a mesma coisa sem fundamentação lógica? É Fato que a raça negra é ainda muito discriminada e marginalizada e que estão muito abaixo dos indicadores sociais. Esse fato pede inclusão. Incluir o negro na sociedade é tarefa do ESTADO de Direito que resguarda uma sociedade mais livre e mais justa. Tratar os desiguais de forma desigua. Esse é o princípio básico da Política de Cotas Raciais no Brasil.
    É fato que além das cotas raciais a o Estado precisa amparar mais a nossa ppulação e educação. Agora, numa farsa técnica e fraude política querem investir o dinheiro de Políticas Sociais do ProUni e das Cotas para investir nas Universidade Públicas para quê? Onde estão os pobres, nas UNIVERSIDADES PÚBLICAS? Até parece. Estão ralando de pagar uma universidade particular porque a qualidade de ensino é horrível na escola pública. Agora vêm os demagogos querendo dizer que devemos investir na educação pública e escolas públicasde qualidade… É claro que devemos investir. ÓBVIO!!! Mas enquanto a educação da escola pública não é de qualidade e o negro? E a discriminação? O idoso hoje só não é mais maltratado devido a diversos direitos ora consagrados, assim como deficientes. Falta garantia de direitos para os homossexuais e leis mais rigorosas para estes. Assim foi reduzido um pouco o índice de racismo, mas no Brasil ele acontece camuflado.

    Cotas sim!

    Não há que se falar em segmentação da população tendo em vista que estamos tratando de uma politica social e a politica social está amparada pelo Texto da Constituição. O ato de incluir negros e raças é uma medida de inclusão também amparada pelo Texto da Carta. Aonde há Inconstitucionalidade? A elite está numa total ideologia que coloca na cabeça do povo que as cotas é atestado de inferioridade, mas quando você pergunta a elas, só obtém a resposta: ATESTADO DE INFERIORIDADE. Só tem essa resposta porque está incutido na cabeça que as cotas não são medida de justiça, quando na verdade a ELITE hegemônica quer a desagregação da sociedade. Assim deveria ser em todas as UNIVERSIDADES PÚBLICAS. Cotas para negros e para pobres. SIM, deveria ter essas duas cotas. No Vestibular aqueles que têm renda menos de 5 salários deveria ganhar 20 pontos e mais 10 se for da raça negra. Isso seria medida de igualdade. Quem sabe reduziria o número de ricos nos cursos de medicina e direito nas melhores universidades fruto par desfruto somente dos filhos da ELITE.
    É fato que o problema parte sim da pobreza e da escola pública. Agora imagine o histórico do negro: Estuda eme scola pública, é negro e pobre. Quais as chances de progresso nesse nosso Brasil? Por ser negro já perde ponto em diversos empregos sim, a começar como balconistas em SHOPPINGS. Nunca vi nenhuma. Depois dizem que os negros atestam inferioridade se optarem pelas cotas? Acordem, isso quer livrar a elite da concorrência, pois querem as vagas somente para ela.
    Coitado do nosso povo!
    Lutarei sempre em nome dos mais pobres, mais oprimidos de nossa sociedade a começar por defender esse direito das cotas sim!!!

  193. Renato Augusto disse:

    Tenho 16 anos, sou negro e estou cursando o terceiro ano do ensino médio de uma escola pública. Por isso, serei afetado por essa medida. Sou a favor da cotas raciais. Várias pessoas dizem que a solução para a desigualdade nas universidades tem que ser resolvidas na educação básica Concordo totalmente com esta opnião, porém e eu que estou acabando o ensino médi vou ter que voltar para as séries iniciais para sofrer esta mudança? Se for implantada uma mudança na educação básica, só daqui a pelo menos cinco anos essa mudança poderá ser realmente sentida na aprovação não só de negros, mas dos alunos de escolas públicas nas universidaes. E até lá nós que já terminmos o ensino médio teemos que ficar fora da universidade?

  194. Zeneida disse:

    Sou contra qualquer tipo de cotas. O governo tem que investir em educação. Os professores de todos os níveis são mal remunerados, não são incentivados. Acredito que a criação de cotas é INCONSTITUCIONAL, afinal, segundo o "Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade".

  195. Paulo disse:

    Sou contra, mas considero que minha opiniao pode estar errada assim como a de qualquer um seja contra ou a favor.
    Em primeiro lugar, gostaria de dizer que nao há igualdade alguma. Ela é uma mera racionalizaçao por parte do homem, isto é, por aproximaçao, classificaçao, convençao e decreto consideramos certas coisas iguais.
    Em segundo que, a igualdade nao se estabelece por decreto. A desigualdade nao está na cor e sim na classe social.
    Em terceiro que, os ricos nunca vao querer ser menos ricos, deste modo, esmagar a classe média para suprir ou compensar a exclusao da baixa nao consiste em soluçao alguma, mas na substituiçao de um problema por outro.
    Há vários problemas entrelaçados com as cotas. O ideal é, e o que o governo deveria fornecer por lei e impostos, faculdade pública para todos. Faz parte dos deveres do governo. Na teoria, o governo deve oferecer educaçao completa para todos, nao apenas saude, segurança e nao somente para ricos ou pobres.
    Educar nao é interessante, ensinar também nao é. Saber é poder. Quem dá poder, por consequencia e em potencia, pode perder o seu. O interessante é confundir, entao quem governa joga a responsabilidade, a culpa, a briga para nós e entre nós o que nao resolve nada, pois nao temos poder e nem uniao suficiente para promover uma mudança realmente efetiva e significativa diante de tanta complexidade.
    Trocar os culpados por um problema nao faz dele solúvel. Mas democratizar tudo o que nos incomoda e afeta, analisar seus motivos, verificar sua eficiencia, discutir que tipo de poder poderia provocar uma mudança naquele problema, talvez seja ao menos o início, bem tímido, de um melhor modo de enxergar vários problemas nao só o das cotas.

  196. Lise disse:

    Sou extremamente contra!
    Acredito pelnamente no investimento e incentivo a educação primária, a educação que prepara para o ensino superior. É essa que tem que ser melhorada, as universidades tem que cada vez mais dificultar seus vestibulares, para se obter no futuro melhores proficionais. Quem entra na faculdade sem uma base sólida não chega a termina-la.
    Sem dizer que é a confirmação do racismo, a confirmação de que ainda existe, lamentavelmente.

  197. William Lemos disse:

    Sou estudante de universidade pública e entrei pelo sistema convencional. Sou terminante contra as cotas raciais, mas não sou contra as cotas para alunos oriundos de escola pública. As cotas raciais só reafirmam o racismo, pois confirmam a falsa noção de que negros ou índios precisam de uma "ajudinha" para ingressar na universidade. Para mim isso quer dizer que negros ou índios não tem capacidade intelectual de enfrentar um vestibular convencional. O que é um completo absurdo! Sabemos (e eu conheço vários)que existem negros ricos e com capacidade financeira para estudar em excelentes escolas, escolas particulares e fazer cursinhos caros. As cotas para alunos de escola pública, embora insuficientes para resolver o problema crônico da educação brasileira, são mais justas, porque privilegiam aqueles que não tiveram condições de acesso a melhores escolas e/ou cursinhos preparatórios. Tenta assim nivelar uma desigualdade que é social, que acaba gerando uma desigualdade intelectual. Concordo completamente que os investimentos devem ser direcionados para uma educação pública básica de qualidade, mas enquanto isso não ocorre, é necessário esse tipo de intervenção. Infelizmente, com a degeneração completa e vertiginosa do ensino público, os alunos de ensino público estão aquém das necessidades e expectativas para o ingresso no ensino público superior. Por isso, faz-se necessário essa intervenção, não como uma resolução definitiva, mas como um paliativo para curto prazo. O nosso governo deveria se atentar mais para a necessidade de educação e saúde do povo brasileiro se quiser ser um gigante no cenário mundial, ao invés de retirar dinheiro dessas áreas vitais para injetar no PAC, um programa para acelerar os elogios internacionais à economia brasileira. O exemplo a ser seguido é o do Japão e dos tigres asiáticos, onde a educação foi e é a base do desenvolvimento econômico, e onde a mão-de-obra é reconhecida internacionalmente pela sua qualificação. Enfim, basta de mediocridade governamental e política, precisamos de investimentos já em prol do povo brasileiro, sofrido, trabalhador e mal-pago, e não de uma etnia apenas.

  198. Karla Acosta de A. Nunes disse:

    Aqueles que condenam a implantação do sistema ds cotas raciais nas universidades costumam classificar o racismo como "um problema que não é nosso" (do Brasil). Ingenuidade ou praticidade? Parecem querer convencer a todos que os negros "ricos ou remediados" deste país estudam em escola pública, já que, como sabemos, as cotas são para negros egressos do ensino público. Acho que a grande indignação dessas pessoas expressa o medo que a elite branca está vivendo com a atual e dificilmente imaginada há algum tempo, tentativa de arrancar-lhes a "teta" que é o ensino público "de qualidade" para os poucos que conseguem chegar à seleção das Universidades Federais preparados para uma aprovação.
    A justiça social está sendo feita, nesta área.
    Na minha época eu, branca, pobre e egressa do ensino público, sequer passei no antigo "provão". Felizmente, tive boas oportunidades que a vida dificilmente oferece para negros, mas sinto-me feliz por ver que o sistema de cotas foi implantado e que nem eventuais liminares concedidas pela primeira instância do judiciário sobrevivem à revisão dos tribunais.

  199. Claudio Ferreira disse:

    As políticas afirmativas chegam com o propósito de restabelecer uma nova ordem social de inclusão do sujeito que, historicamente, esteve sempre na condição de inferior, embora isso nunca fosse verdade. É deste passado que não devemos esquecer. Mesmo diante das teorias absurdas, no campo da ciência e, fadada ao fracasso, encampada por NINA RODRIGUES e outros.
    Importante lembrar, sobretudo para aqueles que acham que o problema é de classe: quem inventou a sociedade capitalista foram os povos brancos. E por falar em classe, foi o teórico mais conhecido no mundo: Karl Max, quem combateu o capitalismo na sua origem, sendo que o mesmo tinha postura racista*
    Contudo e sem mais delonga, quando o Movimento Negro Socialista e os negros em movimento, também socialista, se colocam a defender a idéia de que o problema é dê classe – corroboram para a idéia -, e não mais que isto, que a democracia racial é plena em nosso país, quando de fato, contribui em potencial para a exclusão e permanência do racismo acirrado que passam os negros (inclusive eles). Caberia como forma de esclarecimento, e não de defesa de ponto de vista, uma explanação sobre – história dos povos africanos e sua exploração pelos povos europeus-. Além de um pequeno fórum sobre o Racismo contemporâneo, ao quais estes são representantes incondicionais. AXÉ PARA TODOS

    *Livro – O Império do Grotesco – Raquel Paiva – Muniz Sodre Araujo Cabral

  200. deia disse:

    SOU CONTRA COTAS PARA NEGROS SIM…
    POIS ISSO E RACISMO PURO , E TODOS TEMOS A MESMA CAPACIDADE DE INTELIGENCIA
    INDEPENDENTE DA COR
    CONHEÇO PESSOAS QUE ESTUDARAM EM COLEGIOS PUBLICOS MUITO POBRES
    FAZIAM LIÇÃO EM FOLHA DE PAPEL DE PÃO
    E SE TONARAM GRANDES PROFICIONAIS
    UM DELES INCLUSIVE VIROU UM GRANDE CIENTISTA BRASILEIRO .
    ENTAO QUANDO UMA PESSOA QUER ESTUDAR DE VERDADE ,ELA VAI A LUTA E NÃO PRECISA SER DESCRIMINADA PORQUE ENTROU EM UMA FACUDADE POR CAUSA DE UMA COTA .
    MAS ESTOU VENDO AQUI ,QUE O RACISMO
    ESTA PREDOMINANDO
    NÃO ESTÃO DISCUTINDO CAPACIDADE MAS SIM DIREITOS ADQUIRIDOS
    SINTO UMA TRISTEZA MUITO GRANDE COM ISSO
    SOMOS TODOS IGUAIS
    O SANGUE E VERMELHO !!
    SERA QUE VCS SABEM DISSO???

  201. johnny sila disse:

    Sou contra cotas raciais,
    eu acho que elas são criadas para mostrar o quanto as pessoas do nosso país são racistas, e as proprias vitimas também são

  202. Adomair O. Ogunbiyi disse:

    Excertos

    Subsídios para justificar as Ações Afirmativas

    “As pessoa pertencentes a minorias
    étnicas têm mais probabilidades de
    enfrentar franca hostilidade e apoio
    menos decisivo por parte do governo
    em seu favor”.
    Willi Momm
    Secretário Internacional do
    Trabalho
    Ação Afirmativa é uma medida especial adotada por muitos países em favor de pessoas portadoras de deficiências e de minorias étnicas. Os programas resultam da observação de que a simples proibição da discriminação muitas vezes é insuficiente para, na prática, a eliminar de fato. Medidas positivas podem ser, então, consideradas como providências que “são tomadas para eliminar e compensar quaisquer desigualdades de fato, possibilitando, por conseguinte, que membros de grupos, que sofrem discriminação ou desvantagens, trabalhem em todos os níveis ou setores de atividade e responsabilidade” ( Faudez, 1994). Em geral, destinam-se a grupos específicos e locais por limitado período de tempo. Canada, Índia, Malásia, Filipinas, Líbano, Federação Russa são alguns dos países que adotaram Ação Positiva ( como às vezes é chamada) tanto do ponto de vista filosófico como teórico-econômico. No Canada o dilema de considera igualdade como “uniformidade” foi mitigado pelo tratamento de pessoas como iguais, com a conciliação de suas diferenças, as experiências indianas e Malásia apontam para o ressentimento dos grupos não-beneficiados por essas medidas. Nas Filipinas, a principal lei para pessoas portadoras de deficiência foi adotada com a reserva de alguns cargos públicos, apesar do debate no Congresso contra esse tipo de “concessão especial”. Há uma grande tendência em muitos países, nos dias de hoje, em adotar a fusão de medidas de ação afirmativa de muitas espécies, tendo leis de igualdade como pano de fundo. O sistema de quotas (cotas) pode ser considerado como medida efetiva de ação afirmativa. Como exemplos temos: os casos existentes na Alemanha e na França. Na Malásia o governo reconheceu que a população indígena malaia passava por privação econômica. Em resposta, introduziu um sistema de quota em áreas tais como: admissão a universidades, direito de posse, emprego e promoção no serviço público. O programa foi lançado para um período de 20 anos.
    No Maranhão, segundo dados do IBGE, cerca de 77% da população é de origem negra. E, este contingente populacional encontra-se, em sua maioria, na composição do segmento mais desfavorecido – compõe o exército de miserabilizados da sociedade. As relações interpessoais ou mesmo trabalhistas ainda são carregadas do ranço colonial onde o povo negro é tratado como escravizado. As marcas da desigualdade são evidentes em todos os campos da atividade humana, onde independentemente do grau de instrução, o povo negro permanece na base da pirâmide social, racial e cultural devido a mesquinhez das classes dominantes. Os setores de resistência às quotas são os mesmos que direta ou indiretamente são beneficiários e ou herdeiros das classes dominantes que usufruíram da “importação dos fôlegos vivos” que “ era feita não só pela Câmara de São Luís, capital do Estado, ou “ pela de Belém, cabeça da Capitania do Grão-Pará, e sim também pela do interior. Pela Carta Régia de 29/1/1703”.
    (Meireles, 1994). Esquecem , os pertencentes a este segmento, que as ações afirmativas e dentre elas as quotas, não são Reparações, as quais deverão reparar o tráfico, o trabalho, desestruturação e consequentemente todas as mazelas geradas durante séculos aos povos descendentes de africanos no Brasil. O Estado e a sociedade brasileira têm esse débito.
    No rol de exploradores, no Maranhão, encontramos inclusive a Santa Casa de Misericórdia que em 1849 apresentava em seu balanço escravizados avaliados em Rs. 7:780$000 ( Meireles). Maria Amália Pereira Barreto afirma “que apesar de ter iniciado o tráfico negreiro bem mais tarde, o Maranhão apresentou, num certo período, a percentagem mais elevada de negros, em relação aos brancos, do que o resto do país”. Esta assertiva é ratificada pelo historiador Mário M. Meireles que coloca a percentagem em torno de 50%. A defasagem da população negra na educação tem seu marco inicial, em termos formais, com primeira constituição brasileira, em 1824, a qual proibia a participação de negros nas escolas. Outros motivos gerados da condição de escravizados foram perpetuando essa defasagem. Mesmo na fase mais contemporânea em que a educação tinha melhor qualidade estávamos impedidos por vários motivos ( regionais, econômicos, sociais, raciais, etc) de estar freqüentando os bancos das escolas públicas mais estruturadas. Hoje, quando aqueles que se formaram em faculdades públicas , enquanto algumas/alguns pouquíssimas/os de nós enfrentávamos a luta diária de ir para trabalho e após o dia de labuta ir para uma faculdade privada, e que são os donos e/ou sócios da indústria da educação querem nos impedir de frequentá-las pois com nos lembra Robert F. Williams : “ O racista é uma pessoa capaz de enlouquecer de histeria ante a idéia de estabelecer contato de igualdade humana com os negros.” “O racismo existe e persiste, em algum grau, em todas as sociedade e em cada região do globo. As formas pelas quais o racismo se manifesta e é perpetrado variam de acordo com as diversas culturas, contextos e eras históricas , assim como devem variar as estratégias para combatê-lo. Apesar de não estar necessariamente visível a nível de comportamento social, o racismo é ubíquo, ou seja: é onipresente. A Declaração sobre Raça e Preconceito Raciais/1978, adotada na 20ª sessão da Conferência Geral da UNESCO define o racismo da seguinte maneira:
    “Toda teoria que leve admitir, nos grupos raciais ou étnicos, qualquer superioridade ou inferioridade intrínseca capaz de atribuir a alguns o direito de dominar ou eliminar outros, pretensamente inferiores e que leve a fundamentar julgamentos de valor em alguma diferença racial”.
    O Dicionário Petit Larousse considera o racismo “Um sistema que afirma a superioridade de certas raças”
    O racismo é inerentemente relacionado a fatores socioeconômicos. Ele é freqüentemente um expressão das desigualdades socioeconômicas fundamentais, e , em muitas sociedades, as divisões de raça e de classes socioeconômicas estão interligadas. A maioria dos pobres no mundo são pessoas não-brancas. Os grupos que enfrentam discriminação têm negado seu acesso à terra, à riqueza, ao trabalho, à educação, à saúde e serviços sociais, à proteção policial e do meio ambiente onde vivem, etc. Os pobres, ou seja: os negros são freqüentemente descritos em termos racistas e acusados por sua própria privação.
    A resistência às quotas traz equívocos imperdoáveis pois desconsidera o Princípio de Isonomia uma vez que a “justiça que reclama tratamento igual para os iguais, pressupõe tratamento desigual dos desiguais”. Caso contrário, “ conduziria a inomináveis injustiças se importasse em tratamento igual para os que se acham em desigualdade de situação”. Assim, as quotas dentre as medidas de ação afirmativa “não serão consideradas discriminação racial” pois são:
    “medidas especiais tomadas com o único objetivo de assegurar progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos, ou de indivíduos que necessitam da aprovação que possa ser necessária para proporcionar a tais grupos ou indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais”,
    Conforme com a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. ( Decreto 65.810, 8/12/1969 – Legislação Federal – p.2545 a 2555).
    Sem este instrumento as desigualdades se perpetuariam pois segundo o presidente do IPEA “levaríamos cerca de 30 anos para a população negra, no Brasil, atinja os níveis da população branca se aplicarmos as políticas de cotas” (Martins, 2002).
    Ação afirmativa é a tática, a arte de dispor de mecanismos para combater as desigualdades. É um conjunto de ações e orientações do governo para proteger “minorias” discriminadas no passado.
    Cotas é uma das estratégias, ou seja: a arte de dirigir ou aplicar os recursos para alcançar a vitória no combate às desigualdades.
    Reparações, originalmente, tem como objetivo a “autonomia econômica como povo” e, segundo a “BRC – Black Reparation Commission” que se contrapõe a Ação Afirmativa, a qual considera “ uma forma de reparação, mas que não pára a escravidão” ( a dependência). Reparações está baseada em alguns pressupostos básicos que vão desde:
    1) Repatriação, voltar à África;
    2) Mudar para outro País;
    3) Criar um Estado, Nação separado dentro das fronteiras do país,
    aonde houver maior concentração de negros; e,
    4) Cidadania Real, os benefícios com as responsabilidades da plena
    participação nas correntes políticas e econômicas da sociedade e as
    concessões que a garantirem.
    Reparações
    1 (um) Banco Central
    9 (nove) Bancos Regionais
    Institutos locais de créditos
    Fundações de pesquisas e desenvolvimento
    Industrias de exportação e importação
    Industrias de alimentação
    Indústria têxtil, Construção Civil , Transportes
    Lazer e Saúde
    – 09 instituições por ano durante 9 anos em 9 regiões –
    ( in “ O que é Movimento Negro ? – Cadernos Papo Sério – MNU, 1995).
    Reparações, aparentemente lançada por uma militante do movimento negro norte-americano, celebrada em muitas das letras de reggae e nos filmes de Spike Lee ( cuja companhia de produção chama-se “40 acres e uma mula” ) equivalente ao que foi prometido aos ex-escravizados pelos nortistas durante a guerra da Secessão, e, nos últimos anos, promovida internacionalmente pelas missões diplomáticas da Nigéria. A idéia que encontra por trás da noção de reparação – já colocada em prática com as vítimas do holocausto judaico – é a de compensar com quantia a definir, todos os negros no novo mundo vítimas de injustiças históricas (Sansone, 1998, p. 754) in Políticas Raciais compensatórias: O Dilema Brasileiro do século XXI – Valter Roberto Silvério.
    No Brasil, após 37 anos da assinatura da Convenção Internacional sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial ( Decreto 65.810 de 08/12/69, data de ratificação) o governo inicia, de forma acanhada, a adoção “ por meios apropriados e sem tardar uma política de eliminação da discriminação racial em todas suas formas e de promoção de entendimento entre todas as raças..” Este atraso se deu, também, pelo longo período de exceção ditatorial sob o qual era proibida a simples menção de palavras que lembrasse o racismo, ou seja: a questão racial. A nível federal já encontramos algumas iniciativas do governo no sentido de cumprir as medidas acordadas na Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação levando em conta a Convenção sobre Discriminação nos Empregos e Ocupação adotada pela O .I.T, em 1958, e a Contra a Discriminação no Ensino adotada pela ONU para a Educação, Ciência e a Cultura, em 1980. Porém, são acanhadas as medidas que criaram os chamados programas de Ação Afirmativa.
    “A Ação Afirmativa é uma estratégia para alcançar a igualdade de oportunidades entres as pessoas, distinguindo e beneficiando grupos afetados por mecanismos discriminatórios com ações empreendidas em um tempo determinado, com o objetivo de alterar positivamente a situação de desvantagens desses grupos”.
    No entanto, há um longo caminho para se sensibilizar setores retrógrados e recalcitrantes que praticam a ..”política da avestruz” não encarando o problema de frente. E, segundo o Prof. Dr. Hélio Santos: “Essa política…. foi e continua sendo eficaz no sentido de manter a minoria negra onde esta sempre esteve: à margem da cidadania”. Os dados de pesquisas estatísticas de órgãos oficiais como o IBGE, DIEESE, SEADE vêm durante anos divulgando dados de pesquisas que apontam as desigualdades de oportunidades que afetam a população negra, portanto, o que falta é sensibilidade e vontade política para que as ações afirmativas sejam implementadas ou então iremos para história, a exemplo da “abolição”, como os últimos a implementá-las.

    “Nós queremos ajudar os brancos a se tronarem novamente seres
    humanos, ajudá-los a recuperar a humanidade que perderam.”
    Desmond Tutu

    Adomair O . Ogunbiyi
    MNU

    Bibliografia Consultada:

    – Ação Afirmativa no Emprego de minorias étnicas e de pessoas portadoras de deficiência
    Hodges-Aeberhard, Jane. Raskin, Carl – Organização Internacional do Trabalho – OIT –
    Genebra , Brasília, 2000;
    – Seminários Regionais preparatórios para a Conferência Mundial contra o racismo,
    Discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata – Ministério da Justiça –
    Secretaria de Estado dos Direitos Humanos – Brasília. 2001;
    – Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial –
    Legislação Federal; e,
    – Agenda Cultura Afro-Brasileira –Secretaria de Estado da Educação – Assossoria de
    Cultura Afro-brasileira – Org. Editoração: Adomair O . Ogunbiyi – São Paulo,1988.

  203. Marcos Paulo disse:

    Sou estudante universitário do curso de ciência política e penso que a questão das cotas raciais não é apenas uma questão histórica, mas sim de justiça. Qualquer pessoa com um minimo interesse no assunto vai encontrar dados que não só demonstram a necessidade dessas cotas. Essa "repressão" as cotas só demonstra o racismo velado que vivemos diariamente. Moro em brasília e estudei minha vida inteira em colégio publico. Mesmo assim o numero de negros que estudaram comigo não chegavam a 10 por ano. Me pergunto sempre quando se fala de cotas não é o por que de elas terem sido criadas. Mas sim o por que de elas incomodarem tanto. É só por questão de vagas? Até por que se olharmos os dados recentes do IBGE vamos perceber que atualmente o numero da população negra está prestes a ultrapassar o da população branca. E como nas universidades nós só temos uma minoria negra?? Penso que questionar as cotas não é só estupido mas como se torna um racismo velado.

