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Ensino religioso

Lugar de religião é na escola?

Por Patrícia Costa

3/03/2010 | Enviar | Imprimir | Comentários: 32 | A A A

Historicamente, Igreja e Estado nunca conseguiram uma parceria neutra. Com a evolução das sociedades, o Estado foi se desvinculando da influência da Igreja, tornando-se laico, mais democrático e autônomo.

Mas o Brasil parece estar recuando até o século XIX, segundo alguns críticos ao ensino religioso obrigatório nas escolas públicas brasileiras. Roseli Fischmann é uma delas. Professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, Roseli é autora do livro Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico. Para ela, é preciso deixar bem clara a ideia de que, se a escola é pública, ela precisa ser laica. Ao contrário das escolas religiosas particulares, nas quais os pais matriculam seus filhos por opção, por quererem seguir determinada confissão religiosa, a escola pública pertence ao Estado, ou seja, ela é de todos. “O acordo que o Brasil assinou com a Santa Sé torna o ensino religioso católico obrigatório, bem como o de outras confissões. Para começar, como a Igreja católica pode decidir sobre as outras religiões? Isso não é republicano e nem democrático”, explica a professora, que esclarece ser uma pessoa de fé que defende o Estado laico com argumentos acadêmicos.

Estado laico no papel

Todos os que transitam pelas escolas públicas brasileiras costumam se deparar com símbolos religiosos, geralmente católicos – como crucifixos e imagens da Nossa Senhora -, espalhados pelas salas e dependências. Parece não ser nada significativo, já que a maioria da população brasileira é católica, mas a professora Roseli alerta para o perigo de se privilegiar uma religião em detrimento de outras: “Quando a escola exibe esses símbolos, pode significar que aquela religião é mais importante do que as outras. Além disso, a Constituição, que é o documento mais importante do país, explicita que o ensino religioso é obrigatório, mas facultativo ao aluno. Na prática, isso quer dizer que, em vez de os pais autorizarem ou não que seus filhos assistam a aulas de ensino religioso impostas pela escola, os pais é que deveriam solicitar as aulas à escola para então, mais tarde, o aluno optar por assisti-las ou não”.

Um estudo apresentado em 2008 pela ong Ação Educativa revelou que em todos os estados brasileiros já existem leis sobre o tema. E muitas contêm várias inconstitucionalidades, como ministrar o ensino religioso no ensino médio. As leis se agrupam em três grandes modelos: o modelo interconfessional – que procura reunir um grupo de religiões – é o mais disseminado no país. O problema é que geralmente as aulas seguem os preceitos de religiões cristãs – católica e protestante. O segundo modelo leva em conta as religiões da clientela das escolas e os professores são indicados pelas organizações religiosas. É um modelo administrativamente impossível de ser implantado, pela diversidade de religiões existentes entre a população. E o terceiro modelo defende o ensino da religião como um fenômeno social e histórico. O problema desse modelo é que exige professores muito bem preparados para ministrar as aulas, que não sejam influenciados por suas próprias crenças e saibam enfrentar resistências e incompreensões por parte dos alunos e de suas famílias.

Ética não é doutrina religiosa

Para a professora Roseli, além de todas as dificuldades e suscetibilidades inerentes ao ensino de uma ou diversas religiões, existe o perigo de a doutrina se sobrepor ao processo educativo. “O desenvolvimento da autonomia é o grande objetivo da educação. A pessoa precisa aprender a refletir sobre os fatos, respeitar como o outro pensa, avaliando suas opções e fazendo suas escolhas. A autonomia é ditada pela vida em sociedade. Por isso, é perigoso se um professor recorre a explicações simplificadas como ‘é assim porque Deus quis’. A criança acaba não aprendendo a pensar por si mesma”, afirma a estudiosa, que já há alguns anos vem participando de debates e escrevendo diversos artigos sobre o tema, como o publicado na Revista ComCiência, produzida pelo LabJor – Laboratório de Jornalismo da Unicamp.

Outro perigo é o proselitismo. Mesmo sem querer, um professor pode acabar influenciando a escolha religiosa de um aluno, o que é proibido por lei. “A liberdade de crença é constitucional. A regra da maioria no jogo democrático não pode passar por cima das minorias. Existe um texto constitucional e ele não libera o Estado para ministrar o ensino religioso que melhor lhe convier”.

