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EDUCAÇÃO

Novas demissões expõem instabilidade do MEC

Mais dois funcionários do MEC com cargos próximos a Vélez foram exonerados. Instabilidade na Pasta aumenta

Novas demissões expõem instabilidade do MEC
Dezenas de exonerações e recuos marcam primeiros meses do MEC de Vélez (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O Ministério da Educação (MEC) é reconhecido como uma das Pastas mais importantes do Brasil, mas ela está longe de ser considerada estável. Na edição do Diário Oficial desta quinta-feira, 4, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, assinou duas exonerações de cargos próximos ao ministro da Educação, Ricardo Vélez.

Bruno Meirelles Garschagen ocupava o cargo de Assessor Especial de Ricardo Vélez. Formado em direito e mestre em ciências políticas, Garschagen é autor do livro “Pare de acreditar no governo: Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado”. Ademais, trabalhou na tradução de outros três livros do meio político. Ainda não foi revelado quem passará a ocupar o seu cargo.

Outra a ser exonerada foi a chefe de Gabinete do MEC, Josie de Jesus, que assumiu no último dia 11 de março e não passou um mês no cargo. Para o seu lugar, foi nomeado Marcos de Araújo, que já atuou como subcomandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal e professor da Academia dos Bombeiros de Brasília.

As novas demissões expõem uma intensa crise pela qual atravessa o MEC. Atualmente, o Ministério da Educação está dividido em três grupos: um corpo técnico, formado por profissionais do Centro Paula de Souza; um grupo composto por militares, que foi alçado à Pasta por Vélez; e um terceiro formado por alunos e ex-alunos do filósofo Olavo de Carvalho.

As disputas têm causado uma série de mudanças constantes na Pasta, contribuindo para a sua instabilidade. Com dezenas de exonerações em apenas três meses, o MEC está longe de se mostrar estável. Além das dispensas, a Pasta registra uma série de recuos, desde o pedido para que o slogan do governo fosse lido nas escolas, até as avaliações sobre alfabetização de crianças.

Em um dos casos mais simbólicos, Ilolene Lima foi alçada – mesmo sem ser nomeada oficialmente – ao cargo de “número dois” do MEC, substituindo Luiz Antônio Tozi. No entanto, Lima ficou na posição apenas por oito dias. Para o seu lugar, foi escolhido o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, indicado por Jair Bolsonaro.  

Leia também: Vélez diz que não houve golpe em 1964 e quer revisão de livros didáticos

Fontes:
O Globo-Assessor especial e chefe de gabinete de Ricardo Vélez no MEC são demitidos

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