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AUSTRÁLIA

Ar de Sidney é 11 vezes pior do que níveis perigosos

Incêndios florestais deixam a cidade australiana envolta em fumaça e geram uma crise de poluição sem precedentes

Ar de Sidney é 11 vezes pior do que níveis perigosos
Imagens de locais envoltos em fumaça foram compartilhadas nas redes sociais (Foto: ShepGracie/Twitter)

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Na última semana, Sydney desapareceu por trás de uma espessa camada de fumaça que cobriu a cidade e deixou a qualidade do ar 11 vezes acima dos níveis considerados perigosos

Enquanto a cidade australiana era engolida pela poluição, bombeiros enfrentavam o que as autoridades alertaram ser a combinação letal de altas temperaturas e ventos fortes.

Em Sydney, os prédios foram esvaziados quando os alarmes de incêndio eram acionados aleatoriamente. As escolas mantinham as crianças dentro das salas durante o intervalo do almoço, as máscaras faciais se tornaram um acessório comum e os pontos turísticos de Sydney foram perdidos na neblina.

Imagens da Opera House, Harbour Bridge e Bondi Beach envoltas em fumaça foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, pois a alegria de viver habitual que saúda o início do verão na cidade deu lugar à ansiedade pela prolongada crise dos incêndios florestais.

O superintendente da NSW Ambulance, Brent Armitage, disse que os paramédicos estavam atendendo até 100 chamadas relacionadas a problemas de respiração por dia e o departamento de saúde do país orientou a população a ficar dentro de casa o máximo possível por conta da poluição “sem precedentes” gerada pela fumaça. O diretor de saúde ambiental, Richard Broome, disse que a poluição em Sydney é “uma das piores que já vimos”.

“Certamente, em Sydney, tivemos episódios de qualidade do ar muito ruim no passado e o que mais me conscientizou é o episódio de tempestade de poeira de 2009, em que tivemos níveis extremamente altos [de poluição do ar], mas certamente esse período de fumaça que vivemos a cerca de um mês é sem precedentes; portanto, essas condições são um risco para a saúde das pessoas”, afirmou Broome.

Prédios em toda a cidade foram esvaziados com tanta frequência por conta da fumaça que – que acabava por acionar equivocadamente o alarme de incêndio – que o comissário assistente do NSW Fire and Rescue, Roger Mentha, foi forçado a alertar as vítimas reais de incêndio a não dependerem de alarmes automáticos. Mentha disse que as equipes responderam a mais de 500 alarmes automáticos de incêndio em toda a cidade.

“Essa quantidade de chamadas atingiu o pico entre as 11h e às 12h, com 154 alarmes automáticos. Como resultado, também houve mais de 335 chamadas de emergência com triplo-zero”, disse ele a repórteres em Sydney.

Mentha disse que o volume de chamadas foi sem precedentes e aumentou quando a nuvem de fumaça “desceu sobre a cidade”. Entre os prédios esvaziados por conta dos alarmes estavam a sede do Corpo de Bombeiros Rurais e um dos principais jornais da cidade, o Sydney Morning Herald. Os incêndios continuaram a arder nos estados do leste e, em particular, em NSW, durante a maior parte do mês, sem qualquer tregua à vista.

Seis pessoas morreram, quase 700 casas foram destruídas e pelo menos 2,7 milhões de hectares foram queimados. A seca assola esta parte da Austrália há vários meses e algumas cidades costeiras enfrentam a possibilidade de ficar sem água até janeiro, se as chuvas de verão não chegarem .

Fontes:
The Guardian-Sydney's air 11 times worse than 'hazardous' levels as Australia's bushfires rage

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2 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    Levem aquela “lagartixa” da Suécia para lá, para pegar um bronzeado e respirar um ar puro.

  2. Selma Carvalho disse:

    Tudo isso é muito triste, mas, me dar a certeza que o problema climático não se resume ao desmatamento na Amazônia.

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