Um dos mais fortes argumentos de quem defende o ensino religioso nas escolas é que ele pode ajudar a combater a violência e a crise de valores. Outro equívoco perigoso, segundo a professora. “A ética não pode depender de uma religião. Nem se pode sempre evocar um deus para se combater a violência. A escola precisa lidar com esses problemas baseada nos valores humanos. Pois somos todos seres humanos, e precisamos buscar o respeito mútuo como humanos. Se precisarmos evocar uma figura divina para alcançar isso, essa busca se destrói, pois será sempre intermediada por uma divindade. E se uma criança tiver um Deus diferente do meu? E se uma outra não acreditar em nenhum Deus, como fica?”, questiona ela, que é também perita da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a Coalizão de Cidades contra o Racismo e a Discriminação.

Roseli encerra defendendo a liberdade de consciência: “Ela é a mãe de todas as outras liberdades. As pessoas devem escolher sua religião de forma livre e autônoma, assim como escolhem suas carreiras e seus parceiros. O direito à liberdade de consciência, de crença e de culto é um tripé universal e fundamental.”

Leia mais:

Planejar, gerir, ensinar…

Escrito por: Patrícia Costa

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32 opiniões para o artigo: Lugar de religião é na escola?

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Opinião de charles
Na data: 18 de junho de 2011 as 23:06

gostaria de saber, se no ensino superior e obrigatorio ter na grade curricukar o ensino religioso, fui questionar na minha faculdade a ULBRA e a resposta foi que preciso fazer esta materia para me formar, nao concordo

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Opinião de Nueli Medeiros (Juiz de Fora, Minas Gerais)
Na data: 15 de junho de 2010 as 21:11

Boa noite.
Eu que já tive problemas por conta desse assunto,(Professores querendo ensinar simbolos religiosos aos meus filhos)de uma maneira distorcida, mandavam que esses trabalhos fossem feitos em casa junto aos pais. Até aí nada contra, o problema que vejo Primeiro é o despreparo destes para o ensino religioso. Segundo: Qual o livro que usam para ensinar? Terceiro: Essa professora era da pastoral católica, os pequeninos curiosos lhe perguntam: Tia, onde fica o inferno? E ela irada, manda que a sala pergunte aos que se confessassem evangélicos, pois estes sabem onde fica o inferno. Terceiro e não último, mas paro por aqui mesmo, que esse assunto é tema para muitos livros… A Ética não pode depender mesmo de uma religião, aliás, temos que separar diversos assuntos, mas, lembremo-nos que se encontram como uma engrenagem. Reverência, essa não se ensina mais, o lindo é dizer: “Somos irreverentes”. Ok, estamos pagando um preço muito alto devido à essa palavra que se transforma totalmente na maioria dos atos tristes que contemplamos desde o pré-escolar até às universidades.

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Opinião de maria lúcia borgis pereira (São Paulo)
Na data: 10 de março de 2010 as 2:57

Na minha opnião deve ser ensinado religiosidade,para todas as crianças em creche, pré-escola, etc…, Não religião, pois assim nós teriámos os principios morais, éticos, das diversas doutrinas filosóficas existentes em nosso pais, um grande respeito pela natureza e o culto a um Deus Único, qúe é a base de tidas as filosofias de vida,isso desde cedo faria com que os seres humanos, respeitassem uns aos outros e diminuiria muito a violência o que já comprova, o quanto é importante na vida das crianças e seres humanos de nossa sociedade.

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Opinião de Rosângela Coelho
Na data: 10 de março de 2010 as 1:07

Os Órgãos responsáveis pela educação deveria ter disciplinas, que trabalhe a moral, ética, os valores.Quando eu fiz o meu ensino médio tive a disciplina de ensino religioso e não foi falado de religião católica ou evangélica, e sim assuntos importantes que serviram muito para meu desenvolvimento pessoal e profissional.

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Opinião de Marluizo Pires Cruz (Jequié, Bahia)
Na data: 9 de março de 2010 as 1:53

As escolas públicas brasileiras deveria ter uma base curricular nacional,pré-estabelecida por um plano nacional de educação,para evitar estas ingerências de interesses de grupos,o plano nacional de educação poderia ser definido e defendido pelos professores,como foi defendido o plano nacional de salário dos professores,religião sem dissenção e sem obrigatóriedade poderia ser ministrada nas escolas públicas.Tendo em vista que,na escola é lugar de aprender e adquirir consciência.

