Mudanças climáticas

Aquecimento global: o homem precisa saber se relacionar com o fenômeno, diz pesquisador da UERJ

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O físico Antonio Carlos de Freitas, pesquisador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais da Universidade do Estado Rio de Janeiro (Laramg/UERJ), faz parte de uma equipe que acompanha as mudanças climáticas mundiais fazendo viagens com freqüência para a Antártida.

O grupo trabalha numa estação pertencente ao Brasil – denominada Estação Antártica Comandante Ferraz EACF -, mantida pelo Programa Antártico Brasileiro e que apóia várias atividades de pesquisa na Península Antártica. Os especialistas se alternam nas viagens e pesquisas de campo. No último inverno, os membros da equipe da UERJ que foram para o continente gelado tiveram uma surpresa: se depararam com uma temperatura de nada menos que 12 graus positivos.

Foto de Antonio Carlos de Freitas

A temperatura inusitada é, sem dúvida, um dos grandes sinais de que o mundo está passando por mudanças climáticas, sendo a mais importante delas o aquecimento global. Em meio a todo o alarde feito em relação a isso, no entanto, o pesquisador chama a atenção para um fato: o fenômeno é necessário para a Terra, até certo ponto. Se não fosse por ele, o planeta apresentaria uma temperatura média global 15 graus abaixo da que temos hoje. De uma certa forma, o efeito estufa e o aquecimento global servem, então, para viabilizar a vida na Terra. O que muda, destaca o físico, é a relação humana com esse processo. Ele aponta dois marcos dessa relação. O primeiro impacto causado veio com nossos ancestrais nas cavernas. Começaram a dominar o fogo e com isso geraram vários tipos de gases, provenientes das queimadas, aumentando progressivamente a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, afirma, complementando que o segundo marco seria a Revolução Industrial, a partir da qual o homem teria passado a explorar cada vez mais os recursos naturais e também a descartar o resíduo de todo o processo industrial, indiscriminadamente, no meio ambiente. Como conseqüências disso vieram as grandes explosões demográficas, as concentrações nos grandes centros urbanos e por aí vai, analisa.

A questão do aquecimento, apesar de estar em destaque em todos os jornais e revistas ultimamente, não é, tampouco, nova. As mudanças climáticas tiveram início na formação do planeta, e a ciência acompanha essas alterações há muitos anos. No entanto, o processo de aquecimento se intensificou de 1995 para cá – dos 12 anos mais quentes registrados a partir de 1850, onze ocorreram depois de 95. Além disso, há ainda uma demora entre o tempo da descoberta científica e a sua divulgação na mídia. Falta também, segundo Freitas, uma análise mais intensa por parte dos meios de comunicação, que na opinião dele se concentram em cobrir eventos sobre o clima enquanto eles estão em andamento mas divulgam pouco as conclusões dos encontros. Ele cita o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) como exemplo disso. De qualquer forma, quanto mais os cientistas pesquisam, mais eles descobrem, e com isso naturalmente as considerações a respeito do aquecimento global têm aparecido cada vez mais na mídia.

O aquecimento global é o grande problema climático do planeta atualmente, mas não o único, já que dá origem a outras transformações no meio ambiente e no clima. Freitas – que também faz pesquisa fotográfica, registrando a biodiversidade ao fazer trabalhos de campo – aponta como conseqüências graves o desaparecimento de algumas espécies de animais, especialmente os anfíbios, que dependem tanto do ambiente aquático como do terrestre. Se estamos mudando a relação climática no mundo, esses ambientes sofrem. E, se sofrem tanto o aquático quanto o terrestre, os anfíbios sofrem duplamente, explica o pesquisador, que acrescenta ainda como outra conseqüência das alterações do clima a falta de uma sazonalidade, bem diferente de anos atrás, quando as características de cada estação eram bem marcadas.

