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CONFERÊNCIA CLIMÁTICA

Com altas expectativas, COP-24 tem inicio na Polônia

Conferência climática mundial vai debater a implementação do Acordo de Paris e o avanço do aquecimento global

Com altas expectativas, COP-24 tem inicio na Polônia
Evento vai reunir representantes de cerca de 200 países (Foto: Michal Kurtyka/Twitter)

Começou no último domingo, 2, a 24ª Conferência do Clima (COP-24), em Katowice, no sul da Polônia. No âmbito nas Nações Unidas, o encontro reúne representantes de quase 200 países. Como assuntos principais, a cúpula vai focar na implementação do Acordo de Paris, assinado em 2015, e vai debater o aquecimento global.

Apesar da abertura do evento ter acontecido no último domingo, as reuniões se iniciaram, de fato, nesta segunda-feira, 3. O evento vai até o dia 14 de dezembro e deve reunir aproximadamente 30 mil participantes, entre ONGs, representantes de Estados, observadores, imprensa, entre outros.

“Creio que é difícil imaginar um lugar melhor que a Polônia para elaborar uma posição comum para todos os países sobre a política climática. Nos últimos trinta anos, nosso país reduziu suas emissões de gases de efeito estufa em 30%, enquanto constantemente desenvolvia sua economia ao mesmo tempo. Investimos em novas tecnologias e inovação – por exemplo, eletromobilidade”, discursou, na abertura do evento, o presidente da COP-24, Michal Kurtyka.

A COP-24 começou da melhor forma possível. Isso porque, durante a Cúpula dos Líderes do G20, ocorrida em Buenos Aires, na Argentina, no último final de semana, os países signatários do Acordo de Paris reafirmaram seu comprometimento com o pacto. A declaração elevou ainda mais as expectativas para o evento.

O único país que não reafirmou o seu comprometimento foi os Estados Unidos, que será retirado do Acordo de Paris, segundo afirmações do presidente Donald Trump. Mesmo com a falta de apoio dos americanos, o clima é de otimismo.

“Não se trata mais de um ou dois players na arena internacional. É o que eu chamaria de uma liderança distribuída, na qual você tem um número de países – alguns pequenos ou médios – realmente fazendo progressos e trabalhando em parceria com cidades e estados e empresas”, apontou David Waskow, representante da ONG World Resources Institute, destacando a força da comunidade internacional.

De acordo com o site da COP-24, o evento vai gerar uma pegada de carbono avaliada em 55 mil toneladas. Para equilibrar o desajuste ao meio ambiente, Florestas Estaduais vão plantar mais de 6 milhões de árvores.

Banco Mundial anuncia investimento

Ao mesmo tempo em que ocorre a COP-24, o Banco Mundial anunciou um investimento de US$ 200 bilhões para combater as mudanças climáticas entre 2021 e 2025. O valor é o dobro do montante investido no período anterior.

“A mudança climática é uma ameaça existencial para os mais pobres e vulneráveis do mundo. Estes novos objetivos demonstram o quão seriamente estamos levando esta questão”, ressaltou, através de um comunicado, o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Segundo a nota, US$ 100 bilhões serão investidos através de financiamento direto do Banco Mundial, enquanto os outros US$ 100 bilhões serão provenientes de uma parceria entre a Corporação Financeira Internacional (IFC), a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga) e capital privado mobilizado pelo Grupo Banco Mundial.

A prioridade do investimento financeiro será aumentar o apoio à adaptação climática, desenvolvendo um novo sistema de classificação para verificar e incentivar o progresso global. Cerca de 30 países vão ser beneficiados com previsões climáticas de alta qualidade, sistemas de alerta antecipado e serviços de informação climática. Enquanto isso, aproximadamente 40 países vão construir sistemas de proteção social e outros 20 receberão investimentos em agricultura inteligente.

“As pessoas estão perdendo suas vidas e meios de subsistência por causa dos efeitos desastrosos da mudança climática. Temos de combater as causas, mas também nos adaptar às consequências que são mais dramáticas para as pessoas mais pobres do mundo”, explicou a diretora executiva do Banco Mundial, Kristalina Georgieva.

Acordo de Paris

Assinado em 2015, o Acordo de Paris teve adesão de 195 países, sendo o primeiro marco jurídico universal de combate ao aquecimento global. O plano prevê que as nações signatárias tracem estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 2°C até 2100.

Fontes:
DW-Conferência do clima começa na Polônia com apelo por mais ações

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