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Opinião de Daniel
Na data: 9 de março de 2010 as 0:41

O que deve ser ensinado nas escolas é história da religião, um aspecto social importante. Não é isso o que prega o acordão Brasil-Vaticano, mais um instrumento de doutrinação religiosa (católica).

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Opinião de Maria valente (Santa Bárbara d'Oeste, São Paulo)
Na data: 9 de março de 2010 as 0:31

Na minha opinião, não por isso ja se tem as igrejas e é nela que tem que ser falado e cuidadosamente sobre o assunto.Escola é pra se educar o seu dia-dia e na igreja educar o seu espiri e tratar E PREPARAR A sua ALMA. uM ABRAÇO.

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Opinião de luís carlos o. barbosa (Fortaleza, Ceará)
Na data: 9 de março de 2010 as 0:31

lugar de religião é no templo(ou igreja ou seja lá como classifica cada denominação o seu lugar de culto).escola é para estudar disciplinas inerentes à escola.religião não é ciência.sou pela liberdade de culto,bem como pela educação democrática.grato pelo espaço!

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Opinião de Célia Costa (Pindamonhangaba, São Paulo)
Na data: 8 de março de 2010 as 2:04

Eu não concordo que a religião seja uma “matéria”a ser ensinada nas escolas públicas. Concordo com a Professora Roseli que as escolas deveriam ser laicas, deixando o assunto religião para ser debatido em casa, com os familiares do aluno.Se em casa o aluno não tiver acesso as informações que deseja, procure então instituições religiosas esclareçam as dúvidas que por ventura esse aluno venha a ter.
O ensino religioso não é garantia de que o aluno venha a desenvolver uma boa índole, isso é solidificado em um lar com pais preocupados, amorosos e educadores acima de tudo. A moral e ética devem ser escolhas conscientes, não por temor a uma entidade divina.

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Opinião de sarub@uol.com.br (São Paulo)
Na data: 7 de março de 2010 as 9:29

A última frase de Helio diz tudo:”Aprender mão é crer,é sobretudo questionar”.
O grande perigo é, de fato, transformar aprendizado em dogmas, impingidos nem sempre por cabeças suficientemente preparadas e amadurecidas para o mister.

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Opinião de Anderson Franco (São Paulo)
Na data: 7 de março de 2010 as 1:32

Concordo sim. Mas desde que sejam administradas aulas de religião. Não dar exclusividade ou ênfase a apenas uma. Devem ser vistos e revistos ensinamentos religiosos em geral. Islamismo, catolismo, protestantismo, umbanda, candomblé, espiritismo, budismo, entre outras.
Não adianta doutrinar as pessoas apenas como se existisse uma única religião, obrigando-as a seguir essa ou aquela religião, assim como, por exemplo, o catolicismo fez no ocidente com os nativos.
Grato

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Opinião de helio
Na data: 6 de março de 2010 as 13:07

Sou a favor da religião, porém nunca nas escolas. Seu lugar deve estar nos seus centros religiosos. Já assistimos a fé dogmática e religiosa presente nas aulas de história, muitas baseadas em idéias radicais, advindas da fé em ideologias ultrapassadas. Aprender não é crer, é sobretudo questionar.

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Opinião de Lauane Vieira
Na data: 6 de março de 2010 as 0:53

Bom, eu não acho bom ensinar na escola religião, pois tem alunos que tem religiões completamente diferente como eu. Eu sou ateu,e iria ficar meio que estranho eu estudar uma coisa assim.

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Opinião de Marilene Santana dos Santos (Teodoro Sampaio, São Paulo)
Na data: 6 de março de 2010 as 0:46

A escola deve sim trabalhar valores morais,ética,respeito,amor ao próximo sem envol-ver o termo religião.Esse deve ficar para a família.A família sim…enquanto o filho é cri-
ança devem incutí-lo á uma religião.Mesmo porque
se a escola assumir essa responsabilidade,terá
que escolher uma religião para ser ensinada,pois
seria impossível trabalhar todas as religiões existentes e escolher uma religião não seria justo sendo que cada um tem o direito de escolher sua própria religião ou até mesmo de-
cidir em não ter uma religião.A religiosidade
pode e deve ser abordada,não esquecendo que religiosidade é diferente de religião.