  204. Claudio Cesar disse:

    obviamente é um desgosto para a sociedade vivenciar esse racismo que vem sendo falado e principalmente explorado nas universidades…

    Na minha opiniao a lei 73/99 é sem duvida um absurdo pelo fato de que não se pode dividir as pessoas por raças, negros e brancos não tem a mesma diferença entre um bulldog e um dalmata, esse processo de cotas é o mesmo que dizer que a raça negra é inferior.

    Eu jamais fui racista com meus compatriotas afrodecendentes, e tenho muito desgosto ao ver uma situação como essas acontecer dentro das nossas universidades publicas.

    Na minha opinião se o governo pretende mudar o ensino no país e a desigualdade racial e social, deveria começar por baixo dando melhor qualidade de ensino no colégio público, não é cortando as vagas para todos os que tem o mesmo direito (cidadãos) que se resolverá esse problema…

    Seria ideal um país forte unificado e com medias de ensino gigantescas, todavia não fará diferença alguma dar vantagens àqueles cuja única diferença é a taxa de melanina na pele.

    Espero encarecidamente que meu país seja formado por pessoas inteligentes e capazes, sendo formadas desde o primario até o seu profissionalismo, só assim haverá possibilidade de diminuir nossa desigualdade social.

  205. Luis Rocha disse:

    Sou totalmente a favor das cotas. É interessante como a comunidade não negra se levanta fortemente contra as cotas nas universidades alegando que isso iria trazer um racismo que não existe no Brasil. Sinceramente, essa é uma das maiores mentiras que se pode constatar. O Brasil é extremamanete racista! A cor da pele é utilizada para se abrir ou fechar portas. O maior problema é a covardia dos racistas em assumirem as suas ideologias. O Estado brasileiro durante muito tempo legitimou o tratamento desigual dado aos negros. Ao término oficial da escravidão, os negros foram entregues à sua própria sorte sem nenhuma ajuda o Estado que o subjulgou. Não podiam participar da esfera política brasileira e sempre foram tratados como seres de segunda categoria. Os hipócritas gritam quando alegam que o preconceito é "contra" eles, mas não se importam ao discriminar os negros devido a cor da sua pele. Cotas é sinônimo de reparação! Muito sangue negro foi derramado para construir a riqueza de muitos que hoje se dizem superiores. Esse fato, consequentemente, lhes trouxe as condições necessárias e suficientes para que hoje possam frequentar as melhores escolar e preencher as vagas nas universidades por terem sido adestrados para realizarem o vestibular.
    As pesquisas mostram que nas universidades que adotaram o sistema de cotas, os cotistas conseguem notas iguais ou superiores aos demais. Isso mostra que o mais importante não é a quantidade de informações que o indivíduo possui, e sim, a capacidade de aprender demonstrada.
    Há que diga que não se sabe quem é negro no Brasil. Isso é um absurdo!!! Basta perguntar aos policiais, aos donos das empresas nos shoppings, aos porteiros dos prédios e às pessoas pertencentes às áreas de recursos humanos das grandes empresas privadas.
    O fato de muitos racistas não assumirem essa condição faz com que os negros passem de vítimas para algozes ao reivindicarem o sistema de cotas.
    Na minha opinião, a aversão que muitos têm à implantação das cotas demonstra o racismo que existe dentro de cada um, não admitindo que os negros possam ocupar os espaços que a sistema historicamente reserva aos brancos.
    Sei que nunca haverá união entre os negros e os brancos racistas. MAs, o que importa realmente, é que o Estado brasileiro assuma a sua cota de responsabilidade no massacre ao povo negro e passe a tratá-los como cidadãos dignos de todos os direitos e deveres reservados aos que habitam esse país. E quanto aos racistas, desejo que eles tenham tudo o que desejam, passem a viver com os seus pares exclusivamente, e deixem os negros em paz!

  206. Janaina disse:

    Olá! Achei a materia muito interessante! Obrigada pela oportunidade de acrescentar mia informações sobre o tema.

  207. Marília Pontes disse:

    Não sou contra as cotas em si, sou contra as cotas raciais. Essa questão de raça é uma questão bastante complexa, o preconceito existe é inegavel, e com as cotas acho que so iria aumentar, pois os negros, pardos, indios… seriam lembrados por entrarem na faculdade por causa das cotas, alem de ser uma discriminação a propria cota. Que na minha opiniao quer dizer que essas pessoas sao "menos inteligentes" ou "menos capazes" que os "brancos". Isso reforça o racismo, é descriminação. Estão tentando cobri com uma peneira um problema de base. Por que como se sabe o ensino fundamental é pessimo, entao nao se pode esperar que se tenham pessoas classificadas. Cada um carrega consigo a sua carga social, a escola deixa o individuo exatamente do ponto de onde começou. É ela umas das maiores causadoras das desigualdades social…acho que estou entrando num campo de discussao antropologica. Sou a favor de cotas, mas para alunos que tenham estudado em escolas publicas. Embora ache que a mudança do ensino devesse começar nas series iniciais, para que nao houvesse esse tipo de necessidade, por que a cota é uma vergonha.

  208. Jaqueline Nobre disse:

    Sou Pedagoga formada em universidade pública e por sistema convencional de classificação no vestibular e sou contra a qualquer tipo de cotas, sejam elas para quem for. Primeiro porque essa política não passa de uma medida paliativa, já que a questão não é inserir o negro ou o estudante oriundo da escola pública na universidade de qualquer forma, como acontece hoje com tal medida, mas o X da questão educacional atualmente e porque não dizer desde sempre, está no ensino infantil e fundamental que são os pilares da educação, e os quais são precários e sem estrutura pedagógica, deixando a desejar principalmente nas escolas públicas. E o pouco índice de negros no ensino superior, não se deve pelo fato de serem “negros” e possuírem uma história de desigualdade, mas sim pelo fato de estarem inseridos na grande parcela de pessoas carentes e conseqüentemente que freqüentam e dependem do ensino público. Ou seja, a questão não é racial, mas sim social. Pois se analisarmos, quando poderemos ter aprovação satisfatória num vestibular convencional através do ensino público num sistema educacional que tem aprovação automática e mantém uma média de 5 ou 4? Em contrapartida nas escolas privadas a média é 7 e a estrutura pedagógica é bem superior, dessa forma os bem sucedidos e que podem custear tais colégios, acabam entrando na universidade e abarcando a maioria das vagas oferecidas, injusto? Até certo ponto sim, olhando mediante a grande desigualdade social que assola nosso país, mas se pararmos para pensar através dos direitos constitucionais, eles pagam impostos assim como nós “pobres, negros, indígenas, amarelos e etc..”, e por esse motivo têm o mesmo direito às vagas ofertadas. Então, como possibilitar igualitariamente o acesso ao ensino superior? Simples (ou deveria ser), basta as autoridades competentes investirem na educação como um todo, um sistema integrado, no qual cada nível depende do outro, e não criando políticas afirmativas ou oferecendo laptop ao professores, com a desculpa de democratizar o acesso ao ensino. Ao contrário, deveria investir na formação, nos recursos didáticos e pedagógicos, na infra-estrutura das escolas, oferecendo um salário digno aos professores e por aí vai. Começando por esses requisitos, não haveria necessidade de se criar cotas de nenhuma espécie, isso sem contar no cunho preconceituoso que existe por trás do sistema de cotas, mas que ninguém observa, pois para a grande maioria, essa política é uma ação benéfica para um grupo até então tido como marginalizado por estar fora da universidade. Mas será que o negro, o indígena ou o estudante da rede pública são menos inteligentes ou capacitados perante os demais alunos que se classificam pelo ingresso convencional nas universidades? Eu creio que não, que o que falta é investimento na rede pública e que reestruturando e qualificando esse sistema, TODOS terão chances iguais de competir e ingressar na universidade.

  209. Thomas Fiore de Andrade disse:

    Sou estudante da Unesp de Botucatu. Tem poucos, mas tem negros estudando aqui.
    Sabe o que eu nunca vi por aqui?? Alunos que estudaram a vida inteira em escola publica.
    Isso prova que o problema não é que o negro não consegue entrar na faculdade e sim que o aluno pobre não consegue. Pode ser porque o ensino é ruim, pode ser porque tem que trabalhar e nao da tempo de estudar, pode ser porque se perde nas drogas, pode ser muita coisa. Mas a realidade é que quem não entra em faculdade é quem estuda em colegio publico, então, pra que haja uma diminuição da desigualdade, deve-se haver cotas para alunos de escolas publicas e não para negros.
    Pra mim isso é claro!!

  210. Caroline Joaquim Velasques disse:

    Apenas o nome, “cotas raciais” já institui o racismo. Na prática, é um meio de segmentar a população.
    Saber que você perdeu sua vaga, não para alguém que mereceu ela, mas para alguém que pertençe a definida etnia, porque pertence a definida etnia é frustrante.
    A falta de oportunidades durante uma vida inteira não pode e não deve ser sanada numa universidade. A universidade foi criada para formar profissionais competentes, não para ser um mero instrumento de culpa e descaso político. Descaso com todos os estudantes que se dedicam a passar, e que podem ver 50% das vagas serem reservadas para estudantes de escolas públicas. Mas que tipo de escolas públicas esse país ofere? As piores possíveis.
    Além de acabar com o ensino fundamental e médio, o governo ainda quer acabar com o governo universitário? Usar a universidade como reparação política ao invés de centro de formação de bons profissionais?
    Acabar com o ProUni, um pograma que permite que estudantes merecedores tenham acesso a boas universidades? Um programa que não favorece a uma determinada etnia, mais a uma população inteira de baixa renda? (só porque o pagamento da universidade sai de cofres público? será que cada centavo tem que ser desviado?).
    Sinceramente, que país é esse?

  211. Marília Pontes disse:

    Não sou contra as cotas em si, sou contra as cotas raciais. Essa questão de raça é uma questão bastante complexa, o preconceito existe é inegavel, e com as cotas acho que so iria aumentar, pois os negros, pardos, indios… seriam lembrados por entrarem na faculdade por causa das cotas, alem de ser uma discriminação a propria cota. Que na minha opiniao quer dizer que essas pessoas sao "menos inteligentes" ou "menos capazes" que os "brancos". Isso reforça o racismo, é descriminação. Estão tentando cobri com uma peneira um problema de base. Por que como se sabe o ensino fundamental é pessimo, entao nao se pode esperar que se tenham pessoas classificadas. Cada um carrega consigo a sua carga social, a escola deixa o individuo exatamente do ponto de onde começou. É ela umas das maiores causadoras das desigualdades social…acho que estou entrando num campo de discussao antropologica. Sou a favor de cotas, mas para alunos que tenham estudado em escolas publicas. Embora ache que a mudança do ensino devesse começar nas series iniciais, para que nao houvesse esse tipo de necessidade, por que a cota é uma vergonha.

  212. Gabriel Silva disse:

    Sou aluno de ensino medio e segundo meu convívio, nao faço distinçao entre raças.
    Separar as vagas na uiversidade para negros,indios, hiponicos e brancos – sejam o que forem – é, de certo modo, dizer q uma pessoa, só porque ela é de tal forma ela nao tem capacidade.

    Certo que é muito dificil voce encontrar um engenheiro ou medico negro, indigena nem se fala.

    Mas nao é o mesmo com os pobres? Ou com quem teve um estudo "inferior" ao de outra pessoa, perante aos olhos desta, a outra é inferior e tem menos chances de conseguir tal coisa.

    Fazer distinçao pela cor da pele é inutil. Ao inves de nos preocuparmos em nivelar a educaçao e qualidade de vida do brasileiro em um alto nivel, ou mesmo em niveis aceitaveis –nao importa, num pais como o nosso, que está progredindo, ainda existirem hospitais sem verbas, vagas, "Pérolas de faculade", fome, etc– estamos criando formas de tentar) sermos o que nao somos: para hittler era a raça perfeita, para os judeus o povo escolhido.

    O que diferencia as pessoas nesse pais nao é a cor e sim o dinheiro.

  213. JAIR DOS ANJOS disse:

    Sou negro, e sou a favor das cotas não apenas por ser negro mas porque analiso que esta é uma das poucas formas de resgatar uma injustiça causada aos negros depois da Abolição em 1888. Estava cursando o segundo periodo de direito na Universidade de Uberaba e não precisei de cotas para entrar lá, mas não condeno ninguém que tenha se beneficiado das cotas acho que todos os negros que achar que precisa beneficiar das cotas deve procurar seus direitos. E vestibular não é nenhum bicho de sete cabeças em 1982 fiz 58 pontos USP para cursar jornalismo só não entrei porque a nota de corte foi 60 pontos e passou muita gente , e no mesmo ano passei na FMU também em jornalismo mas não pude cursar por falta de grana de agora quando estava na Uniube peguei um gerente com inveja na empresa onde trabalhava e o mesmo me mandou embora tive de parar de estudar porque fiquei desempregado. E as faculdades não pagas o negro não consegue entrar porque o branco rico estuda em bons colégios e ocupa todas as vagas e é ai que entra o sistema de cotas que reserva algumas vagas para os negros. Esse negocio de dizer que cotas é atestado de inferioridade é uma burrice e uma ignorância que não tem tamanho. Cotas Sim. Até que seja resgatado a justiça para o negro. Convido a todos para entrar no ORKUT na comunidade O RACISMO EXISTE NO BRASIL? Lá tem um grande debate sobre o tema e vocês conhecerão mais minha opinião, e também de todos os menbros da comunidade. Cotas Sim. Preconceito não. Racismo não. Discriminação não. Cotas Sim.

  214. marcia ferreira disse:

    A maioria das pessoas que aqui escrevem nao sao pobres. O pobre eh o grande discriminado neste pais, o grande excluido. A maioria dos negros pobres que conheco nao concluiram o 1o grau, e nao faz parte da vida deles pensar ou sonhar em cursar universidade. Justica tem q ser feita para o povo brasileiro, tao sofrido, independente de sua cor. Ontem vi um filme sobre a escravidao infantil q existe hoje (prostituicao). Quando vai existir cota para esta meninas amarelas, negras e brancas? Daqui a 100 anos? Cota racial eh hipocrisia, mais uma na nossa historia.

  215. Evandro Correia disse:

    O colega Márcio Flávio usa um exemplo infeliz, fala em 3 sobrenomes, Silva, Santos e Oliveira, como exemplos de nomes pouco presentes no poder: Que tal?
    – Silvio Santos
    – Janio da Silva Quadros
    – Juscelino Kubitschek de Oliveira?

  216. L disse:

    Se eles devem ser tratados como todos,então devem ser tratados como seres normais.
    Sendo assim,devem conseguir a vaga na faculdade como todos conseguem,BATALHANDO.
    As cotas raciais só prova o quão fraco eles são.

  217. Daniel Oliveira disse:

    Sou contra a cotas. Pois a raça não demonstra as faculdades morais e intelectuais da pessoa. De forma geral, queremos acabar com os preconceitos, mas não vemos que o preconceito está dentro de nós mesmos, as cotas são formas de preconceito.
    O que seria mais justo uma pessoa falar:
    Não gostei do livro dele porque ele é negro/branco/cego/mudo/aleijado…
    ou então: Não gostei do livro dele porque ele é um mal escritor.
    Qual das frases seria a mais "justa"?

  218. Yvens S.S. disse:

    Sou contra as cotas raciais, que nada mais são do que um atestado de inferioridade à classe negra, ao mesmo tempo em que se tornam "meio de exclusão". Afinal, onde entram os brancos das escolas públicas, que mesmo tendo maiores notas, perdem vagas em universidades, concursos públicos, para outros candidatos com nota inferior, mas inclusos no sistema de cotas?

  219. Gustavo disse:

    Sou contra o sistema de cotas, pois acho isto uma descriminação. É o mesmo que diser que negros não tem a mesma capacidade de entrar em uma universidade que outras pesoas, como se os negros fossem burros.

  220. Adelci disse:

    Olá, não concordo com cotas pra negro, o problema no Brasil, não é ser negro,e sim, ser pobre. O acesso limitado as universidades é decorrente da grande falta de qualidade no ensino público. O pobre não pode pagar um colégio partiular, ai fica sem qualidade do ensino, eu concordo com cotas pra "Pobres". Essa inclusão que muitos pregam exclui.

  221. MÁRCIO FLÁVIO disse:

    Infelizmente no brasil se faz necessário sim ter cotas racias, e não sociais como muitos pregam. Negrose negras ainda passamos por algumas privações e ricularizações na sociedade brasileira e não é somente por falta de $, apesar que sem ele as dificuldades também aumentam.

    O estado brasileiro sempre adotou cotas para beneficiar quem "ele" quisesse… é só rever a nossa historia ou melhor vejamos quais os sobrenomes que aparecem mais nos postos de comandos do nosso país.

    Pouquissímosos Silvas, Santos, Oliveiras etc… aparecem.

    COTAS RACIAS JÁ !!!

  222. Ingrid Cruz disse:

    eu acredito que o preconceito racial é claramente demonstrado através das cotas, pois se todos nós queremos a igualdade racial por quê então essa diferença nas cotas, se lutam pela igualdade não tem como haver cotas assim estão privilegiando e com isso o preconceito só aumenta.
    O privilégio é a base do preconceito.

  223. Marco Vito Oddo disse:

    O problema das cotas para negros é que, por definição, você estaria selecionando o estudante através da cor da pele, uma atitude racista. Tenho exemplos pessoais de amigos que estudaram em escolas particularers e tem condição para bancar uma preparação para o vestibular e mesmo assim acabam utilizando da cota. Qual a justificativa para isso? A cota deveria visar alunos carentes, e se eles são de maioria negra, que sejam! O ensino público do país é um lixo, e quem não pode pagar realmente estará altamente desfavorecido. Porém isso não deve ser uma medida fixa, seria apenas algo temporário enquanto a estrutura básica do ensino sofre uma melhora drástica.

    E mesmo assim, esse tipo de cota ainda apresenta problemas, poruqe o governo para oferecendo a vaga, mas não pensa em como o aluno vai se manter. Faculdade, mesmo pública, é um gasto e norme, e quem não tinha condição de pagar uma escola ainda não vai ter condição de pagar passagens, xerox, livros caros… também por experiência pessoal, muitos alunos de escola pública que entram na faculdade a partir do sistema de cotas acabam tendo que desistir no meio do curso por terem que trabalhar tempo integral, ou por não conseguirem bancar os próprios gastos. Você acaba tirando uma vaga de alguém à toa.

  224. Lillian Saick disse:

    Sou totalmente contra. Cotas para negros é simplismente um atestado de inferioridade e, desse forma, preconceituoso. Acabar sim com o racismo, mas com medidas eficientes e não com mais formas de preconceito. Quanto as cotas para as escolas públicas são apenas mas uma tentativa fajuta do governo de passar por cima dos reais problemas da sociedade. A problemática está nos ensinos das escolas. Mas o governo, óbvio, não vai desenbolsar dinheiro para melhorar as escolas sendo que precisam do dinheiro para os "mensalões", desvios e por ai vai. É triste, mas é a realidade.

  225. Rafael disse:

    achei interessante o artigo. Concordo que o termo "raça" não possa ser utilizado para diferenciar os ingressantes na universidade uma vez que não há nexo causal que a justifique. O único detalhe que me chamou a atenção foi de que o advogado praticamente não deu argumentos jurídicos… Há um gancho gigante entre essa questão e o Princípio da Igualdade. Uma pena não ter sido explorado.
    Por outro lado, acho que a questão é ainda mais profunda. Seriam possíveis cotas na universidade por pobreza ou por tipo de escola? Na minha opinião, a equação do bom funcionamento da faculdade está atrelada diretamente ao mérito (conhecimento, capacidade de aprender e de fazer descobertas) dos ingressantes. Assim, qualquer outro método de seleção que o deturpe leva ao risco de sucateamento da universidade.
    Acho que seria extremamente interessante um artigo que tratasse das cotas nesse aspecto mais geral.

  226. Carolina Carteli disse:

    O sistema de cotas é o mínimo que o governo deveria estar promovendo para a inclusão racial, pois, como foi dito a apenas "140 anos", os escravos tiveram sua "liberdade". O Brasil historicamente foi construído por negros, seu sistema escravista foi o mais tardio a se libertar, foi o país que teve o maior número de escravos, o colonialismo reina ainda hoje (latifúndio). Com o fim da escravidão os negros foram obrigados a se retirarem das cidades, formando assim as favelas, o próprio sistema do governo nestes anos todos de republica, proporcionou e construiu este caos que vivemos hoje em relação a desigualdade.
    Não podemos falar apenas de dados sociais. Nossa história, quanto Brasil, foi formada por injustiças e preconceitos, por definições de classes e poder capitalista. Este poder na mão da pequena burguesia brasileira, finge esquecer o passado, olha apenas para o presente histórico, feito pela cultura material de consumo.
    Sendo assim sou extremamente a favor das cotas, não me baseio no tempo presente que traz informações manipuladas e pouco confiáveis e sim na história. O que se pensa hoje em relação a isto, foi um processo de construção, promovido pela elite no poder. A desigualdade reina em nosso país e isto é visível, não podemos ignorar os fatos e dizer que esta tudo bem, não podemos dizer que cotas é sinônimo de preconceito, pois não é.
    A questão é muito mais séria do que parece, será sempre mais cômodo dizer que somos contra as cotas, "tapando o sol com a peneira". É preciso estudar os fatos, estudar a história do Brasil, analisar os vários pontos de vista sobre o assunto definindo uma opinião.
    Sou a favor de cotas, pois neste sentido o Brasil começa a se libertar de seus próprios preconceitos, encarando, discutindo e tentando transformar este sistema eurocentrico que teima em ficar.

  227. stephano bacarji disse:

    Sou absolutamente a favor das cotas. Seria muito medíocre em dizer apenas isso.
    A maior parte dos negros sao pobres, e quando se opta pelas cotas é porque realmente entre esses pobres o negro sofre o verdedaeiro preconceito, por isso eh mais mau remunerado do que o branco, e por isso q as cotas são para negors e não para pobres!
    sou a favor no investimento na educação, porém essa eh uma solução a longo prazo e enqnto ela n se realiza o negro tem q ter uma forma de entrasr na faculdade.. e essa forma é por meio das cotas.
    Ai vc pergunta : pq o negro merece cotas? isso eh racismo!
    não, n eh! por ser a maioria pobre o negro trabalha para a sua própria familia geralmente desde criança, portanto ele se preocupará em ter comida em casa ou em estudar para passar no vestibular?
    Além de tudo isso, uma frase muito bem empregada por aristoteles e utilizada por Rui Barbosa q diz: "tratar os iguais de forma igual, e os desiguais de forma desigual na medidia em q se desigualam"
    isso explica porque o negro deve ser tratado de forma desigual perante os outros, justamente por ele ser desigual, mas DESTACO q essa desigualdade eh uma desigualdade social, pois se levarmos em consideração uma igualdade biologica negro n se diferencia do branco!
    outro motivo q leva a negro ter cota, não provém de sua falta de capacidade para passar num vestibular comum, mas sim da falta de preparação, pois como jah foi falado encima e como todos sabem a educação no Brasil n eh flor q se cheire..

  228. Nina Fola disse:

    O mais me agrada neste debate em relação às cotas é a manifestação das pessoas. Se todos lembram, antes as pessoas somente se diziam não racistas, e o movimento negro era visto como "criador de caso". Vitória!!!
    Lendo as opiniões colocadas em todos os espaços sociais e os sentimentos pautados na possibilidade da perda da hegemonia até então legalizada, vejo o quanto se deve discutir isso e mais me fortalece em defesa das leis e ações afirmativas. Mesmo que estas não sejam para mim (pessoalmente falando)mas estará afetando muitas vidas desprovidas de privilégios e de oportunidades e consequentemente a sociedade futura que meus filhos viverão.
    Viva as cotas! E espero um país muito diferente daqui a vinte anos, onde as universidades tenham professores negros e a história do país seja contada pelos seus protagonistas, assim como em todas as áreas do conhecimento seja inserido o olhar daqueles que sempre foram anulado, ou como dizem os movimentos sociais: invisibilizados – os reais construtores deste país, os negros escravizados e seus descendentes.

