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Países africanos boicotam negociação sobre corte em emissões

4/11/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 1 | A A A

Representantes africanos não compareceram à conferência do clima de Barcelona. Por conta disso, a negociação foi suspensa. Os africanos só aceitaram voltar às reuniões durante a noite e exigiram que os europeus não deixem a sala novamente, caso as discussões se desencaminhem.

A atitude dos africanos é uma representação de suas insatisfações com o quanto os países desenvolvidos estão dispostos reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. O encontro em Barcelona é o último antes da cúpula de Copenhague, em dezembro, e também se concentra nas metas para 2020.

Os africanos pedem que as reduções dos países desenvolvidos estejam “de acordo com a ciência”, em referência aos estudos que apontam para uma alta probabilidade das metas em discussão para Copenhague não serem suficientes. A Europa, por exemplo, já propôs uma redução de 30%, mas o grupo quer ao menos 40%.

“Se ficarmos nos 30%, nossas florestas irão quase desaparecer. Pequenos Estados que ficam em ilhas iriam desaparecer”, disse o sudanês Lumumba Stanislaus Di-Aping, que falou em nome do G77+China (bloco diplomático de países em desenvolvimento do qual o Brasil faz parte). O Brasil apoia a posição africana. André Odenbreit, do Itamaraty, disse que saber sobre os números é importante para a negociação com um todo.

Os Estados Unidos também não compareceram à reunião e nem divulgaram uma meta de redução oficial.

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Opinião de Eugenio Inácio Martini
Na data: 11 de dezembro de 2009 as 21:47

AQUECIMENTO GLOBAL.
A Conferência de Copenhagen (COP-15).
Buscando soluções dos Ambientalistas ou Dólares dos Capitalistas?

A natureza ao longo de milhares de anos construiu a sua harmonia.
“Não vos preocupeis com o dia de amanhã” diz o mestre, “olhai as aves do céu…” “olhai os lírios do campo” “vosso pai (natureza) sabe do que precisais”. Assim seria se o homem vivesse harmonicamente com a NATUREZA. Mas devido ao seu relacionamento agressivo com ela, ele precisa e muito, se preocupar com o dia de amanhã.

Bem apropriada a palavra “HOPENHAGEN”. Essa palavra lembra “esperança”, que lembra o verde e que identifica os interesses dos participantes. Os “ECOlógicos” ambientalistas que buscam o verde da natureza e os “ECOnômicos” ambientalistas, interessados no verde dos dólares.

Alheias ao que está acontecendo lá, aqui no sul e sudeste do Brasil as águas despencam como nunca antes. As nuvens das frentes frias que ha milhares de anos construíram seus caminhos aéreos dos pólos para o equador, agora em viagem lá em cima estão sendo atraídas pelos caminhos dos carros cá em baixo. Antes viajavam moderadamente do pólo sul ao equador onde eram interceptadas pelo calor equatoriano e todo volume de água que não tivesse ficado no caminho desabava na grande bacia amazônica. Hoje (mais encorpadas pelo degelo) essas frentes frias quase nem chegam ao nordeste. O calor das grandes cidades do sudeste já está fazendo o papel do equador. Pra quem sabe ler um pingo é uma letra, ou como disse também o mestre, “interpretar os sinais dos tempos”. O amazonas está secando e o nordeste todo também. E muita água está caindo no sul e no sudeste. Precisaria o mega computador japonês Earth Simulator (capaz de fazer 35,8 trilhões de cálculos por segundo) dizer isso pra nós?
O problema não é El Niño, é El hombre.

Nós brasileiros incentivando a venda de veículos novos (IPI reduzido) conseguimos o quarto lugar no ranking da poluição do planeta e ainda, aplaudimos a descoberta do pré-sal como um avanço social. Já estamos vivenciando as catástrofes ecológicas anunciadas e já sabemos que elas serão ainda maiores no futuro. E preciso plantar árvores, muitas árvores. Árvores nativas e não a virtualidade das “perucas” de eucalipto.

Copenhagen (COP-15) em 2009 deveria mobilizar a população da terra tanto quanto África do Sul (COPA -17) em 2010. É bom sempre lembrar que Deus não tem culpa nisso. A natureza não se defende, se vinga. A solução do problema está mais no verde das milhares ações de pequenos ambientalistas do que no verde dos bilhões de dólares dos grandes capitalistas.

Museudotelefone@oi.com.br Eugenio Inácio Martini