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Opinião de marcio leite simoes (Luziânia, Goiás)
Na data: 5 de março de 2010 as 1:05

religiao na escola e igual a um ditadura militar no governo o cidadao e amordaçado e discriminado as vezes ate perseguido afinal qual a religiao que iria ser imposta guela abaixo dos afro descendente?

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Opinião de marcio leite simoes (Luziânia, Goiás)
Na data: 5 de março de 2010 as 0:58

em momento algun jamais o cidadao deve se expor ao ridiculo de submeterse a imposicao de uma religiao .cada um tem a sua

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Opinião de Markut (São Paulo)
Na data: 4 de março de 2010 as 19:32

Apesar do tom apocalíptico , dou razão a Luiz Mourão.
A crença em algo sobrenatural é uma necessidade íntima de cada um de nós, face à perplexidade diante do desconhecido.
Nada a ver com o trombeteamento e o impingimento de crenças hipócritas e dominadoras.

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Opinião de Eleutério Gouveia (Cambará, Paraná)
Na data: 4 de março de 2010 as 15:26

olá, sra Ana Portugal. Sua opinião é super válida. O que importa é haver algum compromisso com a ética sobretudo se ela vier dos pais! A igreja principal deve vir do ambiente familiar e não de denominações. Na verdade, essa discussão é antiga pois já em Corinto na Grécia clássica, ao tempo de Paulo, já havia dissenções num grupo de no máximo 100 cristãos. A discódia não é nova.

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Opinião de Afonso Schroeder
Na data: 4 de março de 2010 as 11:03

Na minha infância portanto ja fazem alguns anos tive uma vez por semana a matéria religião, que em muito contribuiu na minha formação não só religiosa mas tambem na forma de me educar estimulando a desenvolver as aptidões como individuo para enfrentar os percalços da vida, sei ja fazem muitos anos que não temos esta e tenho conciência que não é só isto, mas o que é então pois vemos todos os dias mais jovens se enveredar para caminhos delitusos.

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Opinião de Cristina (Rio de Janeiro)
Na data: 4 de março de 2010 as 10:11

Que fracasso para a democracia! Quanto ao ensino religioso ser usado como forma de proteger as crianças das drogas, que tal os pais cumprirem seu papel de educador ao invés de delegar sua função aos padres,aliás péssimos exemplos morais?!!
Pais não são amigos: são pais! E devem amorosamente, estar (e agir)conscientes de que educar requer as vezes atitudes impopulares.

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Opinião de Eleutério Sousa (Cambará, Paraná)
Na data: 4 de março de 2010 as 9:34

em democracia as opiniôes dem ser diversificadas até porque toda a unanimidade é burra! Mas, uma perguntinha: porque tanta gente filia seu filho recem-nascido no seu clube de coração e não espera que venha a escolher mais tarde? Porque se dá certos alimentos sem questionar as crianças? Nossa vida é cheia de perguntas com respostas sofríveis!…

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Opinião de ANAPORTUGAL
Na data: 3 de março de 2010 as 22:42

QUANTO AO SR.LUIZ VIEIRA, NÃO ENTENDI O QUE POSSA “”ENCOBRIR”" A INTRODUÇÃO DOS ENSINAMENTOS AFRO BRASILEIROS EM NOSSAS ESCOLAS, VISTO QUE A MAIORIA DE NOSSOS ALUNOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS,SÃO AFRO DESCENDENTES.
SE EXISTE LEIS QUE BENEFICIAM ESSE GRUPO,PARA INGRESSAREM NOS ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS, PORQUE NÃO HAVERÁ TB COLOCAÇÃO DE SEUS COSTUMES E RAÍZES CULTURAIS E RELIGIOSAS DE SEUS ANTECEDENTES,PARA QUE OS MESMO NÃO SE APAGUEM PELOS TEMPOS.
DA MESMA FORMA, QUE SE ASSIM FOSSE, O PAÍS TERIA QUE TB IMPLANTAR NAS ESCOLAS OS COSTUMES E RITUAIS INDÍGENAS, VISTO QUE MUITO ANTES DA REALIZAÇÃO DA PRIMEIRA MISSA POR REPRESENTANTES DA IGREJA CATÓLICA ,VINDOS DA EUROPA, AQUI JA EXISTIA REPRESENTANTES DE UMA RELIGIÃO, A QUEM OS INDÍGENAS , VERDADEIROS E ANTECESSORES, A QUALQUER OUTRO POVO EUROPEU, CULTUAVAM E RESPEITAVAM E ACIMA DE TUDO MANTINHAM UM COMPORTAMENTO DENTRO DE UMA MORAL POR ESSES RITUAIS ESTABELECIDOS.