  229. Vanessa Zanotti Cavalcante disse:

    Sou contra as cotas tanto raciais quanto para alunos de escolas públicas. A cor da pele de uma pessoa não vai influenciar em nada seu desempenho em processos seletivos. Todos os argumentos que ouvi favoráveis às cotas podem ser derrubados.
    Dizer que "negros historicamente sofreram discriminação racial" é inválido porque o corretor das provas não saberá a cor da pele do estudante que fez a prova, logo não tem como esse aluno sofrer discriminação.
    "Até 1970, 90% dos negros eram analfabetos". Não estamos em 1970, 38 anos se passaram e não são as pessoas desse período que estão prestando vestibular nem se resolve essse problema, jogando-as para dentro das universidades. Nesse caso, pessoas que se enquadrarem como analfabetas devem receber a devida educação. Esse é o papel do governo.
    Pior ainda é usar como motivo da aplicação das cotas a deficiência da educação pública do País. É incoerente que pessoas ligadas ao governo assumam os problemas do ensino público para sustentar a "necessidade" das cotas, no intuito de conseguir um favorecimento político graças ao apoio que receberão das massas iludidas pela "eficiência destes homens bons que criam oportunidades", quando na verdade mascaram o não cumprimento de suas obrigações. A parte cabida ao governo é dar à população EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, para que tanto alunos de escolas públicas quanto de escolas particularer estejam recebendo igualmente conteúdo escolar. Lembro ainda que nos nossos impostos PAGAMOS (e caro!) para recebermos benefícios, entre eles, a educação.
    "Pessoas carentes não têm acesso a cursinhos preparatórios". Existem cursinhos pré-vestibular para atender a essa população. E não há por que reclamar já que muitos professores que ensinam em cursinhos particulares, também ensinam em públicos. Falta divulgação sobre a existência deles.
    Quando o advogado Renato Ferreira diz "dar valor à diversidade étnica" ele considera que nossa sociedade são pessoas só negras, outras só brancas e outras só índias convivendo no mesmo espaço, onde negros e índios são desvalorizados. O brasileiro é a diversidade étnica em cada pessoa, raríssimos são casos de pessoas brasileiras com apenas uma origem étinca. O advogado ignora a exitência daqueles com a pele branca que têm

    afrodescendência bem como indígena. O brasileiro é uma mistura, e a pessoa poderá ser prejudicada pois o caráter branco na pele se sobressaiu.
    Depois de tudo isso acredito que não será necessário comentar o tamanho do absurdo da reserva de 50% das vagas. Pra mim, esta é a maior medida

    "engana-povão" criada.

  230. Igor Lima disse:

    Sou contra cotas para negros, porque parece que os negros não tem potencial para passar em vestibulares, e os brancos tem.
    Pra mim isso é racismo!

  231. Sarah Pini disse:

    Sou contra cotas. Considero uma "inclusão excluinte" que tenta beneficiar determinada etnia ou classe social por considerá-la inferior as demais.

  232. Maryna Black disse:

    Sou contra qualquer tipo de cota em universidades.
    É uma injustiça que uma pessoa faça 300 pontos, passe na prova do vestibular, enquanto uma que fez 600 não passe.
    Cotas para negros, são a coisa mais ridícula que existe.Depois querem vir pregar a igualdade social!
    Conheço negros que não vão marcar as cotas na hora da inscrição, pois compartilham da mesma opinião que eu de que negros tem a mesma capacidade do que brancos de passar num vestibular. Para sermos todos iguais, deveríamos todos ter direitos e deveres iguais, independente de raça e posição social! Isso tudo é pura discriminação. Para não falar de escolas públicas.Existem escolas públicas muito melhores que escolas particulares. E, mesmo assim, uma pessoa que quer estudar, não interessa se o ensino é bom ou ruim. Essa pessoa vai atrás, tenta, aprende, até conseguir. E mais uma coisa, quem não tem dinheiro para nem comer direito, como vai ter para pagar as apostilas, xerox e etc que qualquer universidade (e até as estaduais) cobram que o aluno tenha para poder aprender?
    Qualquer pessoa que realmente queira e se dedique passa em qualquer vestibular.
    E, principalmente, as cotas influenciam mais ainda a vontade de estudar as crianças e adolescente (que já é pequena). Afinal, agora todos os negros e estudantes de escolas públicas podem pensar assim: "Ah, estou dentro das cotas, preciso só fazer 300 pontos pra passar, nem vou estudar no ensino médio, então". Absurdo.

  233. Pablo disse:

    Eu desisti de conversar com alguém sobre esse assunto pelo simples fato de que uma pessoa que ache correta a implantação de cotas racias não consegue defender seu ponto de uma maneira sensata. Acabam SEMPRE apelando para um lado político. SEMPRE. Não nego a minoria negra nas universidades, mas aposto na capacidade dessas pessoas. E com isso eu quero dizer que dando as condições básicas para elas poderem enfrentar seus concorrentes brancos (e fique claro que não fui eu quem separou assim) elas conseguem competir de igual para igual.

    O principal racista dessa história foi quem teve a capacidade de anunciar essa idéia de implantação de cotas racias.

    Se racismo se trata da diferenciação pela cor/etnia então quem teve a capacidade de divulgar essa idéia é o principal RACISTA.

    Cotas são estão para o racismo assim como bombas estão para guerras. Apenas contribuem.

  234. Bianca Mello disse:

    Sou contra as cotas para negros porque acho que elas são sem sentido. Primeiramente porque é generalizar a situação e classe social dos negros(como se todos fossem incapazes e "burros"), depois porque não são miniria, eles existem e em grande número. E finalmente porque é uma forma de humilhação, me desculpe todos aqueles que são a favor, mas aquele que usa da cota porque tem uma cor diferente, mas não tem algum tipo de dificiência ou não é de uma cultura totalmente fora da urbana( como os índios).
    Mesmo que a situação da população negra no Brasil fosse generalizada para aqueles qu não têm condições, seria preconceito, pois existem outras raças que que se encontram na mesma situação e favorecê-lo por causa de sua cor seria dar exclusividade, e mesmo assim, nas faculdades da rede pública (as melhores faculdades do brasil são as da rede pública) os 20% são negros de classe média ou classe média alta, ou seja, de certa forma não se encaixam no perfil pobre, portanta, eles mesmos tiram de certa forma essa exclusividade para os que se limitam nessa categoria.
    A cota deveria ser para aqueles que não tiveram a mesma oportunidade de dar continuidade aos estudos ou cumprir o horário escolar( por problemas familiares, como ter que trabalhar pra sustentar os outrosmembros da família, ou até cuidar dos outros membros da família), esses sim mereciam primeiro algumas aulas preparatórias para o vestibular e ainda por cima uma garantia de conseguir fazer o curso.
    Sou parcialmente contra as cotas de estudantes da rede pública, já que mesmo os esforçados e cheios de vontade são prejudicados por conta da falta dos professores e dos materiais necessários, mas se insvestirem nas públicas um dia poderemos parar de usar todo o salário de nossos pais no ensino particular e não haverá mais cotas, já que todos estariam na mesma situação!

  235. Joice Ramson disse:

    Sou contra, pois as cotas é uma forma de racismo, porque a cor não mede a capacidade que uma pessoa tem ou não de entrar na universidade.
    Ainda dizem que cotas e uma forma de "igualdade social", não sei como falam em igualdade social quando os próprios negros se julgam incapazes de entrar na universidade fazendo um vestibular como uma outra pessoa qualquer, eles praticam racismo contra eles próprios.
    Pensa bem a minha situção vou prestar vestibular no próximo ano, tenho muito o que me preparar, porque corro o risco de passar no vestibular e não entrar na universidade por causa das cotas como aconteceu este ano, pessoas q passaram no vestibular não poderam entrar na universidade por causa das cotas.

  236. Eveline disse:

    Sou contra, já que somos todos iguais, porque esse tal benefício só para alguns!?Existem pessoas que estudam em escolas particulares "mais em conta", e nem por isso são ricos, ou podem pagar uma faculdade particular.Existem também pessoas negras com excelente condição financeira, e outras não…Assim também acontecem com brancos.Infelizmente nosso governo se preocupa em RESERVA de vagas e não com uma criação de novas vagas nas Universidades!O comum do Brasil é político envolvido em escândalos, querendo aumento….Mas não se preocupam em discutir um a melhor remuneração para os professores de rede de ensino Fundamental, já que é a base, não só para o Fundamental, mas como o Médio também! A educação oferecida na rede pública é extremamente deficiente, mas não deveria ser, já que pagamos tantos impostos, taxas e outros…Outro problema é que talvez o aluno que seja aprovado através das cotas, que já tenha uma formação desprovida de qualidade, vai passar por dificuldades durante ao longo do curso, entrar na universidade se tornaria fácil, o difícil é sair dela.Por esses motivos e outros sou CONTRA AS COTAS.

  237. Eduardo disse:

    Acho q essa medida é nada nada mais, nada menos … q uma tentativa do governo de "minimizar" a educação de base precária do país… e em resposta a isso tenta implantar uma medida sem noção, como se dividir a Universidade Pública em duas fosse a solução… Ao invés… de investir e fiscalizar, de verdade,o ensino fundamental e médio do país, prefere esconder a sujeira embaixo do tapete… e fingir q tá tudo bem, com essa ideiazinha… mas vamos p frente… vamos esperar… vamos ver no q vai dar… e vamos esperar o momento de explosão e caos total… queria ver se fosse em outros países se a população ia ficar inultimente só olhando … só olhando… e apesar de todo conhecimento dos escândalos… iam ficar novamente … olhando!!

    infelizmente, aki é o lugar em "q tudo se pode"!!

    “”””Ah!… acho q Agdha Rubim falou tudo…

    um abraço…
    e como sempre, palavras inutéis foram expressas (mais uma vez)

  238. Camila V. disse:

    Sou contra as cotas para negros e pessoas que estudaram em colégio público.

    Negros: Por acaso os negros tem menos inteligência ou capacidade de aprendizado que os brancos? É um baita preconceito, estão tirando os negros para burros que precisam ir pelo mais fácil, esforça-se menos que os outros! Mas aí claro, esse tipo de preconceito eles não reclamam, aí tudo bem ¬¬!

    Colégios públicos: estou fazendo cursinho pré-vestibular esse anoe tenho vários colegas que estudaram em escola pública, ou seja, eles estão tendo a mesma oportunidade que eu, pagando cusinho e vão entrar pelo mais fácil! Acho que as cotas nesse caso deveriam contar a situação econômica dos vestibulandos, e não se estudaram em colégio público, meus pais, por exemplo, não tem como pagar uma faculdade para mim, já se matam para pagar um colégio particular, e aí? Por que eu não posso entrar pelas cotas então? Se colégio particular fosse tão bom assim, eu não precisariam estar fazendo cursinho então, certo?

    Acho uma injustiça qualquer tipo de cotas, mas se querem tanto que tenha, deveriam ser somente baseadas na renda das pessoas, e também, que o governo desse mais dinheiro as faculdades públicas para que elas ADICIONASSEM a porcentagem de cotas, se o curso tem 100 vagas, passassem a ser 130 ou 145 (dependendo), 30~45 destinadas as cotas! Não haveria injustiça nenhuma.
    Essa merda de governo tem é que parar de roubar o dinheiro público e investir na educação!

  239. anônimo disse:

    Olhá, sou contra essa lei das cotas raciais, afinal, neste país, estamos buscando acabar com o preconceito (que é algo , claro, muito ruim para a pátria), porém, essas cotas são o próprio racismo, demonstrando que a raça negra tem menos condições para passar as provas. Todos somos feitos com a mesma capacidade, Deus nos fez iguais, mas, essas lei só faz aumentar a desigualdade aqui existente.

  240. Thierry Lamarck Oliveira disse:

    Nem a favor, nem contra, o que vier é lucro. Eu já estudo numa universidade federal, quanto a essa parte não me importo. Já quanto a empregos e outros tipos de cotas eu também não me preocupo, se puserem cotas eu aproveito, se não vigorarem eu continuo na mesma. Sou mestiço, moreno claro de cabelos lisos, porém tenho como provar que meu bisavô paterno era negro, portanto se tiver cotas para empregos eu me qualifico como negro, senão me qualifico como branco e das duas formas aproveito o benefício. Quando me alistei no exército eles me qualificaram como branco num papel lá antes de jurar a bandeira, porém tenho sangue negro, ainda que pouco, mas tenho, além, é claro, de outras várias etnias que não vem ao caso no assunto discutido aqui.

    É isso aí, tanto faz como tanto fez, não sou negro nem branco, sou mestiço e se eu disser que sou negro ninguém vai poder dizer o contrário, se eu disser que sou branco ninguém também vai poder dizer nada.

  241. morgana disse:

    Sou contra, afinal as cotas é uma forma de racismo, demonstra que negros são menos capacitados,o que é uma mentira, somos todos iguais e capazes de aprender o mesmo.O governo mostra que seu sistema falha, pois abre vagas para alunos de escola pública.Todos sabemos, o ensino deve ser reformado na base educacional,ou seja, no ensino fundamental.

  242. Lucas disse:

    sou a favor

  243. Elvis Sampaio disse:

    Acho o sistema de cotas uma forma errônea de tentar consertar o absurdo das desigualdades, é tapar o sol com a peneira, como a maioria das coisas feitas nesse país, enquanto nossas atenções estão voltadas para os problemas das cotas, o ensino médio continua a mesma porcaria, não sou a favor de cotas para negros, pois a cor de uma pessoa não determina sua capacidade intelectual.Como eu disse no início, "uma forma errônea de tentar consertar o absurdo das desigualdades", talvez não seja para o poder público, pode ser que atenda exatamente a necessidade de nos enrrolar mais uma vez.

  244. Jeronimo Burns disse:

    Sou contra toda forma de diferenciamento entre "raças" seja por uma forma afirmativa ou não.
    A biologia já comprovou que somos todos pertecentes a mesma raça portanto todos são capazes de alcançar os mesmos objetivos!!!
    Bem mais que uma ajuda as cotas proporcionam uma forma de se auto menosprezar, porque como posso lutar pela igualdade, se afirmo por meus atos que não tenho capacidade intelectual de lutar de igual para igual por algo que eu queira.

  245. Mariana Muniz disse:

    Eu acredito que todos os brasileiros têm noção de que nossa nção é formada por muitas raças. Não é necessário portanto, que se criem cotas para esses núcleos étnicos, pois isso só dará mais abertura ao racismo e aos preconceitos. Tenho 18 anos e estou fazendo cursinho pra ingressar na federal de medicina do Ceará, a UFC ainda não adotou o sistema de cotas, mas futuramente irá adotar. Sou contra pois todos, negro, índios, brancos, amarelos e etc, devem ter as memas oportunidades e não é com cotas que iremos abrir as portas para os que não puderam desfrutar de seus direitos educacionais. as oportunidades esperadas pelos desfavorecidos devem ser aplicadas no início da educação, com acesso aos colégios públicos de qualidade, o que não é muito comum por aui. Por isso, acredito que os governantes devem se preocupar primeiramente com o ensino base da população, para depois decidirem se é realmente preciso um sistema de cotas!
    Bem é isso, sou contra!
    Obrigada.

  246. Miriam disse:

    Sou totalmente a favor das cotas raciais nas universidades.
    Ela visa reparar as injustiças feitas contra o povo negro,pois quando aconteceu a abolição , a 120 anos atras, não foram propostas ações que visavam integrar o povo que durante 350 anosforam arrancados do seu continente e contruíram a riqueza do nosso país.
    As cotas não são novidade para a sociedade brasileira. Quando houve a imigração européia para substituir o braço negro na produção das riquezas, foi dada a eles várias oportunidades, como o trabalho assalariado, terras, ( como foi o caso do Espírito Santo) entre outros. Tanto é verdade, que a hoje, a maiorida da classe dominte do país é constituída por descendentes de imigrantes.
    A implantação das cotas nas universidfades é apenas uma das muitas ~das muitas açõea firmativas que precisam ser implantadas para que possa haver uma mudança social e econômica na vida de cerca de 50% por cento da população afro descendente, sendo que a mmaioria vivem em condições precárias.

  247. André disse:

    Eu sou negro e sou totalmente contra as cotas, as cotas sao ao meu ver atestados de burrice de falta de capacidade, capacidade q no meu ponto de vista os negros indios etc, concerteza os tem e de sobra. A raiz do mal e a ganancia, o roubo, e toda esta corrupçao desenfreiada, o dinheiro arrecadado q deveria ser destinado as obras publicas nesta questao a educação, estao indo direto para o bolso dos politicos. Se o governo investisse como se deve nas escolas publicas ou necessariamente no povo, muitos problemas ja seriam resolvido.

  248. Manuella Borges disse:

    O fato não é ser contra cota para negros, índios, o fato é ser contra qualquer medida de exclusão. Governantes que se utilizam desta como justificativa para um problema crônico e crítico que se arrasta há décadas: a educação brasileira!
    E não é por falta de competência, mas por falta de "vergonha na cara"!
    Educação é um projeto de longo prazo, se o processo não for modificado desde a sua base não adianta "enfiar" alunos nas universidades quando chega o momento de cobrança. Existem candidatos à vagas públicas que tiveram acesso à um ensino de qualidade e que se beneficiam de uma medida feita para ajudar quem não tem recursos; mas que na verdade, é uma medida governamental que contradiz o próprio governo, já que automaticamente assume a má qualidade do ensino público nacional brasileiro.
    E quem não teve o "previlégio" de estudar em escola pública? Que tipo de benefício tem? "Tapar o sol com a peneira, companheiros e companheiras", não forma ninguém! Haja vista, o número de alunos que entram e não se formam por falta de base educacional para permanecer em uma dessas universidades. Somos todos iguais e educação não deve nem pode ser diferente. Exige investimentos? Sim, como tudo, mas principalmente boa vontade e real sentimento de progresso; afinal, sem educação o Brasil não vai para frente!

  249. Deivison Nkosi disse:

    ESPANTO!!!!!!!!!

    Pensem em suas universidades. Quantos negros estudam lá? Pensou? no país onde oficialmente os negros são 50%.

    NINGUEM SE ESPANTA COM AS COTAS DE 97% DE BRANCOS NAS FACULDADES PÚBLICAS E NOS CURSOS DE PRESTÍGIO… NINGUEM SE ESPANTA COM A COTA DE 95% DE BRANCOS NOS CARGOS DE DIREÇÃO, NINGUEM SE ESPANTA OU SE INCOMODA.

    Mas quando o negro luta… Reivindica igualdade, aí aparecem os incômodos.

    Desde a escravidão aos dias atuais o racismo não causa espanto e comoção. O assassinato de jovens negros, a mortalidade duas vezes maior p mulheres negras… a segregação educacional brasileira… NÃO, NÃO CAUSA ESPANTO.

    . Os negros não se sentirão inferiorizados… (pelo contrario, terão acesso a algo restrito apenas aos brancos de classe média)
    . Os negros não rebaixarão o nível do ensino. A realidade mostra que os cotista na maioria das vezes (quando têm oportunidade de permanência) têm desempenho superior aos não cotistas
    . As cotas não provocarão uma divisão racial no nosso “harmonioso país”. Quem provoca a divisão é o racismo, quando nega se oportunidades iguais. Quando naturaliza e não se sensibiliza com a ausência de negros nos espaços de poder. É isto que fragmenta nossa harmoniosa sociedade.
    O racismo é nosso inimigo, mas este pela maioria dos depoimentos não causa espanto. O que espanta são as tentativas de enfrentá-lo

  250. Nandaaa disse:

    Eu sou totalmente contra cotas,pois as pessoas pensam é com a cabeça e não com a pele. Essa medida ridícula. O preconceito vai só aumentar por causa desse sistema de educação . Sou a favor da melhoria do ensino de base. Só porque uma pessoa entrou numa universidade através de uma forma mais vantajosa em relação aos candidatos "normais" não quer dizer que ela será um bom profissional. O estudante tem que fazer por onde. Estudar o suficiente para merecer a vaga.

  251. Marino Nascimento Jr. disse:

    Sou contra cotas raciais.
    Bolsas de estudo baseadas em status socioeconômico seriam a solução ideal.

  252. Caio Eduardo disse:

    Cotas para negros é racismo, é uma ofença aos negros, ao garantir a vaga em uma universidade para uma pessoa negra estamos claramente chamando os negros de burros, e confirmando o que muitos ditadores e "pensadores" como Hitler diziam: Que a raça negra é uma raça inferior à branca.

    Isso não é verdade, negros são tão inteligentes e capazes como os brancos, não podemos deixar que os negros sejam citados como burros, é isso que acontece quando uma universidade facilita a entrada de um negro sem que ele precise passar no teste de conhecimento (vestibular) ao ser a favor das cotas estamos falando claramente que negros tem inteligencia inferior!

    Isso é um grande absurdo!

  253. Rejane rodrigues disse:

    Sou contra as cotas raciais por inúmeros motivos. Um deles é o fato de ferir o princípio da isonomia, previsto na constituição, e o que nós negros queremos é ser tratados com igualdade, o que não ocorre a partir da s cotas. Na verdade, creio que a implantação das cotas raciais no Brasil foi elaborada com a pretensão de se atingir a promoção política, e não de ajudar a quem quer que seja. Concordo que para se atingir um bom resultado futuramente com relação a inclusão social de negros, deve-se haver medidas que possam acelerar esse processo. No entanto, tais medidas devem ser elaboradas para condicionarem melhoras no ensino público, desde sua base, para que possa haver uma melhora na inclusão social de alunos que não tenham condições de estudarem em escolas particulares.Se as cotas forem mesmo necessárias, que seja feita escolha a partir de um critério social e não racial.Eu faço faculdade, não entrei por cotas e mesmo assim sofro preconceito, uma vez que as pessoas te avaliam a partir das cotas e da melanina, por isso nunca te perguntam se entrastes ou não a partir desse método, pois, na cabeça delas, não haveria outra maneira de negros entrarem na faculdade.

  254. Ítalo Nascimento disse:

    Sou contra qualquer forma de reserva de vagas. É preciso respeitar a meritocracia de uma sociedade democrática. Se a educação de base não é democrática no país, devemos então solucionar tal problema, ao invés de trazê-lo também para as universidades.
    Quando os alunos da rede pública de ensino estavam apresentando alto índice de reprovação, abaixou-se a média de 6 para 5. Agora que eles não estão passando, devemos admiti-los na universidade com médias mais baixas do que o que seria necessário normalmente?

  255. Luana Matos disse:

    Tenho uma postura contra cotas para negros. O seguinte benefício apenas afirma que o negro não possui capacidade para chegar à universaidades federais. Acho que criar essas bolsas de estudo é amenizar um erro com outro. O que deveria ser feito é muito mais complexo do que isso. O erro vem de outros lugares, como outros auxílios semelhante a esse. ex: bolsa família, vale gás etc. O Brasil precisa de investimento na área da educação. Esses benefícios deveriam ser cortados e assim então poderíamos investir numa boa educação para nossas crianças. Além de dizer que os negros não têm capacidade de entrar numa faculdade, o governo afirma o seu preconceito e afirma também a total incompetência do ensino público, quando deveria ser justamente o contrário. Estava assistindo ao RecordNews e vi a entrvista do ministro que não me lembro o nome agora, mas era ligado diretamente a projetos contra racismo, e ele dizia o seguinte: "Os desiguais devem ser tratados de forma desigual para que seja equilibrado o cenário.". Eu discordo completamente dessa opinião, pois acho que os desiguais devem começar a ser tratado como iguais perante a sociade. Isso é o mínimo dos direitos humanos. Se a desigualdade existe, como podemos tratar de forma desigual as pessoas? Bom, essa questão das cotas não é algo isolado e não deve ser tratado com descaso. O governo deve ter a consciência de que se os negros que estudam em escolas públicas não conseguem entrar na universidade, o problema não está no racismo e sim na qualidade precária de ensino!

  256. Gabriel Abreu da Cunha disse:

    Um erro não justifica outro. Por mais que a população negra tenha sofrido diversas injustiça durante os 500 anos de história brasileira, é hipocrisia pensar que uma ação dessas deixaria as coisas “justas”. Existem menos negros nas faculdades? com certeza, mas não é por que são menos capazes e precisam de vagas destinadas somente a eles, e sim porquê historicamente, a população negra foi marginalizada no país e infelizmente não temos uma educação pública que capacite essa assenção. A resposta? Políticas afirmativas? Não. Políticas educacionais.

  257. Márcio Rocha disse:

    O sistema de cotas é nada mais que uma maneira do Governo Federal corrigir um problema criado por eles próprios ao enfraquecerem a educação pública. Até os anos 70, as escolas públicas eram dotadas de exímia qualidade. Não é à toa que os representantes do poder público de hoje foram alunos de escolas públicas e falam disso com muito orgulho. Negros, nativos brasileiros (afinal, índio é da Índia), orientais e brancos, não importando quem fosse, bastava ter uma formação educacional solida, exatamente ao contrário da atual.

    A educação privada não era bem vista pelos pais antigamente, pois era local de alunos de baixo desempenho.

    Quem não tinha condição, era aluno da escola pública, como hoje, mas ficava em outros complexos que não davam tanto suporte como as renomadas escolas centenárias do Estado.

    A divisão é o maior exemplo de racismo, pois esta segrega os definidos racialmente como intelectualmente inferiores. Só que jamais os detentores do poder reconhecerão que um negro bem preparado é tão capaz como qualquer outro. Não é a cor que define o potencial do ser humano, e sim seu interesse em progredir na vida, ou seja, pelos estudos.

    Se o ensino privado conseguiu superar o ensino estatal, a culpa não é dos alunos, sim dos governantes que não permitem que a população de massa, os proletários, possam ter a oportunidade de ter um filho formador de opinião, e que seja capaz de um dia, contradizer os preceitos atuais de ensino.

    A maneira encontrada é absurdamente discriminatória, pois estimula a segregação dos negros e pobres, pois existem pessoas de etnias definidas com alta posição social. Fazendo assim uma espécie de "apartheid" em pleno século onde os pensadores ensinam a premissa que nos foi ensinada desde o início dos tempos e base da democracia, que todos são iguais perante a lei.

    Que seja feita uma reestruturação na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para evitar constrangimentos que gerem conflitos intelectuais até com os próprios beneficiados. Ou se destine um número específico para alunos de escolas públicas, desde que disputem em pé de igualdade com os alunos de escolas privadas, que não podem pagar o preço de serem discriminados como "mauricinhos e patricinhas".

    Detalhe: me considero negro e nem por isso brigo para ver a vergonha de uma etnia que ajudou a construir o país, com sua força e seu intelecto. Afinal, muitos usaram de inteligência para crescer de todas as formas.