Foto por Antonio Carlos de Freitas

As queimadas contribuem bastante para trazer problemas para o meio ambiente, à medida que eliminam um material que se mistura à atmosfera, e depois desce de uma forma sempre prejudicial à natureza. A chuva ácida e a chuva negra – fenômeno que costuma suceder explosões nucleares – são exemplos dessa devolução de dejetos através de fenômenos naturais. No entanto, esses detritos que caem em forma de chuvas podem atingir qualquer lugar, inclusive as regiões cobertas por gelo, o que representa uma ameaça significativa ao meio ambiente. Freitas já notou esse tipo de material depositado sobre o gelo, em suas viagens a trabalho. E alerta para o fato de que, como a cor branca das superfícies geladas do planeta contribui para refletir os raios solares, se um dia essas partes ficarem escuras, por estarem cobertas de poluentes, elas deixarão de ter essa importante capacidade. Ao se pensar que as queimadas podem ocorrer de forma natural e acidental, mas também costumam ser provocadas pelo homem, tem-se um bom exemplo de como pode ser a relação humana com o aquecimento global.

Irreversível, mas nem por isso motivo para descuido

Assim como afirmou o IPCC, a situação gerada pelo aquecimento global é um processo irreversível. No entanto não se pode pensar que nada deve ser feito para mantê-lo sob controle. Apesar disso, Freitas destaca que, mesmo que fossem tomadas atitudes drásticas agora, os problemas climáticos não seriam resolvidos de forma imediata. Se o mundo parasse de emitir gases poluentes hoje, a normalidade da questão só poderia ser observada daqui alguns milhares de anos, afirma.

Foto de Antonio Carlos de Freitas

Algumas idéias que já foram divulgadas na mídia como sugestões para conter o aquecimento, como a colocação de trilhões de pequenos discos espelhados para desviar uma pequena porcentagem de raios solares, ou o armazenamento de oxigênio sob o solo, são consideradas próximas à ficção científica pelo pesquisador. Não acredito em soluções tecnológicas mirabolantes, acredito mais em soluções propriamente ambientais, afirma. Ele aponta como uma boa medida – e de custo mais baixo do que provavelmente uma solução com tecnologia tão avançada exigiria – o replantio de áreas desmatadas, que resultaria em uma nova cobertura vegetal para o planeta. Isso equilibraria o dióxido de carbono na atmosfera, levaria a uma diminuição do efeito estufa e, conseqüentemente, à redução de algumas conseqüências do aquecimento global.

Outras contribuições, simples e que poderiam partir de cada indivíduo, seriam a diminuição do consumo de água e de energia no dia-a-dia – o que seria feito, por exemplo, fechando-se uma torneira ao escovar os dentes ou usando-se um ferro ligado para passar várias roupas de uma vez no lugar de apenas uma. Dessa forma, conclui o pesquisador, haveria uma reeducação da população em relação ao cuidado e à preocupação com o ambiente.

Freitas afirma que a relação custo-benefício das energias renováveis ainda não está equilibrada e precisa ser estudada, mas que o mundo deve investir nessas formas de energia, menos prejudiciais ao meio ambiente, também como forma de conter o aquecimento global.

E, para os brasileiros que por vezes se consideram livres das conseqüências trazidas pela aceleração do aquecimento do planeta, o pesquisador faz um alerta, lembrando que o mito de que o Brasil é um país abençoado que está livre dos efeitos do aquecimento global é logo refutado quando se observa fenômenos como a violenta seca que atingiu o Amazonas no ano passado, e as fortes tempestades que atingiram o Sul do país. São conseqüências dessas mudanças, e mostram que essas coisas estão acontecendo perto da gente também, diz.

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  1. Renata disse:

    essa reportagem é muito interessante pena que poucas pessoas vão se importa com ela mas se a temperatura da Terra aumenta a cada ano nós sofremos varios problemas pois o aquecimento global prejudicada principalmente nós mais hoje em dia o consumismo vem tomado conta da sociedade e degradando o nosso ambiente e as medidas que precisamos tomar são para todos os cidadões muito facil para fazer.

