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O futuro do petróleo

O combustível do passado

A sede mundial por petróleo pode estar atingindo o seu pico.Trata-se de uma notícia ruim para produtores, mas uma ótima notícia para todo o resto

O combustível do passado
Nos países ricos a demanda por petróleo já chegou ao seu pico e cai desde 2005 (Reprodução/Economist)

A Economist acredita que o preço do petróleo está próximo ao seu pico. De acordo com a revista, a demanda, e não a oferta, pode vir a cair. Nos países ricos a demanda já chegou ao seu pico e cai desde 2005. Duas revoluções tecnológicas diminuirão a sede mundial pela matéria prima negra.

A primeira revolução foi liderada por um texano que acabou de morrer. George Mitchell foi pioneiro na técnica de “fraturamento” como método para liberar enormes quantidades de gás “não convencional” de leitos de xisto. Isso, junto a novas descobertas de gás convencional, contribuiu recentemente para aumentar as reservas mundiais de 50 para 200 anos. O gás poderia, portanto, substituir alguns milhões de barris de petróleo por dia até 2020.

A outra grande mudança é a tecnologia automotiva. Avanços rápidos nos motores e no design dos veículos também ameaçam a hegemonia do petróleo. Analistas do Citibank calculam que um aumento de eficiência de combustível de carros e caminhões de 2,5% por ano será suficiente para controlar a demando por petróleo; eles estimam que um pico de menos de 92 milhões de barris por dia será atingido nos próximos anos.

 

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia

Tradução: Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-Yesterday’s fuel

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8 Opiniões

  1. CARLOS ALBERTO PEREIRA DE SOUSA disse:

    É ledo engano de quem pensa e está anunciando o fim do petróleo. é muita presunção essas previsões, essas pessoas estão acima do egoísmo. O petróleo nunca vai se acabar, há mais de quarenta anos atrás fizeram essa mesma previsão, as reservas de petróleo existentes são infinitas, a humanidade pode se acabar primeiro com tanta poluição causada pelo petróleo e outros combustíveis existentes, quanto mais o homem for fazendo escavações no fundo do mar, mais petróleo vai aparecendo. É muito mais fácil acontecer A Terceira Guerra Mundial que o petróleo chegar ao fim, têm um ditado que diz, que o sono é uma coisa que quanto mais se perde mais se tem, e o petróleo quanto mais cavarem mais petróleo aparece.

  2. Jairo disse:

    Para variar os derrotistas de plantão querem de qualquer maneira derrubar o Brasil de ser um dos maiores produtores de petróleo.
    Provavelmente este George Mitchell leu os livros de Monteiro Lobato escritos a quase um século atrás falando do xisto betuminoso do Vale do Paraíba, o qual brasileiro nenhum nunca deu o devido valor por sua captação ter uma variável enorme de dificuldades.
    Fala-se muito em energia elétrica para movimentar motores, mais ledo engano, para gerar esta energia ainda precisamos de usinas nucleares, termoelétricas, hidroelétricas etc….etc….etc…
    Mais para variar nós brasileiros damos valor ao que se escreve no ECONOMIST que aos grandes pensadores da nossa história.

  3. helo disse:

    Haverá petróleo, mas a demanda é que irá diminuir, me parece que assim diz o artigo.
    Mal para a economia do Rio se os preços baixarem, mal para o caro pré-sal e para os países que vivem dele.
    Bom para todo o planeta se as energias poluentes diminuírem.

  4. LUIZ CARLOS disse:

    Não sou tão crítico e tão pessimista, mas ponderante. E, pelo visto, não está se ponderando o contexto da mensagem. Não se trata de acabar o petróleo e sim de quebra de consumo. Realmente, com o avanço das descobertas e tecnologias, pode sim e muito bem, o mercado consumista diferenciar-se e haver um abalo no setor econômico dos exploradores.
    O certo é que algo tem que acontecer para a quebra do monopólio.

  5. Áureo Ramos de Souza disse:

    Quando vimos o álcool aparecer como possível substituto e na nova tecnologia da extração da cana pensávamos que o álcool iria ser um forte concorrente, foi engano e agora aparece o xisto. Eh, a coisa tá preta para o petróleo..!