    Leiam sobre Tobias Barreto, poeta sergipano, negro, que é ícone de formação cultural em todo o mundo. Tendo inclusive um belo busto seu de bronze em Frankfurt, Alemanha. País que discriminou negros e queria ver sua exterminação.

  258. Leandro Cassimiro disse:

    Não sou contra cotas, mas contra cotas raciais, porque nosso país não é formado de brasileiros negros, índios ou brancos, mas sim de brasileiros. Quem defende as cotas raciais, está defendendo sim a discriminação de raças, pois os cotistas sempre serão lembrados não por sua capacidade, mas pela ajuda o Estado. Por outro lado sou totalmente a favor de cotas para alunos de escola pública, na porcentagem de 50%, e os outros canditados que forem aprovados na porcentagem restante, deverão ser obrigados a dar uma contra partida pela gratuidade do ensino. Por que os alunos oriundos da classe média alta e ricos, estudaram sua vida toda em escolas particulares e agora querem vagas na universidade federal, isso sim é errado. Vou dar um exemplo: um aluno oriundo de escola particular que comprove ter condições para bancar uma universidade particular, mas que queira assim mesmo concorrear as vagas remanescentes do curso de medicina, deverá em contrapartida, em um prazo de 5 anos (hipotético), trabalhar para o governo na área de saúde na amazonia ou em áres carentes do norte ou nordeste. Desta maneira estaremos sendo justo com quem realmente necessita. Não a cotas raciais.

  259. Renan Salvate disse:

    Sou contra as cotas. A matéria ja disse tudo!

  260. Roque Ferreira disse:

    Cartas na mesa

    Os defensores das Cotas e do Estatuto afirmam que as políticas universalistas foram incapazes de "incluir o negro" por isso as cotas seriam necessárias. Nada mais falso. Como a maioria dos defensores das cotas não possui vínculos orgânicos com a classe operária trabalhadora, desprezam a luta organizada dos trabalhadores negros e não negros para garantir a aplicação desses direitos nas luta do dia a dia, como educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, saúde de qualidade e gratuita para todos, reforma agrária, demarcação das terras dos quilombos remanescentes, emprego, salário decente, aposentadoria justa, fim da violência policial, o que garantiria condições de vida decentes, reivindicações se chocam com a política do governo de garantir o superávit primário para pagar engordar os lucros dos banqueiros das grandes corporações.

    Os defensores da luta contra o racismo desvinculada da questão de classe são os cotistas radicais (negros e brancos), vinculados principalmente a Ongs, Institutos, Organizações Religiosas, cujos projetos que desenvolvem são financiados principalmente por recursos de empresas privadas que aplicam o conceito de "responsabilidade social", bancos e fundações internacionais, como a Fundação Ford. Seguem a risca o que determina os donos do capital: implementar a integração pura e simples de alguns dentro da ordem burguesa.

    Os “neonegros” que alcançaram os confortos da pequena burguesia, e que hoje são os defensores mais radicais dos projetos racialistas, atacam os movimentos negros que combatem a prática da caridade, via Ongs, que se constituíram em instrumento de cooptação de parcela significativa de negros para o mundo das elites dominantes. Estão comprometidos com a conquista da mobilidade para alguns, por meio de uma política de conciliação de classe com a burguesia que lhes oferece uma cesta básica de esmolas. Se conseguirem, a maioria que fique penando no inferno até que uma morte indigna os leve para outro lugar, isto é se não tiver cotas. Eles e seus aliados brancos de consciência arrependida defenderão até a morte os projetos de Cotas Raciais e o conteúdo reacionário do Estatuto da Igualdade Racial que divide a nação, se colocando a serviço dos interesses dos imperialistas e racistas, promotores da exclusão e da barbárie.

    Nós que integramos o Movimento Negro Socialista que nos posicionamos contrariamente aos projetos de Cotas nas Universidades Públicas e do Estatuto da Igualdade Racial, constatamos que estes negros e seus aliados interessados nos valores pequeno-burgueses são um obstáculo à luta da maioria esmagadora do povo negro, que é o maior contingente da classe operária e trabalhadora.

    No Brasil, a condição de classe é um fator determinante nas questões raciais. A partir desta constatação reafirmamos que a luta de combate ao racismo deve estar ligada à luta de classes, sem que exista relação de subordinação entre elas, o que hoje passa pela luta sem tréguas aos que encontraram a saída mágica: defender a classificação racial oficial no Brasil, propondo sem nenhum pudor ou honestidade intelectual que se implantem aqui categorias raciais, o que vai de encontro aos interesses dos donos do poder, paradigma no qual se sustenta a defesa das cotas e estatuto.

    Roque Ferreira
    Coordenador Nacional do Movimento Negro Socialista
    http://www.mns.org.br

  261. Felipe disse:

    Bom, a cota para negros é uma proposta na minha opnião mau elaborada; acho que se pessoas estão vendo isso como uma "saida" para melhorar o ensino não podiam ter esquecido que muitos brancos de classe baixa tem mais dificuldades que negros. Ou seja se alguem quer cota que faça uma cota por classe social, não por raça…

    isso é uma forma visivel que os negros ainda comentem racismo ainda muitas vezes contra sua propria raça

  262. Vanessa disse:

    Sou a favor das Cotas.
    Muitas pessoas que são contra usam como fundamento o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, aquele em que afirma que todos são iguais perante a lei, sem haver nenhuma distinção. Além disso, sua maior argumentação para explicar tal opinião é que negros não necessitam de cotas para ingressar no vestibular, pois, assim, seria um preconceito, como se cotas fossem sinônimo de menor capacidade mental. Enfim, um conceito bem generalista fora da realidade social e histórica em que nos encontramos.
    Começarei, primeiramente, a contar um pouco da triste história do negro no Brasil, depois, os motivos pelo qual o Brasil (um país capitalista e subdesenvolvido) não consegue ter igualdade educacional e, após isso, dados raciais e nacionais que demonstram a condição do negro. Terminando-se, assim, o trabalho com uma conclusão.
    A história do negro no Brasil
    Em 1500, os portugueses invadiram o Brasil, com o simples objetivo de enriquecimento. Assim, para isso, foi necessária mão-de-obra pesada, adotando-se a escravidão como política econômica. As vítimas foram os africanos pelo motivo de serem considerados pagãos.
    Atos da história que suprimiram a ascensão financeira africana:
    A Bula (Dum Diversas) de papa Nicolau concedeu aos europeus a permissão de escravizar os africanos, dirigindo-se a eles como incrédulos, pagãos, sarracenos e inimigos de Cristo.
    LEI COMPLEMENTAR À CONSTITUIÇÃO DE 1824: “… pela legislação do império os negros não podiam freqüentar escolas, pois eram considerados doentes de moléstias contagiosas.” Ato usado com o fim de impedir que o negro crescesse econômica e políticamente devido ao conhecimento ser o progresso humano.
    3º ATO OFICIAL: LEI DE TERRAS DE 1850, N.º 601: “… a partir desta nova lei as terras só poderiam ser obtidas através de compra. Assim, com a dificuldade de obtenção de terras que seriam vendidas por preço muito alto, o trabalhador livre teria que permanecer nas fazendas, substituindo os escravos”. o exército brasileiro passa ter como tarefa, destruir os quilombos, as plantações e levar os negros de volta as fazendas dos brancos.
    ATO OFICIAL: GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870): Dizia que os negros que fossem lutar na guerra, ao voltar, receberiam liberdade. Conseqüência: antes da guerra do Paraguai, a população negra do Brasil era de 2.500.000 pessoas (45%do total da população brasileira). Depois da guerra, a população negra do Brasil se reduz para 1.500.000 pessoas (15% do total da população brasileira).
    ATO OFICIAL: LEI DO VENTRE LIVRE (1871): “Toda criança que nascesse a partir daquela data nasceria livre.” A finalidade desta lei foi tirar a obrigação do senhor de cuidar das crianças negras.
    ATO OFICIAL: LEI DO SEXAGENÁRIO (1885): Todo escravo que atingisse os 60 anos de idade ficaria automaticamente livre”. Medida eficiente para se livrar de idosos doentes e impossibilitados ao trabalho.
    ATO OFICIAL: DECRETO 528 DAS IMIGRAÇÕES EUROPÉIAS (1890): reabriu à imigração européia, com o fim de não deixar que os negros ocupassem cargos industriais e ascendessem financeiramente colocando em risco o processo de embranquecimento do país.
    Brasil, um país pobre e capitalista
    Vejamos os Estados Unidos, a Espanha, a Inglaterra e vários outros países desenvolvidos, países capitalistas que a igualdade impera, mas será que impera por que eles são casos excepcionais? Qual a diferença entre eles e outros países capitalistas como o Brasil, a Serra Leoa, a Venezuela (onde a desigualdade social é uma de suas maiores características)? A resposta está clara, aqueles países são capitalistas e ricos, já estes são capitalistas e pobres. Enquanto lá se tem escolas com docentes, infra-estrutura e materiais de modo bem distribuído e igualitário, aqui tem-se colégios públicos em condições precárias e professores desesperançosos enquanto na rede particular se constroem “babilônias” que procuram os melhores professores dando-lhes uma remuneração que os incentive à prática do trabalho. Assim, países ricos tendem a uma maior igualdade social por adotarem políticas que visem ao todo, ao próprio desenvolvimento e benefício, em prol do fim de manterem seus poderes em relação aos demais países, já estes, em sua maioria antes colonizados e explorados por aqueles, tendem ao desequilíbrio social devido tanto às suas histórias como ao sentimento de competição caracterizado pelo capitalismo. Havendo, assim, no Brasil e outros países pobres, uma barreira quanto à igualdade educacional e uma competição injusta entre os indivíduos bem providos financeiramente e os humildes nas diversas oportunidades da vida.
    Dados sobre a condição racial
    Comparação de situação entre trabalhadores negros e brancos com o mesmo tempo de experiência num emprego: os negros recebem cerca de 30% do salário pago aos brancos.
    A proporção de negros abaixo da linha da pobreza na população brasileira é de 50%, enquanto entre os brancos é de 25%.
    Um estudo divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) mostra que, se os negros brasileiros formassem um país, ele ocuparia a 105ª posição no ranking que mede o desenvolvimento social no mundo, enquanto o Brasil “branco" seria o 44º.
    Dados quanto ao percentual de alunos nas faculdades: da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o número de alunos brancos é de 76,8%, o de negros 20,3% para uma população negra no estado de 44, 63%; na Universidade Federal do Paraná (UFPR) os brancos são 86,6%, os negros, 8,6%, para uma população negra no estado de 20,27%; na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), brancos são 47%, negros 42,8% e a população negra no estado, 73,36%; na Universidade Federal da Bahia (UFBA), 50,8% são brancos, 42,6% negros e 74,95% a população negra do estado; na Universidade de Brasília (UnB), são brancos 63,74%, são negros 32,3%, tendo o Distrito Federal uma população negra de 47,98%; na Universidade de São Paulo (USP), os alunos brancos somam 78,2%, os negros, 8,3% e o percentual da população negra no estado é de 27,4%.

    Conclusão
    A história do negro no país, infelizmente, demonstra a miséria e submissão a que foram entregues os afro-descendentes. Mortes, falta de respeito, desconsideração, humilhação e subordinação às ambições ilimitadas dos europeus foram algumas características da época da escravidão. Aboliram a escravidão, mas deram alguma indenização? Deram casas e terras aos negros? Não deram nada, simplesmente decretaram a liberdade, como se isso fosse algo que suprisse todo sofrimento a que os negros foram impostos. Tamanha gravidade disso que vemos suas conseqüências até hoje devido a diferença financeira entre brancos e negros (expressas detalhadamente nos dados raciais expostos). Quanto ao melhoramento e igualdade entre ensino público e particular que tantos anti-cotistas dizem como solução, eu também sou a favor, mas que maturidade e dinheiro tem o Brasil, um país subdesenvolvido e capitalista, para tal façanha? E se mesmo assim o tivesse, levariam cerca de 50 anos para isso ser, de fato, imposto, até lá vários perderiam a oportunidade que já poderiam ter agarrado. As cotas são uma dívida social, de maneira alguma está se referindo ao negro como ser incapaz mas, sim, como ser que até pouco arrancaram sua capacidade.

  263. Eliana disse:

    É uma vergonha aceitar esse tipo de programa para ingresso nas faculdades!!! Um verdadeiro atestado de racismo, burrice e falta de competência dos nossos governantes para a implantação de ensino de qualidade nas escolas públicas. De que adianta essa votação??? É reconhecível que estudantes de escolas públicas (NEGROS E BRANCOS) tenham uma dificuldade maior nos concursos d vestibular, pela falta de competência do nosso sistema de ensino,porém facilitar a entrada já é querer "tapar o sol com a peneira". O fato de o indivíduo ser negro não faz dele mais ou menos capaz que ninguém.Acredito que só o surgimento dessa discussão já seria motivo suficiente para os estudantes, principalmente os negros e de escola pública se revoltarem e não aceitar de forma nenhuma essa barbaridade!!! Mas, infelizmente ninguém vai fazer nada, sabem por que??? Porque a grande massa dos estudantes do nosso Brasil são de escola pública,logo,como isso os "beneficia" essa grande massa,ficará é muito feliz de ter essa facilidade de entrar em uma universidade pública…um país hipócrita, cheio de mãos e luvas…é nesse país que vivemos, isso é repugnante, mas é assim nossa "bela", "querida","justa" e "inteligente" sociedade. Peço desculpas às exceções , mas isso revolta muito!!! e revolta mais ainda que os mais atingidos fiquem de braços cruzados esperando o caos da educação atual piorar…

  264. rafael costa disse:

    sou totalmente contra o sistema de cotas para negros, uma vez que se submeter a esse sistema é se declarar inferior e burro. Seria um projeto decente se fosse pra beneficiar os pobres.

  265. Gisele disse:

    Eu sou a favor das cotas. Em primeiro lugar não se trata da capacidade de uma raça ou outra em ser aprovado no vestibular, mas da má qualidade da educação que os pobres em geral tem acesso. Ninguém está dizendo que o negro não tem capacidade, mas que aquele que estuda em escola pública não está em igualdade de condições com aquele que estuda em escola particular.
    É certo que temos que lutar por uma educação de qualidade para todos, mas isso não aconteceria do dia para a noite, e mesmo que ocorresse o reflexo dessa qualidade só seria sentido a longo prazo, uma vez que o conhecimento também só vem com anos e anos de estudo.
    Vejo a questão das cotas como uma alternativa a curto prazo para que os estudantes negros e pobres tenham condições de cursar uma universidade pública. E quando o ensino público alcançasse a mesma qualidade do privado, as cotas perderiam o sentido e, por conseqüência, seriam extintas.
    É evidente que existem escolas públicas excelentes, muitas vezes melhores que as particulares, mas essa não é a realidade da grande maioria.
    Por fim, não acredito que um regime de cotas aumentaria o racismo. Se num primeiro momento, poderia se pensar “eu ralei pra passar no vestibular e ele entrou fácil porque é negro”; com o tempo esse tipo de pensamento iria diminuir. E no mercado de trabalho, que é o que realmente interessa, o empregador estará interessado na qualificação daquele profissional. Ele pode ter ingressado mais facilmente na Universidade, mas para concluir o curso teve que preencher os mesmos requisitos que qualquer outro.
    Temos que lembrar ainda que a condição de pobre da maioria dos negros do Brasil decorre de um regime de escravidão que acabou a pouco mais de 100 anos.

  266. José Arimatéia disse:

    Dificultaram a nossa relação social. Do mesmo jeito que os negros se sentem descriminados, eu por exemplo, também me sinto em relação a eles. Se antes eu senti-me constrangido diante de alguns negros, mesmo eu sendo pardo, agora então, até para opinar, acirra-se uma luta entre raças, somos chamados a fazer uma "reparaçã" que está extemporânea à nossa geração. Sinto que há alguns anos atrás era mais fácil me aproximar de pessoas negras, meus amigos negros estão mais atrás, agora, sinto uma certa arrogância, nessa relação… muito dificil. Se temos sentimento de aceitação e, até mesmo por termos sangue negro também, embora, não tenha cabelo encarapinhado, não acho fácil me relacionar com a maioria dos negros, sendo que eu é que me sinto descriminado, talvez, desacreditado, não sei.
    Mas, esta questão de medidas afirmativas só veio piorar.
    Um Oba oba danado se ver na grande mídia e em pessoas de formação de opinião, porém, quando pensamos que a questão do merito foi desprezada, isto, me trás muita preocupação. Porque, o mérito para mi, e eu acho que deveria ser para os negros também, uma questão soberana.
    Sou negro mas, tenho mérito. Este deveria ser o lema. E, não há dúvidas quão grande são os talentos já encontrados entre os negros. Portanto, assim como eles, milhões de não negros estão fora das "vantagens sociais" por ene motivos, pobreza, falta de talento, desprezo aos estudos, vontad epr´pria, aptidão, … ah, não dá nem pra enumerar.
    Besteira essa porcaria de cotas, viu. Luta de classes, marxismo barato, nada mais.
    Raças! Vamos ser amigas, fraternas, vamos nos amarmos … nada mais.
    Que Deus proteja a todos
    J. A.

  267. Angelica Basthi disse:

    Sou a favor das cotas racias e lamento profundamente a visão deturpada difundida por intelectuais como Yvonne Maggie. Ela e seus colegas confundem a população, distorcem o processo histórico brasileiro e reduzem a capacidade de reflexão das pessoas ao sugerir armadilhas na hora de uma análise mais profunda sobre a questão. Cotas, minha gente, não tem nada a ver com humilhação ou inferiorização de nenhum negro neste país. Tem a ver com correção histórica para alcançarmos a sonhada "igualdade de direitos" que os 120 anos de "abolição" até agora não foi capaz de produzir.

  268. Silvio Eugênio disse:

    Sou totalmente contra cotas raciais, e a favor da igualdade na educação desde a base até a formção geral e profissional.

  269. Leomar disse:

    Sou a favor principalmente das cotas sociais. É óbvio que somente quem tem acesso a educação de alta qualidade no ensino médio vai ter acesso a universidades federais.

    Neste caso, quem tem mais condições fazem universidades públicas e quem tem menos recursos, fazem no máximo uma universidade particular ao custo de trabalhar para pagar.

    As universidades federais devem dar a sua contribuição para diminuir as desigualdades sociais que existem, sim.

  270. Mateus Otoni disse:

    Sou completamente contra as cotas raciais nas Universidades.
    Inclusive estamos coordenando um protesto na UFMG para tentarmos falar com o reitor, para que ele reveja esta decisão.

    A partir do momento que universidades públicas adotam essas cotas, é como se o Governo estivesse legitimando a existência de "raças" diferentes no ser humano, sendo uma superior à outra. Isso remete a atos do século XIX, que baseado em pesquisas da época, diziam que o negro era inferior e admitiam a existência dessa segragação racial na espécie humana, coisa que hoje sabemos que não é verdade.

    As cotas são a legitimação do preconceito, que só terá um fim ao longo do tempo, caso todos tratemos qualquer pessoa como iguais, independente de cor, opção sexual ou credo.

  271. Priscila Sousa disse:

    O programa de cotas para negros nas universidades é mais uma maneira de firmar a desigualdade racial existente no país. Os negros foram, realmente, abandonados pelos Estado após a abolição da escravidão, mas hoje o problema reside na condição socio-econômica dos cidadãos e não na cor de sua pele. Reservar vagas exclusivas para negros é uma solução ineficiente para um problema que tem sua raíz em outro terreno. Deveriam ser reservadas vagas para estudantes da rede pública, pois eles sim, independente da cor de sua pele, econtram-se em desvantagem, na corrida por uma vaga em universidades públicas. Mas a solução poderia ir mais além, o ensino fundamental e médio nas escolas da rede pública deveriam oferecer recursos para que um estudante que se forma lá possa competir com o que estudou em escola particular em grau de igualdade nos vestibulares, para que as universidades públicas deixassem de ser povoadas por jovens que podem pagar por seu ensino superior, enquanto os mais pobres trabalham para pagar um curso universitário.

  272. Rodrigo disse:

    Sou totalmente contra as cotas raciais, mas sou a favor de cotas para alunos de escolas públicas, pq os mauricinhos que sempre pagaram a escola podem continuar pagando a universidade, assim com a cota para alunos da escola pública negros e brancos podem competir de igual para igual para entrar numa universidade

  273. Pablo de Assis disse:

    Sou contra as cotas raciais. As ações afirmativas começaram nos Estados Unidos porque lá existiam políticas e leis segregacionistas e as políticas de ação afirmativa faziam sentido para tentar se consertar isso. Porém, no Brasil, isso nunca existiu explicitamente. Ao mesmo tempo, os próprios Estados Unidos atualmente estão revendo suas políticas de ação afirmativa, porque se antes você tinha negros sem educação e por isso não consequiam bons empregos, agora tem-se negros com boa educação mas continuam sem empregos porque o problema é o racismo que é incluído na sociedade.
    Outro fator que incide no Brasil, que o diferencia dos EUA, é que no vestibular, cor da pele nunca foi critério de seleção, logo, não se pode dizer que negros não entravam nas universidades por serem negras. Já nos EUA, a seleção é feita por entrevista e se o entrevistador for racista, ele pode preferir um candidato de outra cor, por isso as ações afirmativas poderiam garantir uma certa imparcialidade na seleção dos canditados. Agora, querer incluir como critério de seleção algo que nunca foi é besteira e isso sim cria ainda mais racismo! Segundo a constituição brasileira, todos somos iguais perante a lei, então permitir que um processo de seleção faça diferenciação por cor da pele é inconstitucional.
    O problema não está no racismo da entrada da universidade, mas está principalmente naqueles que querem propagar as diferenças raciais, que não existem. O maior racista é aquele que insiste em querer propagar as diferentes raças, e atualmente quem eu mais percebo que faz isso são os que defendem as ações afirmativas. O problema da diferença racial não vai ser resolvida com mais negros entrando nas universidades. Se o problema é o racismo, leis de ação afirmativa só vão oficializar o racismo, já que o estado fai legislar sobre a existência de diferentes raças. Essas propostas são tentativas racistas de acabar com o racismo. Seria como querer quebrar um braço pra se tratar uma fratura… Simplesmente não faz sentido…

  274. Taíra disse:

    Sou contra cotas para negros, pois como já foi dito, isto não resolve em nada em relação ao racismo. Por que pelo fato de uma pessoa ser negra ou amarela ou parda ou branca ou qualquer outra cor ela tem que ser tratada de forma diferente ou ser privilegiada de alguma forma? Então quer dizer que um negro só estuda em faculdades públicas porque ele entrou por cota e não por ser capaz e merecedor de estar alí! Parece até que o Estado faz um favor pra ele em troca de alguma coisa e isso é ridiculo. Somos todos iguais! Minha cor não altera minha inteligência, minha capacidade ou meu grau de importância na sociedade, e se pensarmos bem, nem o fato de ser pobre altera alguma coisa, basta a pessoa tem força de vontade pra enfrentar as dificuldades dos estudos e se esforçar ao máximo pra conseguir o que ela quer. Cotas não formam uma sociedade mais justa e unida, apenas causam mais discórdia entre a população.

  275. Agdha Rubim disse:

    Sou contra cotas para negros porque é uma forma de racismo, parece que tratam os negros como doentes, incapazes de passar em vestibulares somente porque tem cor.
    Acho um absurdo porque o Estado e as instituições de educação, ao invés de ensinar e tentar evitar esse preconceito, tratam eles como se fossem de outro mundo. Em relação as cotas para estudantes de escola pública também sou contra, é claro que devemos considerar que as escolas públicas tem ensino muitissímo inferior as escolas particulares, e seus alunos tem menos condições de passar devido ao ensino precário. Talvez criaram essa idiotice por pensarem que "se tiveram como pagar a escola, se não passarem, vão ter condições de pagar uma faculdade particular também", mas isso é um ABSURDO! eu estudei em escola particular toda a minha vida, mas meus pais tiveram que trabalhar MUITO pra me proporcionar isso, e muitas famílias também estão na mesma situação porque as vezes ganham bolsas para estudar nestas escolas, os pais destes alunos fazem horas extras no trabalho para poder proporcionar ao filho uma vida melhor e vejam só o que acontece: COTAS PARA ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS DE 45% (na UFES em 2009, ano que vou tentar o vestibular).
    Agora lhe pergunto, porque o governo não para de "pegar no pé" dos alunos (que eles consideram "Mauricinhos e Patricinhas")que estudam em escolas particulares, e usam o dinheiro que tem nas cuecas de nossos governantes para reformar o ensino público brasileiro? Talvez seja porque até agora não tivemos nenhum tipo de "revolta" contra essa (me perdoem) PUTARIA.

  276. Anderson da Rosa disse:

    Eu sou contra as cotas raciais porque elas além de não resolverem o problema, acabam gerando mais preconceito. Eu sou a favor de contas sociais que seriam vagas destinadas a pessoas com baixa renda e que etudaram em escolas públicas.

  277. Nágila Vescovi disse:

    Sou contra qualquer tipo de cota, para negros ou estudantes de escolas públicas.

    Se existem cotas para negros também deveriam existir as para brancos, indígenas, pardos, mulatos…é apenas um modo de diferenciar raças (o que na realidade não existe!!), mas olhando por outro lado, não tem como negar o racismo existente no nosso paíse todo o abuso que os negros sofreram durante séculos. Vejo o sistema de cotas para negros um pouco mais aceitavel do que o de escolas públicas.

