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PROJETO PARTO ADEQUADO

Média anual de cesarianas cai de 80,2% para 72,8%

Projeto implantado em 42 maternidades reduziu o número de cesarianas nos últimos sete meses. O índice ainda está acima do recomendado pela OMS

Média anual de cesarianas cai de 80,2% para 72,8%
Cesarianas sem indicação, ocasionam riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê (Foto: Pixabay)

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Uma pesquisa do programa Parto Adequado aponta uma queda no número de cesáreas nos últimos sete meses. O programa foi posto em prática em março deste ano como um projeto piloto em 42 hospitais espalhados pelo Brasil. De acordo com o resultado parcial divulgado nesta terça-feira, 27, cesarianas representavam, em média, 80,2% dos partos, mas logo no primeiro mês do programa registrou queda para 76,7%. No mês passado chegou a 72,8%.

O avanço dos indicadores foi comemorado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pelo Hospital Albert Einstein e pelo Instituto para Melhoramento da Saúde (IHI, na sigla em inglês), que conduzem a iniciativa. A diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira, afirma que há pelo menos dez anos tentavam estabilizar o número de cesáreas, entretanto ele só crescia.

“Estamos resgatando o uso dos protocolos de cesáreas, que dão aos médicos as indicações precisas sobre quando elas devem ser feitas. Nunca deveríamos ter deixado esses protocolos de lado, porque a cesariana é uma cirurgia como qualquer outra. Ninguém sai por aí fazendo cirurgia de apêndice sem necessidade, por exemplo”, disse Martha.

Entretanto, os números ainda estão distantes da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS prevê que cada país tenha uma taxa de apenas 15% de cesarianas. O procedimento, quando não tem indicação, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a ocorrência de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% das mortes neonatais e 16% das infantis no país se relacionam à prematuridade.

Martha afirma que a queda no número de partos normais realizados fez com que as equipes médicas perdessem o hábito e a segurança de realizar os procedimentos. Com o programa adotado pelos centros de saúde, 280 profissionais receberam treinamento , e as salas de parto se afastaram da estética de centro cirúrgico: banheiras e poltronas foram incluídas para que as gestantes possam dar à luz em diferentes posições.

“Embora não tenhamos traçado uma meta a ser batida com esse projeto, esperamos, num futuro próximo, diminuir o índice de cesáreas no país para cerca de 35%, que é o mesmo de nações como Canadá e Estados Unidos”, afirmou Martha.

O projeto Parto Adequado tem a previsão de durar 18 meses e depois será expandido para outros centros de saúde. Embora a ANS regule apenas a rede de saúde privada, cinco das 42 maternidades que participam da iniciativa integram o Sistema Único de Saúde (SUS). Todas entraram de forma voluntária.

Fontes:
O Globo-Projeto reduz de 80% para 72% o número de cesáreas

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