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EDUCAÇÃO

Governo Bolsonaro exonera presidente do Inep

Exoneração já era esperada desde novembro do ano passado, quando o presidente Jair Bolsonaro, já eleito, criticou uma questão do Enem de 2018

Governo Bolsonaro exonera presidente do Inep
A saída da agora ex-presidente foi publicada no Diário Oficial da União (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, assinou, na última segunda-feira, 14, a exoneração da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini. A saída da agora ex-presidente foi publicada no Diário Oficial da União.

Além de Maria Inês, outras três diretoras do órgão também foram exoneradas – a diretora de estudos educacionais, Alvana Maria Bof; a diretora de gestão e planejamento, Eunice de Oliveira Ferreira Santos; e a diretora de avaliação da educação básica, Luana Bergmann Soares.

O novo presidente do Inep será o engenheiro Marcus Vinicius Rodrigues, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. Já a diretoria de avaliação da educação básica terá o professor universitário Murilo Resende, doutor em economia pela FGV. Resende foi aluno de um curso online do escritor Olavo de Carvalho.

O Inep é vinculado ao Ministério da Educação e responsável pelo desenvolvimento e aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que recebeu críticas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em novembro do ano passado. Maria Inês chegou ao cargo em maio de 2016, nomeada pelo então presidente Michel Temer. A, agora, ex-presidente foi uma das autoras do projeto original do Enem, que começou a ser aplicado em 1998.

A pergunta que motivou as críticas de Bolsonaro abordava o “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis”, indagando os alunos sobre os motivos para a linguagem ser um “elemento de patrimônio linguístico”. Segundo o portal Uol, diferentes professores defenderam a questão, que tinha como foco a interpretação de texto.

Em uma nota ao portal G1, o Inep esclareceu que as questões do Enem são escolhidas por um pequeno grupo do Instituto. Na época, já como presidente eleito, Bolsonaro afirmou que tomaria conhecimento das provas do Enem antes de sua aplicação.

“Essa prova do Enem, vão falar que eu estou implicando, mas, pelo amor de Deus, esse tema, a linguagem particular daquelas pessoas [LGBTs], o que nós temos a ver com isso, meu Deus do céu? A gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo. Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem? Pode ter certeza, fique tranquilo, não vai ter questão dessa forma ano que vem. Nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”, afirmou em novembro de 2018.

Fontes:
Uol-Governo Bolsonaro exonera presidente do Inep, órgão responsável pelo Enem
G1-Governo Bolsonaro exonera chefe do Inep nomeada por Temer

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2 Opiniões

  1. Waldith disse:

    Que a educação no nosso país estava nos últimos planos de todos esses governos anteriores, não é nenhuma novidade.Essas pessoas que ocupavam tais cargos não tinham nenhum comprometimento com educação, haja visto resultados do IDEB. Algo teria que ser feito para parar o efeito negativo na educação básica, apoiado Sr. Presidente, ordem na casa!

  2. Selma Carvalho disse:

    com certeza alguma coisa precisa ser feita. Daqui a pouco os surfistas tb querem introduzi sua maneira de comunicar …. de repente aquela brincadeira do “pi” pode fazer parte das provas do ENEM né?
    O RESPEITO as opiniões, aos costumes, as crenças, as raças a vida… isso sim é obrigação e DEVE ser ensino desde pequenininho.

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