    Outra, cotas para escolas públicas, o problema não é apenas entrar na universidade, vem também as dificuldades que essas pessoas vão ter depois não acompanhando o resto da turma que não precisou de cotas para passar, ja ouvi relatos de professores que tiveram de separar turmas de medicina no segundo semestre pois metade da turma não acompanhava!!

    O governo está apenas tampando o sol com peneira!! A melhora do ensino fundamental e médio nas escolas públicas, esse é o real problema, é nisso que devem preocupar-se, pois se no Brasil houvesse um ensino de qualidade nas escola públicas não seria preciso o uso desse sistema.

  278. Bárbara Peinado disse:

    Sou contra as cotas. Seja para negros, seja para índios, seja para estudantes oriundos de escolas públicas e seja pra qualquer outra exceção que queiram inventar. Já não basta o racismo, a descriminação e desigualdade já presente no nosso país, ainda querem instaurar uma nova fonte de aversão entre seres humanos? Não, as cotas não são a melhor resposta aos desempenhos distintos entre negros, brancos, pardos ou alunos de escola públicas e particulares. A melhor resposta tem quer ser efetivada na raíz da questão – o ensino público desde o primário. É necessário que se façam melhorias em todo o ensino público, pois há exemplos de que quando bem estruturados constituem estudantes tão preparados quanto os de qualquer escola privada. E se os políticos querem afirmar as cotas como uma proposta provisória, devemos nos lembrar do quão provisória foi a CPMF e do quão eficientes são todas as medidas paliativas tomadas ao longo dos anos. Se há tempo para criar uma legislação, na qual diferem a capacidade inetelectual dos cidadãos por cores e origens, certamente há tempo disponível para elaborar uma proposta decente de ensino pública. O que falta é vontade, e o que sobra é a ineficácia de mais uma "medida de emergência".

  279. Marina disse:

    Sou contra em todos os aspectos as cotas para negros.
    Esse sistema é completamente falho, e racista. Considero-o como uma correção no momento errado. O problema do ensino brasileiro está na base dele, nos ensinos básicos e fundamentais e não na entrada na universidade.
    É medida a curto prazo, feita por incapacidade do governo de admitir a sua falta de habilidade para lidar com o assunto. E quando se trata de educação sabemos que o período escolar é longo, e os resultados chegam a longo prazo.
    Cotas são desde sua essência, racistas e, portanto, inaceitáveis.

  280. Andreas Ravancinni disse:

    Bom, primeiramente, antes de iniciar o comentário, gostaria apenas de perguntar aos que lerão esta postagem.

    Se o ensino público é tão ruim, por que os alunos que entraram pelo sistema de cotas tem resultados similares e em alguns casos superiores aos alunos que não entraram através do sistema de cotas?

    Conseguem compreender a questão?

    O Vestibular, infelizmente não segue parâmetros coesos e técnicos para seleção dos candidatos.

    Na realidade, se observarmos bem, o ensino superior público é a continuidade do ensino médio público e assim por diante.

    Infelizmente, no Brasil é conhecido o ciclo vicioso, o qual vitimiza as populações com fenótipos considerados "negros".

    É errado afirmar que apenas o "negro" pobre, sofra preconceito. Porém vale ressaltar que a maioria dos que se encontram nas faixas menos afortunadas sociais, são os indivíduos com o fenótipo que demonstra caracteristicas étnicas "negras".

    As cotas não são injustas. Mas não são a única medida.

    Ledo engano quem pensa que as cotas raciais constam como a solução dos problemas educacionais do país, muito pelo contrário.

    Elas são uma ferramenta a qual, será possivel criar uma "elite" econômica e intelectual pluralista, a qual, servirá aos interesses democráticos do povo brasileiro.

    Uma vez, que é extremamente conhecida a formação étnica e fenotípica, dos grandes homens e mulheres influentes na sociedade brasileira.

    Para que não seja apenas um caso isolado, mas sim, rotineiro, um ministro do STF "negro ou pardo", um Funcionário de Alto escalão em empresas públicas como a Petrobrás por exemplo.

    Infelizmente, foi a menos de 140 anos que a escravidão foi abolida, ainda vigoram vícios culturais, encontrado sobre tudo em termos regionais, como por exemplo, "você está fazendo serviço de preto". Compreendem?

    As cotas são ações afirmativas, que juntamente com outras ações de cunho educacional, provavelmente irão corrigir distorções sociais e culturais.

    Faço minhas as palavras do Des. Federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz.

    "O interesse particular não pode prevalecer sobre a política pública; ainda que se admitisse lesão a direito individual – que me parece ausente ante o fato de que o Impetrante conhecia a limitação, concorreu para cotas já predeterminadas -, não se poderia sacrificar a busca de um modelo de justiça social apenas para evitar prejuízo particular".

  281. bruno disse:

    bem, eu acho que as cotas são atestado de inferioridade sim, pois se os negros falam que querem igualdade racial, porque então, eles precisam de cotas pra passar em uma faculdade? então eu quero cotas para brancos tambem, somos todos iguais perante a lei, e quero ser tratado igual, se tem cotas pra negros, indios, porque não cotas para brancos? essa é minha opinião. Todos tem a capacidade igual de aprender, se esforçar e ser uma pessoa bem sucedida na vida.

  282. carolina disse:

    Sou completamente contra as cotas racias nas universidades brasileiras. Acredito que essa está longe de ser uma maneira de diminuir a onipresente desigualdade no país. Ela é fruto de nosso contexto histórico social e delimitar vagas para o acesso à educação superior, sem que uma base prévia seja consolidada, é uma medida completamente ineficaz. Ela só aumentara o racismo e não ajudara de fato a diminuir as disparidades sociais.

  283. Gabriel disse:

    Sou totalmente contra as cotas, mas antes disso, sou contra a “porcaria” que está a educação pública no Brasil e contra a roubalheira dos políticos. As cotas servem apenas para “empurrar com a barriga” o problema da educação no Brasil.
    "Pra que deixar de receber o famoso mensalão e investir na educação? Nossos políticos não têm motivo para isso. Se o povo continuar com um baixo nível de educação, eles conseguirão continuar comprando os votos.
    Quem sabe, para dar uma amenizada na situação na qual está esse país, faça-se, então, cotas por classe social, melhor que pela cor.
    Até onde eu saiba, biologicamente falando, todos somos da raça humana, com o mesmo tipo de genética e etc, todos temos a mesma capacidade de passar no vestibular. Na prova, vai apenas o nome e não a cor, quem corrige não sabe se você é negro, branco, amarelo, azul, roxo, colorido e etc, o que eles vêm é a capacidade de resolver as questões propostas. Com dedicação, qualquer um consegue.
    Fico triste por fazer parte de uma geração que está vendo toda essa “putaria” acontecer e não está fazendo nada para mudar isso.

  284. Anderson disse:

    Acho que as cotas para negros e índios nas faculdades são um tipo de racismo, pois ao impor cotas é o mesmo que dizer que eles não têm capacidade para entrar.

    As cotas deveriam ser para estudantes de escolas públicas.

  285. Gabriela Engelbrecht disse:

    Sou contra as cotas por vários motivos e um deles é de que a educação, assim como qualquer outra coisa, se contrói pela base. Se as crianças não tem um bom ensino, provavelmente não serão bons profissionais.
    Além disso, a maioria dos alunos de escolas particulares só estão lá porque seus pais conseguiram colocá-los lá com muito esforço. Muitos desses pais estudaram em escolas do governo e entraram em universidades do governo sem precisar das cotas.
    Os negros não são burros, eles têm a mesma capacidade que todos os outros, não vejo motivo para privilégios. Isso só aumenta o preconceito dentro das Universidades, concordando com o que já foi dito por outras pessoas.
    A escola do governo é de péssima qualidade e com certeza isso é o fator limitante para a maioria dos estudantes da rede pública, as cotas para eles, assim como para os negros e todo o resto, só os prejudicam criando um preconceito ainda maior.

  286. Luíza Diniz disse:

    Sou contra as cotas para negros. Acredito que esse sistema de cotas, ao contrário do pretendido, aumenta o racismo. Querendo ou não, sempre há pessoas na faculdade que olham pra um negro e falam: "Esse entrou por cotas, e eu tive que me matar de estudar". É inaceitável dizer que, por ser negro, é pobre, não teve ensino de qualidade e não tem condições de competir com a COR branca. A inteligência não tem nada a ver com cor ou raça. Até hoje, pelo menos até onde sei, os negros, amarelos, pardos, brancos, mulatos, todos têm a mesma capacidade, excetuando os deficientes mentais.
    As cotas para estudantes de escola pública são, em parte, aceitáveis. Realmente, as escolas públicas no Brasil são muito precárias. Mas, aqui, em Pe, por exemplo, uma das melhores escolas é pública. O colégio Aplicação, da UFPE. Pessoas que estudam neste colégio são altamente privilegiadas. Mas, por ser escola pública, têm o direito à cotas. É INACEITÁVEL.

  287. Luana disse:

    partindo do princípio da ufba, que aceita a auto declaração de etnia, sou plenamente a favor das cotas porque além do caráter cor da pele, é necessário ter cursado escola pública.

  288. Marcelo disse:

    VESTIBULAR É CRIME!

    cota é errado, porque vestibular é errado. passe você no vestibular ou não, a sua vaga está sendo paga. fico triste quando vejo alunos contra alunos, uns a favor de cotas, outros contra. nao vejo ningum indo às ruas pra lutar contra o vestibular. se o esnino publico nao é bom, que os alunos briguem por melhoria, abraçar as cotas é muito fácil, resolver o problema da raiz poucos querem!

    na argentina você escolhe o curso que quer fazer e faz, numa federal, sem vestibular, e a gente aqui do lado discutindo cotas…

  289. Rafael disse:

    O Brasil, na analise de sua historia cresceu e ainda cresce devido em grande parte a investimentos estrangeiros. Tal aspecto encaixa-se também na cultura, no conhecimento cientifico que foi e é possível ser trazido até nós a partir de cotas para estrangeiros nas grandes universidades internacionais, que possibilitaram a formação de muitos brasileiros que a partir daí retornaram a nossa nação e construíram e formaram as reconhecidas instituições como USP, UNIFESP, verdadeiras potencias culturais como são hoje. Ou muitos de vocês pensam que os brasileiros tem facilidade lá fora? Só falta sermos humilhados, ou melhor, somos!!!…. já ouviram falar de eugenia? Ainda existe e não somos vistos como os do alto da pirâmide, caros amigos….

    Assim penso na ignorância dos que são contra as cotas, por não ter a inteligência, a sensibilidade de analisar por esse simples aspecto. Crescemos devido à ajuda externa!!! E agora, vamos negar a ajuda para nosso povo?

    As cotas existem, como uma medida EMERGÊNCIAL até que o sistema de ensino brasileiro adapte-se e de o suporte necessário para que os indivíduos tenham possibilidades de crescimento com um sistema educacional eficaz. Ou, os contra-cotas preferem ver mais umas ou duas gerações (tempo estimado para estabilização do ensino publico brasileiro) estabelecerem-se na miséria e nas margens dela? Isso é deprimente!

    Rafael C.T. Estudante de Medicina

  290. Renan Guerra disse:

    Sou totalmente contra as cotas pela cor da pele. Eu, se fosse negro, sentir-me-ia ofendido com tamanho insulto, afinal, isso é praticamente uma "indireta" dizendo que os negros são incapazes de entrar em universidades. Além disso, as cotas vão prejudicá-los muito, pois, entrando numa universidade através delas, eles não têm sua capacidade como acadêmico testada, o que provocaria uma série de problemas, como por exemplo: se um negro for se candidatar a uma vaga numa empresa, e o dono dessa empresa tiver pelo menos 1% de certeza de que o dito cujo entrou numa universidade por cotas, ele não permitirá que o candidato consiga o emprego, pois sua competência acaba por ser duvidosa, já que ele "entrou de graça" na universidade.

  291. Renan Guerra disse:

    Sou totalmente contra as cotas pela cor da pele. Eu, se fosse negro, sentir-me-ia ofendido com tamanho insulto, afinal, isso é praticamente uma "indireta" dizendo que os negros são incapazes de entrar em universidades. Além disso, as cotas vão prejudicá-los muito, pois, entrando numa universidade através delas, eles não têm sua capacidade como acadêmico testada, o que provocaria uma série de problemas, como por exemplo: se um negro for se candidatar a uma vaga numa empresa, e o dono dessa empresa tiver pelo menos 1% de certeza de que o dito cujo entrou numa universidade por cotas, ele não permitirá que o candidato consiga o emprego, pois sua competência acaba por ser duvidosa, já que ele "entrou de graça" na universidade.

  292. Luciane Corrêa disse:

    Sou a favor das cotas. As mesmas são um dos pontos das camadas "ações afirmativas" que buscam minimizar os prejuízos do povo negro ao longo dos séculos, com a escravidão e com a falta de perspectiva de ascenção social após o fim da escravatura legal. O problema da desigualdade não será, obviamente, resolvido apenas com as cotas, é necessário que se invista em políticas públicas, em educação de qualidade para todos, até que não sejam mais necessárias ações como as cotas. Hoje elas funcionam como uma política de reparação da violência extrema sofrida pelo povo negro sequestrado de sua terra, afastado de sua cultura, de sua família e de seu nome, obrigado a trabalhar até morrer. Políticas de reparação não são novidade: judeus receberam reparação monetária pelas atrocidades sofridas pelo seu povo, assim como parentes e presos políticos da ditadura militar no Brasil. As cotas são uma política de reparação que visa aproximar dos demais aqueles que por séculos e ainda hoje, em sua maioria, estão distantes das possibilidades reais de ascenção. Os negros não deixarão de ser discriminados? Pode ser, mas que o sejam com um canudo na mão. Assim terão mais possibilidades, inclusive, de lutar contra o preconceito racial.

  293. Jose Mario disse:

    Bem sempre falo de cota só me vem a cabeça que quando a princesa "libertou" os a 120 anos atras que pra muitos é muito tempo, não houve nenhum plano de extruturação para os negros… Ou coisa, quando os brancos estrupavam as negras e dessa violência surgiam os mestiços dentro das senzalas, nem por isso eles deixavam de ser negros e eram tratados de forma diferenciada, então esse papo de biologia deve ser jogado no lixo, porque ainda hoje os capitães do mato contemporâneo estão dando seus tiros nas caras pretas.

    A Yvonne fala de igualdade social e não racial, que devemos resolver esse problema da concentração de riqueza, e q as cotas pode aumentar a violência racial… Acho tudo isso falácia! Ela sabe que a violencia existe por conta da desetruturação do Brasil em seu desenvolvimento e isso se dá principalmete pelo abandono da sociedade brasileira racista a comunidade periferica que por sinal agrega certa de 80% da comunidade negra mestiça desse país. A herança deixada pelo avô branco não é a mesma deixada pelo aê negro, o seu avô lhe deixou terras, plantações, ouro, joias, politica, educação… O meu me deixou força de vontade, perseverança, esperança e luta por dias melhpres. Percebam que nada que eu escrevi a meu favor se traduz em bens materiais… Se vocês fossem realmente a favor de alguma melhoria diriam outro caminho, não vi nada. Eu sou a favor das cotas, do Prouni e sou a favor de Idenização financeira do Brasil aos Negros e Indios pelos anos de tortura e massacre, pela construção de suas igrejas ricas, de suas cidades bonitas de seus predios charmosos… É preciso mudar o foco, A universidade é um ótimo caminho pois como diz um professor meu a melhor saida para o pobre é a educação, deixa a gente estudar porra!

  294. Jhéssy disse:

    Os próprios negros são racistas em relação a si mesmo.
    Eles com essas cotas, querem se passar de coitadinho.

    Sou a favor de cotas para Alunos de escola Pública, mas não para negros, eles falam tanto em igualdade racial, mais no entanto não perdem uma oportunidade de se distanciarem dos Brancos, com a desculpa de racismo.
    Ja vi diversos empresários, advogados, medicos entre outros da cor negra, e qndo perguntados sobre isso eles mesmo são contras, pq eles chegaram onde chegaram não foi pedindo esmolas e sim batalhando muito como qlqr outra pessoal independente de raça, sexo ou etnia.

    Além dessas cotas serem um atestado de inferioridade, muitos reclamam q qndo fazem vestibular, etc.. são descriminados pela cor, mas que eu saiba na prova do vestibular, não tem nenhum espaço pra vc marcar se vc é branco, negro, azul ou amarelo.

    Outro ponto é q, muito brancos seriam prejudicados com isso.
    Pq se a maioria q tivessem tirado maiores notas fossem os brancos muitos deles, mesmo os com notas maiores q os negros teriam q ser excluidos pra poderem completar a porcentagem da cota.

    Sinceramente isso é Ridiculo.

  295. Sheila Melgarejo disse:

    Sou totalmente contra as ditas " ações afirmativas", incluindo nessa categoria as cotas raciais. Acredito que é uma ação paternalista e simplista, que pode até aparentar soluções momentaneas, mas não resolvem o problema em sí, além de promoverem a segregação e o rótulo. Acredito que até mesmo o fator economico em vez de racial seria mais eficiente. Apesar que mudanças efetivas, só seriam vistas em uma grande reforma estrutural socio-educativa, ou seja, precisamos pensar em nossas crianças no ensino fundamental e no planejamento a longo prazo. Só assim poderemos efutuar a dita inclusão social.

  296. Luiza disse:

    Por que ao invés de nos preocuparmos tanto com essa politicagem barata, e essa discussão sobre curto e longo prazo, não pensamos nos aviões presidenciais que custam milhões, cidades da música que podem ter trabalhadores até de madrugada, enquanto um hospital não tem condições de ficar aberto depois das 17h por falta de verba, em meio a um surto de dengue, e passeatas de estudantes, pois o hospital da faculdade não pode funcionar, atrapalhando o povo que lá é atendido, e a formação acadêmica dos alunos?

    Bom, acho que o importante não está sendo discutido.

    Posso estar fugindo do tema proposto, intencionalmente, para sairmos do lugar comum, e que sabe, dessa forma, pensarmos que todas as coisas estão interligadas, e que ao momento que fechamos os olhos para isso, perdemos dinheiro que poderia estar sendo empregado na educação, hospitais, saneamento básico, e ai sim, haveria condições para as pessoas desenvolverem suas capacidades em sua plenitude. Por favor, apoiar cotas, é o mesmo que apoiar bolsa qualquer coisa, entre outras medidas imediativas, que ludibriam o povo, e os fazem acreditar na doce e falsa ilusão.

    E como dito anteriormente, mas com uma certa mudança, os ricos ficam mais ricos, os pobres continuam pobres, e a classe média paga por tudo isso, pois o custo é alto.

  297. Rodrigo xPKx disse:

    Cotas = racismo. Nenhuma pessoa deve ser considerada "necessitada" (incapaz, em outras palavras) por causa de sua cor, mas sim por sua má condição social e econômica, que não lhe deram chances de ter uma educação de qualidade.

  298. Anelise disse:

    Sou contras as cotas raciais. Acredito que elas são ofencivas e discriminatórias além de acreditar que sejam contra a lei. Se a constituição diz que somos todos iguais independente de raça, cor e credo, como pode o próprio governo diferenciar as pessoas por serem pretas, brancas ou amarelas? O argumento de a maioria da população pobre do país ser negra não justifica essa segregação. Sendo esse o caso, que tivessemos cotas para pessoas de baixa renda. Ou se mesmo assim fossem criadas cotas racias para, talvez, compensar o tempo de escravidão no Brasil, que essas cotas existissem nos colégios partículares nas fases iniciais da educação. Uma pessoa que durante a vida inteira teve uma educação fraca não pode ser simplesmente colocada dentro de uma universidade federal. São só duas as possibilidades, ou essas pessoas não vão acompanhar o nível da educação e frustradamente vão desistir do ensino superior, ou a universidade vai precisar abaixar o seu nível para que todos tenham a chance de concluir seu curso. O que se tem é uma tentativa de "tapar o sol com a peneira" dando a impressão de que o governo está preocupado com a educação.

  299. Marcos Roberto disse:

    Sou absolutamente contra,deveria sim existir um ensino médio publico de qualidade,para que os alunos disputassem em igualdade de condições as vagas nas universidades publicas,mas, já que isso parace ser um sonho distante,o melhor que se pode fazer são cotas para estudantes carentes idependente de raça,do jeito que esta hoje só gera masi racismo,imaginem um estuudante branco pobre que perde vaga para um negro com nota muito inferior,esse estudante branco não vai nutrir pelos negros um sentimento de alegria né,pior que nem sempre esse negro é pobre,e pra completar a ministra dava declarações lastimaveis como"prefiro ver um branco ressentido a ver um negro fora da faculdade" ou algo assim.

  300. Andressa disse:

    As cotas são um completo atestado de inferioridade para os negros e uma injustiça para os brancos! Afinal, todos pensam nos negros dessa história. Mas e os brancos e orientais ? São os prejudicados com isso! Um absurdo! Mais uma vergonha para nosso país!

  301. Gabriela James disse:

    Olha, na minha opinião, esse sistema de cotas não esta justo.
    Cotas não fazem sentido.
    Sinto muito, mas isso só aumenta mais a diferença entre as classes…
    Bom, a Aline falou tudo o que eu queria falar… então eu deixo por isso mesmo…
    Mas sinceramente, cotas não ajudam em nada os problemas sociais as quais estão destinadas a melhorar… só piora…
    (desculpem-me os erros ortográficos, mas o meu teclado não tem todas as teclas… i.i)

  302. Diego Dalmaso Martins disse:

    As cotas raciais em si já são uma lamentável marca do racismo. Isso porque o próprio fato de instituir-se as tais cotas provam que o racismo está, não necessariamente nos olhos da sociedade como um todo, mas sim nos olhos de quem é a favor de que minorias étnicas têm direito a acesso facilitado a recursos que deveriam ser divididos igualmente entre todos.
    Até porque, no Brasil existe uma incrível mistura de características genotípicas e fenotípicas que nos toram uma só raça: a raça brasileira.

  303. Leonardo Micheloni disse:

    Quem afirma que o Brasil não é um país racista está completamente enganado.
    Esse racismo mostra-se em diversos aspectos, mas com toda certeza a cota em faculdades é o q mais causou impacto.
    usar de cor, sexo, religião ou qualquer outro desses aspectos para dar vantagens a alguém é o cúmulo da discriminação
    Usar como desculpa para diminuir a desigualdade social é mera faixada! afinal existem pobres de todas as cores, mesmo a maioria sendo negra ou indígena.
    O ideal seria criar programas de bolsa de estudos para pessoas de baixa renda, isso sim faria diminuir a miséria no país!
    Acho algo rídiculo alguém flr em igualdade quando existe premio para personalidade negra do ano", cotas raciais para faculdades, cotas femininas na política, camisa do tipo 1000% negro, etc….
    colocar como quantidade de negros nas faculdades como um diferencial também não condiz, afinal a procura de negros por um curso superior é baixa, consequentemente há um baixo número de alunos negros
    a única solução que eu vejo para o total fim desse tipo de discriminação é banir permanentemente o campo "raça" de certidões de nascimento, carteira de trabalho e qualquer outra coisa do gênero, afinal isso não é um diferencial intelectual.
    SE EXISTEM COTAS PARA NEGROS E ÍNDIOS PQ NÃO EXISTE PARA NIPÔNICOS, ÁRABES, JUDEOS ENTRE OUTRAS MINORIAS DO BRASIL???

  304. caique guarnieri disse:

    O certo é fazer uma cotas para "pobres" que tem uma renda mensal muito baixa, e não somente para as pessoas que são negras… pois aí sim não seria uma "inclusão que exclui" vamos dizer assim…

  305. Luciana de Castro disse:

    eu sou a favor, sim, das cotas raciais tanto para estudantes de escolas públicas tanto para negros. Sim às cotas afinal eu presto vestibular este ano e vou opinar pela cotas. Cotas sim por que não?

  306. aline disse:

    Sou completamente contra cotas de qualquer tipo nas Universidades. Isso é um plano deficiente do Governo que ao invés de investir na Educação Básica entope as Universidades com pessoas completamente despreparadas, sem base alguma. E o pior é que o governo não só não investe na Educação Básica mas também não investe nas Entidades que ele está injetando pessoas sem parar. Li um comentário aqui e concordo plenamente com a moça que escreveu que o problema das cotas é que os cotistas viram cachorrinhos do benefícios, aumentando ainda mais o preconceito. Sinceramente acho que talvez a intenção do Governo seja boa, porém a única coisa que ele conseguirá com esses programas é acabar com o Ensino Superior assim como acabou com Ensino Fundamental quando pôs em vigor a aprovação automática.

  307. Mahri Costa disse:

    Serei curta e grossa: As cotas raciais são uma ofensa à população negra. Eles, aceitando, estão atestando serem inferiores aos brancos.

    Sou a favor de cotas por classe social, não por "falta" de neurônios.

    Sou decendente de negros, porém tenho pele branca, e ficaria muito triste de ver qualquer parente meu usufruindo de tal falta de respeito com a sociedade em geral.

  308. Leticia Style disse:

    Acredito que o sistema de cotas é mais uma prova de racismo no Brasil pois, a capacidade de cada um não está na sua cor ou condição econômica. Se a luta é por igualdade, as cotas não devem existir. Se o problema é o baixo desempenho de estudades de escolas públicas no vestibular então, deve-se dar incentivos a educação, aos educadores, para que tenham condições e executem sua profissão com eficência proporcionando que o aluno dispute a vaga nos cursos superiores de froma igualitária.
    Se eu me incluísse nos critérios para disputar uma vaga através de cotas, não usaria este sistema, pois me sentiria ofendida e frustrada saber que consegui a vaga através deste um benefício e não por minha capacidade.

