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Depois de tentativas de se produzir biocombustíveis a partir de milho, soja e cana-de-açúcar, o que resultou em um aumento no preço dos alimentos e, em alguns casos, prejudicou ainda mais o meio ambiente do que a queima de combustíveis fósseis, a nova opção é extrair etanol do lixo.
No ano passado, os Estados Unidos produziram 32 bilhões de litros de etanol proveniente de diferentes fontes, e a previsão do Governo é de que esta quantidade chegue a quadruplicar até 2022. O lixo urbano pode ser utilizado na produção de pelo menos metade desta quantidade, e a Fulcrum BioEnergy, uma empresa da cidade de Pleasanton, no estado americano da Califórnia, já percebeu esta tendência.
A companhia investiu US$ 100 milhões na construção de uma usina em Reno (Nevada), que produzirá 37,8 milhões de litros de etanol por ano, proveniente somente de resíduos sólidos urbanos. James Macias, dono da empresa, detectou outras 26 localidades pelo país onde o volume de lixo produzido pela cidade tornaria viável a construção de mais usinas similares ou até maiores. No total, a empresa poderia produzir mais de 3 bilhões de litros de etanol por ano, por aproximadamente apenas US$ 0,27 por litro.
Atualmente, a gasolina abastecida nos postos já contém de 5% a 10% de etanol, mas os motores de carros de passeio suportariam um índice de até 20%, sem que seus donos percebessem diferença alguma em seu desempenho. A grande vantagem está na baixa emissão de gases que agravam o efeito estufa, que chega a ser 85% menor dependendo do tipo de processo de fermentação do combustível.
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