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Opinião de ANAPORTUGAL
Na data: 3 de março de 2010 as 22:27

COM REFERÊNCIA AO COMENTÁRIO POSTADO PELO SR ELEUTÉRIO GOUVEIA, TENHO MINHAS RESTRIÇÕES, AO COLOCAR COMO VÍCIO, OU MESMO PRESA FÁCIL NUMA REDE DIFÍCIL DE SE SAIR, CRENÇAS OUTRAS QUE NÃO SEJAM AS CLÁSSICAS ESTABELECIDAS.
NÃO SE DEVE ACHAR QUE EXISTE UMA REDE PARA PRENDER FACILMENTE QUEM QUER QUE SEJA,PRINCIPALMENTE, CRIANÇAS, QUE ESTÃO SOB TOTAL RESPONSABILIDADE DOS PAIS, CABENDO A ELES DEIXAREM QUE SEUS FILHOS “”CAIAM OU SEJAM PESCADOS FACILMENTE PARA SEGMENTOS RELIGIOSOS DIFERENTE DOS ESTABELECIDOS COMO O PRINCIPAL DE UMA COMUNIDADE OU MESMO UM PAÍS”".
O QUE MUITOS VÊM COMO COMO PANACÉIA OUTROS ENXERGAM COMO UMA VERDADE TOTAL E IRREFUTÁVEL.
NÃO PODEMOS CONFUNDIR ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL, COM OBRIGATORIEDADE DE PERTENCER A QUALQUER SEGMENTO RELIGIOSO. MUI RESPEITOSAMENTE COLOCO AQUI MINHA POSIÇÃO A RESPEITO DO COMENTÁRIO FEITO PELO AMIGO EM QUESTÃO.SABENDO QUE DE ANTEMÃO RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE..NEM DEVE SÊ-LO FEITO.
ESTAMOS AQUI PARA DISCUTIR DA OBRIGATORIEDADE DO CUMPRIMENTO DE UM ACORDO, QUE TEM FORÇA DE LEI.CADA QUAL MOSTRANDO SUAS RAZÕES DE SER PRÓ OU CONTRA, SEM NOS ADENTRAR QUAL SEJA MELHOR PIOR OU MESMO PANACÉIA.

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Opinião de ANAPORTUGAL
Na data: 3 de março de 2010 as 22:10