  309. Vivian Navarro disse:

    Eu sou contra a cota para negros. Negros não são intelectualmente inferiores, criar uma cota, baixando a nota de corte para eles, é subjulgá-los, chamá-los de burros. Porém, sou a favor da cota para alunos da escola pública, afinal, eles tem uma defasagem de conteúdo em relação aos alunos de escola particular, e não é justo que os de escola pública percam a chance de possuir um curso superior por conta dessa desigualdade, haja visto que quase tudo que se pede no vestibular não será necessário na faculdade.
    Com esse sistema de cotas, um negro de escola particular pode "roubar" a vaga de um branco de escola pública, sendo que ambos poderiam ingressar na universidade por capacidade própria.
    Todos tem direito à educação, mas não se justifica usar de meios discriminatórios para fazer esse direito valer.

  310. Denise disse:

    Eu sou contra as cotas racias, pois, na minha opnião elas também são uma maneira de discriminação. Por exemplo, no caso de algumas universidades, o negro tem cota por quê? Ele é menos capaz que um branco? Deveria existir sim, em toda universidade, cotas para alunos provindos de escolas públicas, pois, eles não tiveram a mesma oportunidade que alunos de particulares!

  311. Carine Wessling disse:

    Usar de cotas raciais para os negros poderem entrar na univeridade é um equívoco, sempre falam para não sermos racistas, não descriminarmos os negros, mas utilizando-se do recurso de cotas o próprio governo faz esse tipo de preconceito, é como dizer que os negros não estão capacitados para competir com os brancos e para conseguirem igualdade de inteligência e interpretação, que é o que cobra uma prova de vestibular, eles necessitam de cotas. O governo deveria parar de usar “tapa-buracos” como as cotas e sim melhorar o ensino desde a sua raíz, garantir que todos estejam nas escolas não é o suficiente, quantidade não é sinônimo de qualidade, é na qualidade que o governo deveria investir e se preocupar, para então podermos ter um concurso com igualdade! A quantidade de melanina não é critério de inteligência e sim a qualidade de ensino e o esforço para aprender.

  312. Monica disse:

    Sou contra, por que acho que o problema não estar em ser negro e sim ser pobre, não ter condições de se manter em um curso, não ter vontade de ir a escola por não ter uma roupa mais legal, não importa se é negro ou não!
    A desigualdade social e gritante, se você for ao Morumbi você vê uma casa que custa mais de R$500.000 de um lado e um monte de barracos de outro lado. Os nossos governantes devem se preocupar com a desigualdade social e não com a cor ou raça.
    E acho também que é uma forma de exclusão. Assim fica fácil, eu sou branca estudo que nem o negro, tenho as mesmas condições de vida que ele, mas na hora de fazer a prova ele vai ter mais facilidade do que eu! Ai, se os dois passarem outros poderam falar que ele só passou por conta da cota racial. Ai, o negro será mais de uma vez discriminado.

  313. Mônica disse:

    Acredito que esse sistema de cotas é simplesmente um artifício encontrado pelo governo para fugir de sua real responsabilidade, que não é "enfiar" todo mundo nas Universidades a qualquer custo, mas sim proporcionar o esclarecimento de todos, dar condições de ensino básico e gratuito para a população em geral, seja qual for a cor da sua pele, para que adiquiram cultura e conhecimento de verdade, e assim possam buscar sua vaga nas melhores Universidades do país.
    Acho que os vestibulares servem pra selecionar os alunos mais preparados para acompanhar o curso e ter condições de retornar alguma coisa de útil para a população, acredito que serão ainda mais discriminados os alunos que entrarem num curso por cotas e não tiverem condições de concluí-lo, não por serem menos capazes, mas por não terem sido preparados para isso.
    E como o intuito de qualquer orgão de ensino é formar profissionais para o mercado de trabalho, concordo com os que dizem que as cotas podem fazer cair o nível de ensino das universidades, afinal, numa universidade pública, gastam-se milhões de reais por ano para graduar seus estudantes, e não é do interesse de ninguém manter alunos menos preparados, que reprovem em muitas matérias e fiquem "presos" na universidade, demorando mais que o esperado para se formar, não sendo inseridos logo no mercado de trabalho e só dando gastos. Então isso pode fazer com que o nível caia, para que os menos preparados tambem possam passar na matérias e se formar.

  314. ANONIMO disse:

    Na minha opinião é um grande absurdo ter cotas nas universidades publicas.

    Vou contar o que acontece na capital do Pará (Belém):
    Aqui muitos pais de baixa renda se esforçaram (e muito) para colocar os filhos em escolas particulares que davam bolsa para alunos de baixa renda. Estes alunos, que por terem sido aceitos com bolsa (mensalidade c bolsa: 50,00 – 150,00)em uma escola particular foram extremamente punidos por essas malditas cotas. Com toda certeza os pais destes alunos não tem e menor condiçao de pagar uma faculdade particular que aqui custa no minimo 500 reais.

    Outra coisa que acredito ser um absurdo é querer dizer que porque sou branca tenho menos diritos que um negro ou indio… É uma palhaçada… É puro racismo!

    Aqui a palhaçada está cada vez pior porque ja querem criar cotas para os ribeirinhos (população que vive nas margens dos rios). E ao final de tudo isso? o que vai acontecer com os brancos??? vão ser marginalizados e discriminados???

    RIDICULO!!!

    SOU PARDA, FILHA DE PAIS DE CLASSE MÉDIA, ESTUDEI EM COLÉGIO PARTICULAR COM O SUOR DOS MEUS PAIS, ENTREI EM UMA UNIVERSIDADE PUBLICA POR MÉRITO PROPRIO E COMO CIDADÃ FICARIA INDIGNADA DE VER UMA PESSOA QUE TIROU UMA PONTUAÇÃO MENOR QUE A MINHA LITERALMENTE ROUBANDO MINHA VAGA. AFINAL DE CONTAS ESTUDAR EM COLEGIO PARTICULAR NÃO É PASSAPORTE PARA A UNIVERSIDADE PUBLICA… TIVE QUE RALAR TANTO QUANTO QUALQUER OUTRO QUE ENTROU NO ANO QUE FIZ VESTIBULAR…

    Ja ouvi alunos de escola publica dizendo: estudar pra que se a cota me bota pra dentro???

    No vestibular de 2008 aa maior nota dos alunos p cota foi menor que a menor dos alunos sem cota…

    Estão acabando com o ensino superior por estarem jogando alunos despreparados que em 4-5 anos serão profissionais despreparados e não conseguirão se firmar no mercado de trabalho…

    mais uma vez estao empurrando com barriga…

  315. Rodrigo disse:

    Cotas por baixo nível social + econômico sou a favor, a favor de cotas e bolsas estudantis, essas pessoas têm que ter oportunidade!
    Cotas por raça(seja ela qual for) é simplesmente ridículo e sem sentido nenhum!

  316. Eduardo Jung Zborowski disse:

    Sou totalmente contra as cotas raciais. O Brasil já é um país que em sua jurisdição não aceita a discriminação racial, e vejo nas cotas um atestado de inferioridade para quem as opta, além de desfavorecer quem está estudando,com muito esforço, para conquistar seu lugar na universidade e que irá disputar de igual para igual com aqueles que receberam esse benefício, vendo que no Brasil existem milhares de bibliotecas públicas e materiais para que TODOS possam usufruir sem restrição e ter êxito a partir de sua competência e não a partir desse beneficio corrupto.
    "Quer passar?? ESTUDE"
    abraço a todos!!

  317. selma epifanio disse:

    Não sou a favor de cotas raciais, pois assim estamos discriminando os negros e os indios; os considerando menos capacitados. Pelo contrário eles são inteligentes e capazes.

    Quanto às cotas destinadas às escolas públicas, são mais plausíveis, apesar de achar que estas cotas são um certificado que o governo dá a ele mesmo por estar sendo incompetentes com a educação. O certo seria equiparar as escolas públicas no mesmo nível das particulares(como já aconteceu há alguns longos anos)

  318. Márcia Cristina M. Ramos disse:

    Não sou a fovor de cotas raciais….se todos lutam por direitos iguais por que existir "cotas"…ao contrário disso prefiro acreditar que negros e deficientes são tão capazes quanto os brancos e demais raças…Cota é a inclusão que "EXCLUI"….Não vai existir direitos iguais enquanto existir cotas…cotas raciais é preconceito…os negros que lutam por cotas tem preconceito de sí mesmo….

  319. Vinicius Tonon Graeff disse:

    Farei uma comparação que pode parecer boba: se jogássemos um balde de determinada tinta na população brasileira, todos teriam a mesma cor; logo, não seria possível discernir as raças. Mesmo assim, os problemas de desigualdade permaneceriam… por quê? Eu acredito que a raiz desse problema é a bagagem cultural que a parcela "desfavorecida" detém. Esse déficit na cultura provém principalmente da falta de preocupação direcionada ao setor educacional Básico e Médio (tanto de colégios públicos quanto de particulares), onde ocorre a formação inicial do próprio cidadão como ser humano recional. Se analisrmos outros países mais desenvolvidos perceberemos que seu setor de educação é mais desenvolvido, fazendo com que a população vivencie um emparelhamento cultural. Portanto, creio que a questão não é étnica, e sim uma deficiência na base da "pirâmide do ensino".
    Observação possivelmente desnecessária: não existem raças entre os seres humanos, e sim etnias, as quais nada mais são do que referencias da terra natal de um indivíduo.

  320. Barbara M. disse:

    Não concordo com cotas raciais. Concordaria somente se a seleção de cotas fosse visto pela situação econômica da pessoa e não pela cor da pele. Acho isso uma forma de discriminação que só cresce no Brasil. Todos são iguais, todos possuem o mesmo direito. Ignorância é pensar que esse sistema de cotas resolve o problema de ensino educacional em nosso país. Só vejo nisso uma forma de fuga para políticos que não querem encarar a realidade. Muitos falam de racismo por ai.. mas cotas para negros? O que seria então?

  321. Daniel de Carvalho Leal disse:

    Eu não sou a favor das cotas para "negro" não, porque isso é um grande racismo, as pessoas querem combater o racismo com mais racismo, é algo ilógico não? Então, para mim não deveria existir qualquer sistema de cotas para faculdades, deveriam existir bolsas, como são as bolsas de colégio que independente da sua cor ou até mesmo de sua classe social e sim pelo seu nível de aplicação que é refletido em suas notas assim sim. Mas podem até dizer: "ah, mas essas cotas são para entrar na faculdade" sim, mas então é o que eu digo, deveríamos apenas pegar os bons alunos e os dar cota, de acordo com suas notas nos últimos anos escolares, ou seja, no Ensino Médio porque agora sim está dando chances a quem realmente merece, sim pois você pode tirar a vaga de alguem realmente quer e dar para um "negro", que sem racismo, pode não querer nada da vida e estar ali por obrigação. Então eu sou a favor das cotas, sim, mas não para negros, eu sou a favor de facilitar a entrada de alunos aplicados a faculdade. E também tem mais uma questão eu sou de aparência branca na minha certidão está branca, porém na do meu pai está negro, e quem realmente é negro puro? Isso é uma bobagem, uma jogada do governo para dizer que faz algo pela população negra. E os negros, de acordo com pesquisas maioria no Brasil, felizes com essa medida, vão apoiar esse governo. Então resumindo, quem deve ganhar cotas são os bons alunos e cotas para negros é uma boa estratégia política.

  322. Sylvia disse:

    Cotas, nao! Ensino, E DE QUALIDADE, ao alcance de todos, sim!

  323. Antonio disse:

    Um sistema de cotas funcionária apenas em empresas para aceitar deficientes físicos, já em universidades trata-se de um recismo pois todos se esforçam e isso facilita para algum e prejudica outros fazendo-os terem que se esforçar muito mais. Outro detalhe é a queda de rendimento das universidades prejudicando-as e fazendo as deixar de serem elitistas.

  324. Bruna Drumond disse:

    Sou contra o sistema de cotas, pois a função da universidade não é pagar a conta de um fato histórico acontecido em nosso país, que na época não era governado por brasileiro legítimos. A universidade tem um sistema de mérito, quem passa no vestibular é porque se esforçou para aquilo. Se existirem cotas é capaz que daqui a alguns anos as universidades percam a sua qualidade de ensino e se tornarão verdadeiros escolões. Além disso, só gera mais preconceito, pois passa a existir uma distinção de "raças". Um negro que tirou uma nota menor que a de um branco pode conseguir entrar na universidade, enquanto o branco não, só porque a cotas para negros ainda não havia sido preenchida. Se for assim, vão ter que criar cotas para albinos, orientais, portadores de deficiência física, etc.
    É verdade que , por fator histórico, a maioria da população carente é negra. Mas também existem brancos de baixa renda, japoneses, etc. E reservar 50% das vagas para alunos de escola pública também seria um erro, pois como eu já citei, as universidades perderiam a qualidade de ensino. O que os governantes do nosso país deviam fazer, é melhorar o sistema público de educação, melhorar desde o ensino básico ao ensino médio, para que alunos de escolas públicas e particulares possam competir em pé de igualdade, e para que então nem haja necessidade de estudar em colégio particular.

  325. Sara Elisa Koefender disse:

    As cotas sociais e raciais não acarretam solução alguma para os problemas brasileiros. Pelo contrário, acirram-nos.

    Quanto às sociais, os argumentos a favor das cotas são consideráveis. Contudo, elas salientam a desigualdade, enquanto deveriam estar valorizando a capacidade intelectual. A universidade não é para todos, a universidade é para quem tem vocação para ela, para quem quer estudar. O problema é que temos visto a graduação como o único meio de boa posição social, o que não poderia acontecer. Nem mesmo em países desenvolvidos todas as pessoas são encaminhadas às universidades. Ao invés de uma solução no final do processo, sou a favor da reformulação do sistema de ensino como um todo. A educação básica, a qualificação e constante atualização dos professores de escolas públicas seria um investimento social muito mais concreto do que as cotas.

    As cotas agridem as pessoas que tem melhor qualificação para entrar na universidade. No decorrer dos anos, pode acontecer que os acadêmicos sejam também menos qualificados, o que prejudica o progresso científico do país como um todo.

    As cotas raciais não deveriam nem ser cogitadas. São absurdas. Elas diferenciam raças, o que, cientificamente é incorreto. Os negros, pobres ou ricos, têm de ter os mesmos direitos de qualquer outro cidadão aos benefícios oferecidos pelo governo. Isso, além de ético, é constitucional.

    Ao selecionar alunos para uma universidade, o que deve ser considerado é o conhecimento adquirido pelo jovem ao longo dos anos de estudo, o aproveitamento que teve de seu ensino. Valorizar a cor da pele, ou a renda familiar não é condizente com a seleção que a universidade deve fazer. Não tem compatibilidade.

    O que tem de mudar não são as vagas, nem o número, nem quem tem direito a elas. O que tem que mudar é uma cultura geral. É por isso que os "ricos" têm melhor aproveitamento nos vestibulares. Pais que mandam seus filhos estudar, que premiam por isso, ou castigam se não o fizerem. Se o ensino público que já temos fosse bem aproveitado pelas famílias, teríamos histórias diferentes na hora de um aluno da rede pública disputar um vestibular concorrido.

    O problema, muito mais do que social e racial, é cultural. Estudar não custa. Pobre pode estudar tanto quanto rico.

  326. Abiezer Lima Lopes disse:

    Entendo as Cotas Raciais como Racismo, ou seja, uma forma de discriminação e de tentar mostrar que o negro e as outras raças que não sejam a ariana são inferiores.
    Mas, por que esse pensamento?
    Imagine comigo. Você não acharia racismo se alguém lhe dissesse que você é burro por ter nascido Negro?
    Então, é essa a idéia que se passa quando coloca cotas raciais.
    É uma forma de ajudar, ou seja, dar notas à alunos de outras raças, como se, o Negro ou o Pardo fosse menos capaz que o "Branco".
    Vejo como certo, as cotas para classes sociais, pois infelizmente o ensino público no Brasil é precário, mas em relação à raça, me sinto discriminado quando me perguntam se vou participar das cotas, como se fosse menos inetligente que os outros de raças diferentes.
    Essa é minha visão. Respeitando sempre as outras, e tentando expôr meu ponto de vista.

    Abiezer Lima Lopes
    Pardo.

  327. Alexander Moreira Campos disse:

    As cotas no Brasil só fazem com quem a discriminação e o preconceito com os próprios negros aumente, porque isso é uma forma de mostrar que um branco tem mais capacidade que um negro (e todos nós sabemos que isso não é verdade, pelo menos não é comprovado biologicamente).

    Se temos cotas por conta do ensino público ser uma desgraça aí já é outra história, as cotas acabam sendo uma forma de acomodação, isso está completamente errado, um erro não justifica outro. Por que não melhoramos o ensino público para que os que necessitam de tal ensino possam engrenar na faculdade?

    Eu creio que um aluno de colégio público não tem base nenhuma para entrar numa faculdade federal, pois todos nós precisamos de uma base para engrenarmos na faculdade!

    Alexander Moreira campos

    Abraços

  328. Natália Rocha disse:

    Não concordo com a política de cotas racias nas universidades públicas. Em primeiro lugar, contraria o art.5ºda Carta Magna, onde todos somos iguais perante a lei.Se somos iguais, temos os mesmos direitos e deveres, independemente de cor, raça ou credo.Acredito que essas ações afirmativas funcionam mais como um mecanismo de segregação do que "inclusão social" de fato.A reforma educional que deve existir, é desde a base, das séries inicias e não começar no sentido contrário, das universidades para a educação básica. Não concordo de maneira alguma com essas medidas paliativas, que tiram o foco do real problema, a falta de incentivo público na Educação Básica.

  329. Dayse Alencar disse:

    Não concordo com as cotas porque essa sim é uma forma de discriminação, e ainda pior porque subestima a inteligência dos próprios negros, sendo também uma injustiça para aqueles que se esforçaram o ano todo estudando para nem sequer ter o direito de concorrer às vagas.

  330. Willian Zuffo disse:

    Se os critérios de seleção e acesso as vagas destinadas ao sistema de cotas fossem apenas econômicos eu acredito que estaríamos em um caminho mais "plausível" mas ainda assim não coerente. Falar em raças para selecionar candidatos ao meu ver é uma ofensa as pessoas de pele negra, que estão sendo tidas como subcapacitadas sem levar em consideração a sua formação, que pode ser igual ou melhor que de qualquer pessoa. O simples fato de ser negro não significa que precise de qualquer tratamento especial. Porém, se o sistema de acesso a universidade pública levar em consideração os aspectos econômicos, estará se punindo quem contribui para o desenvolvimento do país, gerando riqueza e acumulando divisas, fomentando atividades econômicas que geram emprego e renda para a população e em troca disso têm um direito que é assegurado a todos usurpado por ser "branco", isso sim é racismo. Todos devem concordar que é completamente possível que uma pessoa negra estude em escolas particulares (e boas pq existem muitas ruins tb), faça cursinho e ganhe uma vaga no ensino superior público sem ter que concorrer com demais que tiveram as mesmas condições. E afinal, quem é branco e quem é negro neste país?

  331. Chayenne Muquim disse:

    Sou contra todo tipo de cotas. As cotas também são um tipo de racismo. Não se ajuda um lado prejudicando o outro. Não é tratando o negro ou o pobre como inferiores que se acabará com as desigualdades.As cotas apenas maquiam a pobreza e racismo e não soluciona ambos os problemas.

  332. Amanda disse:

    eu sou contra o sistema de cotas raciais porque acho que o direito de estudar em uma universidade deve ser igual para todos. A principal justificativa para a minha opinião é que o sistema de cotas aumenta o preconceito. Dá a impressão de que o fato da pessoa ser negra vai ter uma dificuldade maior de entrar na universidade.

  333. Jessé disse:

    É um erro diferenciar extratos sociais se perante a lei somos todos iguais, e perante a ciência temos todos o mesmo potencial. Portanto o que são as cotas? Um erro. E o pior de tudo: Um erro para corrigir dois outros erros. Esses dois outros erros são velhos conhecidos de nós brasileiros. Se chamam concentração de renda e baixa qualidade no nível de ensino das escolas públicas a níveis do ensino básico e médio (para os mais polêmicos coloco que existem raras excessões). Agora pergunto seriam esses erros da política brasileira? É claro que para a nossa política atual um povo burro e sem poder monetário é muito mais fácil de se agradar, e por consequência, angariar votos. Mas nós ainda assim votamos! Ironicamente o problema do Brasil não é a política, o problema do Brasil é o brasileiro. Enquanto formos de maneira geral um povo submisso, vamos continuar propagando erros para se corrigerem outros, enquanto continuarmos a nos submeter contiaremos sendo a colônia do mundo moderno. Querem mudar isso? LUTEM!

  334. Vinícius disse:

    Minha opnião é a seguinte: Até quando vão ser necessárias cotas pra mascarar a defasagem do ensino público brasileiro? Não entro mais no mérito se as cotas devem ser pra negros, pobres, índios… O certo é o governo agir logo para melhorar o ensino público! Essa é a solução.

  335. anonimo disse:

    Eu acho que dizer que negros e indigenas precisam de cotas é uma maneira de discrimina-los, afirmando que estes são inferiores e precisam de ajuda.

  336. Elton Gil disse:

    Sim, eu acho racista criar cotas para negros, se os negros não estão em universidades é por sua origem histórica no Brasil, viram para cá como escravos, e como já dito mudar de vida no Brasil é difícil, mesmo depois de tantas gerações ainda se estagnam na pobreza, em sua maioria, e a relação entre pobreza e não está numa universidade é clara, a edução pública no Brasil é vergonhosa, por isso é necessário pagar para ter uma boa educação, se algo tem que ser mudado é a educação pública, por exemplo: "Você é negro, não é capaz de estudar e entrar numa faculdade, por isso vou te ajudar a passar na frente dos outros." ou "Olha só aquele negro burro alí, só entrou por causa das cotas…", é necessário previnir com boa educação pública e não remediar com cotas. Metaforicamente com as estradas acabadas de meu estado: não fizeram um bom asfalto, agora fazem operação tapa-buracos, e daqui a 6 meses estará esburacada novamente.

  337. Ariane disse:

    Acho essa história de ação afirmativa pouco inteligente e muito excludente.
    Tenho colegas negros na faculdade que fazem questão de salientar, não recorri às cotas.
    O tempo servirá de juizo, veremos como será o aproveitamento dos estudantes.
    Penso que ações como Prouni são muito mais igualitárias.
    O essencial seria todos terem o direito a um educação com qualidade, como não trabalhamos enquanto sociedade para que isso aconteça ficaremos limitados à discussão de paliativos.
    Partindo do principio,sempre, que educação superior deve ser um direito e não uma obrigação.

  338. Cristiano Bueno disse:

    Bom, o país foi contruido por brancos (europeus), Indios e negros. Ai pergunto por que o poder, a mídia e as outras formas de liderança do país é formado quase que totalmente por "brancos". Por que o negro vive em favelas e não está em massa no congresso,pois somos a maioria nesse país? Por que o indio ainda é tratado feito animal, completamente excluido? Só uma palavra responde isso EXCLUSÃO. Hoje a exlusão social está implícita em tudo, na política, na mídia e no ensino superior. As cotas apenas servirão como escada para as pessoas excluidas, na sua maioria pobres e afro-descendentes,tomem o seu lugar de direito.
    E as pessoas que são contra as cotas, maioria influênciada pela mídia, não estam presentes na real desigualdade social que existe em nosso país. Na verdade a classe que controla nosso país a séculos, está com medo de perder o seu reino. Eles sabem que uma vez que o povão estiver controlando o país, não sairão mais.

  339. CARLA disse:

    SO UMA COISINHA PQ JULGAR FILHOS DE PAIS BEM SUCEDIDOS E Q COM MTO ESFORÇO E DEDICAÇAO PAGAM ESCOLAS PARTICULARES E AINDA ASSIM PAGAM IMPOSTOS PARA OS MAIS DESFAVORECIDOS ESTUDAREM NAS ESCOLAS PUBLICAS .. QUAL O PROBLEMA DESSE "PLAYBOY" ESTUDAR E PASSAR NUMA FACULDADE PUBLICA???? AGORA E ERRADO SER BEM SUCEDIDO QUEM NAO GOSTA DISSO Q LUTE Q TRABALHE QUEM SABE POSSA DAR AO FILHO O Q NAO TEVE ESTUDEM E NAO PEÇAM ESMOLA….

