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MEIO AMBIENTE

Governos da Amazônia buscam apoio de países europeus na COP-25

Ministro Ricardo Salles, por sua vez, busca garantir recursos do Acordo de Paris e do Protocolo de Kyoto, mas diminui problemas na preservação da Amazônia

Governos da Amazônia buscam apoio de países europeus na COP-25
Representantes brasileiros se reuniram no último domingo, 8 (Foto: Divulgação/Agência Pará)

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Os governadores de estados que integram a região da Amazônia estão em Madrid, na Espanha, participando da Conferência do Clima da ONU (COP-25). O principal objetivo dos líderes é conquistar apoio de países europeus para a preservação da floresta.

Estão representando os estados da Amazônia os governadores Wilson Lima (PSC-AM), Waldéz Goés (PDT-AP), Hélder Barbalho (MDB-PA), e Gladson Cameli (PP-AC). Ademais, representa o Mato Grosso o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e outros parlamentares, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AC), também participam do evento.

No último domingo, 8, os representantes brasileiros chegaram a se reunir para debater a possibilidade de edição de um documento conjunto para a preservação ambiental para ser apresentado à comunidade internacional.

“Nós discutimos a necessidade de integrar o governo federal para que, primeiramente, não se alimente a ideia de que existem ações que sejam paralelas. Em segundo lugar, é fundamental que os signatários desta manifestação possam ter concordância, sob pena de nós expormos eventualmente discordâncias que só fragilizariam a imagem do país”, explicou o governador do Pará, Helder Barbalho.

Porém, segundo informações da Folha de São Paulo, o ministro Ricardo Salles não assinou o documento, que seria uma “autorização para que o Consórcio Interestadual [da Amazônia] e os estados associados possam captar junto ao mercado internacional”. De acordo com o senador Davi Alcolumbre, porém, o ministro ainda vai “subscrever o documento”, conforme afirmou na última segunda-feira, 9.

Mesmo sem a assinatura, segundo informou o governador do Amapá, Waldez Góes, ao jornal, os estados já podem receber doações através do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, bastando apenas informar sobre essas doações ao governo federal. O documento seria apenas para reforçar o compromisso com a comunidade internacional.

“Realizamos uma reunião na embaixada do Brasil aqui na Espanha unindo o governo federal, representado pelos ministros sob a coordenação do ministro Salles, o Congresso Nacional com vários senadores e deputados sob a liderança do presidente do Senado, o senador Davi [Alcolumbre], e o Consórcio da Amazônia Legal para que a gente tenha uma linguagem única na COP-25, onde a gente reafirme os nossos compromissos com as metas estabelecidas no Acordo de Paris, onde o Brasil é signatário. Os estados da Amazônia estão comprometidos com essa agenda e com essas metas”, afirmou Góes sobre a reunião.

Enquanto governadores e parlamentares – entre eles o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – focam na preservação da Amazônia durante a COP-25, o ministro Ricardo Salles mira outros objetivos. Segundo artigo assinado pelo ministro, publicado no Gazeta do Povo do último domingo, “os problemas ambientais do Brasil estão sobretudo nas cidades, onde temas como falta de saneamento, má gestão do lixo e má qualidade do ar foram deixados de lado por anos”.

De acordo com o texto do ministro, o Brasil é um dos países mais sustentáveis do mundo, enquanto a oposição faz campanha contrária ao governo Bolsonaro no exterior para defender “interesses de grupos e entidades que por anos viveram pendurados em verbas e cargos no governo”.

Segundo Salles, o principal objetivo da comitiva brasileira na COP-25 é viabilizar os instrumentos necessários para o recebimento na ordem de US$ 100 bilhões por ano, a partir de 2020, que estavam previstos no Acordo de Paris, assinado em 2015. Ademais, o Brasil também quer garantir o recebimento de recursos previstos no Protocolo de Kyoto, relacionado ao carbono, que somariam cerca de US$ 2,5 bilhões.

“A preservação de nossas florestas e do meio ambiente é fundamental e deve ser buscada incansavelmente. Mas isso custa dinheiro, e muito, e é mais do que justo que os ricos arquem com boa parte desse custo, uma vez que foram eles que suprimiram suas florestas, queimaram por mais de 100 anos um grande volume de combustíveis fósseis e hoje respondem por cerca de metade das emissões mundiais, num cenário em que o Brasil não representa nem sequer 3% do total. Definitivamente não somos os vilões, e certamente podemos ajudar a resolver os danos causados por eles, desde que remunerados pelos esforços e serviços que prestamos”, destacou o ministro.

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    Intervenção federal!

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