  6. Marly Winnie disse:

    Gostem os ambientalistas ou não, temos que concordar com o comentário de Carlos Alberto: petróleo é abundante no planeta, e é uma forma de energia inesgotável!!! É fácil compreender essa inesgotabilidade: o petróleo está em constante formação a partir da matéria orgânica animal e vegetal enterrada na subsuperfície do planeta, ao longo do tempo geológico, ou seja, desde os primeiros seres vivos até hoje, de forma ininterrupta. Vale conferir o video do “Ciclo da Energia na Terra”, no YOUTUBE, para facilitar a compreensão sobre a inesgotabilidade do petróleo, pois o tal Ciclo, natural, só depende da energia do SOL para funcionar. É algo genial e novo! Não é o petróleo que faz mal para nós! São os preços exorbitantes da OPEP que causam a pobreza no mundo, sem falar da corrupção, é claro ! O uso do petróleo gera trabalho e renda, por isso quanto mais petróleo melhor!!!

  7. francisco paulo cavalcante disse:

    Com certeza o gás xisto juntando-se a tecnologia moderna nos motores vão dar um basta na cobiçada corrida pelo petroleio, uma fonte polidora que precisa no minimo parar de crescer

  8. Vicente Lassandro Neto disse:

    Prezados

    É impossível qualquer abordagem sobre petróleo sem que se tenha a CONVICÇÃO TÉCNICA que ele é UMA FONTE INESGOTÁVEL DE ENERGIA, ou seja, é impossível aos humanos e independente do número deles, consumir todo o petróleo gerado pelo sistema, pois os humanos, juntamente com os outros animais, morreriam antes do fim do petróleo. O volume gerado de petróleo é, algo ao redor, de 5,2 QUATRILHÕES DE BARRIS. Não é engano não, são QUATRILHÕES, dos quais, após 150 anos de extração, só tocamos em 0,16% do mesmo.

    Por outro lado, é preciso outra CONVICÇÃO TÉCNICA, ou seja, que a queima dos derivados de petróleo, além de gerar trabalho, que é o que mais estamos precisando, posterga o INEVITÁVEL FIM DA VIDA NA TERRA e ameniza a curva do aquecimento global, pois “EFEITO ESTUFA” não existe. Ele é uma invenção maldosa, criminosa e tendenciosa dos dirigentes dos países industrializados, desenvolvidos e ricos para impedir e dificultar o crescimento dos países emergentes com a oferta dos famigerados créditos de carbono. O que existe é um AQUECIMENTO GLOBAL causado pelas florestas, plantas e algas, tanto marinhas como continentais.

    O que precisamos é extrair petróleo, em terra, a US$10/barril e vendê-lo a US#15/barril, o que representa um lucro fabuloso para todos os investidores. Esta pesquisa e extração tem que ser feita em TERRA, mas para isso é preciso, em primeiro lugar, SEPULTAR o atual conhecimento geológico que está TODO ERRADO.

    Depois, como o petróleo não acaba, não é preciso tantas leis, regulamentos e portarias para controlar algo que é infindável. Assim sendo, todas as atividades da ANP têm que ser revistas quando 95% delas serão extintas, a começar pelos famigerados leilões das áreas para pesquisar e extrair petróleo. O ato para se fazer um poço só depende das negociações entre o superficiário e o dono da sonda. Manter a obrigatoriedade de uma taxa de 1% sobre o petróleo extraído a ser pago pelo investidor ao superficiário é uma atitude que deve ser mantida, pois facilita as negociações.

    Da mesma forma, como a vida vai acabar, não há o menor sentido por parte dos humanos em querer preservar algo que vai ser extinto junto com eles, como as florestas e matas, o que nos habilita a solicitar o sepultamento de todas as exigências ambientais para pesquisar e extrair petróleo. Como a vida vai acabar, por falta de gás carbônico na atmosfera, a prática de economias de baixo carbono é SUICÍDIO COLETIVO.

    Por enquanto é isso. Detalhes e informações adicionais, estou às ordens

    Atenciosamente

    Vicente Lassandro Neto

    GEÓLOGO, ECOLOGISTA, Engenheiro em Petróleo, Engenheiro em Segurança no Trabalho, Naturista e Enófilo

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