  340. Fênix Felipe disse:

    Como conciliar “cotas raciais” com uma demanda de um código de direitos humanos universais em que um curso superior bancado pelo estado seja questão de “mérito”
    Que tipo de profissionais, desejamos para nosso país. E só constatar que existem inúmeros “universitários” dirigindo taxi e outras se prostituindo
    A definição de raça sequer existe…

  341. Iara disse:

    Bom, eu me garanto. Apesar de ser contra as cotas raciais, não fico preocupada se a minha vaga vai ou não ser roubada. Eu sou estudiosa e é isso que me define, não a minha cor de pele. Acho muito egoísmo quando não analisam direito a história do Brasil e colocam a culpa das cotas nos negros. Faço Faculdade de História na Usp, sempre estudei com bolsa em colegio particular e sempre fui ciente da minha capacidade. Estou fazendo o que eu quero na Universidade que eu quero. Pra mim, as pessoas que reclamam das cotas é por falta de capacidade. São aquelas que visam somente a nota de corte, sempre o mínimo e não o máximo em tudo. Sou contra as cotas somente pelo fato delas aumentarem o preconceito absurdamente. Em vez de as pessoas se entenderem com o governo que instituiu as cotas, elas viram seus canhõezinhos para os beneficiados. O que esperam? Que os beneficiados deixem essa oportunidade passar? Os negros não têm menos capacidades, têm menos oportunidade, isso sim. É inegável o preconceito que ninguém quer ver. Ninguém tem que provar nada a ninguém. Se a oportunidade aparece, pq não? A escravidão é um acontecimento muito recente. O que atrasou o negro em relação ao branco foi o preconceito. A população brasileira é um lixo. Sempre distorce as coisas e só reclama. Até hoje eu não vi uma mobilização a favor de uma alternativa melhor do que as cotas. É sempre só “não queremos as cotas” e as mesmas justificativas idiotas de quem não tem argumentos e parte para golpes baixos: negros tem capacidade também [é claro que têm! Pq não teriam? Só pq foram feitos escravos pelos nazistas brancos?], negros vão baixar a qualidade do ensino [onde?? coisa mais infundada], etc etc etc..

    Só as opiniões do pessoal nessa matéria já me envergonham.

  342. Clarissa Lima disse:

    Ahhhhh, e para quem acredita que negro é burro e folgado como já foi dito aqui embaixo (é porque o Brasil não é racista e não precisa de cotas!) VAI ESTUDAR A TEORIA DO BRANQUEAMENTO e a TEORIA DA IGUALDADE RACIAL. Estas teorias não estão nos livros de História que os brancos escrevem para a polulação brasileira estudar a História do Brasil. Tais teorias são FUNDAMENTAIS apra compreenderem o sentido de cota racial. É muito bom ver um país que todos têm direitos e oportunidades iguais, a começar por estes livros que a história da etnia de um tem 200 páginas e de outras tem 20 ou 15. Gente, gente lavagem cerebral de um jeito VEJA e GLOBO de ver as coisas é muito sério. Vamos olhar como gente grande, seres capazes de expressar suas verdadeiras opiniões não global, não formada não vista por mídia. Basta olhar o seu médico, os seus professores, seu dentista e verá a desigualde.Ou é comum uma população que em 2009 será maioria no país enquanto grupo étnico não ocupar certos espaços? Vamos analisar o que são quase 400 anos de escravidão X 120 de uma bolição NÃO concluída. Olhares atentos a verdadeira HISTÓRIA DO PAÍS.

  343. Emanuel disse:

    A pregação quanto a "igualdade racial" me parece ser usado de forma conveniente com a situação. Como de costume novamente o povo brasileiro e seus "jeitinhos".

    Sou contra as cotas e acho vergonhoso ver tanto negros quanto brancos apoiarem isso. Como as cotas podem ser motivo de orgulho se farão com que tais aprovados sejam vistos como inferiores?

    O governo deveria se preocupar em resolver a raiz do problema e não fazer remendos como esse.

  344. CARLA disse:

    AS PESSOAS SAO AVALIADAS PELO CONTEUDO NAO PELA COR… NAO E ISSO Q OS MILITANTES DA CAUSA DEFENDEM IGUALDADE ENTAO Q CADA UM CONQUISTE O SEU ESPAÇO…. E NAO LEVE VANTAGEM POR SER AMARELO BRANCO OU NEGRO! MAS SIM PELA SUA VONTADE DE ESTUDAR E ULTRAPASSAR BARREIRAS ASNEIRA PENSAREM Q SO OS NEGROS SAO POBRE ESTUDAM EM ESCOLAS PUBLICAS ETC E TAL…. BRANCOS TB CASO CONTINUEM COM AS COTAS QUERO COTAS PARA GAYS Q E O MEU CASO TB SOFREMOS DISCRIMINAÇAO AFF E SO UMA BRINCADEIRA JAMAIS ACEITARIA ESMOLA OU LUTARIA POR ELA HAUHAUHAUAHUHUHU COTAS PARA LOIRAS BONITAS !!!

  345. Clarissa Lima disse:

    PARA QUEM ACHA QUE COTA É BURRICE, vai estudar o que quer dizer AÇÕES AFIRMATIVAS. Só é BURRICE para os negros na universidade, mas para as MULHERES na política pode, para DEFICIENTES em concurso pode, para LOURAS paquitas pode. Para os que defendem a teoria de que as cotas devem ser para os pobres, basta ver a cor da gritante maioria pobre do país. Para os que afirmam que é racismo os negros terem cotas, basta olharem para a cor das salas de aulas universitária. Para os que que afirmam que não há racismo no Brasil, basta ser negro pra saber.

  346. Cláudia disse:

    sou a favor da política de cotas para negros nas universidades públicas. quem tem olhos que veja o número reduzido de negros que estudam nelas, isto num país que, fora da África, tem a população mais negra do mundo. não provoca estranhamento o quadro? não nos grita que alguma coisa está errada? a defesa das cotas não pressupõe, no entanto, a defesa de uma diferença biológica existente entre "raças". o que nós dizemos é que a população negra é desde muito explorada, marginalizada e desfavorecida. as cotas não são, nem por isso, um benefício compensatório pelo passado (e presente) de exclusão, mas uma tentativa de equilibrar condições tão díspares criadas e firmadas historicamente. é evidente que elas não solucionam o problema da educação no Brasil, que ultrapassa a situação de ausência dos negros dos espaços públicos de ensino superior. mesmo assim, tendo um caráter emergencial e (talvez) provisório, são medidas válidas. falar em investimento a longo prazo, como um foco no verdadeiro problema, tem pleno sentido. no entanto, as vidas não podem esperar somente pelos investimentos a longo prazo, e estamos falando em vidas. de alguma forma, a circunstância que já está, precisa ser revertida, alterada. além de que, a política de cotas não exclui a necessidade de um maior comprometimento com a educação em seus níveis básico, fundamental ou médio.

  347. Rafal Breviglieri disse:

    Sou a favor das cotas mas não para negros e sim para pessoas de baixa renda independente de cor ou raça, pois os filhos cujos pais tem dinheiro estudam a vida inteira em escola particular, 2° Grau, Cursinho e depois para fazer faculdade vai prestar pública ??? pq, acho que faculdade publica devia ser para as pessoas que vem do ensino publico assim saberemos que todos estão no mesmo nivel para disputar uma vaga, pq não acho justo um "playboy" que apenas estudou em escola particular depois vai prestar faculdade publica e com certeza vai passar pois as escolas publicas no Brasil infelizmente estão anos luz longe das particulares, por isso sou a favor das cotas para pessas que venham da escola PUBLICA !!!!!

  348. Evelinne Dourado disse:

    Bom, acredito que, com as cotas raciais, os estudantes estão sendo avaliados pela sua cor, e não por sua capacidade intelectual. Ora, como podemos provar que todos os estudantes negros/índios/pardos estudaram em colégio público e os brancos em particular. Esta atitude torna-se excludente, por negar aos negros a oportunidade de provar a sua capacidade através de um exame, quanto por elevar as probabilidades de reprovação dos brancos. Para mim, cotas são sinônimo de burrice. Assim como é o racismo.

  349. Felipe disse:

    O que eu acho mais engraçado é o fato de haverem pessoas que dizem que as cotas são negativas pois implicariam na idéia de que certas pessoas são inferiores. Mas logo em seguida afirmam que as cotas vão "baixar o nível" do ensino na universidade.

    Isso não é tratar os colocados com médias mais baixas como "inferiores" aos demais?

    E é impressionante a idéia que surgiu depois que se começou a falar em cotas: agora vestibular é incrivelmente fácil, "é só estudar". Por mais que muitos fiquem dizendo que são todos iguais, sempre tem aqueles que acabam por dizer que os negros que não entram na verdade não são "esforçados". Tem que se ter conta que com essa idéia se consideraria que os "folgados" seriam então a grande maioria da nossa sociedade.

    Duas coisas que deve ser pensadas: o que é de fato mérito e como ele pode ser aplicado, e qual a real função do vestibular…

  350. Daniel disse:

    cota para negros não me deixa satisfeito, pois somos todos iguais, isso tem que mudar.

  351. camila disse:

    Bom, na verdade gostei da materia, voces mostraram os dois lados da moeda. Acho que vivemos em um pais que ainda eh racista, mas isso nao eh motivo para que as cotas existam. Pensem bem: quem entra na faculdade é quem estudou e mereceu isso. Nao sou culpada por perder minha vaga para alguem que eh negro e fez uma pontuação menor do que a minha. Acho que o Brasil precisa investir em escolas para que os negros tenham condicoes de merecer as vagas das faculdades. Nao adianta reservar um lugar para eles nas mesmas, isso é burrice. Bom, so disse o que penso, obrigada pela atenção.

  352. Silvio disse:

    De fato, deveria existir uma política para auxiliar (leiam auxiliar como ajuda a alcançar e não favorecer o alcance) o ingresso à faculdades públicas/privadas de alunos da rede pública e/ou de baixo poder aquisitivo. No entanto a criação de cotas é uma medida paleativa imediatista, com o objetivo de movimentação política da massa. Este tipo de medida apenas favorecem muitos que, dentre estes, MUITOS não fazem por merecer tal favorecimento, apenas conseguem o ingresso à faculdade por uma condição racial e não pelo devido merecimento. Uma medida, de longo prazo mas muito mais efetiva seria a manutenção do ensino de base e assim fornecer subsídios ao ingresso do aluno por esforço próprio.

  353. fernanda paula da costa disse:

    vou só dizer uma coisa: já pensou vc estar na faculdade e um branco dizer-lhe assim?:"vc só tá aqui porque guardaram seu lugar"……preciso dizer algo mais?EXCLUSÃO NÃO!!!COTAS NÃO!!!

  354. Letícia disse:

    Não estamos falando em igualdade?? Então não devem haver cotas.. negros, brancos, índios, amarelos… somos todos iguais perantes as oportunidades.
    Quem disse que apenas os negros são descrimidos? Existem muitos brancos que vivem em situações subhumanas.. e muitos negros ricos… cotas deveriam existir sim.. para pessoas de baixa renda..e nao por etnia… Que Brasil é este que quer esconder seu racismo com uma simples criaçao de cotas??? Tem-se que ciar políticas para o desenvolvimento da população… para que ela se emancipe..

  355. diego disse:

    eu acho que a cota deveria ser abolida porque somos todos iguais e temos a mesma capacidade de aprender, independente da cor ou raça. isso significa que se houver uma cota, a capacidade de uma determinada raça fica como se estivesse limitada.

  356. Fernanda disse:

    Eu penso assim: existem dois tipos de negros, os inteligentes e esforçados, e os burros e folgados. Da mesma maneira que existem os brancos inteligentes e esforçados, e os brancos burros e folgados. Então porque só ter cota para os negros??Não acham que tem alguma coisa de errado?? Não são apenas os negros que estudam em escolas públicas, os brancos também estudam!! Eu penso que se qualquer pessoa, seja branca, negra, vermelha, amarela ou de qualquer jeito, quiser estudar e se dar bem profissionalmente, ela deve dar o máximo dela mesma, fazer o máximo possível para que isso aconteça. NÃO ESPERAR POR UMA COTA PARA QUE ELA PASSE!! Acomodados não deveriam ter lugar em universidades públicas, quando existem tantas pessoas se esforçando ao máximo para que isso aconteça!O negócio é estudar e correr atrás, não se fazer de vítima!!

  357. Henrique disse:

    Este tipo de Lei ou movimento não passa de mais um artifício de governantes populistas que nada mais querem do que o voto inflamado.
    É preciso atacar o problema na raíz e este problema chama-se pobreza e tudo que pode ser caracterizado nesta.
    Não é pela cor do indivíduo que irá caracterizá-lo melhor ou pior e cotas nada mas são do que a institucionalização do racismo.
    Esta é a nação da demagogia, da população que se auto-corrompe e depois critíca os políticos canalhas que ela mesmo elegeu e por conta destes mesmos políticos estamos importanto sistemas que não deram certo em outros lugares e acendendo e acirrando a discussão (e brigas muitas vezes) por algo que não existia em nosso país.
    O vestibular por si só já é o instrumento mais democrático que há para o ingresso em uma universidade… passa aquele que tirar a melhor nota!

  358. sandra disse:

    Sou contra as cotas! Os governantes desse país tem por obrigação oferecer aos seus cidadãos um ensino de qualidade desde a infância, sem pensar em cor de pele. Todos deveriam ter o direito de competir num mesmo nível na hora do vestibular. Essa história de cotas para negros é a pior forma de racismo que já vi aqui no Brasil. Não é por ser negra ou branca que uma pessoa deve entrar na Universidade e sim por ser capaz de se formar e ser útil para a sociedade de alguma maneira.
    Chega de formar analfabetos funcionais só para mostrar nas estatísticas que o analfabetismo no Brasil está diminuindo.
    Queremos ensino de qualidade.

  359. Pedro Fiorante disse:

    Defender cotas para negros é defender uma deficiência dos negros em relação ao resto da sociedade, é afirmar que negros são intelectualmente inferiores, portanto uma opnião extremamente racista.
    Se é que deveria existir cotas, estas deveriam ser para alunos que estudaram a vida inteira em colégios públicos, pois é sabido que a qualidade do ensino de escolas públicas é inferior a maioria das escolas particulares.
    Porém, na minha opnião, a criação de cotas, sejam elas para quem for, é algo negativo, uma vez que isto baixaria o nível dos ingressantes à faculdades públicas, levando a um rebaixamento da qualidade dos profissionais formados.

  360. Felipe disse:

    A divisão da sociedade não se somente nas universidades, mesmo em empresas, quem está nos mais altos cargos administrativos são em geral brancos, sendo que cargos como de faxineiros, por exemplo, em geral compostos por negros e mestiços.

    Não se pode partir de casos particulares de quem teve ensino publico e entrou em universidade ou de negro pobre que virou um trabalhador "bem-sucedido", pois esses casos não falam pelo geral, e não se pode esperar que todos tenham oportunidades, muito pelo contrário, quanto mais alto no plano econômico, mais restrito o acesso.

    Então, se biologicamente o que confere a um indivíduo a cor da pele e outros traços físicos não define sua capacidade intelectual e discernimento moral, mas ao mesmo tempo, vê-se que os grupos sociais dividos por faixa de renda tem cada qual em geral indivíduos de mesma cor de pele, então deve-se reconhecer que algo há de errado.

    O que torna mais complicado o combate ao racismo é que ele não é assumido por ninguém, e quanto a raça/etnia ninguém é impedido de nada na legislação. É óbvio que a geração atual de classe média/alta não é responsável pela escravidão e pelo efeitos logo após está. Mas não se pode negar que está numa posição confortável e privilegiada socialmente.

    A sociedade brasileira já é de fato divida por cirtérios de raça. Não me venham dizer que há muitos negros com confortável condição econômica e muitos brancos pobres. Podem haver essas pessoas, mas o "muito" ou "pouco" deve ser avaliado tendo em condição o panorama em geral, e neste panorama, a população pobre e com maior dificuldade de acesso é sim, negra e mestiça.

    Uma pessoa que é branca de classe média não precisa se envergonhar de sua cor. Mas deve ter ciência de que devido ao processo de racialização pós escravidão (que foi legitimada por critérios religiosos, e não raciais) se encontra numa posição privilegiada sim.

    Ah, e se realmente quem defendesse as cotas (incluindo o movimento negro) acredita-se que negros fossem menos aptos intelectualmente, não teriam motivação para tentar facilitar seu acesso a universidade, não acham?

    A questão é que o vestibular é um filtro, já que a a demanda de candidatos é muito maior que a de vagas oferecidas. E com isso a dificuldade em ser aprovado é definido pelo critério da concorrência. Afinal, só por causa do vestibular não se pode afirmar que um médico por convenção seja mais inteligente que um físico.

    Mesmo que todos estudassem como loucos e se esforçasse para quase além de suas capacidades, ainda assim uma imensa maioria ficaria de fora. E que tem acesso a um melhor meio de qualificação para o vestibular, que é uma prova específica e não direcionada para a área de interesse, leva vantagem, invariavelmente. E chega a ser contraditório que critérios econômicos sejam um dos determinantes para o acesso a uma universidade pública. Não se pode falar de mérito em uma competição entre dois ou mais indivíduos quando estes não saem do mesmo ponto de partida.

    E se deve sim promover uma melhoria no ensino de base, mas isso deve ser feito de forma paralela, pois mesmo que se começasse hoje, seus efeitos não favoreceriam nem esta e talvez mal a próxima geração de jovens, e não se pode simplesmente se acomodar a não fazer nada pelos que precisam agora.

    E defendo as cotas também pela pluralidade do espaço acadêmico, que é formador de uma elite intelectual e científica(não necessariamente econômica) e influi em muito nas direções que o país toma. E quando tanto neste como em outros âmbitos em nossa sociedade, quando negros, mestiços, índios e brancos começarem a, de forma geral, dividirem os mesmo espaços, pouco a pouco irão parar de enxergar suas diferenças.

  361. Alessandro disse:

    No momento que você estipula uma cota você assina o atestado de discriminação. É como afirmar: Os negros são de inteligencia inferior aos brancos… temos de dar uma migalha …. Sou a favor para as cotas de pessoas com baixa renda e não pela cor da pele.

  362. Pedro Fernandes disse:

    eu sou contra as cotas, além de achar que é uma forma de discriminação, acho também que prejudica os ditos "não-negros" pois mesmo antes de fazer a prova já estão concorrendo a menos vagas, lógico que é muito fácil para quem está sendo beneficiado ser a favor das cotas.. mas se parara pra pensar essa cota é uma maneira de trapacear ..

    enfim não acho justo, acho que qualquer um sendo de qualquer raça tem capacidade de passar no vestibular( isso se ainda existirem "raças" no brasil, porque é uma mistura só..)

    e é só.

  363. Perni disse:

    Sou EXTREMAMENTE CONTRA as cotas. Estudei em colégio público e hoje estou na UFPA! Faço licenciatura em física e passei com meus méritos, muito estudo e dedicação. O mesmo deveria ser para todos.

    Se não existe uma proporção de negros no ensino superior as cotas não deveriam ser “a solução”, mas sim um ensino nas escolas públicas de maior qualidade, porque sabemos que a maioria é uma porcaria, que o conteúdo nunca acaba, que os professores não tem motivação para trabalhar, que as escolas são sucateadas.

    Argumentos de quem defendem, são propriamente racistas, cansei de ouvir. Argumentar com fatos históricos de descriminação racial e a escravidão não justificam nada. A Igreja católica então deveria pagar com suas vidas as pessoas que já foram queimadas vivas. Isso seria uma vingança dos negros contra o resto da sociedade ?

    Agora com as cotas, durante as inscrições dos vestibulares todos querem ser negros, ate os que não são, mas durante o cotidiano os mesmos se descriminam, se inferiorizam e negam o que são.

  364. Vinícius Fernandes da Silva disse:

    Sou cientista social e mestre em sociologia e antropologia formado pela UFRJ. Atualmente sou doutorando em planejamento urbano e regional pelo IPPUR/UFRJ.

    Tenho um blog e estou justamente no meio de uma discussão sobre as cotas sociais.

    O blog se chama "Palavras Sobre Qualquer Coisa".

    http://www.palavrassobrequalquercoisa.blogspot.com

  365. lutz disse:

    Juro que tentei ler os argumentos dos anti-cotas, mas não vi nenhum discurso que minimamente estivesse pautado em discussões e reflexões sérias sobre o assunto.
    Uns dizendo que as cotas são uma forma que o governo encontrou de enganar a população, ERRADO, as cotas foram propostas por MOVIMENTOS SOCIAIS. Outros dizendo que a única desigualdade existente no Brasil é devido à classe, ERRADO, basta ter o cuidado de analisar as estatísticas geradas constantemente pelo IBGE e comparar a posição(com relação a diversos quesitos como: escolaridade,renda,acesso a informações, cultura, lazer…)dos negros e, principalmente, da mulher negra em nosso país.Além de tudo desconhecem totalmente a história, esquecendo que diversas políticas favoreceram italianos, japoneses, ruralistas(latifundiários), banqueiros…como então dizer que não há preconceito, se quando o mesmo é colocado em questão todos esses vão contra a adoção de medidas que visam minimizar a exclusão clara em nossa sociedade. E se ainda insistem em dizer que não dá mais pra saber quem é negro no Brasil, chame um policial…ele, infelizmente, saberá muito bem.

  366. João Victor P D disse:

    O que vemos aqui é um tipo de apartheid, uma segregação das pessoas em grupos definidos por algum conceito imaginário de raça (diferenciação essa que não existe no Brasil, qualquer pessoa dotada de córneas percebe). Na África do Sul, nos tempos de Mandela, havia escolas para brancos e escolas para negros, agora o Brasil quer adaptar esse modelo. A política de cotas e outras medidas provisórias do governo não passam de politicagem barata, um ridículo jogo de pão e circo que os dirime de investir na educação pública e na real inclusão dos sócio-economicamente oprimidos.

    A propósito, a frase "Ninguém liberta ninguém e ninguém se liberta sozinho. A gente só se liberta em comunhão." foi escrita por Paulo Freire, em seu livro "Pedagogia do oprimido".

  367. maíra disse:

    sou totalmente contra, negros, brancos, sao tds iguais, sao pessoas, ofecendo essas cotas eh a msm coisa q dizer q negros nao tem a capacidade de competir com os outros de outras raças nos concursos, tirando com isso vagas de quem realmente necessita, sou anti-racista mas as cotas em vez de diminuir so ira aumentar as diferenças.

  368. Cauê Sacomandi disse:

    Bom,na minha opnião,a cotas nas universidades para negros não ajuda em nada os negros,pois ela nos dá uma idéia,mesmo que indiretamente,dos negros não serem capazes de passar de forma igualitária em uma universidade,como os outros vestibulandos,que "ralam" pea caramba pra serem escolhidos em boas universidades,como eu que tenho 17 anos e estou em época de vestibulares.
    Eu particularmente se fosse ultrapassado em uma universidade por uma pessoa ser apenas de outra etnia acharia uma injustiça.
    Bom mais cada um tem a sua opnião e a minha é que eu sou contra

  369. Camila Vessozi disse:

    Sou contra as cotas; aceitá-las é afirmar que os negros não são capazes que conseguir sua vaga na universidade por mérito, mas apenas por favorecimento.
    O intelecto da pessoa não vem de sua etnia, mas das condições de ensino que foram oferecidas a ela.

  370. Vanessa disse:

    Sou contra..infelizmente sempre tentam tapar o sol com a peneira..

  371. Edson Santana disse:

    Engraçado, agora a elite se faz de comunista, aderindo ao discurso de classe, olha que interessante!Por que será?
    Conceito de raça não existe?bem, biológicamente pode ser que não, mas e sociologicamente? qual eh o que vale? a maioria dentro das prisões, e a maioria dentro das universidades?
    Dona Yvonne está louca, não?
    Como pode gerar ódio, o sistema de cotas?pelo contrário, o sistema de cotas estimula o debate sobre racismo, e assim, o racismo começa a deixar deser velado no Brasil. Somente assim, identificando o racismo, é que proporemos mudanças. Enfim, alguém aí ainda acredita no mito da democracia racial?

  372. César Ricardo de Andrade disse:

    AS COTAS NÃO PRODUZEM INCLUSÃO SOCIAL E NEM REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA.

    1) Os mais pobres, em geral, não terminam seus estudos. Então, não podem entrar em uma universidade, com ou sem cotas.

    2) Os mais ricos estudam nos melhores colégios particulares, fazem os melhores cursinhos e ficam com as primeiras colocações nos vestibulares mais concorridos. Portanto, não perdem suas vagas para os cotistas, que ficam com os últimos lugares.

    3) Conclusão: as cotas tiram vagas de estudantes de classe média, que são entregues para outros estudantes, também de classe média…

    Pró-cotas Robin Hood, roubando da classe média para dar para a classe média. Os pobres continuam pobres e os ricos continuam ricos…

  373. Lucas Eduardo Ramos disse:

    sou contra, faço minhas as palavras abaixo:

    "No futuro, as pessoas irão falar:"Ah! Aquele ali é negro, só tem curso superior por causa das cotas." Aumentando assim, o preconceito. Depois, quando tiverem implantado as cotas nas universidades e as pessoas de pele escura não estiverem sendo contratadas, vão fazer cotas para negros nas empresas também?"

  374. taty didur disse:

    Penso que a pior forma de discriminação é aquela em que a própria pessoa se inferiorisa.Porque uma pessoa negra é menos capaz do que uma pessoa branca? Onde esta escrito que o cérebro de um negro tem um nível mais baixo de qi?

    Ao contrario do que os negros pensam o sistema de cotas não contribui em nada para sua vida,pois ele sempre será o "cotista",que entrou na universidade não por méritos mas sim por favorecimento.

    Já pensou se todas as raças resolverem revindicar seu direito a cotas?Pois penso que todos tem os mesmos direitos de cidadãos.

    Vejo no sistema de cotas ama afirmação ao racismo,algo vai contra todas as campanhas contra o racismo e a discriminação,já que todos somos iguais porque não somos tratados com igualdade?Ou será que essa regra é válida apenas quando é conveniente para um dos lados?

