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EDUCAÇÃO

Exército veta colégios militares em olimpíada educacional

De acordo com a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), Exército alegou que ‘o exame não segue a proposta pedagógica do seu sistema de ensino’

Exército veta colégios militares em olimpíada educacional
Olimpíada está em sua 11ª edição e conta com a participação de 73 mil alunos e professores (Foto: Marcos Corrêa/PR)

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O Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx) proibiu a participação dos alunos de colégios militares na 11ª edição da Olimpíada de História.

O DECEx teria considerado que algumas questões tinham “viés ideológico conflitante” e, por isso, barrou a participação dos alunos. Pelo menos 39 estudantes chegaram a participar da primeira fase, mas não devem permanecer na segunda etapa da olimpíada.

“Ele [Exército] cerceou o nosso direito de participar de uma Olimpíada. Ele cerceou o nosso direito de participar de uma prova por um, aspas, viés ideológico conflitante que, por si só, já demonstra muita coisa. Se tem um viés conflitante, é porque a instituição tem um viés ideológico, que não deveria ter, porque alega não ter” disse Luiz Buscarolli , estudante do terceiro ano do colégio militar de Brasília, em entrevista à CBN.

Em nota encaminhada à rádio, o Exército afirmou que o cancelamento ocorreu porque a olimpíada entra em conflito “com o Calendário Pedagógico e por não atender à Proposta Pedagógica do Sistema”.

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) usou as redes sociais para lamentar a decisão do DECEx. Para a parlamentar, o veto do exército aos alunos faz aumentar a preocupação com a educação brasileira.

“Essa notícia me entristece muito e potencializa a minha preocupação com a educação brasileira. É mais uma prova de que a guerra ideológica que parte do governo está se concretizando e ganhando força. Não podemos deixar razões arbitrárias impeçam que alunos de todo o país participem de competições que estimulam o aprendizado”, escreveu a parlamentar.

Através de um comunicado, a comissão organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil destacou que, desde 2009, alunos dos colégios militares participavam do evento, tendo conquistado inúmeras medalhas nas dez edições que já ocorreram. Além disso, a nota ainda destaca que a olimpíada ajuda a diferentes estudantes em diferentes provas, como vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Dessa forma, o conteúdo abordado na 1ª fase da 11ª edição segue o objetivo principal do projeto: incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados temas. Para que isso seja possível, oferecemos nas provas e tarefas informações, textos, imagens e mapas para que embasem a elaboração das respostas. As questões e atividades são elaboradas com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)”, diz a nota.

Por fim, a comissão organizadora relembrou que a participação na olimpíada é opcional. Em 2019, o evento educacional chega a sua 11ª edição, contando com a participação de 73 mil alunos e professores distribuídos em 18,5 mil equipes. A olimpíada está na sua segunda fase, que começou na última segunda-feira, 13, e conta com 16,6 mil equipes. A etapa ocorre online e termina às 23h59min do próximo sábado, 18.

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