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Saúde

Pesquisadores traçam a ‘àrvore genealógica’ do vírus da gripe

Estudo considerado o mais amplo do mundo revela que o H3N2 atinge mais adultos, enquanto o H1N1 e os Influenza B agem mais em crianças

Pesquisadores traçam a ‘àrvore genealógica’ do vírus da gripe
Os cientistas consideram que este foi o estudo mais amplo da história da evolução do vírus da gripe (Foto: Pixabay)

A proteção do organismo com a vacina da gripe costuma durar até o inverno seguinte. Além de o vírus da gripe sofrer mutações, ele se movimenta muito rapidamente, sendo quase impossível emboscá-lo num imunizante que dure por mais tempo. Pesquisadores americanos resolveram, então, chegar a sua origem, traçando uma espécie de árvore genealógica do vírus, para entender seus padrões de evolução e de deslocamento e, com isso, criar vacinas mais eficazes.

Os cientistas consideram que este foi o estudo mais amplo da história da evolução do vírus da gripe. Publicado na última segunda-feira, 8, na revista científica Nature, o estudo mostra um mapa que engloba os quatro tipos de vírus que causam a gripe sazonal em humanos: dois Influenza A (H3N2 e H1N1) e dois Influenza B (Yagamata ou Yam e Victoria ou Vic). Foram analisadas 9.604 cepas desses quatro tipos de vírus coletadas ao longo da última década em todos os continentes.

A primeira conclusão é que os vírus que evoluem rapidamente, como o H3N2, conseguem atingir os adultos, que já estão imunes a algumas cepas, mas não às novas. Eles geralmente viajam mais do que crianças, ampliando as possibilidades de dispersão dos agentes infecciosos. Na prática, ele surge na Ásia e se desloca para o resto do mundo. Já os vírus que evoluem mais lentamente, como o H1N1 e os do tipo B, infectam principalmente indivíduos que não têm proteção contra agentes infecciosos já comuns no ambiente: as crianças. E, por sua vez, como elas viajam menos do que adultos, também o vírus se dispersa mais lentamente. Por isso, uma determinada cepa pode permanecer numa mesma região por anos. Mas cada região terá uma cepa para chamar de sua.

O próximo passo do estudo é tentar entender melhor por que os vírus H1N1 e o B evoluem mais lentamente que o H3N2, segundo Trevor Bedford, da Divisão de Doenças Infecciosas no Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e um dos autores da pesquisa.

 

Fontes:
O Globo-Vírus da gripe viaja pelo mundo e cada tipo tem um alvo diferente

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