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LITORAL PAULISTA

Morte de mais de 350 animais marinhos intriga biólogos

Mais de 350 espécimes, como pinguins-de-magalhães e tartarugas-verdes, foram encontradas mortas no litoral de São Paulo apenas neste mês de agosto

Morte de mais de 350 animais marinhos intriga biólogos
Cerca de 90% dos animais mortos foram encontrados em Ilha Comprida, região litorânea de São Paulo (Foto: Divulgação/IPeC)

Mais de 350 animais marinhos foram encontrados mortos no litoral de São Paulo apenas no mês de agosto. O alto número de mortalidade chamou a atenção de cientistas do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), que investigam o caso.

Cerca de 90% dos animais foram encontrados em Ilha Comprida, na região litorânea de São Paulo. Os que ainda são resgatados com vida são encaminhados para um centro de recuperação para, mais tarde, serem soltos no mar novamente. Aqueles que são encontrados mortos são levados para laboratórios para serem analisados.

Até o momento, 272 pinguins-de-magalhães, tartarugas-verdes e outros animais foram encontrados em todo o litoral, totalizando 362 espécimes mortas. O número é assustadoramente maior do que o registrado em 2017. Do dia 1º ao dia 9 de agosto, apenas três pinguins foram encontrados em Ilha Comprida, enquanto, em 2018, este número saltou para 212.

“Em relação aos pinguins, a maior parte deles teve interação com a pesca, ou seja, ficaram presos em redes de pesca. Conseguimos ver várias lesões e machucados nas nadadeiras que indicam isso. Mas esse foi um problema secundário, todos eles já estavam debilitados antes”, explicou a médica veterinária Arícia Benvenuto, do IPeC, conforme noticiou o G1.

Os pinguins-de-magalhães normalmente só são encontrados no Brasil no período mais frio, quando os animais encontram mais comidas e águas mais quentes. Segundo Arícia Benvenuto, a maior parte das espécimes mortas estava em fase juvenil. Por ainda serem inexperientes, muitos deveriam estar em sua primeira grande viagem, podendo se afastar do grupo, ficar cansados e com fome.

Fontes:
G1-Morte de 350 animais em 10 dias intriga biólogos no litoral de SP

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