  2. luan disse:

    o meio ambiente esta sofrendo problemas graves o homem esta deixando de lado esse grande desmatamento que ocorre em quase todas as florestas mundias. precisamos integralmente da natureza para sobreviver mas isso nao parecer ser o mas bastante estamos preoculpados em nos sastifazer economicamente que esquecermos do mas importante que possa existir o meio ambiente usamos horas ir horas em tarefas sem qualidade para nosso meio passamos horas em frente a televisao vendo noticias sobre o tema mas nao agirmos para melhora do que adianta o individuo sabe que o planeta esta urgentimente de ajuda mas nao ajudamos por prequisa o a falsa ulisao que a agua no brasil e bastante que nao ira acaba. o acormostismo da sociedade de um problema gravissimo, fazer o simples sera a soluçao mas adeguada para nos manter vivo… desliga as torneiras ao escovar os dentes nao demora muito no banho sao soluloes simples que podera nao solucina mas ser mas agradavel a vida no planeta agua…

  3. jhennifer daiane silva souza disse:

    e mesmo o homen esta destruido o nossso planeta

  4. Damiana disse:

    ACHEI ESCLARECEDOR.

  5. maria crisllany morreira gomes disse:

    eu acho que isso tudo e questao de conciÊncia e de respeito limite pois devemos pensar no futoro do nosso filhos,netos …entau cabe a nois nos perguntar-mos oque sera o nosso amanhÂ?ja na biblia dis que o mundo vai acabar ,mais no meu ponto de vista ja acho que ele nao vai seacabar mais sim nois acabaremos com ele e o motivo e um dos sete pecodos a ganancia!

  6. AINY CRISTINA. disse:

    È mesmo,o homem está destruindo, o que si ve pela a sua frente,mais se eu fosse eles,eu teria muita vergonha de fazer,o que eles estão fazendo,e eu acho que eles não estão vendo as concequencias que está acontecendo neste mundo,e é melhor eles tomar muito cuidado,pois tem muitos ai que estão morrendo

    TOME MUITO CUIDADO VOCÊS!!!.

  7. antonio jadeson disse:

    isso tambem ocorrer por descuido dos seres humanos,pois eles estao produzindo a cada dia bilhoes de maquinas poluidoras sem se preocupar com as consequencias…

  8. bruno 6°a disse:

    Ritmo alarmante no seculo 21 pois o modelo de desenvolvimento baseado no padrão urbano industrial consumista nada mais do que sua contribuição fatal para a continua destruição acelerada dos recursos naturais e inclivel pensar em menos poluição contamição com cidades crescendo exageradamente.

  9. ELI disse:

    ESPERO Q OS PROJETOS P/ TENTAR MUDAR ISSO NÃO FIQ SÓ NO PAPEL.QRO AÇÃO!

  10. raquel disse:

    nós samos ser humanos e estamos aqui para ajudar o meio ambiente e homem devia ter vegonha de si mesmo do que esta fazendo viva a terra

  11. flavio disse:

    15 maio 2008 … Verbos Abundantes: Verbos abundantes são aqueles que apresentam duas formas de mesmo valor. Geralmente ocorrem no particípio, que chamaremos de …
    br.answers.yahoo.com/question/index?qid… – Em cache – Similares

  12. EDIMILSON disse:

    O TEXTO ESTÁ SUPER DENTRO DO PADRÃO DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL.

  13. Sonia da Penha Silva disse:

    O pior animal da face da Terra é o Homem. Destrói o próprio meio ambiente em que vive. Essas são palavras do meu filho quando tinha 5 anos de vida. Hoje com 13 anos, mais do que nunca, tem a consciência do que é preservar o meio-ambiente. E é por aí, temos que desde cedo, passar as informações para as crianças, que são o futuro do amanhã, buscando dessa forma formar cidadãos que realmente cuidem de nosso planeta.

  14. Keeyla disse:

    Amei fala muito sobre a realidade que muitos pensam que o mundo está bem ! mas não ta :(

  15. Marcela disse:

    O texto está MUITO BOM, tenho que fazer um redação sobre a ação do homem sobre a natureza, ele vai me ajudar um pouco, poruqe eu não posso so citar o aquecimento global. Dei uma rapida lida nos comentarios abaixo, vejo que tem muita gente querendo salvar o mundo, mas agente sempre espera a ação do proximo para comercarmos a agir. E não deveria ser assim, porque os proximos esperam a ação de outros proximos para começar a agir. Então aqui vai um pedido: ” Temos que começar a salvar o meio ambiente, e isso tem que começar pela gente.”
    Abraço a todos.