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A Terra está ficando cada vez mais quente e se um estudo apresentado pelo Escritório Meteorológico Britânico da Universidade de Oxford nesta semana estiver correto, em breve as temperaturas registradas no planeta serão as mais altas em milhões de anos.
Mas como os seres humanos são capazes de ajustar o ambiente para se adequar às suas necessidades, o Homo sapiens com certeza sobreviverá ao aquecimento global. No entanto, outras espécies não têm a opção de alterar seu entorno, e para fugirem das mudanças climáticas elas migram para outras partes do globo.
Porém, a maior parte da superfície terrestre está ocupada pela agricultura e, por isso, os animais dependem de uma ajuda do homem, em uma forma de “migração assistida”, para que as criaturas ameaçadas consigam se transportar para uma região mais favorável à sua sobrevivência. Mas é importante saber para onde mover cada uma delas.
Criar novos ecossistemas que misturam espécies nativas com outras exóticas, que foram instaladas no mesmo local, pode ser arriscado. Mas na reunião anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, realizada no dia 23 de setembro em Bristol, Inglaterra, Anthony Barnosky, da Universidade da Califórnia, e Elizabeth Hadly, da Universidade de Stanford, sugerem uma maneira de minimizar esses riscos.
A proposta apresentada envolve a análise dos locais onde a flora e a fauna estavam adaptadas antes de passarem por eras de mudanças climáticas da magnitude da que estamos passando, como a era do Pleistoceno, que aconteceu de 2,6 milhões há 10 mil anos. O objetivo é aprender com essa análise para que os impactos nos ecossistemas para os quais as novas espécies são levadas não sejam bruscos.