    Creio que o governo vui no sistema de cotas mais uma forma de mentir sobre a educação no país,que aos olhos deles vai muito bem obrigado!

  375. Breno disse:

    A justificativa para as cotas é que este seria um meio de diminuir as diferenças sociais e econômicas entre "negros" e "bracos", diferenças que são inegaveis. O objetivo é nobre. Mas a questão de cotas serem justas ou não remete ao problema de se os fins justificam os meios.
    Minha opinião é que alguém que é a favor das cotas deve concordar que o fim justifica o meio. Neste caso se objetivo é diminuir a desigualdade social o meio mais eficiente seria vetar (provisoriamente) aos "brancos" o acesso às faculdades permitindo apenas os "negros" cursa-las, alguém acha que seria justo?
    Outro problema claro com as cotas é definir o que é ser negro. O Brasil é caracterizado pela miscigenação racial, não são raros casos em que ocorrem grandes variações de cor de pele entre irmãos, já conheci diversos casos do tipo. Seria então justo um irmão ter direito à cotas e outro não?
    Quanto a questão de rendimento de cotistas acredito que não seja um problema, um sugeito esforçado consegue ter bom rendimento em qualquer curso, contudo devido aos fatos apresentados anteriormente acredito que cotas implicam em contradições, portanto sou contra.

  376. Thiago Rocha da Cunha disse:

    Sou PARCIALMENTE A FAVOR de cotas raciais e cotas sociais.
    Ressalto, porém a igualdade mínima é alcançada com mundanças estruturais de longo prazo, sendo as cotas medidas de emergências.

  377. Beatriz Roma disse:

    Na minha opinião, as cotas foram feitas para tirar uma responsabilidade do governo que é de dar ensino de qualidade á todas as pessoas, independente de sua cor, todos nós temos a mesma capacidade o que falta para muitos é a oportunidade de ter um bom ensino, o que não faz disso uma necessidade de se haver as cotas.
    O problema está em nossos governantes, e não na cor de nossa população, e se há mais negros do que brancos injustiçados neste país é por causa de uma questão histórica, que sempre excluiu os negros e que ainda hoje existe, mas não são as cotas que resolverão este problema.

  378. Tentei disse:

    Tentei, juro que tentei ler todas as opiniões até o fim da página, mas honestamente, são opiniões tão carregadas de preconceito e fundamentadas em no senso comum, massificado e emburrecido, que não consegui chegar ao final da página.
    Realmente, o problema do país é na base do ensino, é na distribuição de renda, na politica sem vergonha e corrupta que vigora no Brasil.
    Mas, meus caros, me digam o que devemos fazer com o contigente de negros em idade universitária que já estudou durante 10 anos no ensino público desqualificado que temos e não consegue entrar em universidades federais e tão pouco pagar pelas particulares? Deixemos que eles continuem marginalizados, morram e que os próximos que vierem tenham um ensino de base de qualidade e então entrem nas universidades federais.
    Realmente, as cotas são excludentes, ruis, baixam o nivel do ensino, deixam de fora os brancos mais capacitados para a vida acadêmica… etc etc etc… realmente…

  379. Ana Carol disse:

    Meu tataravô foi escravo e eu penso que as cotas são uma das mais prejudiciais formas de preconceito pois é mascarada. As pessoas defendem as cotas por achar que elas lutam contra o preconceito mas, o que elas realmente fazem, é passar a mensagem errada "já que eles não são capazes, são piores, vamos facilitar". Dívida social se paga com políticas duradouras como melhorias na educação pública e incentivos ao estudo. Não adianta simplesmente empurrar o pessoal para o ensino superior. Isso gera preconceito. Preconceito que não seria mais problema no Brasil em pouco tempo. Basta comparar o que as pessoas da de 3 gerações atrás pensavam a respeito de negros e o que as pessoas pensam hoje. Todos somos humanos. Cores não fazem nossa inteligência.

  380. David França disse:

    Bom, acho que universidade pública deve ter prioridade em atender àqueles advindos de escolas públicas e no caso de vagas restantes, abre-se para quem advêm do ensino privado, claro, seguindo a mesma regra utilizada hoje, as provas, para ambos. A questão das cotas raciais ficam presas aos defensores da tal dívida que o Brasil tem com os negros pela escravidão. Não temos dívidas com ninguém em relação a isso, pois haviam escravistas brancos e negros naquela época e, com certeza, minha família não tem nada com isso. Cobre a dívida a quem fez.

  381. Tathi disse:

    Sou totalmente CONTRA as cotas, sejam de que forma forem.
    O que é preciso combater neste país é a má destribuição de renda, a corrupção e melhorar nosso ensino desde a educação básica. Medidas como a cota não irão solucionar o problema, além de fazer com q a qualidade de ensino oferecido nas univ. públicas caia bastante. O governo deve oferecer uma educação PÚBLICA, GRATUITA e de QUALIDADE para todos. É preciso repassar mais verbas para a educação, mas é claro sem haver corrupção, pois muito dinheiro nem deve chegar às escolas, universidades… Além disso, é preciso acabar com os incentivos fiscais q as escolas / universidades particulares têm.
    Cotas é uma medida para iludir aqueles que acreditam que basta chegar à universidade que seus problemas acabarão. Não é desta forma que o preconceito acabará, pelo contrário, isto só vai estimular. Educação de qualidade começa na infância!!!!!!!!!!

  382. Adalberto Vieira D. Filho disse:

    Tendo em vista que a universidade é o local onde deve ser construído e trabalhado o conhecimento científico, é, no mínimo, ridícula a idéia de admitir as cotas como meio facilitador ao ingresso de quaisquer grupos sociais a elas. Acredito que pensar em cotas como meio de integração social é muito imediatista, além de servir como politicagem, como já dito em tópicos acima. Porém,fazendo-se valer do bom senso, é possível entender que o problema da educação no Brasil não reside, de forma alguma, em nível superior, mas na educação básica.
    Portanto, ao meu ver, para que haja o ingresso justo e eqüitativo às universidades, é necessário que medidas sejam tomadas visando ao aprimoramento da educação básica, fundamental e média no país.
    Tudo isso poderia ser atingido através da melhoria de escolas públicas, capacitação de professores (com remuneração condizente com a importância da categoria) e o estímulo à prática da educação como possibilidade de promoção sociocultural.

  383. Pedro disse:

    É preciso investir no ensino básico de TODOS e não simplesmente jogar pessoas de uma raça em vantagem as outras e achar que está sendo resolvido um problema de séculos no Brasil.
    Sou completamente contra as cotas para raças no ensino superior e qualquer outro setor. É preciso que se dê as mesmas oportunidades para fazer as mesmas cobranças.

  384. lucas de paiva disse:

    Cotas nas universidades públicas é uma falsa ilusão que o governo encontrou de demonstrar uma inclusão social e cultural. O problema vem de base, desde o ensino fundamental. As pessoas têm que receber o incentivo de estudar desde criança, e não um programa de cursinhos para pessoas de baixa renda para passar no vestibular. As pessoas precisão de informação e cultura. Cotas só servem para decepcionar as pessoas q se esforçaram bastante e quando sai o resultado perderam sua vaga de direito por causa das cotas. Os cotistas que entram na faculdade têm condições de entrar nelas por eles mesmos, pois apenas entram quem teve uma nota muito próxima do ultimo colocado entre os aprovados. É preciso uma mudança no sistema educacional de forma geral e não apenas estabelecer cotas nas universidades, os atuais cotistas são inteligentes e tem plenas condições de disputar com o resto em termos de inteligência, só falta a consciência do governo em da uma educação digna para as pessoas. Um exemplo é que o teatro que e uma forma de cultura seja tão caro por causa dos impostos que têem que pagar. A peça R$1,99 aqui em salvador logo que foi estreada custava R$1,99 e hoje custa R$20,00(vinte reais). É um tremendo descaso com a cultura e a inclusão social. É preciso que o governo queira um povo cheio de informações e cultura, mas será difícil de obter, pois eles têm medo de que o povo saiba diferenciar os bons políticos dos péssimos políticos e percam seus cargos e benefícios altíssimos à custa do contribuinte.

  385. Alex Leite disse:

    Sabe quando o racismo no Brasil vai acabar? Quando o negro tirar o racismo da cabeça. Os negros confundem racismo com preconceito, o racismo não consegue ser expresso por uma única pessoa e sim por um movimento (como a Ku Klux Klan e o Nazismo), enquanto todos nós somos vitímas de algum tipo de preconceito: por ser gordo, magro, preto, branco, oriental, cabeludo, careca, alto, baixo, etc. Mas o negro sempre leva qualquer tipo de preconceito a sério e fica se fazendo de coitadinho e fazendo referência a escravidão, que acabou a mais de 120 anos. E o pior é que muitas vezes acaba levando vantagem sobre as demais "raças" (como nas cotas na universidade). Veja a comparação que fiz sobre os negros e a demais "raças":

    1º Se eu estou na rua e vejo uma menina branca, e eu não a conheço, e chamo ela de "branquinha". O que acontece? Talvez ela se sinta até elogiada. Agora, se eu estou na rua e vejo uma menina negra, e eu não a conheço, e chamo ela de "negrinha". O que acontece? Talvez ela se sinta ofendida e chame a polícia e eu seja preso, e/ou eu seja linxado por seus amigos/parentes.

    2º Se eu sou chamado de "branquelo" por um negro, me sinto ofendido e chamo a polícia. O que acontece? A polícia vai rir da minha cara e perguntar se não tenho mais o que fazer. Agora, se eu chamo um cara de "negro", e ele se sente ofendido e chama a polícia. O que acontece? A mesma coisa que eu disse na comparação 1.

    3º Se eu ando na rua com uma camisa escrito "100% branco". O que acontece? É a mesma coisa que pedir pra apanhar. Agora, se um negro anda na rua com uma camisa escrito "100% negro". O que acontece? Ele é considerado um exímio representante do movimento negro brasileiro. 4º Se inventam um canal na televisão voltado para a cultura branca. O que acontece? Começam a processar o canal, a fazer manisfestações e a depredar as instalações. Agora, se inventam um canal de televisão voltado para a cultura negra (tipo Canal da Gente). O que acontece? não acontece nada.

    Viu como o racismo está na cabeça deles? E o que revolta os não-negros, principalmente os mais brancos, é que a culpa de tudo sempre é dos brancos. Se o negro mora na favela é culpa dos brancos (como se seus descendentes africanos morassem em casas de alvenaria), se o negro não consegue entrar na faculdade a culpa é dos brancos (como se a cor da pessoa somasse pontos na nota final), se o negro não consegue trabalho a culpa é dos brancos (como se o patrão estivesse mais preocupado com a cor da pessoa do que com o lucro). Um negro pode ir na televisão e falar o que quiser das pessoas, enquanto um branco não tem espaço na mídia pra se defender.
    Eu não tenho orgulho nenhum de ser branco, acredito que os negros também não tenham orgulho nenhum de serem negros, muito pelo contrário, usam as ferramentas da "consciência negra" para esconderem uma vergonha ou inferioridade QUE ELES SENTEM. Uma prova disso está aí em cima, e não adianta tentar tapar o sol com a peneira porque a verdade é essa.
    E esse tal de cotas para negros, não me entra na cabeça como podem defender tanto isso. Cota para quem estudou em escola pública ainda vai porque todo mundo sabe que a escola pública é ruim. Agora, cota para negro? Motivos pela qual repudio essa idéia:

    1. Desde quando a universidade diferencia alunos pela cor?
    2. Se for para criar cotas para negros, então tem criar cotas para índios, nipodescendentes, eurodescendentes, etc..
    3. Quando se concede um benefício a uma única raça isso caracteriza-se discriminação racial.
    4. Os negros não tem capacidade de competir de igual pra igual com as demais raças?
    5. Qual o critério utilizado para definir a "raça" de uma pessoa?
    6. Se a pessoa é filha de pai branco com mãe negra, mas "puxou" mais a cor do pai, além de estudar vai ter que tomar sol pra garantir uma vaga?

    O problema maior destas cotas, é que ele tira a oportunidade de outras pessoas que tiram uma nota boa no vestibular, mas não passam porque tiram a sua vaga pelo simples fato de não ser negro ou índio.

    Exemplo:

    (sem as cotas):
    1) A nota de corte (nota do último classificado) de um curso qualquer em uma faculdade qualquer é 50 pontos;
    2) Para este curso são ofececidas 50 vagas;
    3) Eu tirei 50 pontos e fiquei na última colocação, mas consegui passar.

    (com as cotas):
    1) A nota de corte (nota do último classificado) de um curso qualquer em uma faculdade qualquer é 51 pontos;
    2) Para este curso são oferecidas 49 vagas gerais e 1 vaga para afrodescendentes (repare que não foi criada vagas a mais, pelo contrário, foi retirada uma vaga que poderia ser ocupada por qualquer um para que fosse ocupada somente para um negro);
    3) Eu tirei 50 pontos e fiquei na posição 50, mas como sou branco deram minha vaga para um negro que tirou nota 47.

    Só para lembrar:
    – Depois que criaram essas cotas não foram criadas vagas a mais, cursos que tinham 40 vagas continuam tendo 40 vagas.
    – Se vc é negro, vc tem duas chances de passar no vestibular: se não conseguir entrar pelas vagas gerais, ainda tem a chance de entrar pelas cotas.
    – Se vc é branco, vc tem menos chances de entrar na faculdade, se vc se classificar ainda tem que rezar para não ficar próximo a zona de cotas.

    Imaginem se existisse cotas para eurodescendentes, dá para imaginar a briga que o governo iria comprar? No mínimo as ONGs e os Direitos Humanos iriam se manifestar, a ONU iria intervir, e começaria um movimento parecido com as Diretas Já. Tudo porque é um benefício para brancos, mas mesmo assim os próprios brancos iriam ser contra isso, porque sabem que ser branco não representa nada, que é injusto. Por que os negros não fazem a mesma coisa ao invés de defender essas cotas ridículas? Eles que tem tanto orgulho de serem negros, apoiam uma lei que os tratam como se fossem inferiores?

    Bem, essa é minha opinião. Não sou racista, só falo o que penso!

  386. Kleber Men disse:

    Na minha opinião, qualquer política de inclusão racial já é por si mesma, exclusiva. Ao invés de incluirmos pessoas capazes nas universidades, estamos baixando o nível do ensino e se utilizando de uma instituição que envolve ciência e tecnologia, pra poder fazer politicagem.

  387. Raíssa disse:

    Acho que deveria ter cotas levando em conta o sócio-econômico e não “raças” que na verdade isso não existe,afinal,somos todos de uma raça só! a humana!
    Então um negro ou índio tem o mesmo cérebro e a mesma capacidade de um branco pra estudar,e por que então ter cotas?
    Se fosse ter deveria ter pra aqueles que estudam em escolas públicas,porque esses sim tem desvantagens em relação aos que estudam na particular!
    Agora qual a desvantagem que um negro tem de um branco?? (caso estudem ambos na particular)
    NADA!
    sou totalmente contra as cotas!

  388. Paula Luengo disse:

    Li o artigo de voces no site
    sou CONTRA cotas raciais…
    concordo com a opniao da antropologa Yvonne Maggie, onde a grande desigualdade esta na renda a qual influencia na educaçao e formaçao do cidadao e não na quantidade de melanina que uma pessoa possui.

    Estou enviando este comentario devido ao recado deixado pela equipe na minha pagina pessoal do orkut.

    Paula Luengo.

  389. Monique Diniz disse:

    As cotas são válidas como meio de inclusão. Porém, estão sendo usadas apenas como medida populista. De que adianta oferecer ao "afrodescendente" uma "facilidade" para entrar na universidade pública, se ele não está no ensino básico, se não chega a concluir o ensino médio? Ao meu ver, a reforma tem que começar na base, no ensino fundamental de qualidade para todos. Assim, alunos oriundos da escola pública, brancos ou negros, teriam totais condições de disputar uma vaga com os que estudam nos "melhores" colégios particulares e com que têm condições de pagar por cursos pré-vestibulares.

  390. Alexis disse:

    Essa política de cotas racias é absurda, até porque está mascarando o real problema que se encontra no país: a falta de qualidade de boa parte das escolas e colégios públicos, é muito mais barato você dividir a população em dois blocos e dizer que um lado estão os maus que são racistas e que impedem a outra parte de conquistar a ascenção social do que enfrentar o problema como ele realmente é, ou seja, investir maciçamente na educação, investir na capacitação dos professores e oferecer subsídios ao pessoal de baixa renda para estes continuarem os seus estudos. Também não acho válido a política de cotas para alunos de escolas públicas, nesse caso você não estará distingüindo pessoas de baixa renda e de renda mais elevada. Dizer que todo o aluno de escola pública é pobre é no mínimo fechar os olhos para a realidade. Em fim a polarização dos problemas que levam as terríveis desigualdades socias nesse país só servem para obscurecer a questão. Devemos encarar a situação como ela é e não fugir dos reais problemas que assolam esse país. Combater a corrupção devidamente, acabar com os desvios de verbas, usar esse dinheiro todo que vemos diariamente emplacados nos jornais(mensalões, superfaturamento de obras públicas, fraudes e mais fraudes no inss, e em diversos órgãos públicos e não só no setor público, diversas empresas que lucram milhões e milhões e sonegam boa parte dos impostos) para os seus devidos fins; segurança, educação, saúde, saneamento básico e na qualidade de vida da população.
    Custo para fazer uma lei que irá rachar o país em dois pólos, gerar intolerância e racismo: uma caneta e uma folha.
    custo para resolver definitivamente as desilgualdades sociais: bilhões e bilhões de reais além de ter de acabar com boa parte da corrupção existente no país do qual uma parte é destinada aos políticos em suas campanhas eleitorais.
    "O que é melhor para nós e o que é melhor para eles ?" é essa pergunta que devemos fazer a nós mesmos.

  391. Marina disse:

    Não concordo, nem de longe, com essas medidas injustas de TENTAR promover justiça. Sempre, sempre, sempre onde uma pessoa é beneficiada, uma outra é prejudicada. E, nesse caso, alguém muito mais apto a uma vida acadêmica, o que torna a medida muito menos crível.
    Acredito que, com oportunidade e dedicação, qualquer desafio é superável – inclusive um vestibular. Enquanto todos ficam nessa discussão sangrenta de cotas e não-cotas, NINGUÉM (muita ênfase no ninguém) discute sobre o futuro da educação; ninguém encabeça campanha alguma para a promoção do ensino fundamental e médio. É essa a oportunidade que falta para o nivelamento. É sempre a educação a grande responsável pelo crescimento de uma nação. É nela que devemos investir nossa saliva e neurônios… pois. enquanto continuar essa lenga-lenga das "ações afirmativas", estaremos formando, na escola pública, futuros COTISTAS. Há. É o governo admitindo seu fracasso e garantindo que não tomará medidas tão cedo. E a gente aqui, discutindo preconceitos e incapacidades que as cotas trariam…

  392. Fabiana Torrini disse:

    A polêmica em cima das cotas existe pelo medo de formar mais profissionais com ensino superior do que futura demanada.
    Eu sou contra, não só por se tratar de uma medida anticonstitucional, mas principalmente, por ser mais uma das formas veladas de dicriminação.

  393. Fernando disse:

    A partir do momento que se afirma "Cotas são para negros e indios", fica subentendido que eles são menos inteligentes?
    Cota "Racial" nada mais é que uma estratégia ridicula do governo em aprovar pessoas não capacitadas para o ensino superior! Quer inclusão? melhore o ensino publico fundamental e médio!

    Mas ninguem enxerga isso… E se enxerga, não interessa! De um pais de tolos que seus governantes enriquecem…

  394. Bruno Petti de Assumpção Borges disse:

    Sinceramente, acho que cotas raciais não resolveriam o problema do nosso País. O que poderia mudar este cenário, seriam melhores condições de ensino para toda a população. Dando a oportunidade de todos estarem no mesmo nível. Infelizmente temos o péssimo defeito de pensar nos problemas e não em soluções inteligentes.

  395. joao henrique marchesini disse:

    Para mim cotas para negros, indios e/ou pessoas que cursaram o e.f. em escolas publicas é uma ação completamente infundada pois só gera mais preconceito, é como se eu falasse que só porque você é negro, branco ou amarelo você é inferior a algumas pessoas só pela raça. Se a pessoa estivér disposta mesmo a fazer um concurso sério como o de vestibular ela deve se esforssar como qualquer um, independente de raça, idade ou classe social.

  396. Thiago disse:

    Retomo trecho :

    "Acho um absurdo essa lei que destina 50% das vagas nas universidade públicas para alunos de escolas públicas… e os alunos da rede particular que se esforçarem e estudarem mais do que os de escolas particulares, mas que não conseguirem vaga por causa disso? acho injusto dar direitos a uns em detrimento de outros."

    Quem tem condição de pagar pelo ensino privado nem deveria se preocupar com isso. A função da Universidade Pública NUNCA FOI atender a todos, mas sim a quem mais urge.

    As cotas são uma alternativa válida, embora não sejam a mais eficaz.

  397. Thiago disse:

    As cotas são expressão máxima do racismo. Os meios à igualdade de oportunidades entre "negros" , "brancos", "amarelos" etc. passa ante por um processo mais doloroso, demorado e incômodo no ensino básico até o médio. Aí sim teremos igualdade entre "raças".

    No caso de cotas por faixa de renda, sou a favor pois seria a função máxima da Universidad Pública e Gratuita : oferecer ensino superior a quem não teve oportunidade ( e a oferta de vagas pgratuitas no país é escassa ) . Brasil deveria visar um sistema que propusesse o FIM da necessidade de universidades gratuitas. Aí sim estaríamos num estágio mais avançado.

  398. Georgia disse:

    Cotas raciais são simplesmente um atestado de incapacidade. Não que os negros ou pardos sejam incapazes,mas por isso mesmo não deveria existir privilégio a eles. Já que a cor da pele não influencia em nada na capacidade de aprendizado ou inteligência, se as cotas fossem destinadas para colégios públicos seria uma menor injustiça,já que é ali que existe a fraqueza, nas faltas de aula e professores. Racismo maior é achar que devem ser beneficiados pela sua cor.

  399. Diego Sesti disse:

    contra, é um atestado de inferioridade ser cotista, por mais que tenha capacidade de entrar sem cotas, é visto com pessimismo, acho que as cotas estão aumentando as diferenças. Ao invés de investir em educação, criam esta medida ridicula, que além de nivelar por baixo, ficaremos com péssima mão de obra… Se a pessoa (negro, indio, estudante do ensino publico, etc…) Não tem capacidade de entrar, então que não venha entulhar as universidades. Como que tem gente que entra sem cotas?? Além de estudar de graça, entra praticamente de graça também….
    Agora, se vc é branco e fala isto, já sabem né? RACISTA RACISTA…..
    As cotas são o mais puro racismo!!
    Agora, se od cotistas nem conseguem perceber isto, imagina se vão ter capacidade para entrar numa universidade….

  400. Samuel disse:

    A cota racial é o próprio racismo.
    Todos somos iguais, não importa a cor, a religião ou o sexo, e a cota racial só quer dizer que existe diferença entre as pessoas de caracteristicas diferentes.A diferenca entre um branco e um negro, por exemplo, é apenas mais MELANINA num do que em outro ( Pergunta pra esses politicos se sabem o que é melanina). Não é um cérebro menor, ou uma inteligência inferior. Todos temos a mesma capacidade de estudar,de correr atrás, de lutar e só depende de nós mesmos, tanto branco quanto negro tem a mesma capacidade de passar num vestibular, e a impressão que a cota dá é que o negro,por exemplo,não tem capacidade, como um branco tem, de passar num vestibular e precisa de uma ajuda extra.Isso é um absurdo! Eu me sentiria ofendido! Sem contar a injustiça que é feita com quem estudou muito a vida toda, e perde uma vaga para alguem que tirou nota menor na prova, mas tem direito só porque é negro (por exemplo).
    O que tem que mudar é o ensino básico, já que lá é onde se encontra a maioria dos "injustiçados"; tem que mudar a mente das pessoas ignorantes que se acham melhores por causa da sua cor, ou raça; tem que mudar a mente dos politicos que estao buscando solucionar os problemas da maneira errada, de um modo mais fácil e nao realmente onde o problema tem que ser mudado…na base de tudo: na mente de cada um, começando por eles mesmos!

  401. Adson de Aguiar Franca disse:

    Essa coisa de cotas para negros não passa de uma ilusão para o presente.

    No futuro, as pessoas irão falar:"Ah! Aquele ali é negro, só tem curso superior por causa das cotas." Aumentando assim, o preconceito. Depois, quando tiverem implantado as cotas nas universidades e as pessoas de pele escura não estiverem sendo contratadas, vão fazer cotas para negros nas empresas também?

    Se a maioria dos descendentes dos escravos são pobres e estão nas escolas públicas e querem se desculpar pela aquela época, por que não começam a dar um ensino de qualidade desde crianças?

  402. Marina disse:

    Para mim as cotas são um atestado de inferioridade

  403. Manuela disse:

    Acho um absurdo essa lei que destina 50% das vagas nas universidade públicas para alunos de escolas públicas… e os alunos da rede particular que se esforçarem e estudarem mais do que os de escolas públicas, mas que não conseguirem vaga por causa disso? acho injusto dar direitos a uns em detrimento de outros. O governo tem é que proporcionar uma boa qualidade de ensino nas escolas públicas, para que eles possam competir de igual para igual com as escolas particulares…Acho um absurdo cotas raciais, mas entendo que seja uma tentativa (embora falha) de inclusão.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *