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Reequipando a educação técnica

O lúgubre estado da educação técnica na Europa

Há boas razões para a expansão desse método

O lúgubre estado da educação técnica na Europa
Cursos técnicos estão desprestigiados e desorganizados (Reprodução/BrettRyder)

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Um relatório recente da McKinsey chamado “Educação para o Emprego: Levando a Juventude da Europa para o Trabalho”, revela um retrato lúgubre sobre o estado da educação técnica. Em quatro dos sete países pesquisados mais da metade dos jovens que fazem faculdade afirmaram que prefeririam fazer um curso técnico, mas foram desestimulados pela desorganização e falta de prestígio.

Há boas razões porque a educação técnica deveria estar se expandindo. O mundo é assolado pelo desemprego juvenil. Na União Europeia cerca de 25% dos jovens de 15 a 25 anos estão desempregados. Esse nível é mais baixo nos EUA (15%), valor extraordinariamente alto para um país que se gabava de ter emprego pleno e um mercado de trabalho flexível.

Ao mesmo tempo as empresas reclamam amargamente sobre a escassez de habilidades: 27% dos empregadores europeus pesquisados pela McKinsey afirmaram que já haviam deixado vagas desocupadas porque não conseguiram encontrar ninguém com os atributos apropriados, 33% afirmaram que a escassez de habilidade está gerando um grande problema para suas empresas.

A bolha universitária também está começando a estourar. Democratizar as universidades se revelou uma maneira cara e ineficiente de fornecer educação superior de massa.

A frustração com o status quo está finalmente causando uma onda de inovações. A internet pode funcionar para a educação técnica, pois ajuda a reduzir os custos e ao mesmo tempo permite que o estudante gere renda enquanto faz um curso técnico.

 

Fontes:
The Economist-Got skills?

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