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Tratamento experimental

Imunoterapia é eficaz em pacientes com leucemia

Terapia inovadora que reprograma células imunológicas para combater a doença foi tema de um estudo encorajador no 'New England Journal of Medicine'

Imunoterapia é eficaz em pacientes com leucemia
Tratamento faz células geneticamente modificadas para combater a doença se multiplicarem (Reprodução/Penn Medicine)

Um tratamento experimental de combate à leucemia vem trazendo esperança a um grande número de pacientes com a doença em estágio avançado. A terapia, que envolve a reprogramação genética de células do próprio sistema imunológico do paciente para combater a doença, colocou em remissão o câncer de muitos pacientes que participaram de estudos, afastando um diagnóstico de morte certa após tratamentos tradicionais falharem.

A terapia foi tema de um estudo do Hospital Pediátrico da Pensilvânia em colaboração com o Hospital da Universidade da Pensilvânia. Os resultados foram publicados na revista New England Journal of Medicine.

A pesquisa contou com a participação de 30 pacientes: cinco adultos entre 26 e 50 anos e 25 crianças e jovens adultos entre 5 e 22 anos. Todos apresentavam leucemia linfoblástica aguda, estavam gravemente doentes, recaíram várias vezes ou nunca haviam respondido a tratamentos típicos. Em mais da metade dos pacientes a doença havia voltado mesmo depois de um transplante de células-tronco, o tratamento com a melhor chance de sobreviver. Suas expectativas de vida eram de poucos meses, ou em alguns casos, apenas algumas semanas.

Seis meses após o tratamento, 23 dos 30 pacientes ainda estavam vivos e 19 deles permaneciam em remissão completa.

Estudos similares com resultados igualmente encorajadores estão em andamento em outros centros médicos nos EUA, como o Instituto Nacional do Câncer e o Centro para o Câncer Sloan Kettering, em Nova York.

Como funciona o tratamento

A imunoterapia usa as próprias células T dos pacientes, um tipo de célula imunológica. Pesquisadores extraem essas células e em seguida as manipulam geneticamente, usando um vírus inócuo para introduzir um novo material genético nas células. O novo material reprograma as células T para reconhecerem e matarem qualquer célula que transporte uma proteína específica associada à leucemia na sua superfície. Em seguida, as células são reintroduzidas no paciente através de uma transfusão.

As células também são programadas para se multiplicar, de modo que cada uma possa produzir até 10 mil células idênticas.

 

Fontes:
The New York Times - T-Cell Therapy Puts Leukemia Patients in Extended Remission

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