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Poluição

Falta de chuvas em São Paulo aumenta o nível de poluentes do ar

Ar da grande São Paulo tem o maior nível de poluição dos últimos sete anos

Falta de chuvas em São Paulo aumenta o nível de poluentes do ar
Poluição na região da zona oeste de São Paulo, especialistas criticam os parâmetros da Cetesb (Alex Silva/AE)

A falta de chuvas em São Paulo não prejudica somente o abastecimento de água. A seca no estado fez com que a qualidade do ar respirado na grande São Paulo seja a pior dos últimos sete anos.

Segundo uma reportagem da Folha, as estações medidoras realizadas na região até outubro deste ano mostraram que o poluente “poeira fina”, que causa irritação nas narinas, garganta e pulmão, ultrapassou em 1.325 oportunidades o limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A previsão para os próximos dias indica que a tendência é que esse número piore. Segundo a meteorologia, nos próximos oito dias, deve chover apenas duas vezes e em pouca quantidade.

O levantamento da Folha aponta esse recorde, o maior desde 2007, foi feito com base em dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), agência ambiental do estado, e considera como nota de corte o padrão mais rígido para o poluente “poeira fina”, previsto na legislação estadual mas ainda não implementado.

Há uma discussão em relação ao parâmetro usado pelo governo como poluente. Segundo a Cetesb, esse grau deverá ser atingido aos poucos, porém sem data definitiva para esse limite. Ou seja, o ar considerado bom pela Cetesb, não é bom segundo a OMS. Essa variação gera críticas de especialistas, pois o que a Cetesb considera bom, à nível internacional não serve.

Apesar da situação ruim, a poluição de São Paulo ainda é 70% menor do que Pequim, na China.

Cetesb afirma que análise é prematura

A empresa paulista afirmou que adota outra metodologia para analisar o índice, pois, segundo ela, a rede de monitoramento sofreu mudanças nos últimos anos. Por isso, só leva em consideração algumas das estações medidoras. De acordo com a companhia, o ar é o pior dos últimos três anos, não dos últimos sete.

Para o especialista em estudos de poluição do ar, Nelson Gouvea (USP), o fato de a poeira se estabilizar num alto patamar prejudica muito a respiração dos moradores de São Paulo. Gouvea também criticou a falta de previsão da Cetesb para adotar os índices mais rigorosos. “A OMS já está planejando fazer novas revisões nos seus valores guias”, disse Nelson.

Fontes:
Folha-Com poucas chuvas, São Paulo tem ar com a pior qualidade em 7 anos

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