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Durante muito tempo a energia nuclear foi o maior pesadelo do movimento "verde". Ela representava a ameaça da destruição em massa, resíduos perigosos que ficariam durante milênios espalhados pela Terra e a derradeira vitória da tecnologia sobre a humanidade.
Hoje, a energia nuclear ganhou adeptos como Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, e James Lovelock, o criador da teoria de Gaia — segundo a qual a Terra tem algumas características de um organismo vivo. Para Lovelock, a energia nuclear — que fornece 15% da eletricidade de todo o mundo — é a única saída para o aquecimento global.
Segundo ele, pode ser que o planeta não precise "expelir" os seres humanos que o danificam se a energia nuclear for adotada em larga escala. Para isto, seus defensores contam com a mudança de preocupações que vem com a mudança de geração: para a juventude de hoje, as alterações climáticas representam o que a guerra nuclear representou para os baby-boomers — os norte-americanos que nasceram entre 1946 e 1964.