ESTUDEI EM COLÉGIO BATISTA, TINHA MÃE ESPÍRITA KARDECISTA, AVÓ…(CAROLA) CATÓLICA.
FIZ MINHAS PRÓPRIAS ESCOLHAS, PORQUE ACIMA DE TD, TINHA UMA FAMÍLIA QUE ME MOSTRAVA QUE TDS OS CAMINHOS ERAM BONS,JAMAIS ME LEVANDO PARA QUALQUER DOS LADOS.
AOS POUCOS FUI CRESCENDO, E DESCOBRINDO AS VERDADES( QUE EU ENTENDIA COMO ASSIM)DE CADA UM…TOMEI MINHAS PRÓPRIAS DECISÕES.
ATÉ HJ SOU ESTUDIOSA E QUESTIONADORA DO ASSUNTO…SEM A NENHUMA TER ME FILIADO( NÃO DISSE BATIZADA, PORQUE O FUI NO CATOLICISMO POR MINHA AVÓ, MAIS POR CULTURA RELIGIOSA QUE MESMO POR CRENÇA).
CREIO NUM DEUS QUE NÃO CASTIGA, MAS MOSTRA O CAMINHO, E QUE NÓS NOS CASTIGAMOS COM NOSSAS PRÓPRIAS AÇÕES.
MAS ISSO DEPENDE MUITO DE UMA FORMAÇÃO FAMILIAR MUITO ABERTA E INTELIGENTE, POR SABER QUE SE TEM UMA COISA QUE NÃO SE DEVE OBRIGAR, É A FREQUENCIA DE DETERMINADA IGREJA POR NOSSOS FILHOS.DEVE-SE SIM MOSTRAR QUE EXISTE UM SER SUPREMO,QUE NOS REGE, MAS QUE ACIMA DE TD NÃO NOS PUNE, PELO CONTRÁRIO NÓS DA UM LIVRE ARBÍTRIO PARA ESCOLHERMOS NOSSAS ESTRADAS A SEGUIR, MAS SEMPRE, MOSTRANDO O BOM E O MAL DE AMBOS OS LADOS.
CABE AOS PAIS, A ORIENTAÇÃO RELIGIOSA OU NO MÍNIMO UMA ORIENTAÇÃO, SOBRE UMA MORAL ESTABELECIDA, QUE LOGICAMENTE ESTA NO CONTEXTO DOS ENSINAMENTOS BÁSICOS DE QUALQUER RELIGIÃO.
IMAGENS, CRUCIFIXO, OU QUALQUER OUTRO SÍMBOLO RELIGIOSO,A MEU VER NÃO MOSTRA A TENDÊNCIA RELIGIOSA DE QUALQUER SEGMENTO, MAS TÃO SOMENTE, UM COSTUME ENRAIZADO NUM PAÍS DE BASE CATÓLICA.NEM BEM POSSO AFIRMAR SER O BRASIL UM PAÍS EMINENTEMENTE CATÓLICO, VISTO HJ EM DIA SE FORMOS REALMENTE PROCURAR OS QUE REALMENTE SEGUEM A RELIGIÃO CATÓLICA EM TODOS SEUS RITUAIS E NORMAS,O NÚMERO SERÁ BEM MENOR DO QUE SE SUPÕE. MAS ENQUANTO QUEM NÃO TEM UM SEGUIMENTO DIRETO EM QUALQUER RELIGIÃO, VAI SE DIZER CATÓLICO, O PAÍS VAI SE FAZER ENTENDER COMO CATÓLICO.
TENDO VARIADAS SEGMENTOS NOVOS RELIGIOSOS, REALMENTE,SERÁ COMPLICADO A OBRIGAÇÃO DE SE COLOCAR UMA ORIENTAÇÃO COMO MATÉRIA OBRIGATÓRIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS.ALIÁS CHEGA A FERIR DE ALGUM MODO A NOSSA CONSTITUIÇÃO QUE DIZ SER LIVRE QUALQUER EXPRESSÃO DE RELIGIOSIDADE EM NOSSO PAÍS.
TEREMOS QUE TER UM PELOTÃO DE PROFESSORES EM NOSSAS ESCOLAS, PARA MINISTRAREM AULAS PARA AS DIFERENTES CORRENTES RELIGIOSAS.

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Opinião de Eleutério Gouveia (Cambará, Paraná)
Na data: 3 de março de 2010 as 16:14

Cientificamente a prof. Roseli tem razão. Mas se ela tiver filhos que não tenham nenhuma influência espiritual certamente serão presa fácil de “outras religiôes” das quais não se podem libertar facilmente, ou seja, o vício.
Há confusão quando se fala em escolher uma religião. Este conceito, etimologicamente, é voltar ao convívio do Criador, e isso, a Dra deve admitir. AS religiôes odem ser uma panaceia mas as propostas modernas ainda não conseguiram ensinar coisa melhor.

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Opinião de josue
Na data: 3 de março de 2010 as 16:12

com toda a sinceridade acho este tipo de acordo um tremendo absurdo,ninguem e obrigado estamos num Pàis democratico temos livre escolha.
existem diversas religiões,a igreija cotólica esta indo de frente com todas elas,imagine voçes se cada sala de aula tiver que no cardapio delas aulas de acordo com suas religiões,é um absurdo incoerente tomara DEUS que este absurdo não se conclua porque ela busca seus interesses, todos nos graças a DEUS temos nossa liberdade de escolha e este direito foi nos dada pelo proprio DEUS.

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Opinião de Luiz Vieira (Espírito Santo, Brasília)
Na data: 3 de março de 2010 as 14:13

Hoje é obrigatório o ensino de cultos afro-brasileiros mas escpças públicas, sob o pretexto difundir a cultura africana e reduzir preconceitos raciais. Nada pior do que se encobrir a real intenção nesse caso. Quanto ao ensino religioso católico, é bom ver que o Brasil foi colonizado e teve a sua primeira missa no ambiente católico. Se outras religiões foram gradativamente surgindo em nosso meio é uma questão a ser considerada, mas jamais poderemos suprimir o ensino religoioso católico até por uma questão de tradição e pelos benefícios que traz à formação de nossos jovens, para que se tornem cidadãos melhores, mais respeitadores, menos violentos, tementes a Deus.

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Opinião de andre becker
Na data: 3 de março de 2010 as 13:51

de jeito nenhum,escola tem de ensianar a ler escrever, pensar ,raciocinio logico,matematica geografia,PORTUGUES, cursos tecnicos, religião é uma opção pessoal que devera ser escolhida dentro de seu devido tempo.

igreja é uma instituição como qualquer outra,visa lucros, nao adianta dizer que não,pois temos exemplos de milhoes de pessoas que nao tem sua casa propria mas as igrejas tem imoveis ocupados que poderiam dar lugar a muita casa,e so no Brasil a igreja arrecada mais de 40 mi por ano,as igrejas evangelica antão… nem se fala arrecadam e muito.

o bom nisso tudo é que igreja tem isenção so ai ja se economiza uma nota preta.

escola deve ter professores com salarios dignos,
merenda escolar descente,
material escolar de boa qualidade.
e tempo de funcionamento para que aqueles pais que tem de trabalhar o dia todo fiquem tranquilos quanto a localização de seu filho.

ah não ser que a igreja que queira instalar um curso religioso assuma parte dessas funções,treine e pague uns 35% a mais no salario de cada professor escolhido.

ate por que as igrejas tem faculdades e não são baratas e tambem não são as melhores.

não é admissivel querer impor uma religião que é uma coisa abstrata ou transcedental no lugar de algum curso muito mais proveitoso.

deve ter sim é curso de tecnicas industriais,comerciais,agricolas,ate mesmo domesticas, como haviam no tempo dos governos militares, os alunos eram treinados e saiam geralmente com um diploma e um emprego direcionado aquela area.

desculpemos que creem mas religiao deve ser la na igreja,em sala de aula é somente retroagir ainda mais a educação desta pais

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Opinião de Rodrigo Ramiro Ferreira Pereira (Rio de Janeiro)
Na data: 3 de março de 2010 as 13:09

Escola pública não deve servir de espaço para proselitismo religioso ou político-ideológico.

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Opinião de edson (Natal, Rio Grande do Norte)
Na data: 3 de março de 2010 as 12:45

texto muito bom

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Opinião de Luiz Mourão (Rio de Janeiro)
Na data: 3 de março de 2010 as 12:37

É incrível que, em pleno 2010, ainda estejamos ameaçados de marchar para o passado, aos “gloriosos” dias em que pessoas eram julgada e queimadas apenas porque pensavam diferente dos interesses dos estamentos religiosos de então!!
Não há dúvidas sobre QUEM está por trás desse movimento abjeto, que deseja apenas manter o Homem sob domínio e dirigir-lhe o Destino!!
Em ponto adiantado de seu discurso, a articulista destaca a defesa que fazem os fanáticos da fé ao argumentar que o ensino religioso pode contribuir para a redução da violência e a crise de valores no mundo.
Ora, é preciso ser muito bitolado mentalmente para não perceber que religião tem estado no planeta há séculos, e temos o que temos!!
Os diversos institutos e rituais quiméricos criados pelas religiões de plantão são muito mais um incentivo ao cinismo e à hipocrisia do que um Norte para a vida saudável e moralmente correta.
Que seja ensinado, também, então, sobre a Inquisição, dita “santa”, e seus requintes de tortura e massacre sobre os livres pensadores, e o quanto a Igreja lucrou com os bens dos condenados!!
Isso, com certeza, ela não vai querer que seja ensinado!!
Logo, conclusão lógica, NÃO é religião o instrumento para criar Moral e Ética no mundo!! Mesmo porque ELA MESMA não tem essa Moral para insinuar-se como fonte de Bem para a Humanidade.
O que precisamos é que OS PAIS ensinem, PELO EXEMPLO, as noções de comportamento correto na sociedade, algo que é raro acontecer pois são os próprios pais os maiores infratores das regras as mais básicas, e que passem a seus filhos noções até elementares de vida em comunidade!!
O dia em que, porventura, esse país resolver seguir na contra-mão da História, e admitir o ensino religioso nas escolas será o início do fim do Brasil como nação…
E, até lá, espero que a minha descendência já tenha saído desse lugar sem futuro…

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Opinião de Raquel (Rio de Janeiro)
Na data: 3 de março de 2010 as 12:14

A assinatura do tratado é inconstitucional. Precisa ser revogada.